24.4.06

CONVITE

Bem, mantendo minha, como diria minha sumida comadre Mariana Blanc, linha confessional, devo admitir que sou daqueles apaixonados capazes de tudo em nome da paixão. E explico melhor, que isso dito assim ficou vago demais.

Vamos lá.

Gosto de alguém? Então sou derramado, faço declarações públicas, sou tátil, abraço, beijo, não meço posturas nem controlo explosões de demonstrações olímpicas do meu bem-querer.

Gosto de um determinado prato num determinado restaurante? Pronto! É o desespero e o marasmo na vida do cozinheiro. Só pedirei aquilo, sempre, como se antolhos me impedissem de verificar qualquer nesga de novidade no cardápio.

E por aí vai.

Vai daí que na semana passada, dia 13 para ser mais preciso (do início ao fim, como sempre), véspera de feriado, fui com a Sorriso Maracanã e mais Betinha e Flavinho, Sérgio Barreto e Alex, o Justo, ao Trapiche Gamboa, atendendo dica do Paulo Roberto Pires, no NoMínimo, assistir à apresentação da cantora Fabiana Cozza, a quem eu não conhecia. Infelizmente, aliás (ela canta que é uma beleza!), e notem aqui um traço doentio da minha personalidade... O Szegeri não apenas conhece a Fabiana há anos como é seu amigo, íntimo, e debochou de mim de forma colossal quando eu lhe telefonei na tarde do dia 13 perguntando se podia, mesmo, ir ao Trapiche naquela noite com a certeza de que veria uma boa cantora (liguei pra Stê, na verdade, mas é impossível não pôr o Szegeri no roteiro do meu dia-a-dia).

Disse-me o meu pomposo irmão paulista:

- Vá de olhos fechados, Edu! A Fabi (residindo aí, nesse dissílabo, a intimidade que me fere ainda agora) canta muito.

E canta mesmo.

Quem cantou também, nesse dia, foi o Moacyr Luz, que apareceu não para uma canja, que canja é coisa pouca. O Moacyr apareceu foi para uma granja. Cantou pra burro (bem e muito) e, disse-me a Dani (eu estava assim, meio fora de órbita), levou-me ao delírio.

Voltando.

Daí decidi que na quinta-feira que vem, 27 de abril, quando faço 37 anos (meu Deus... eu cada vez mais velho...), vou estar lá, no Trapiche Gamboa, na Rua Sacadura Cabral 155, a partir das 20h, tendo o privilégio, novamente, de ver e ouvir a Fabiana que, de fato, é um portento cantando. Dona de presença fortíssima, marcante, com repertório de primeiríssima, uma divisão espetacular, quebrando qualquer concepção original de qualquer canção, a Fabiana já é (daí a menção ao meu modo de paixão) uma das minhas preferidas.

E prosseguindo a onda novidadeira do Buteco, um vídeo da Fabiana cantando "O Samba é Meu Dom", com rápida propaganda do meu provedor!

Se você não tem o RealPlayer assista o video aqui.

Mas se você já tem o RealPlayer, então é mais simples! Assista o video aqui!

Até, e espero você lá, 27 de abril, quinta-feira, a partir das 20h no Trapiche.

3 comentários:

Flávio disse...

Lá estaremos, ou, como disse o Vinicius em uma das muitas cenas antológicas do DVD: encararemos!!!

Lucia disse...

Domingo final de tarde, andava eu de bicicleta pela praia de Ipanema, e um pouco antes de chegar ao posto 9, venho olhando 3 caras parados conversando no calçadão.
O do meio está falando sem parar, tem na mão um copo de cerveja e acho aquela cara familiar.
Continuo olhando sem atinar de onde conheço.
Assim que passo por eles, me bate na testa: É o Edu do Boteco!
Cheguei a frear, e ia lá me apresentar. Mas na mesma hora achei aquilo uma invasão total de privacidade!
Que engraçado esse convivio virtual.

Bj,

Lucia

Eduardo Goldenberg disse...

Ô, LUCIA... Da próxima vez não se avexe, não. Beijo.