10.2.10

SAUDADE DE ARTHUR TIRONE

O caboclo está pra chegar a fim de passar o Carnaval no Rio de Janeiro, e vai daí que me bateu, ainda há pouco, uma tremenda e doída saudade do malandro. Nada como a fotografia, que chapa os momentos que vivemos a fim de aplacar a saudade quando a distância dói mais.

Eduardo Goldenberg e Arthur Tirone, 24 de janeiro de 2009

A ele, Arthur Tirone, o Favela, a quem vira-e-mexe chamo de Salgueiro (minha favela favorita), ergo o copo cheio de chope com espessa espuma a fim de brindar ao momento que se aproxima.

Sexta-feira ele chega, baixa na aldeia de Luiz Antonio Simas, outro irmão que a vida me deu de presente, e seremos três, quatro, cinco, mais!, misturados na turba do BOLA PRETA em busca da sacrossanta redenção do tríduo momesco.

Até.

9.2.10

A BOA DE AMANHÃ

Meu xará Eduardo Carvalho lançará, amanhã, seu primeiro livro, pela editora MULTIFOCO, uma compilação de textos que ele publicou nos últimos anos em seu blog, homônimo, SAMBAS, BOEMIA E VAGABUNDOS. O BUTECO recomenda vivamente! Com apresentação de Fernando Molica, prefácio de Cesar Tartaglia e com a promessa da presença de uma pá de amigos, o que pode querer mais meu xará?

Até.

TODA SOLIDARIEDADE AO BRUNO RIBEIRO

EGO DO BUTECO

O podre, o fétido, o infecto, o putrefato, o inconcebível, o inacreditável e insuperável site EGO, lixo em forma de revista de fofoca hospedada nos domínios da GLOBO.COM, publicou hoje uma notícia envolvendo a apresentadora de FANTÁSTICO, Patrícia Poeta. O pútrido site conta que a "apresentadora do 'Fantástico' se exercitou no calçadão de Ipanema, com o marido, Amauri Soares, na manhã desta terça-feira, 9".

É ou não é uma tremenda notícia, dessas de mudar o mundo? Vejam essa nojeira aqui.

O EGO DO BUTECO, que mantém seu compromisso de lançar luzes e holofotes sobre gente infinitamente mais interessante que a gente exibida pelo tal site, exibe hoje uma celebridade zona-norte de verdade, uma tijucana de escol e de raiz, que, tal e qual Patrícia Poeta, também saiu por aí se exercitando. Só que em Paris, às margens do rio Sena.

28/01/10 - 10h15min

Flagrada passeando em Paris, às margens do Rio Sena, Nathalia Quintans, carinhosamente conhecida como Nath Cereal, simpática como sempre, posa para as lentes do BUTECO.


Nathalia Quintans, às margens do rio Sena, em Paris

"Paris, Paris, Je t´aime gostoso, mas eu gosto muito mais da rua do Matoso!", brincou Nath com nosso fotógrafo.

POBRE ADALGISA

Está aqui a triste notícia.

Adalgisa, aquela que mandava dizer que a Bahia tá viva ainda lá, que a Bahia tá viva ainda lá, que a Bahia tá viva ainda lá, com a graça de Deus, ´inda lá, que a Bahia tá viva ainda lá, que a Bahia tá viva ainda lá, que a Bahia tá viva ainda lá, deve estar arrasada, no Orum, ao lado do velho obá, Dorival Caymmi.

Diz a nota que:

"Já se sabe qual será o hit do carnaval da Bahia este ano: a música "Rebolation". Ela já está tocando nas praias de Salvador desde o início do verão. É um axé cantado e tocado grupo Parangolé, comandado pelo cantor Léo Santana, autor da novidade com a ajuda do parceiro Nenel. Mistura batidas eletrônicas e foi inspirada no som que toca em festas raves. É uma dança que os frequentadores das raves fazem com os pés. A dança virou sucesso no Youtube e Santana decidiu que ia levar e os movimentos para o estilo baiano. Ficou mais suave e agradou o público. A aposta deu certo. Ele acreditava que se a música interessasse tanto quanto interessou aos internautas no Youtube era sucesso na certa. Santana agora se apresenta com uma trupe de 40 dançarinas no palco e leva a platéia a se mexer no ritmo do Rebolation. No último Festival de Verão Salvador o rebolation roubou a cena. Para dançar é preciso mexer os braços rente à cabeça e, claro, rebolar. O Rebolation já foi cantado por Daniela Mercury durante os ensaios de carnaval, por Ivete Sangalo, em seus shows, e até por Cláudia Leitte, que terminou a apresentação no Festival de Verão dançando a novidade no palco. O Parangolé tem 12 anos de estrada, mas a entrada do vocalista Léo Santana só aconteceu há três. Neste Carnaval, o Parangolé vai desfilar quatro dias: sábado (13) e terça (16), no circuito Barra-Ondina, e no domingo (14) e na segunda (15), no Campo Grande. O Parangolé tem nove músicos e três bailarinas. Depois de fazer os baianos dançarem o Reboltaion, será a vez dos europeus caíram no ritmo. O Parangolé fará dois shows na Itália e um na Suíça."

Taí uma boa maneira de reconhecer um otário: o pobre-diabo que vai pra Salvador no Carnaval, deixando de lado o BOLA PRETA, preta!, meu segundo lar, onde é bom demais se acabar.

Até.

DOUTRINANDO UMA CRIANÇA

Corria o ano de 2008. Paulo Ramos era o candidato do PDT à Prefeitura do Rio de Janeiro, partido que morreu junto com Leonel de Moura Brizola, o maior de todos. Meu mano Bruno Ribeiro costuma dizer que eu tenho mais afilhados que a saudosa Zilda Arns. Pois uma de minhas afilhadas (são onze, até o momento!) foi deixada sob meus cuidados durante um final de semana daquele ano. Foi quando aproveitei para submetê-la a uma pequena sessão de doutrinação política. Eu disse a ela que gravaria um filminho para exibir na TV durante o horário político, e ela ficou toda prosa (vocês sabem como são as crianças...). Passamos o pequeno texto e partimos para as gravações. Pela expressão da criança - tadinha... - depois de três tentativas, pode parecer a vocês que não obtive êxito (sua expressão de desânimo é capaz de fazer chorar o mais fanático dos correligionários...). Mas não é verdade. Hoje, em 2010, perguntem a ela quem é o maior político de todos os tempos e vocês ouvirão:

- Brizola!

Até.

8.2.10

ELE VOLTOU!!!!!

Cliquem na imagem para ver a volta de Felipinho Cereal!

Até.

O VIK NA TIJUCA É OUTRO!

O JB de ontem estampou, na capa, essa nota abjeta - que me foi apontada por meu dentista e fotógrafo, Marcelo Vidal:

nota publicada no JORNAL DO BRASIL de 07 de fevereiro de 2010

A tal matéria conta que os blocos da cidade (todos na zona sul, é evidente) estão investindo no design de suas camisetas, encomendadas a designers, artistas plásticos, que customizam (pausa para o vômito) as camisetas, que bolam desenhos descolados, cults (mais uma golfada), que fazem verdadeiras instalações nas malhas grifadas e outros bichos.

Um bloco, em Ipanema, vem esse ano com uma camiseta de autoria de Vik Muniz (minha ignorância no assunto não me permite saber de quem se trata). Fui comentar esse troço, ontem à noite, com Felipinho Cereal. O pequeno grande homem cravou um comentário de gênio:

- Edu, na Tijuca só faz sucesso um Vik.

- É?

- É. O Vaporub.

Até.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, O ENCONTRO!

Reuniu-se a turba do NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS na mais-que-aprazível tarde de sábado passado, 06 de fevereiro, no BAR DO PAVÃO, na Xavier de Brito, na Tijuca, bem diante da casa da síndica da Tijuca, a dona Olívia. Eu lhes digo, sem medo do erro, eu que sou preciso do início ao fim e imparcialíssimo, que ali desfilou (no fabuloso esquema concentra-mas-não-sai) o melhor bloco do Carnaval carioca em 2010. Enquanto mais de 50 mil pessoas se espremiam, por exemplo, no SIMPATIA É QUASE AMOR (bloco no qual o personagem de Aldir Blanc jamais poria os pés), tínhamos ali à nossa disposição um sensacional feijoada, garçons servindo chope, sombra, amigos em festa e um homenageado - Luiz Antonio Simas, é claro! - com uma disposição invejável: o caboclo pegou no cavaco às quatro da tarde e só foi soltar a criança pouco depois das dez da noite!

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Na foto acima, Diego Moreira (responsável pelo som do tantam que foi com mulher e filho!), Lucio Lemos (o autor do logotipo do bloco! que chegou junto com a namorada) e Juliano Brandão (que levou a tiracolo a namorada e o pai, tremenda figura). Quem também apareceu - e vindo de longe - foi José Sergio Rocha, trazendo consigo diversos instrumentos de percussão que deram cor ao furdunço. O grande Claudio Renato, com seu poderoso agogô, também chegou junto e é mais uma testemunha da grande tarde que vivemos ali.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Meu velho e amado pai (na foto abaixo, comigo) também apareceu com mamãe a fim de prestigiar esse grande brasileiro que é o Simas. Pavão e dona não escondiam a felicidade e, juntamente com a garçonete Zezé e do sensacional garçom Múmia Paralítica, garantiram o assassinato permanente da fome e da sede dos componentes do bloco.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Tia Nadja, Candinha (a primeira-dama), Carlinhos e Evelin, do AL-FÁRÁBI, todos uniformizados, engrossaram o cordão que não deixou a peteca e o samba caírem um só minuto. Cantamos marchinhas, sambas de enredo de todos os anos, de todas as escolas, sambas de quadra, sambas de terreiro, e até mesmo o choque de ordem, que apareceu na figura de Rodrigo Pian - que pintou no pedaço com carro oficial e colete! - rendeu-se à bagunça que armamos ali naquela calçada.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Betinha com Flavinho e Felipe, Leo Boechat com Renata e Helena também deram o ar da graça, e o Danilo, amigo de longa data do Leo, cravou, à certa altura, uma frase-flecha no meu peito apaixonado pelo chão em que vivo:

- A saída é a zona norte...

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Quem também pintou no pedaço e fez questão de posar ao lado do Simas foi minha amada avó, mãe de mamãe - na foto abaixo ao lado do bardo - que abrilhantou o desfile quando juntou-se à roda pra cantar, com uma elegância em extinção, TOURADAS EM MADRI. Alguns chopes depois vovó deixou saudade quando partiu:

- Estou ficando tontinha, meu filho. Divirtam-se!

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Marcelo Peixoto, com a namorada, um de meus poucos mas fiéis leitores, chegou-se de mansinho, juntou-se à roda, assumiu um dos tamborins e também pode testemunhar a belezura que foi aquela tarde e aquela noite.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Na foto abaixo, Leo Boechat e eu, ele portando o sensacional boné da campanha de Leonel de Moura Brizola para prefeito da cidade. O boné passou de mão em mão, de cabeça em cabeça, provando que o velho caudilho é, definitivamente, governador perpétuo da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Vidal e Claudinha, e Janis, Barroca, Beatriz Fontes, Cerole, Kadu, todos foram juntar-se a nós na tarde de sábado. Kadu, o Kadu do BRACARENSE, foi outro que gemia, vez por outra:

- Era de um bloco desses que eu estava precisando...

Prova do poder da zona norte, do poder da Tijuca, do poder das margens do rio Maracanã, onde nosso homenageado, freqüentemente, acende suas velas no altar da pátria.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Foi, de fato, uma tarde memorável. Emocionamo-nos todos quando cantamos, em coro, o samba da VILA ISABEL para 2010. Emocionamo-nos todos quando ouvimos o Simas cantar, comovido, seu samba vitorioso, em parceria com o Mussa, derrotado no SALGUEIRO em 2009. Cantamos muito, bebemos muito, celebramos a arte do encontro, a graça da vida e demos por abertos os trabalhos para o tríduo momesmo que se aproxima.

Eu, prosa que só, ao lado de dois de meus onze afilhados - Felipe e Helena, ela comigo na foto abaixo -, voltei pra casa com a sensação do dever cumprido.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Ao cair da noite, rua deserta e almas em festa, senti que o troço deu certo e que cumpriu seu objetivo.

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, no BAR DO PAVÃO, 06 de fevereiro de 2010

Já em casa, recebi um telefonema do Simas, quase uma da manhã:

- Como foi bacana, Edu, que tarde, que noite!

Como diz o Lucio Lemos, o mito merece!

Até.

6.2.10

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS

Foi o próprio homenageado que acabou de bater o telefone pra mim:

- Leu o Cesinha n´O GLOBO hoje?

- Ainda não.

- Leia lá.

Despedimo-nos e eis que me deparo com a nota abaixo.

nota publicada na coluna NO EMBALO, de Cesar Tartagli, do jornal O GLOBO, 06 de fevereiro de 2010

Prova efetiva de que o Cesinha é um sujeito antenado com as coisas boas da cidade, de que Luiz Antonio Simas é mito vivo e de que o troço vai fazer até cavalo de charrete sambar hoje à tarde.

Até.

É HOJE E ELE MERECE!!!!!

O troço começou como brincadeira, continuou e terminou como brincadeira, mas com um cordão maior do que podíamos imaginar, prova definitiva do sucesso que faz esse caboclo, Luiz Antonio Simas. Em 28 de janeiro desse 2010, foi lançada a idéia, aqui. Menos de 10 dias depois, mais de 30 camisas do bloco vendidas, reunir-se-á, hoje, a turba pra fazer festa pra ele. A partir das 15h30min, no BAR DO PAVÃO, vamos celebrar a graça da vida, a arte do encontro e o privilégio de estarmos todos juntos no pedaço.

Luiz Antonio Simas, 21 de novembro de 2008, ADEGUINHA, Praça São Salvador, Rio de Janeiro

Simão vai levar o cavaco e eu, modestamente, vou levar meu tamborim. Quem quiser chegar, com ou sem a camisa do bloco, com ou sem instrumento, vai ser bem chegado. O bar fica na Xavier de Brito, a praça dos cavalinhos, e o furdunço vai ser em frente à casa da dona Olívia, porta-bandeira do coreto. Vai ter feijoada, chope gelado e uma tremenda vontade de esticar o Carnaval.

Até.

A CHEF APRENDEU COM O CHEFE

Tá na reportagem SIM, SENHORA, CHEF!, na VEJA RIO, aqui.

"A própria Roberta, uma vez no posto, deixa de lado o ar afável que demonstra no salão e assume um tom marcial. A cada comanda que chega, ela grita o nome dos pratos para a equipe. Em uníssono, os funcionários respondem de seus postos já com facas, garfos, colheres e caçarolas nas mãos: "Sim, senhora, chef!". Com três fornos acesos há pelo menos seis horas e um fogão industrial de seis bocas operando na potência máxima, a temperatura na cozinha beira os 45 graus – e chegará perto de 50 até o fim da noite, mesmo com o ar-condicionado ligado. Além das ordens da chef e das respostas do time, não se ouve uma única conversa – coisa proibida, uma vez que pode atrapalhar a comunicação entre as equipes de serviço e cozinha."

Depois de muitos anos cozinhando para e convivendo com FHC, tudo compreendido.

Até.

5.2.10

NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, É AMANHÃ!!!!!

Como Carnaval é também subversão da ordem, inversão de valores, tanque perfeito pra enxagüar as dores (e quem não as tem?!), mudamos o local da concentração permanente (bloco que sai é troço pra adolescente) do NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, bloco criado pra homenagear a cabeça (não tão bola como a minha mas tão brilhante quanto), o coração, o verbo, a caneta, a genialidade e a imprescindibilidade desse grande brasileiro que é Luiz Antonio Simas.

Como o bardo tijucano sempre acende velas às margens do rio Maracanã (quem lê seu blog, o melhor do Brasil, sabe disso), será às margens do rio Maracanã nossa concentração. Amanhã, sábado, 06 de fevereiro de 2010, no BAR DO PAVÃO, na rua Doutor Otávio Kelly, colado à praça Xavier de Brito, na Tijuca, é evidente. Conversei há pouco com o Pavão que me garantiu a reserva das mesas bem em frente à casa da dona Olívia, heroína da pátria tijucana, para abrigar a turba que deverá comparecer uniformizada! O troço terá início às 15h30min e é imprescindível que não atrasemos, vocês sabem como é difícil segurar mesa nesses lugares. O BAR DO PAVÃO serve a melhor feijoada da cidade e quem quiser chegar mais cedo, esteja à vontade. Simas vai levar seu cavaco nervoso e mesmo quem não comprou a camisa do bloco será bem recebido. O Mestre - ou o mito, como tem dito Lucio Lemos - merece.

Até.

4.2.10

A CAMPANHA CONTINUA

Se for pra dizer ao pé-da-letra, o boêmio já voltou. Publicando uma curta nota na tarde de hoje, Felipinho Cereal deu, de novo, as caras. Mas a campanha continua: eu, pelo menos, quero ver o ilustre morador da Barão de Sertório contando suas histórias no BOEMIA E NOSTALGIA, ele que domina o métier - bares vagabundos, suburbanos, tijucanos e zona-norte, os "hospitais de alma", clássica expressão cunhada pelo pequeno grande homem - como poucos.

cartaz da campanha VOLTA, FELIPINHO!, de autoria de Lucio Lemos

Aos porcos anônimos e covardes de sempre - expulsos reiteradamente daqui, como baratas -, que chafurdaram na lama dos comentários ao texto de (falsa) despedida do Felipinho, meu mais profundo sorriso, cotovelo no balcão, ao lado do meu amigo, cuja opinião é - franca e sinceramente - a única que me interessa nesse imbróglio.

Volta, Felipinho!

Até.

P.S.: desses porcos anônimos e covardes de sempre, só um troço que presta emerge: eu adorei o apelido, Cabeça de Bola Brilhante! Ótimo!

DO DOSADOR

* Sensacional, para dizer o mínimo, a festa de lançamento do livro SAMBA DE ENREDO - HISTÓRIA E ARTE, de Alberto Mussa e de Luiz Antonio Simas, ontem à noite no sebo-bar AL-FÁRÁBI, na rua do Rosário. Pequeno parênteses. O ALFA, como é carinhosamente chamado por quem o freqüenta - ou abadia, por conta das cervejas que vende, profundamente conhecidas pelo Maurício, o abade -, vende cervejas do mundo todo (belgas, escocesas, inglesas, alemãs, o diabo!) pelo menor preço de toda a cidade. Todo mundo estava lá, e seria tarefa inglória listar nome por nome. Amigos de tudo o quanto é canto, leitores do BUTECO, do HISTÓRIAS BRASILEIRAS, membros do NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS, e foi tudo informalíssimo, como manda o figurino do verão carioca. Houve cantoria, Simas e Mussa desfiaram o impressionante repertório de sambas de enredo que conhecem, emocionaram a assistência quando cantaram o samba de autoria da dupla que foi à finalíssima do SALGUEIRO em 2009 - quando o enredo foi TAMBOR - e a noite fechou com chave de ouro. Numa comovente transfusão de energia, todos cantaram, numa só voz, o samba de Martinho da Vila para a VILA ISABEL em homenagem ao centenário de Noel Rosa. "E a fantasia que se usa pra sambar com o menestrel / Tem a energia da nossa Vila Isabel / Tem a energia da nossa Vila Isabel!". Eu vi o mestre Luiz Antonio Simas, uma vez mais, de olhos marejados enquanto cantava pro poeta da Vila. Troço bonito demais, noite inesquecível!;

* leio assombrado nos jornais de hoje que o prefeito Eduardo Paes está providenciando "um reforço de 50 guardas municipais (...) focado em combater os mijões dos blocos.". Já tem nome, a tropa: os manja-rôla;

* um dos assuntos que mais corria boca-a-boca durante o furdunço de ontem à noite dizia respeito à lamentável decisão de Felipe Quintans no sentido de pôr fim a seu blog, o BOEMIA E NOSTALGIA. Com o seco texto FIM DE PAPO, Felipinho Cereal - como é mais conhecido - noticiou sua decisão de abandonar a coisa. Conversei longamente ontem com o pequeno grande homem e com sua Erika sobre o assunto, tentando demovê-lo da lastimável idéia (e assim fizeram dezenas de pessoas que lêem, com assiduidade, o tijucaníssimo). Lendo agora pela manhã os até então 17 comentários ao tal texto, curtíssimo (aqui), verifiquei que estão lá os covardes de sempre, os bombeiros que dão de apagar incêndio com gasolina e que são sempre enxotados daqui do BUTECO, como barata. A grande rede tem - já disse isso aqui centenas de vezes - inúmeras vantagens. Mas tem uma desvantagem gigantesca: deu, dá e dará (por pouco tempo, creio nisso) voz e vez aos mais abjetos dos homens - os covardes;

* os porcos covardes coincham e a nossa caravana passa. Graças a Lucio Lemos, um de meus poucos mas fiéis leitores, o mesmo que criou o sensacional logotipo do bloco NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS - vejam aqui -, apresentamos hoje a mais nova criação do cara: o cartaz da campanha cívica VOLTA, FELIPINHO!, lançada aqui. Daqui, de pé diante do balcão imaginário do BUTECO, torço pra que o Felipinho volte atrás e retome sua rotina tijucana, suburbaníssima e zona-norte no BOEMIA E NOSTALGIA.

cartaz da campanha VOLTA, FELIPINHO!, de autoria de Lucio Lemos

Até.

3.2.10

SE É PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO, DIGO AO POVO: ELE FICA!

PROJETO S.O.S. CAMPINAS

Atenção, Campinas! Atenção, meus poucos mas fiéis leitores residentes na cidade de Campinas, interior de São Paulo! O troço é urgente. Felipe Quintans, mais conhecido como Felipinho Cereal, num gesto seguramente impensado e precipitado, acaba de anunciar, aqui, com o curto texto FIM DE PAPO, sua intenção de encerrar as atividades de seu blog BOEMIA E NOSTALGIA. Nós, aqui do BUTECO, que por razões de ordem puramente ideológica, comportamental e de sintonia editorial - dentre outras - decidimos não mais manter o link para o blog do pequeno grande homem junto à TROPA DE CHOQUE, no menu à direita, lamentamos profunda e sinceramente a coisa. Peço a vocês, que deram aqui comovente prova de solidariedade a ele, que comandem a campanha VOLTA, FELIPINHO!

Até.

CARNAVAL, POR LUIZ ANTONIO SIMAS

Corre por aí que o Carnaval é uma "festa colorida", que o verbo da ordem, durante o tríduo momesco, é "o verbo brincar", que "as pessoas (...) pulam juntas com suas fantasias trocando gargalhadas sem fim". Tô fora. Estou - pra variar um pouco - com o mestre Luiz Antonio Simas:

"Engraçado, eu sou da opinião, compartilhada com o Szegeri, de que o carnaval não é uma festa dos alegres, mas sim dos tristes. Explico. O carnaval é um período marcado pelo símbolo da máscara, onde se inaugura a idéia de esquecimento do que efetivamente somos. Desde os primórdios da festa, a função social do carnaval é promover a inversão dos valores do cotidiano. O homem veste-se de mulher, o careta toma porres homéricos e por aí vai. O carnaval é o tempo do esquecimento necessário. É por isso que me incomoda essa história de horário marcado para blocos, guias de carnaval etc... Essa é a época de nos perdermos, sairmos de casa sem destino, seguirmos o primeiro bloco, voltarmos, sabe como, sem dinheiro no bolso. O que está presente no carnaval é, antes de tudo, a pulsão de morte. Matamos o que somos o resto do ano, repletos de horários, compromissos, burocracias e por aí vai. O lugar dos alegres é o camarote da cervejaria, a feijoada do Amaral e outras merdas do gênero. O grande folião, tenha certeza disso, é um triste."

Até.

MEMORABILIA

Quando eu lhes contei sobre minha festa de aniversário do ano de 1997, aqui, cuja passagem foi tema da crônica UMA SITUAÇÃO KOLYNOS, de Aldir Blanc, contei que, na manhã do dia seguinte mamãe disse com as mãos na cintura:

- Última vez, Edu. Assim não dá. Os vizinhos acabam de entregar aqui um abaixo-assinado pedindo providências!

Isso porque a festa de 96 fora, também, de arrebentar!

E ontem, arrumando e remexendo a estante de LP´s, CD´s, DVD´s e fitas-cassete, me deparei com uma cassete que guarda dez tesouros até então inéditos (alguns ainda inéditos!) de autoria de Moacyr Luz, cantados e tocados por ele mesmo, em estúdio caseiro, que o próprio me deu de presente. Ouro puro.

por Moacyr Luz, 27 de abril de 1996

Dia desses - se eu conseguir - digitalizo tudo e vou disponibilizando, aos poucos, aqui no balcão do BUTECO.

Até.

SAMBA DE ENREDO - HISTÓRIA E ARTE

Assim como todo carioca que se preza há de torcer pelo campeonato da VILA ISABEL e de seu magnífico enredo NÖEL, A PRESENÇA DO POETA NA VILA, é imperativo que se vá, hoje, ao lançamento do livro, que já nasce clássico, desses dois grandes sujeitos, parceiros na vida e no amor pelo samba e por uma de suas mais importantes vertentes, o samba de enredo, Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas. O lançamento, que vai ser marcado pela informalidade que os dois imprimem também à vida (por favor, bermuda, camiseta e chinelo!), vai ter, de lambuja, apresentação (prosa e cantoria!), feita pelos próprios, que cantarão os maiores sambas do gênero - que ambos conhecem como poucos (eu diria como ninguém, mas me taxariam de exagerado, injustamente, mais uma vez). Todos, portanto, ao AL-FÁRÁBI, na rua do Rosário, a partir das 18h!

Até.