Reuniu-se a turba do NEM MUDA NEM SAI DO SIMAS na mais-que-aprazível tarde de sábado passado, 06 de fevereiro, no BAR DO PAVÃO, na Xavier de Brito, na Tijuca, bem diante da casa da síndica da Tijuca, a dona Olívia. Eu lhes digo, sem medo do erro, eu que sou preciso do início ao fim e imparcialíssimo, que ali desfilou (no fabuloso esquema concentra-mas-não-sai) o melhor bloco do Carnaval carioca em 2010. Enquanto mais de 50 mil pessoas se espremiam, por exemplo, no SIMPATIA É QUASE AMOR (bloco no qual o personagem de Aldir Blanc jamais poria os pés), tínhamos ali à nossa disposição um sensacional feijoada, garçons servindo chope, sombra, amigos em festa e um homenageado - Luiz Antonio Simas, é claro! - com uma disposição invejável: o caboclo pegou no cavaco às quatro da tarde e só foi soltar a criança pouco depois das dez da noite!
Na foto acima,
Diego Moreira (responsável pelo som do tantam que foi com mulher e filho!),
Lucio Lemos (o autor do logotipo do bloco! que chegou junto com a namorada) e
Juliano Brandão (que levou a tiracolo a namorada e o pai, tremenda figura). Quem também apareceu - e vindo de longe - foi
José Sergio Rocha, trazendo consigo diversos instrumentos de percussão que deram cor ao furdunço. O grande
Claudio Renato, com seu poderoso agogô, também chegou junto e é mais uma testemunha da grande tarde que vivemos ali.
Meu velho e amado pai (na foto abaixo, comigo) também apareceu com mamãe a fim de prestigiar esse grande brasileiro que é o
Simas.
Pavão e dona
Jô não escondiam a felicidade e, juntamente com a garçonete
Zezé e do sensacional garçom
Múmia Paralítica, garantiram o assassinato permanente da fome e da sede dos componentes do bloco.
Tia
Nadja,
Candinha (a primeira-dama),
Carlinhos e
Evelin, do
AL-FÁRÁBI, todos uniformizados, engrossaram o cordão que não deixou a peteca e o samba caírem um só minuto. Cantamos marchinhas, sambas de enredo de todos os anos, de todas as escolas, sambas de quadra, sambas de terreiro, e até mesmo o choque de ordem, que apareceu na figura de
Rodrigo Pian - que pintou no pedaço com carro oficial e colete! - rendeu-se à bagunça que armamos ali naquela calçada.
Betinha com
Flavinho e
Felipe,
Leo Boechat com
Renata e
Helena também deram o ar da graça, e o
Danilo, amigo de longa data do
Leo, cravou, à certa altura, uma frase-flecha no meu peito apaixonado pelo chão em que vivo:
- A saída é a zona norte...
Quem também pintou no pedaço e fez questão de posar ao lado do
Simas foi minha amada avó, mãe de mamãe - na foto abaixo ao lado do bardo - que abrilhantou o desfile quando juntou-se à roda pra cantar, com uma elegância em extinção,
TOURADAS EM MADRI. Alguns chopes depois vovó deixou saudade quando partiu:
- Estou ficando tontinha, meu filho. Divirtam-se!
Marcelo Peixoto, com a namorada, um de meus poucos mas fiéis leitores, chegou-se de mansinho, juntou-se à roda, assumiu um dos tamborins e também pode testemunhar a belezura que foi aquela tarde e aquela noite.
Na foto abaixo,
Leo Boechat e eu, ele portando o sensacional boné da campanha de
Leonel de Moura Brizola para prefeito da cidade. O boné passou de mão em mão, de cabeça em cabeça, provando que o velho caudilho é, definitivamente, governador perpétuo da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Vidal e
Claudinha,
Zé e
Janis,
Barroca,
Beatriz Fontes,
Cerole,
Kadu, todos foram juntar-se a nós na tarde de sábado.
Kadu, o
Kadu do
BRACARENSE, foi outro que gemia, vez por outra:
- Era de um bloco desses que eu estava precisando...
Prova do poder da zona norte, do poder da Tijuca, do poder das margens do rio Maracanã, onde nosso homenageado, freqüentemente, acende suas velas no altar da pátria.
Foi, de fato, uma tarde memorável. Emocionamo-nos todos quando cantamos, em coro, o samba da
VILA ISABEL para 2010. Emocionamo-nos todos quando ouvimos o
Simas cantar, comovido, seu samba vitorioso, em parceria com o
Mussa, derrotado no
SALGUEIRO em 2009. Cantamos muito, bebemos muito, celebramos a arte do encontro, a graça da vida e demos por abertos os trabalhos para o tríduo momesmo que se aproxima.
Eu, prosa que só, ao lado de dois de meus onze afilhados -
Felipe e
Helena, ela comigo na foto abaixo -, voltei pra casa com a sensação do dever cumprido.
Ao cair da noite, rua deserta e almas em festa, senti que o troço deu certo e que cumpriu seu objetivo.
Já em casa, recebi um telefonema do
Simas, quase uma da manhã:
- Como foi bacana, Edu, que tarde, que noite!
Como diz o
Lucio Lemos, o mito merece!
Até.