23.4.06

SALVE, JORGE!

Ontem, sábado, 22 de abril, véspera do dia dedicado a São Jorge, fomos eu e a Sorriso Maracanã à quinta edição do Samba de Jorge, no Centro Cultural Carioca, na Praça Tiradentes.

São Jorge Guerreiro

Se valeu a pena? Ora, ora. No comando do furdunço, Nei Lopes. E mais nada precisa ser dito.

E como mais nada precisa ser dito com relação à qualidade da festa, vamos a algumas passagens da agradabilíssima noite de sábado.

Fomos eu e Dani, Maria Paula com Maria Sílvia, sua mãe, Ruivinha com Itamar, Ciccio com Andre e Frederico, Cris com a Cláudia e ele, o Mauro, que na visão do meu irmão Szegeri é a verdadeira beleza acachapante e que ontem exerceu, como sempre, sua função de embaixador informal da cidade. Explico.

O Mauro tem sempre no bolso um estrangeiro ou uma estrangeira (geralmente uma estrangeira). Você esbarra com o Mauro na praia e ele apresenta a você sua companhia:

- Edu, Inês, Inês, Edu! (ela, a portuguesa)

Ou:

- Edu, Cecilia, Cecilia, Edu! (ela, a italiana)

Ou ainda:

- Edu, Araitz, Araitz, Edu! (ela, a espanhola)

E isso não tem fim. Pois ontem o Mauro levou, a tiracolo, o Ciccio (que eu e Dani conhecemos na Itália quando lá estivemos), o Andrea e o Federico, sobrinhos do Ciccio e que têm, no Mauro, uma espécie de ídolo. Aliás, o Mauro ontem estava especialmente dengoso e carinhoso comigo como se pode ver pela fotografia abaixo.

eu e Mauro no CCC, 22 de abril de 2006

Além do Ciccio, além do Andrea, além do Federico, o Mauro levou, no outro bolso, a Claudia e a Cristine, fã declaradíssima do meu irmão (e quem não é?).

Eu perguntei "e quem não é" e tenho que responder.

Todos são.

O Mauro, por exemplo (tenho hoje vontades olímpicas de falar sobre ele), é capaz de fazer gente de toda a parte do mundo se despencar em direção ao Brasil. E não em busca de Copacabana. Não em busca do Corcovado. Não em busca do Pão de Açucar. Não em busca da garota de Ipanema. As pessoas vêm (homens e mulheres, diga-se) apenas para vê-lo e ter com ele um, dois, três dias de convívio. Um troço impressionante.

eu, Andrea, Federico e Mauro no CCC, 22 de abril de 2006

Ciccio, Dani e Mauro no CCC, 22 de abril de 2006

Maria Paula, eu e Mauro no CCC, 22 de abril de 2006

Eu e Dani no CCC, 22 de abril de 2006

Mas vamos à noite.

O CCC estava de vermelho e branco.

Como eu já disse, mestre Nei Lopes estava como mestre (obviamente) de cerimônia.

Nei Lopes no CCC, 22 de abril de 2006

Dani e Nei Lopes no CCC, 22 de abril de 2006

Eu, aproveitando o gancho da palavra, mais sem cerimônia que nunca. Tenho estado assim desde que parei de fumar e sabe-se lá por quê.

Uma das primeiras a se apresentar foi a Dorina.

E é sempre um prazer espetacular vê-la cantar. A Dorina canta (por mais que isso soe piegas) com a alma retalhada e ontem pareceu-me fazê-lo ainda mais intensamente, já que declarou-se comovida com a festa.

Outra boa surpresa (eis que não sabia que elas estariam lá!) foi rever o Quarteto em Cy, por quem tenho especial carinho. Cyva, Cynara, Cybele e Sônia cantaram algumas músicas e com a mesma graça que as caracteriza.

Quarteto em Cy no CCC, 22 de abril de 2006

E quem mais estava? O magnata supremo da elegância moderna!

Walter Alfaiate. O mesmo vozeirão. A mesma categoria. A mesma elegância (dando contornos de coerência ao epíteto que ele mesmo criou), a mesma cadência das melhores escolas do gênero, padrão Cyro Monteiro.

Dani e Walter Alfaite no CCC, 22 de abril de 2006

Do CCC partimos para CCCC (piada infame da noite e explico).

Do Centro Cultural Carioca partimos para comer cabrito no Capela com o Cícero.

E deu-se o final da noite com mais chope, com arroz de brócolis e com o cabrito mais famoso da cidade e que estava, ontem, especialmente bom, talvez devido à companhia.

Itamar e Ruivinha no Capela, 22 de abril de 2006

Cristine e Cláudia no Capela, 22 de abril de 2006

Maria Paula e Maria Sílvia no Capela, 22 de abril de 2006

Chegamos em casa, de volta, já era alta madrugada.

E já era, é claro, 23 de abril, dia do Santo Guerreiro!

Cantei, baixinho, antes de dormir:

"Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge, me guarde no coração!
Que a malvadeza desse mundo
é grande em extensão.
E muita vez tem ar de anjo
e garras de dragão..."


Até.

4 comentários:

Marco Aurélio disse...

Eduardo

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Este é um trecho da Oração à São Jorge o santo guerreiro, padroeiro da Inglaterra, Portugal e outros países. Que nos proteja nestes tempos difíceis.

Um abraço

Marco Aurélio

ruivinha disse...

Edu,
A noite foi realmente muito especial... valeu pelo convite ! Precisamos fazer isso mais vezes !
Um beijão e até quinta !
Ruivinha

Marcelo disse...

Edu, permita-me um reparo: a Roberta, cantora realmente promissora, não ganhou o tal do "Fama", não. Foi eliminada nas primeiras fases...

Eduardo Goldenberg disse...

MM: obrigado pelo reparo. Vê-se, então, o quão burro eu sou na matéria TV Globo. E o quão burro foi o boçalóide que deu-me a informação errada como se eu fosse o último dos homens!

Mas o que importa, mesmo, é que a moça promete!