4.4.05

BETINHA FUTEBOL CLUBE


Parafraseando Aldir Blanc, escrevi pra Betinha (na foto, ao lado da Dani), na dedicatória do livro que lhe dei de presente no seu aniversário do ano passado, que aquele que não torce deslavadamente pra "Betinha Futebol Clube" merece ser apontado no meio da rua aos gritos de "ali vai um filho da puta". A Betinha é, segundo insuspeitado depoimento de um amigo, linda. Ele foi mais fundo. Disse a ela: "Você é a coisa mais linda que eu já vi na vida, incluindo aí a pipa de três cores que ganhei do meu avô quando eu tinha quatro anos". Inteligentíssima, um papo bom daqueles de varar noites. Instável como devem ser os seres que fazem diferença no mundo. Pode ser calma como um mar sem vento e pode ser um furacão de derrubar catedrais. Pode ser mansa como um gato castrado e pode ser agressiva como uma leoa faminta. Pode ser gentil como uma moçoila criada a pão-de-ló nos cursos da Socila como pode ser estúpida como a Fera da Penha ou a Fera de Macabu, o primeiro enforcado na História do Brasil, ainda nos tempos do Império. Pode estar num dia de sucos e muita água como pode levar à ruína um bar portentoso. Mas é a Betinha. Pois sábado, eu e Dani fomos presenteados por ela de forma absurda. Como dois afilhados levados pelas mãos da dinda, fomos convidados para um lauto almoço no Aprazível, na Rua Aprazível, em Santa Teresa, onde nos regalamos com mojitos, caipirinhas, dry martini, pães italianos, galinhada, risoto de polvo, marreco, vinho, cerveja, café, numa tarde, a redundância é inevitável, mais do que aprazível. Ainda fizemos uma parada na descida de Santa Teresa num dos bares de lá, onde derrubamos mais uma dúzia de garrafas de cerveja, onde choramos, onde conversamos, onde brindamos não-sei-quantas-vezes à graça do encontro, à amizade, esse troço cada vez mais raro, cada vez mais caro. Ali, já calibradíssimo, lhe prometi essa homenagem. Está feita. E falo por mim e pela Dani. Nosso amor, querida. Até.

Posted by Hello

Nenhum comentário: