2.5.06

FERIADÃO, PRIMEIRO DE MAIO

Eis que com o princípio do mês de maio, dar ampla publicidade a algumas constatações que me vêm chegando devagarinho é inevitável e importante para que tudo faça sentido diante do que eu lhes disse durante todo o mês de abril.

A primeira delas: como bebi em abril! Como bebi!

E como tive amnésias impressionantes (debruço-me sobre o assunto em breve)!

Foram três feriados, o 14 de abril (sexta-feira santa), o 21 de abril (dia de Tiradentes) e esse primeiro de maio (dia do trabalho), sendo que em todos eles houve muito sol, conseqüentemente muita praia, muita caipirinha preparada pelas mãos habilidosas do Mário, que atende a freguesia entre a Vinicius de Moraes e a Farme de Amoedo, e muita farra, muita festa e muito bom humor. Mas nenhum deles tão bom e tão intenso quanto esse primeiro de maio, e eu só posso atribuir isso ao fato de que abril, ó, babau! Acabou-se!

eu, praia de Ipanema, 29 de abril de 2006, 16h25min


Tive saudade olímpica do meu irmão Szegeri. E já que falei em saudade e já que falei no Szegeri, farei brevíssima digressão sobre o Pompa.

A saudade não é apenas minha, já que sei que ele também tem saudade de mim. Mas como estamos separados por quase 500km, qualquer gesto visando aplacar a saudade custa dinheiro. E não pouco dinheiro. Resumindo... Nossa amizade custa caro.

Custar caro não chega a ser um problema.

O problema é que só quem paga essa conta, caríssima, sou eu. Eu e apenas eu. Eis a verdade que a conta da TELEMAR, por exemplo, não escamoteia. Somente eu procuro o Pompa. Somente eu ligo para o Pompa. Somente eu escrevo para o Pompa. Há, na conta telefônica do Pompa uma aridez impressionante de ligações para mim, ao passo que a minha conta é gaga. Só dá o número da residência, do celular ou do trabalho do Pompa.

minha conta telefônica de abril de 2006


Vejam minha conta telefônica de abril. Estamos falando de quase cento e quarenta e cinco reais, não pela conta inteira. Mas apenas por ligações para a casa, para o trabalho ou para o celular do meu irmão Szegeri. Caríssima, caríssima, absurdamente cara essa amizade interestadual. Mas basta de Szegeri por hoje. Vamos seguir.

No sábado, como lhes disse, fomos à praia e à noite a uma festa com "f" maiúsculo, de 40 anos da Cris, amiga que o Mauro nos apresentou, a mim e à Dani, em seu apartamento no Jardim Botânico. Muita bebida, um barman de plantão preparando caipirinha de tudo o que é jeito, música de primeira, e de lá saímos perto das quatro da manhã.

No domingo, churrasco. Fefê e Brinco, Yayá e Shashá, filhas do casal casadíssimo depois de anos de pregação do Fefê no sentido de que não há nada mais interessante no mundo do que a vida de solteiro, abriram as portas da casa para receber a mim e à Dani, papai, mamãe e Naná, mais conhecida como Dona Brincão, e o apelido denuncia seu cargo, a sogra de meu irmão.

casa do Fefê e da Brinco, Vila Isabel, Rio de Janeiro, 30 de abril de 2006


Fefê no comando da churrasqueira é sinônimo de carne de primeira feita com extremo capricho e zelo, talento que também tem o Capitão Leo, de quem também tenho olímpica saudade (soube ontem que fez, o Capitão, um churrasco na casa de seu cunhado que vem a ser o Szegeri, e notem como eu sou incapaz de cinco parágrafos seguidos sem mencionar o Pompa).

Ficamos lá no Fefê e na Brinco (papai estava bebendo mais que todos juntos) até umas seis da tarde quando partimos, eu e a Sorriso Maracanã em direção à quadra da São Clemente onde aos domingos o Galocantô está promovendo uma roda de samba ainda possível. Digo "ainda possível" porque em breve aquilo vai estar tão cheio que seremos obrigados a cantar n´outro terreiro.

Lá encontramos o Augusto e a Juliana Amaral, minha mui querida Ju, de quem também tenho (ou tinha, já que a matei, isso até que a danada renasça) saudade em altíssimo grau. E mais! E mais! Lá estavam a Maria Paula, a Alê, a Lelê Peitos, a Guerreira, a Marcy e o Dalton, meu irmão e cada vez mais meu irmão.

visão geral da quadra da São Clemente, Terreiro do Galo, domingo, 30 de abril de 2006



Dani e Ju na quadra da São Clemente, Terreiro do Galo, domingo, 30 de abril de 2006



Augusto e Ju na quadra da São Clemente, Terreiro do Galo, domingo, 30 de abril de 2006



Guerreira, Dani e Marcy na quadra da São Clemente, Terreiro do Galo, domingo, 30 de abril de 2006


E lá ficamos até quase meia-noite, e isso porque a cerveja acabou, pecado mortal numa roda de samba. Fiz o convite irrecusável:

- Augusto, Ju... Vamos lá pra casa? Ficamos de papo, bebemos umas cervejas...

Os dois em côro:

- Ôba! Vamos, sim!

Ainda bati o celular pro Mauro e o convoquei.

Ao chegarmos em casa (notem minha educação polida) sentei-me (ou deitei-me, como queiram) no puff e ronquei (contou-me a Dani no dia seguinte) de fazer tremer a vizinhança. Não vi nem ouvi nada. Na manhã de segunda-feira telefonei para meus convidados pedindo desculpas. Pelo tom de voz dos três, foi em vão, eu acho.

Na segunda-feira depois da praia, outro churrasco, e dessa vez pra atender pedido irrecusável da Milena, a Mimi, minha afilhada amada e dona dos mais lindos cílios do planeta Terra.

Fomos eu e Dani à casa da minha comadre Mariana Blanc e do Marquinho Presidente (outro craque à frente da churrasqueira) encontrar com a Mimi e com o figuraça do Ceceu Rico, pai do meu queridíssimo Aldir, avô da Mariana e bivô da Milena. Isso pra não falar do Dalton, convocado pela Mariana depois que manifestei saudade do meu irmão, cada vez mais meu irmão, que telefonou-me choroso pela manhã. De saudade. Notem como estamos irmãos.

eu e Milena, primeiro de maio de 2006



Ceceu Rico, primeiro de maio de 2006



Mariana Blanc, primeiro de maio de 2006



Marquinho Presidente, primeiro de maio de 2006


É preciso dizer que nós chegamos lá ao meio-dia. E de lá saímos às dez horas da noite. Fomos recebidos com garbo e muita, mas muita, eu disse e quero grifar que com muita bebida. Num isopor assim, tipo banheirão, boiavam incontáveis latas de cerveja (da branca e da preta), Smirnoff de tudo o que é jeito, Mariana e Dani ainda prepararam um jarro gigante de limãozinho, e eu fiquei particularmente comovido no terraço daquela casa, naquela vila, sentado no meu canto curtindo a paixão que é a Milena, dulcíssima, cheia de carinho conosco, o que me fez ficar altíssimo.

Dani, primeiro de maio de 2006



Dalton, primeiro de maio de 2006



visão da vila do alto do terraço da casa da Mariana e do Marquinho Presidente


Foi, como se vê, um final de semana prolongado com mais do que as 72h logicamente contáveis.

Até.

5 comentários:

Szegeri disse...

Desenterrei, não sei por quê, de profundis, uma antiga oração que dizia assim:

Vinde Espírito Santo (Cardoso),
Encehi o coração dos vossos fiéis
Acendei neles o fogo do vosso amor...

Renata Villiardi disse...

Vc conhece o Aldir Blanc pessoalmente?!

juliana amaral disse...

Amigo Edu, lembra: saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue. A minha já está aqui, como sempre, fritando no peito, pelos amigos, por essa cidade que eu adoro cada vez mais, pelo que vivemos por aí, pelo que ainda não vivemos. Fazer o quê. Beijo grande pra você, outro imenso na Dani-mais-que-linda, e até muito breve.
Ju
PS: pena que você dormiu (e, de fato, roncou, sobretudo quando a Dani falava de você, que coisa!), a conversa foi espetacular...

juliana amaral disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Branca disse...

Oi, Edu-da-cara-preta!
Foi realmente, pra usar linguagem familiar, uma tarde-noite olípica. Mas só fui perceer a dimensão do tanto contando hematomas de manhã, de um tombo que eu, obviamente, não me lembro de ter levado. Inda bem que não foi na escada do Trapiche, o que teria, por váááários motivos, sido bem pior!
Beijos já pensando no próximo churrasco.