2.5.05

ALGUNS PS´s

PS1: estava ontem no Estephanio´s para assistir Flamengo x Figueirense. Estiquei pra ver Fluminense x Paysandu. De repente, não mais que de repente, quando o tricolor crava 2 x 1, um sujeito à minha frente, e estou imitando deslavadamente o tricolor Nelson Rodrigues, vazando luz, ergue os braços comemorando e vira-se pra mim. Eu taquei-lhe as mãos nos braços e disse, "é você!". Pois é. O tricolor anônimo a quem dediquei o texto "Vence o Fluminense" era ele, Leonardo Huguenin. Trocamos os emails e hoje o cara se viu aqui, no Buteco. Bela figura, bela figura.

PS2: a Betinha, sempre novidadeira, assistiu o jogo comigo, e mais o Flavinho, e mais o Marquinho. Futucava a bolsa o tempo inteiro, fazendo uma espécie de carinho em alguma coisa lá dentro. Fim do jogo e ela saca uma bolsinha minúscula. Em côro a mesa pergunta, "o que é isso?". Ela sorrindo mostra uma espécie de radinho vermelho, luminoso, com pequenos fones, o troço era mínimo mesmo. Flavinho, que hoje mora no Flamengo mas não largou o modo de vida do Cachambi, decretou orgulhosíssimo, "custou mil reais". Desmaiamos todos. Quando voltei à Terra, ela disse docemente... "Gente, não entendo o por quê do susto... quanto menores as coisas, mais valiosas elas são". Fiquei, não sei se vocês hão de me entender, eufórico. Bati o telefone pra Dani na hora: "Gatinha... vem logo pra cá... tenho uma surpresa pra te contar que vai mudar a nossa vida". E quando a Dani chegou dissertei longamente sobre anatomia, sobre minhas vantagens até então motivos de risos de piedade, um troço. Foi preciso que o Flavinho sacasse da pistola para que eu, empolgadíssimo, não fizesse uma perfomance nu sobre a cadeira.

PS3: ontem foi um desses domingos iluminados. O Estephanio´s estava cheio dos amigos. Além dos já citados, Fefê, Cachorro, Dalton, Dedeco, Maria Paula, Fumaça, Guerreira, e tudo foi se anunciando desde a manhã, quando acordei na Barra, já que dormira no sábado na casa da Magali, irmã da Dani. Não sei se já lhes contei, mas só vou à Barra para ver Maria Helena e Ana Clara, suas filhas. Tudo na Barra me enjoa. Daí acordei às 6h e como todos dormiam, fui a uma padaria. Bem, na Barra não tem padaria. Fui a uma delicatessen. Anotem o preço do café da manhã: R$130,00. Comparado com o brinquedo da Betinha, uma promoção. Mas com R$130,00 eu varro toda a padaria Estudantil, aqui na minha esquina. É a way of life da Barra.

PS4: falei no Dalton e preciso lhes contar. Ontem, ele que deixa o Nei Lopes no chinelo em questões de negritude, africanismo e mais que tais, estava luminoso. De arquinho nos cabelos esvoaçantes, guias azuis e brancas pendendo do pescoço, uma camisa com uma imagem tremenda da Iara Mãe D´Água, Dalton dançou afoxé, ijexá, recebeu santo, fez ventar dentro do bar e, sem qualquer explicação aparente, convidou-me para uma cerveja no Grajaú já quase à meia-noite. Com medo, não fui.

Até.

2 comentários:

Flávio disse...

Como presente no dia de ontem, não posso deixar de mencionar um detalhe escabroso nessa sucessão de eventos estranhos. Eu achava - e ainda acho - absurdo o preço da aquisição da minha senhora, mas desconcertante mesmo foi o Edu dizer que tomou champagne no café da manhã na Barra da Tijuca. Nunca esperei dele esse tipo de "sonho dourado tijucano". Deve explicar os R$ 130,00 gastos na delicatessen.

Eduardo Goldenberg disse...

Querido Flavinho, o espumante que comprei na delicatessen não representa nenhuma espécie de sonho dourado tijucano. 01 porque é um hábito beber aquelas bolhinhas pela manhã, ainda mais quando acordo com a sede que acordei no domingo. 02 porque tijucano quando sonha, sonha em vermelho, não em dourado.