Cheguei há pouco da rua. Não sei a temperatura exata, mas posso dizer, sem medo do erro, que a sensação térmica é de 40 graus pra cima. O bafo que vem do asfalto, a visão de homens e mulheres com discos escuros debaixo dos braços, testas que pingam como lágrimas dos olhos das carpideiras - tudo piora a tal sensação térmica. Mas não é, meus poucos mas fiéis leitores, sobre o calor senegalês que sufoca o Rio de Janeiro que quero lhes falar. Não. É sobre uma loura com quem cruzei no elevador quando saía em direção ao Tribunal. Saí do elevador com o lenço na boca à moda de um dique impedindo a explosão da gargalhada que só me foi possível na Erasmo Braga. Chamei meu irmão Fernando Szegeri pelo rádio e fui efusivo:
- Acabei de ver nascer uma personagem!
Pausa.
Fernando José Szegeri, o homem da barba amazônica, para assombro de quem o conhece, está, desde a manhã de hoje, fazendo das suas no TWITTER. E se até o Moacyr Luz fez o patético apelo diante dos jornais (vejam aqui) para angariar seguidores (no momento a partida está MARIA RITA 68.164 X 527 MOACYR LUZ), por que não posso eu fazer o mesmo por aqui em prol do meu amigo? Sigam Fernando Szegeri pelo TWITTER! AQUI! AQUI! AQUI! Dito isso, vamos em frente.
Deu-se o seguinte.
Saí de minha sala de paletó, gravata, pasta na mão e chamei o elevador. Embarquei. Dois homens já estavam em seu interior. O bicho parou no sexto andar. Foi quando entrou a loura do elevador. De tailleur, uma pasta grifada nas mãos, foi efusiva:
- Boa tarde, gente!
O coro respondeu.
Foi quando a loura do elevador (como uma autêntica piadista de elevador, entendam isso aqui), mirando seus olhos nos meus (embora eu não pudesse ver seus olhos, ela usava uns óculos escuros imensos), disse abanando-se vigorosamente com sua pasta:
- Horrível ir pra rua com um calor desses, né?! - e deu de guinchar sozinha, batendo o saltinho do scarpin no piso de granito.
Eu, simpaticíssimo, disse:
- É.
E ela, agora mostrando os dentes, enormes como os dentes de uma coelha do Maurício de Souza, e fazendo movimentos, impossíveis de descrever, com o cabelo:
- Pra gente que sai do escritório fresquinho, né?! - deu saltitos.
Eu, já a um passo de saltarmos todos, tentando ser mais simpático ainda:
- É... minha sala está feito a Sibéria...
Foi quando nasceu a personagem. A loura do elevador, levando a mão à boca - numa máscara de espanto e dó absoluta - disse franzindo a testa:
- Seu ar-condicionado quebrou?! Que horror!
Saltamos.
E eu ouvi, já na portaria, o último guincho da gênia:
- Sibéria foi ó-ti-mo! Boa sorte, doutor! - e deu de gargalhar, como uma parva.
Até.
- Acabei de ver nascer uma personagem!
Pausa.
Fernando José Szegeri, o homem da barba amazônica, para assombro de quem o conhece, está, desde a manhã de hoje, fazendo das suas no TWITTER. E se até o Moacyr Luz fez o patético apelo diante dos jornais (vejam aqui) para angariar seguidores (no momento a partida está MARIA RITA 68.164 X 527 MOACYR LUZ), por que não posso eu fazer o mesmo por aqui em prol do meu amigo? Sigam Fernando Szegeri pelo TWITTER! AQUI! AQUI! AQUI! Dito isso, vamos em frente.
Deu-se o seguinte.
Saí de minha sala de paletó, gravata, pasta na mão e chamei o elevador. Embarquei. Dois homens já estavam em seu interior. O bicho parou no sexto andar. Foi quando entrou a loura do elevador. De tailleur, uma pasta grifada nas mãos, foi efusiva:
- Boa tarde, gente!
O coro respondeu.
Foi quando a loura do elevador (como uma autêntica piadista de elevador, entendam isso aqui), mirando seus olhos nos meus (embora eu não pudesse ver seus olhos, ela usava uns óculos escuros imensos), disse abanando-se vigorosamente com sua pasta:
- Horrível ir pra rua com um calor desses, né?! - e deu de guinchar sozinha, batendo o saltinho do scarpin no piso de granito.
Eu, simpaticíssimo, disse:
- É.
E ela, agora mostrando os dentes, enormes como os dentes de uma coelha do Maurício de Souza, e fazendo movimentos, impossíveis de descrever, com o cabelo:
- Pra gente que sai do escritório fresquinho, né?! - deu saltitos.
Eu, já a um passo de saltarmos todos, tentando ser mais simpático ainda:
- É... minha sala está feito a Sibéria...
Foi quando nasceu a personagem. A loura do elevador, levando a mão à boca - numa máscara de espanto e dó absoluta - disse franzindo a testa:
- Seu ar-condicionado quebrou?! Que horror!
Saltamos.
E eu ouvi, já na portaria, o último guincho da gênia:
- Sibéria foi ó-ti-mo! Boa sorte, doutor! - e deu de gargalhar, como uma parva.
Até.



