8.5.06

EXTRA! EXTRA! URGENTE!

Gostaria muitíssimo da atenção de vocês. Muitíssimo. Isso porque venho, há algumas semanas, apontando o dedo indicador na direção do Jota, que (des)comanda coluneta no jornal O GLOBO e de lá comanda (sem o (des), por favor) verdadeira operação de adulação permanente de estabelecimentos comerciais que têm à frente investidores que disputam, entre si, o mercado dos chamados (pelo Jota) "pés-sujos fashion", "Cordon Bleu da baixa gastronomia", "bares grifados" e outras merdas do gênero.

Notem que isso deu-se aqui, aqui, aqui e aqui.

Comentário estético: ficou horrível esse parágrafo aí de cima, com quatro links, um colado ao outro, mas isso dá bem a dimensão do quanto são anti-estéticas, anti-éticas, anti-tudo, essas atitudes suspeitas do Jota.

Agora vejam que coisa.

Estou relendo o livro "Um homem chamado Maria", de autoria do Jota, Editora Objetiva. Relendo porque ganhei de presente do Fefê, de aniversário, e não notei que era a revisão atualizada do livro "Noites de Copacabana", lançado em 1996 para a coleção "Perfis do Rio" pela Editora Relume-Dumará. O que aliás estou fazendo com prazer, eis que o Antônio Maria é, de fato, um personagem e tanto. Bom, agora sim. Vejam que coisa. Vejam o que escreve o Jota a certa altura.

trecho do livro UM HOMEM CHAMADO MARIA, pág. 59


Vou grifar o trecho que chamou-me a atenção.

"Os jornalistas eram servidos todas as noites (...). No dia seguinte pagava-se com uma nota no jornal. A tradição entrou para a história da imprensa (...), e ainda há, e haverá sempre, quem a pratique, embora com outros pratos."

Pois bem.

Acho que fui na mosca, não? Hein, Szegeri? Hein, Zé Sergio?

De pé-sujo fashion em pé-sujo fashion, de Cordon Bleu da baixa gastronomia em Cordon Bleu da baixa gastronomia, de boteco grifado em boteco grifado, vai sendo escrita, diariamente, a pífia coluna do Jota.

Até.

6 comentários:

Roberto Romualdo disse...

Grande sacada Edu. O cara além de tudo é burro e se entregou nessa.

Anônimo disse...

Edu,

Precisão cirúrgica na investigação...

À abissal diferença intelectual entre Antonio Maria e o malsinado Jota deve ser acrescentado que o primeiro (o que interessa, por óbvio), além do incomparável charme, deliciava-se, realmente, com a boa bebida e o bom papo dos lugares que frequentava; o mequetrefe, por sua vez, limita-se a repetir as asneiras que lhe são contadas por supostos "formadores de opinião", e, aposto, jamais pôs as patas em qualquer dos drinking-centers que alardeia, muito menos em qualquer butiquim de estirpe.

Pensei em fazer rápida concentração amanhã, antes do jogo do Mengão, no Getúlio, que tal?

Abraços,
Fraga

Eduardo Goldenberg disse...

FRAGA, acreditei ser desnecessária qualquer tentativa, ainda que mínima, de comparação entre o Maria e o Jota. Não o fiz por isso.

Quanto a amanhã, agradeço o convite, mas sou daqueles supersticiosos incorrigíveis.

Quando o jogo é pela TV, tem de ser no mesmo local. Mesma mesa. Mesma bebida. Mesma comida. E mesma companhia.

Abraço do Edu.

Szegeri disse...

ô Fraga, Drinking center tinha que pegar mesmo, né não? Quanto ao "j" (jota minúsculo, por extenso), a gente não precisa dizer mais nada de um cara quando ele mesmo trata de fazê-lo, mas farei uma pequena homenagem em breve lá no Só dói. Na verdade, não sabia que ele era o autor do livro sobre o Maria, nem que o mesmo era reedição. Talvez porque o colunismo "literário" seja outro dos pratos dos quais se serve essa canalha. A despeito da grandeza do personagem, ficarei com as crônicas do próprio.

Augusto Diniz disse...

Beber de graça é uma delícia. Todo mundo quer. Tem gente que prefere usar a (boa) imagem construída por anos e pendurá-la (por meio de fotos) nas paredes desses estabelecimentos. Isso também no fim da noite costuma trazer bons frutos (pro bolso). É economia na certa.

Anônimo disse...

Szegeri,

Esclareci para o Edu, em e-mail fechado, que em momento algum supus que houvesse comparação entre os personagens (na verdade um único, o outro não passa de um mequetrefe), o que seria verdadeiro atentado às inteligência e sensibilidade dele; apenas, por dever de ofício e para não perder o hábito, não quis deixar de dar um pontapé virtual no "j" (ótima essa, tão boa quanto os drinking-centers!).

Pasme você que uma cantora muito amiga minha (famooooosa) defende o beócio, inclusive alimentando a coluna com sandices históricas, unicamente para lá aparecer.

Aguardo a homenagem que você prestará a ele no "Só Dói", e espero ter a oportunidade de lá, também, poder treinar minha pontaria...

Saravá!
Fraga