4.5.06

GENTE BOA? NUNCA!

(o NUNCA do título deve ser lido em voz alta com a ênfase szegeriana)

Vejam que eu, sempre que posso, exponho a vocês como funciona essa coluna imunda do Segundo Caderno de O GLOBO. Não vou dar nome aos bois. Nem à coluna nem ao elemento que a ass(ass)ina.

Não é à toa, bato permanentemente nessa tecla, que bares detestáveis como Informal, Devassa, Manoel & Joaquim, Belmonte (que funcionam no método de franquia, sistema rigorosamente incompatível com o espírito de um verdadeiro buteco), estão sempre em alta, citadíssimos, incensadíssimos, como se fossem oásis de carioquice. Não são. Como também não é à toa que bares igualmente detestáveis como Jobi e Bracarense (que não têm filiais mas têm garçons que cobram fortunas por um "olá" e por um mísero "boa noite") freqüentam com a mesma desenvoltura, a lista dos mais-mais que vira e mexe aparece num ou noutro jornal.

Mas há - e eu que sou preciso do início ao fim não deixaria de fornecer-lhes robusto material probatório - um certo sujeito que não passa uma semana sequer sem dar uma lambida bovina nos letreiros desses estabelecimentos nos quais, eu aposto, o dito cujo não paga um mísero centavo.

Temos essa lambida podre na coluna de 17 de março de 2006, na qual o Jota (decidi passar a chamá-lo assim) lustra os bagos do Antônio, investidor da rede Belmonte, que deveria ser condenado por crime de lesa-pátria pelo que fez com o autêntico, original e até então único Belmonte, na Praia do Flamengo (Szegeri, por favor, querido, mais detalhes nos comentários). Na tal coluna, leiam, o Jota cunha a expressão "pé-sujo fashion", que dá bem conta de como são os envolvidos: o colunista, o investidor e a RBB (Rede Belmonte de Botequins).

Exatamente um mês depois, em 17 de abril de 2006, volta o Jota a salivar a bolsa escrotal de três investidores: os do Informal, os do Belmonte e os do Manoel & Joaquim, criando uma espécie de ranking entre eles a fim de saber qual dos bares têm mais filiais. Como se vê, um nojo.

Em 19 de abril de 2006, dois dias depois, não satisfeito, vem o Jota e dá úmida linguada nos bagos do Chico, o tal garçom do Bracarense que, sem ter no mínimo R$50,00 no bolso (a tal gorjeta antecipada), não dá nem "oi" ao freguês. Vejam, meus poucos mas fiéis leitores, que o Jota não dá ponto sem nó!

E não é que na coluna de hoje, 04 de maio de 2006, vem o Jota e baba novamente o Bracarense incluindo, dessa vez, a medíocre (ou mediana, como queiram) cozinheira Alaíde? Mas leiam que nojo. Notem como se supera o Jota.

jornal O GLOBO, quinta-feira, 04 de maio de 2006


Putaquepariu (não houve jeito de deter)!!!!!

Cordon Bleau da baixa gastronomia????? Pô! Aí o Jota exagerou! Citar a principal escola de culinária da França foi pernóstico, mas bastante coerente com o jeitinho do Jota e com o jeitinho do Bracarense, ambos assim, humm... ligeiramente frescos. Agora... baixa gastronomia!? De novo essa expressão!? Socorro Nei Lopes!

Peço à brava cavalaria que se manifeste. Szegeri, Marcão, Borgonovi, Flavinho (quando voltar da Espanha!), Zé Sergio, Dalton, quem sabe até mandando um email doce, doce, pro Jota, por aqui.

Até.

3 comentários:

Szegeri disse...

Edu, meu velho, já diz há muito tempo o Zé Szegeri, que certas coisas, se tem que explicar, é porque neguinho não vai mesmo entender. Ah o velho Belmonte... Era um butiquim. Ponto. Não precisa explicar. Talvez o melhor chope da Zona Sul.

Agora, vem cá: bolinho de feijão fradinho recheado com vatapá??? Será que os gênios não acabam de iventar o... acarajé???

Eduardo Goldenberg disse...

Exatamente, POMPA! A gênia Alaíde (que se cozinhasse 10% do que dizem seria ótima cozinheira), atendendo aos pedidos de alguma novidade feitos pela clientela do Bracarense criou esse bolo de feijão-fradinho recheado com vatapá, o acarajé. Mas o que podemos esperar, meu bom POMPA, da clientela do Bracarense, da Alaíde, do Chico (o garçom) e do Jota, que sequer atentou para tal coincidência?

zé sergio disse...

Porra, esse bolinho plagiado vai acabar gerando tumulto lá em Soterópolis, onde, certa vez, acordei num hotel na Pituba com uma manchete gritando no meu ouvido: ALTA DE 20% DO ACARAJÉ PREOCUPA VEREADORES