30.1.06

RABADA NO BUTECO


"Toca de tatu, lingüiça e paio, boi zebú,
rabada com angú, rabo de saia..."

(João Bosco, Paulo Emílio e Aldir Blanc)

O Buteco está em festa, de novo. Fomos ontem, eu e a Sorriso Maracanã (a cada dia mais bonita), ao sopé do Morro dos Macacos visitar a Dhaffiny (uma de nossas afilhadas), a Stefany, Buba e Lu, pais das duas meninas que têm sorrisos aptos a receber apelidos, mais à frente, de um cada vez mais ausente Szegeri. Breve pausa.

O Szegeri tem tido ataques histéricos incompreensíveis. Eu tentei parar de fumar (voltei de novo) e foi ele, meu irmão paulista, quem teve reações estranhíssimas, crises de abstinência vigorosas e pitis homéricos transformados em verborragia agressiva aqui nesse canto tão sweet, como diria minha amada e poliglota Dani. Agrediu leitoras, agrediu até mesmo amigas nossas, agrediu - vejam vocês! - aquela a quem um dia ele chamou de "musa". Vejam bem. Teve reações estranhíssimas, teve crises de abstinência vigorosas, teve pitis homéricos e quando eu tentei dizer a ele quatro ou cinco palavras contra seu estado beligerante sofri um ataque de coices pelo telefone que vou lhes contar! Daí, para minha tristeza, está cada vez mais ausente o irmão a quem tanto amo. Explicado isso, vamos em frente.

Sempre que chegamos lá, na casa amarela onde moram (eu disse casa amarela e lembrei-me, de novo, do meu irmão Szegeri), a casa vira uma festa. Dani vai ao chão onde se acaba de brincar com as meninas e com a Lu e eu fico bebericando uma cerveja geladíssima com meu compadre Buba, comprada na birosca no final da Petrocochino. Daí que ontem, papo vai, papo vem, lá pela sexta garrafa, o Buba me conta que encontrara o Fefê na véspera. Que o Fefê disse algo como "pô, você nunca me convidou pra ir à casa de vocês...", e o Buba ficou mal, disse-me ele. E emendou:

- Quero fazer um almoço no domingo que vem aqui em casa em homenagem a seu irmão!

Pra quê?

Eu que ando com vontades olímpicas de cozinhar pra batalhões assumi o compromisso de chegar no domingo cedinho munido da rabada já temperada, dos agriões e mais que tais. Buba e Lu ficaram com o arroz. Fizeram na hora a lista dos convidados, limitados a vinte, e fizeram questão de chamar, além do Fefê e da Brinco, o Dalton, mais meu irmão a cada dia. Cada um chegando com seus engradados e a Vila Isabel, naquele pedaço, vai tremer no domingo.

Para os que gostam de rabada, desde já lambam os beiços.

Vou comprar seis quilos de rabada na quarta-feira, cortada na junta dos ossos. Preparar a vinha d´alhos na quinta pela manhã, com seis garrafas de vinho tinto, muita cebola cortada em quatro, muito dente de alho, muitas folhas de louro, muitos grãos de pimenta do reino preta. Vai tudo pra geladeira, e tudo será mexido duas, três vezes ao dia. E no domingo de manhã, cedíssimo, parto pra lá, pra preparar o rega-bofe.

Tô assim, ó, riscando os dias na folhinha imaginária!

Até.

Um comentário:

Szegeri disse...

É tão ululantemente óbvio que os comentários não se dirigem às tão prezadas amigas, entre as quais minha querida Betinha e a doce Fumaça, sorriso Seven-Eleven (aberto 24 horas), que explicações são despiciendas. Só estou envidando esforços para que mais um pé-sujo da Zona Norte não vire um belmontezinho para dondocas e intelectualóides. Mas anda difícil. A hora que desistir, recolho-me aonde minha cascagrossice suburbana não escandalize ninguém. Talvez o velho Osório me compreenda.