7.7.05

FALTOU MOSTRAR MICHELA E CECILIA


Na foto, à esquerda, a Michela, que foi a Roma, partindo de Bolonha, para rever-nos, a mim e à Dani, já que nos conhecemos em Pouso da Cajaíba, e para comemorar o aniversário da Cecilia. À direita, ela, Cecilia, nossa doce anfitriã em Roma. Ambas amicíssimas do Mauro (vão notando o quão forte é o Mauro na Bota). A foto foi tirada na nossa última noite em solo europeu, durante a festa de aniversário da Cecilia. Falei em aniversário e é preciso mandar, daqui, beijos pra Roberta Valente, o pandeiro mais portentoso de São Paulo, que faz anos hoje, a quem conhecemos, também, em Pouso da Cajaíba.

Como se vê, ambas têm, nas mãos, salada de frutas. E quando as duas pousaram nos jardins da casa com a salada de frutas, um Zé Colméia já embriagado gritou, "ôba!!!, pêra, uva ou maçã?", e atracou-se com as duas, soltando-as somente após intervenções da Ciccita, a cadelinha da Cecilia.

Depois de escrever sobre a viagem, depois de postar, aqui, algumas fotos, ficou faltando mostrar, justamente, Michela e Cecilia, a quem ergo o copo, daqui do Buteco.

E não é possível citar a Cecilia e o Zé Colméia sem mencionar um episódio que tornou-se lenda, repetido exaustivas vezes pelo Mauro, para seus amigos italianos ouvirem, num sotaque de deixar o Silvio Berlusconi no chinelo.

Estava a Cecilia no Brasil, com o Mauro. E estávamos, eu, Dani, Fefê e Zé Colméia no Estephanio´s. E chegeram ao Estephanio´s o Mauro e a Cecilia. O Zé estava, vamos dizer, solteiro como um padre capuchinho e bêbado como um frade belga. E o Zé cantou árias quando a Cecilia saltou do carro. Batia no peito e berrava "ôôô... cuore ingrato..." pra delírio da patuléia naquela esquina.

Eu chamo o Zé num canto e digo a ele: "Zé, em Roma, onde a Cecilia mora, há um hábito estranhíssimo, mas real. A forma mais pungente de declarar o amor e o ardente desejo por uma noite de volúpia é a seguinte: você se aproxima da mulher, tira um dos sapatos e entrega a ela um de seus pés de meia.".

O Mauro é testemunha, assim como a Dani e o Fefê.

O Zé se aproxima, trôpego, e tira o sapato diante da Cecilia, que sorri, não entendendo nada (não entendendo nada aparentemente, o Zé tomou aquele sorriso como uma súbita aprovação).

Joga-lhe a meia no colo e uma sorridente Cecilia, coitada, guarda o pedaço de pano cinza dentro de sua bolsa.

Foi preciso que o Mauro convencesse o Zé de aquilo tudo era brincadeira minha, e um revoltoso Zé gritava "O Edu não mente, o Edu não mente!", até que Cecilia entrou no carro sem que o Zé visse e o Mauro partisse cantando pneu na Rua dos Artistas.

Depois do parabéns e do bolo, em Roma, o Zé pegou de um embrulhinho e o entregou a Cecilia. Era, creiam em mim, o outro pé daquele par de meia. "Una confirmazzione", disse o Zé chorando.

Até.

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