30.6.06

ACR E UM PLÁGIO

Hoje farei a demonstração de um plágio nojento, às escâncaras. Se encaro a cruzada contra os atentados planejados pelo Jota com bom humor, se comecei há pouco a marcar em cima o Jota Éle e se até a Éle entrou na roda (todos com links à direita, no menu), agora é a vez da ACR, jornalista (risos) que assina colunas no descartável, desprezível e abjeto caderno ELA, do jornal O GLOBO, ser alvo da ferina caneta que uso no Buteco. Mas o troço agora é mais sério. Trata-se de plágio que é, como se sabe, "a apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem", na definição precisa do Dicionário Houaiss.

A ACR, que não escreve rigorosamente nada de interessante, no dia 19 de março de 2005, mantendo a linha fútil que caracteriza o caderno já citado, publicou matéria intitulada "BISTRÔS PARISIENSES". Vamos transcrevê-la:

"Entre um restaurante estrelado e outro, tem sempre lugar para um bistrô quando o destino é Paris. Aqui vai uma lista dos meus preferidos, para guardar na agenda. Além de ótima comida, você economiza na conta para depois gastar em comprinhas: os menus custam de 28 a 38 euros por pessoa. Um casal, pedindo sobremesa e vinho, gasta cerca de cem euros. Nada mal para Paris, n'est ce pas? Aqui vão eles:

Aux Lyonnais: Rue St. Marc 32 (4296-6504). É o bistrô de cozinha lionesa de Alain Ducasse com Thierry de la Bosse, do L'Amie Louis. São de ajoelhar os ovos com camarões e cogumelos.

La Régalade: Avenue Jean Moulin 49 (4545-6858). Trocou de chef mas continua superbe com seu leitão à pururuca.

Chez Michel: Rue de Belzunce 10 (4453-0620). Tem o melhor ovo mexido com creme de Paris.

L'Os à Moelle: Rue Vasco da Gama 3 (4557-2727). O filé com tutano é imbatível.

Café Moderne: Rue Notre Dame des Victoires 40 (5340-8410). Peça o dourado com beurre blanc.

Chez Denise: Rue Prouvaires 5 (4236-2182). São famosas suas batatas fritas, que escoltam quase todas as receitas. O pé de porco, supimpa, não é desmembrado: vem com todos os seus 32 ossinhos."


Que nojo!

Perdoem o desabafo acima, mas tudo vai ficar mais claro.

O que dá a entender a solteirona pernóstica? Em primeiro lugar que é íntima de Paris, o que pode até ser verdade, mas que com o tom que imprime ao texto (que não é seu!) ganha cores de nauseante informação. Em segundo lugar que 100 euros é uma pechincha. Leiam isso aqui e vejam se a moça não mente, além de tudo. Mas enfim... Vamos ao que interessa.

Tenham em mente, entretanto, que ACR lista seis de "seus" bistrôs parisienses "favoritos", certo? Excelente. Agora tomem nota.

Em 13 de março de 2005, portanto seis dias antes da publicação da imunda matéria assinada pela plagiadora, o NEW YORK TIMES publicou extensa matéria, de autoria de Mark Bittman, intitulada "Does the Affordable Paris Bistro Still Exist? Oui.". Leiam a matéria aqui (é necessário cadastro, grátis e fácil de fazer!!!!!). Mas você não está com paciência de fazê-lo? Daqui, de pé no balcão imaginário do Buteco, eu mastigo tudo pra você! Eis a matéria, não na íntegra (é enorme e posso mandá-la para quem me pedir por aqui), mas com os principais trechos (nos quais fica evidente o plágio) negritados:

"CHEZ MICHEL

Inside Chez Michel, a cozy neighborhood bistro beyond the Gare du Nord, the atmosphere is a tad nautical, the menu dotted with specialties of Brittany. My companion and I share brouillade d'oeufs, the creamy stew of scrambled eggs and cream, a stew of wild boar and a fantastic brandade de morue, the elegant and classic salt cod mousse - this one served in a little jam jar, beautifully browned on top and accompanied by broiled tomato, tapenade and salad.

The prix fixe bill: 30 euros each, or $40, at $1.35 to the euro.

L'OS À MOELLE

And it is, almost amazingly so, especially the 38-euro prix fixe menu. The seating is fairly comfortable, too, so the couple of hours you spend indulging your palate won't leave you crippled.

The table is set with good rye bread with a super crust and bulots - the large snails that are so delicious one would happily order them if they weren't being offered free - served with a parsley sauce. This was followed by a soup of Jerusalem artichokes with crunchy croutons and a shaving of black truffles. My companion opted for seared foie gras, served quite rare, with apples, beet greens and a slightly sweet dressing, while I chose a black truffle omelet. Other highlights: big scallops, served in shells, with root vegetables, lots of butter, and salt, and a huge, gorgeous marrow bone, served with a small steak.

CAFÉ MODERNE

The prix fixe for both lunch and dinner is 30 euros.

In between, the food has its highs and lows: nicely crisped dorade, served with green cabbage, tiny clams and beurre blanc, was a winner, as was risotto with langoustine. Pan-fried chicken stuffed with garlic and herbs, with about a pound of mashed potatoes and a sweet and sour brown sauce, is a bit too straightforward, which isn't to say it was not good enough to finish. A couple of other dishes were questionable, especially the lasagna with escargot.

LA RÉGALADE

When the ownership (and chef) of La Régalade changed last summer, many of its regulars feared a great thing was gone forever.

When the staff deigns to notice you, you're brought a pork terrine, along with bread and cornichons. The terrine, which is so silken one might think it contained 80 percent fat, is divine; you could easily get full on this and a glass of Beaujolais, and probably leave without anyone's noticing.

But that would not be wise. You might miss the exemplary brouillade d'oeufs (with black truffles, for a supplementary charge), and you would not be able to exclaim, as did one of my companions upon cutting into a breast of pork with glistening, crunchy skin and a fork-tender underbelly, "This is the best thing I ever ate in my life."

The fixed price for both lunch and dinner is 30 euros, and though you'll undoubtedly select a dish that carries a supplement, at 40 euros it's still a bargain.

AUX LYONNAIS

There is a 28-euro prix fixe at Aux Lyonnais, but the best offerings are à la carte.

Here, the gutsy food is prepared with great attention, and the service is better than average. (You have to figure that Mr. Ducasse's staff is reasonably well trained.) I've eaten my way through the menu and have yet to find a nondessert dish that I didn't adore. Eggs cooked in cream with mushrooms and shrimp were universally beloved (one of my companions, who ate this back in October, is still talking about it); a stew of winter vegetables (served in January) was a surefire remedy for midwinter blues, containing chestnuts, salsify, turnips, shallots, onions, potatoes, a load of butter and a bit of good stock.

CHEZ DENISE

The côte de boeuf, served with marrow bones, is theoretically for two but really suitable for a family of four. On my most recent visit I ordered pied de cochon and was served an entire foot, grilled. The waiter mocked me because it didn't come with French fries - they are really not to be missed - but my companion's calf's liver did, and since she was busy with the liver and its mound of bacon, I got my share. The crisp-tender pig's foot was work, as it always is when the kitchen doesn't disassemble it (there are 32 bones in a pig's foot), but it was a chore well worth tackling. Other choices include kidney, brains, steaks and chops, and I've yet to find a loser among them. A meal comes to about 30 euros.

The price for a meal for two, with wine and tip, at these six restaurants is about 100 euro, or $135. And though they all accept credit cards, it's safer to assume that American Express will be refused; take your Visa card or MasterCard. You can travel to all of these places effortlessly (and relatively inexpensively) by taxi, or with a little work by Mètro.

Chez Michel, 10, rue de Belzunce, 10th Arrondissement; (33-1) 44.53.06.20.

L'Os à Moelle, 3, rue Vasco de Gama, 15th; (33-1) 45.57.27.27.

Café Moderne, 40, rue Notre-Dame-des-Victoires, Second; (33-1) 53.40.84.10.

La Régalade, 49, avenue Jean-Moulin, 14th; (33-1) 45.45.68.58. Reservations essential.

Aux Lyonnais, 32, rue St.-Marc, Second; (33-1) 42.96.65.04.

Chez Denise, 5, rue Prouvaires, First; (33-1) 42.36.21.82."


E o que é que há de importante para verificar?

Os seis restaurantes que a pífia ACR lista são EXATAMENTE os mesmos seis listados pela matéria do NYT.

Os detalhes apontados pela ordinária ACR são EXATAMENTE os mesmos apontados por Mark Bittman. Vamos a eles (estão negritados na matéria do NYT):

01) No CHEZ MICHEL, ACR recomenda o melhor ovo mexido com creme de Paris; Mark Bittman fala dele.

02) No L´OS A MOELLE, ACR recomenda o filé com tutano; o mesmíssimo prato citado por Mark Bittman.

03) No CAFE MODERNE, ACR recomenda o dourado com beurre blanc; Mark Bittman, claro, idem idem idem.

04) No LA RÉGALADE, ACR, de maneira imunda (usando a palavra superbe), recomenda o leitão a pururuca; mesma dica de Mark Bittman.

05) No AUX LYONNAIS, ACR diz que são de ajoelhar os ovos... (pausa para vomitar)... Evidentemente que Mark Bittman recomenda o mesmíssimo prato.

06) No momento de comentar sobre o CHEZ DENISE, aí sim, ACR perde ainda mais as estribeiras como se fosse possível. Ela ainda poderia - sem êxito, digo desde já - dizer que tudo foi uma terrível coincidência (risos). Mas ela exalta o fato de que, nesse bistrô de merda, o "pé de porco, sumpimpa, não é desmembrado: vem com todos os seus 32 ossinhos". Atentem para o que vai negritado no comentário de Mark Bittman. É de vomitar de novo.

Pois bem, meus poucos mas fiéis leitores, fica inaugurada, assim, a série BARBARIDADES DA ACR. Uma plagiadora. Um embuste.

Ah, sim. Evidentemente que nada aconteceu diante do plágio escancarado que, também é evidente, foi descoberto por alguém. ACR é editora (risos) do abominável caderno ELA.

Até.

29.6.06

RISOTTO ALLA MILANESE, A RECEITA

ESTA RECEITA AGORA PODE SER LIDA AQUI.

28.6.06

BRASIL 3 X 0 GANA

"E não me venham com o papo de que agora-contra-Gana-é-que-são-elas que a seleção de Gana é inocente demais, bobinha demais, para que tenhamos essas cerimônias todas."

Foi o que escrevi aqui depois da vitória sobre o Japão. A despeito do meu pesadelo africano, confessado ontem, eu não tinha mesmo qualquer dúvida quanto ao êxito da seleção brasileira contra os ganenses. Nem a conservadora escalação do Parreira foi capaz de impedir a mais larga vitória nas oitavas de final dessa Copa do Mundo. Os demais sete países (Alemanha, Argentina, Itália, Ucrânia, Inglaterra, Portugal e França) passaram para a fase seguinte num sufoco que desconhecemos. Levíssimo pigarro e vamos em frente.

camisa do Vidal

Às dez da manhã estava eu no Estephanio´s. Tive o prazer - nada como ter amigos que comungam dos mesmos credos - de dar de cara com Dalton, Flavinho e duas tulipas de chope. Timidamente tomei meu café da manhã (pão com mortadela e um refrigerante) e em questão de minutos eram três as tulipas sobre a mesa. Anotem o exército que foi chegando: Vidal, Fefê, Isaac, Miguel, Maria Paula, Guerreira, Kaká, Zé Colméia, Duda, minha Sorriso Maracanã, Brinco, Yasmim, Mariazinha, Índio, Mauro, Manguaça, Sônia, Fernanda, Ruivinha, Itamar, Alex Justo, Paulo Brasa Denizot, e muito mais gente que nos três primeiro jogos, o que só prova o quanto aquele furdunço, naquela esquina, dá certo.

Três gols por acaso. Três amigos. Foi essa a cara que o final do jogo passou a ter. A celebração do amor que une três homens, três amigos, três irmãos, e quando um quarto entrou em campo um dos três saiu de campo quase que apenas - o acaso - para que se mantivesse o número três a reger o dia. Quando três por acaso amigos se encontram... Vou explicar e vai tudo fazer sentido.

eu e Dalton no Estephanio´s, foto de Paulo Barbosa

Final do jogo e o Dalton cochicha:

- Vamos almoçar no Adonis. Só nós.

Foi no Adonis, há exatos quatro anos, que nasceu a idéia da Confraria S.E.M.P.R.E.. Lá estávamos eu, Vidal e Dalton, em 2002, bebendo numa das mesas daquele bar, também numa esquina, quando o gerente apresentou-se:

- Quero dar os parabéns a vocês. Há muito tempo não vejo uma mesa beber tanto sem perder a categoria. - e nos estendeu uma gravura, até hoje comigo, contendo uma caricatura nossa feita por um artista seu amigo.

Nasceu a idéia.

Daí tomamos o rumo do Adonis, eu, Dalton, Vidal e Dani. A idéia era que a Confraria fosse lá celebrar a data, mas o Fefê precisava ficar no Estephanio´s trabalhando, o Szegeri estava em São Paulo, o Flavinho na casa do Celso e o Márcio Branco na Alemanha. Vidal ainda sem a Gláucia (trabalhando), Dalton sozinho e fomos os quatro então. Mas éramos três, os amigos. Eis o mistério da fé. Seguindo.

No Adonis, mais um capítulo para as lendas que cercam a Confraria.

Estava lá, vazia, no mesmo lugar, a mesmíssima mesa de 2002. Sentamos. E tome brinde. E tome chope, e o chope do Adonis é um dos melhores - na opinião do Fefê é o melhor - do Rio. E tome bolinho de bacalhau. E almoçamos, e brindamos de novo, e choramos por dentro (garanto), e foi tão bonito estar com a minha garota ali, naquele lugar que tornou-se - guardem as proporções, cáspite! - sagrado para nós que dentro de mim o dia era ainda mais bonito.

Vidal, eu e Dalton no Adonis

Tínhamos que ser breves. Havia, ainda, França e Espanha. Voltamos ao Estephanio´s. Encontramos a mesma festa com um pouco mais de porre no ar. Chegou a Gláucia e meu irmão Vidal foi um homem feliz. E tome jogo. E tome gol da França. E desenhava-se o que de fato desenhado está: teremos, no sábado, Brasil e França pelas quartas-de-final. Como diz aquele locutor imbecil da TV Globo, haja coração.

Dalton, eu e Vidal no Estephanio´s, foto de Paulo Barbosa

Daí bateu a fome mais uma vez.

- Vamos ao Huan Lian? - disse a Dani.

Rearrumamos a mesa imaginária, o Dalton não quis ir e fomos os seis, eu e Dani, Vidal e Gláucia, Fefê e Brinco, em direção ao escondidíssimo mas fabuloso restaurante chinês comandado pelo Lin, numa ruela da minha mais-que-amada Tijuca.

Éramos, de novo, três.

Quando partimos os seis, como sardinhas dentro do carro do Vidal, decidimos eu e Dani ficar no Rio-Brasília pra uma saideira.

Foi, de longe, o mais bonito momento do dia.

Beber ali, de pé no balcão, eu e minha garota - mais linda que nunca - foi de um prazer inexprimível.

Todas as fotos do quarto jogo do Brasil, no Estephanio´s, estão aqui.

Até.

27.6.06

QUARTO JOGO, É HOJE

São seis da manhã. Fui deitar às onze e meia da noite. Acordei umas cinco, seis vezes ao longo da noite. Perseguiram-me a fome (assassinada com dois sanduíches de queijo prato e refrigerante), a falta de sono e um pesadelo africano no qual perdíamos de um a zero na prorrogação.

céu da Tijuca

E daqui a pouco inicio a marcha rumo ao Estephanio´s, que o jogo hoje é ao meio-dia.

Até.

26.6.06

E O POMPA FEZ ANOS

E eis que chegou mais um 24 de junho, dia em que dá-se o impossível, e explico. O Szegeri, meu irmão paulista, o Pompa, faz anos. "E o que tem de anormal nisso?", dirão vocês. E eu respondo de pé, indignadíssimo com a falta de sensibilidade alheia:

- Tudo! Tudo! Tudo!

Vou tentar ser didático, o que também me parece impossível.

Não sei se vocês já ouviram falar da Harriet. A Harriet era - morreu na semana passada com 175 anos - a tartaruga mais velha do mundo.

"E o que tem o Pompa a ver com a Harriet?", insistirão os insensíveis.

- Tudo! Tudo! Tudo! - respondo ainda mais indignado.

O Pompa quando faz anos parece debochar do Tempo. O Pompa, quando posta-se atrás do bolo e sopra as velinhas coloridas ao som do "é pic, é pic, é pic, é pic, é pic, é hora, é hora, é hora, é hora, é hora, rá-ti-bum, Pompa! Pompa! Pompa!" eu sinto-me diante de uma assombração.

O Pompa tem, já disse isso incontáveis vezes, como aqui, séculos de vida, o que faz da Harriet (mesmo depois de morta), por exemplo, um bebê ainda antes dos primeiros passos. Por exemplo, leiam isso:

"Não sei se vocês já captaram a razão do meu choque praticamente anafilático e quase fatal. Fernando José Szegeri já foi criança.

Vejam bem uma coisa. Para mim, que o conheço já há uns 10 anos, o Szegeri nasceu da forma como é hoje.

Barbado. Peludo. Gordo. Já funcionário público e já sonhando com a aposentadoria. O Szegeri, para mim, foi contemporâneo do Borba Gato, o bandeirante paulista. Foi, conta a lenda (que repete-se até hoje), o que mais chorou quando enterrou o amigo, a quem chamava de Borbinha, em 1718. Em 9 de janeiro de 1822, foi Fernando José Szegeri quem deu uma força a D. Pedro I para que ele se mantivesse no Brasil contrariando as ordens das Cortes Portuguesas. Daí meu choque, absoluto, diante dessa confissão."


Eis aí, nesse trecho, o que explica meu choque quando vejo meu pomposo e dileto amigo comendo brigadeiro e batendo palminha.

bandeirinha de São João sob o céu de São Paulo

Como todos sabem - afinal minha vida é um livro aberto - estive com a Dani em São Paulo para o aniversário do Szegeri e da Iara, uma de nossas afilhadas.

Eu tinha - tenho, na verdade, mas em vão... - muito para lhes contar.

Encontrei muita gente boa, vi e vivi situações hilariantes que renderiam boas histórias, tenho mais de 100 fotografias, enfim... Tudo para que o Buteco, ao longo da semana, pudesse render.

Mas eis que no instante da despedida meu pomposo e barbudo amigo põe as duas mãos nos meus dois ombros.

Aperta-me os omoplatas com intensidade.

Aproxima a boca de meu rosto.

Cofia aquela barba cerradíssima como a Amazônia em priscas eras.

E diz bafejando a centímetros de minha boca aberta de medo:

- Não dê um pio no Buteco sobre nada, entendeu, Eduzinho?

Nem respondi.

Mas cumpro, como se lê.

Até.

23.6.06

AS FOTOS...

... do terceiro jogo do Brasil no Estephanio´s podem ser vistas aqui!

Fraga, Vidal, Dalton e eu em foto de Paulo Barbosa

Até.

BRASIL 4 X 1 JAPÃO

Começou assim, o dia. Dani foi trabalhar. E eu parti em direção à casa do Fefê e da Brinco para assistir as duas primeiras partidas do dia, EUA X Gana e Itália x República Tcheca. Ah, sim, antes de prosseguir: se você utiliza o InternetExplorer pode ler a legenda das fotos pousando o cursor do mouse sobre as mesmas. Em frente.

jogo no terraço

Lá chegando, a constatação de novo. São impressionantes as mudanças na vida do meu irmão depois da chegada da Brinco. Para dizer o mínimo e não entrar em detalhes, basta dizer que meu siamês morava num chiqueiro; agora ele tem uma casa.

Chegaram papai e Vidal, a Lenda. Algumas muitas garrafas de Brahma depois, terminados os dois jogos, tomamos o rumo do Estephanio´s. Betinha e Flavinho chegaram em minutos. Lelê Peitos também. E foi chegando a escumalha que transforma um jogo no Estephanio´s num momento épico: Bruno, Fraga, Miguel, Maria Paula, Guerreira, João Vitor (o mascote), Kaká, Gláucia, Dani Sorriso Maracanã, Brinco, Yasmim, José Sergio Rocha (o elemento surpresa, eis que não era esperado!), mamãe, Dalton e mais e mais e mais e mais e mais, e o Paulo Denizot, o Brasa, irmão da Fumaça, filho da Incêndio, do Bombeiro, enfim, um membro da família inflamável, outra puta surpresa da tarde.
Fefê e Flavinho
papai e Fraga

Mantendo minha promessa, não tecerei comentários sobre o jogo. Não quero arrumar bochinche com o Szegeri. Agora... que o time cresceu muito com as alterações feitas ontem, cresceu. Ou não, Pompa? E não me venham com o papo de que agora-contra-Gana-é-que-são-elas que a seleção de Gana é inocente demais, bobinha demais, para que tenhamos essas cerimônias todas. Já falei demais. Em frente.

Dani, Gláucia e Lelê Peitos
eu e Dani
Dalton

Como era de se esperar, bebeu-se industrialmente. Eu, descumprindo promessa que fiz a mim mesmo, dei de bater o telefone pro Szegeri que, por sua vez, humilhando-me, não atendia. Daí liguei do celular do Fraga; ele atendeu. Liguei do celular da Betinha; ele atendeu. Liguei do celular do Zé Sergio, ele atendeu. Para me vingar, horas mais tarde, liguei a cobrar de um orelhão. Vê-se, por aí, a quantas andava a escumalha, a quantas andava eu.

Vidal e Guerreira
Zé Sergio
Betinha e Dani

E houve um momento em que começaram as declarações públicas e que normalmente são esquecidas no dia seguinte. A Guerreira aos prantos, me agradecia pela assistência na compra de seu apê, na Tijuca (um dia desses conto sobre o upgrade na vida da Guerreira) e, notem o detalhe!, pelo beijo que lhe dei na testa no momento da assinatura da escritura (nem disse a ela que fiz aquilo também por causa de seu pai, certamente feliz naquele momento). A Brinco me agradecia pela menção que fiz à Shayanne, considerada por ela muito doce. Eu e Vidal gritávamos "vinte anos!" sem parar, e contamos até pra quem não conhecíamos nossa trajetória de Copas desde 1986. O Fraga derramava-se de amores pelo meu pai. E houve uma declaração - mais que uma declaração, uma oferta - que eu também não esqueci!

Eu temo perder os amigos, mais-que-queridos, pra sempre.

Mas decidimos aceitar... Eu e Dani deixaremos, hoje, o Pepperoni, na casa da Betinha e do Flavinho, já que seguimos para São Paulo a fim de comemorarmos o aniversário da Iara, nossa afilhada amada (eu ia dizer aniversário do Szegeri também, mas depois da humilhação que sofri ontem, não digo).

Mantendo uma tradição de há séculos, chamamos o Paulinho (o maior taxista dentre todos), tomamos o rumo do Galeto Columbia, comemos e tomamos o caminho de casa a pé, mãos dadas, passos trôpegos, numa alegria que chegava a doer.

Até.

PS: até o dia de hoje o Buteco tem 386 textos. O Szegeri é citado em 135 deles. O que significa dizer que ele está presente em 34,97% dos textos, com margem de erro de 2% para mais ou para menos.

22.6.06

TERCEIRO JOGO, É HOJE

É praticamente um amistoso.

Já estamos classificados.

O Japão é um adversário fraquíssimo.

Mas e daí?

três flechas

Já peguei as flechas que me foram entregues a pedido do caboclo que me protege, feitas pelas mãos ágeis da Formosa, minha mãe, e fiz minhas mandingas. Eu sei, eu sei, eu sei que elas têm função, digamos, mais nobre.

Mas quem é racional em tempos de Copa do Mundo?

São pouco mais de nove da manhã.

Já, já, começo a marcha, dessa vez solitária - Dani trabalha até às 13h - em direção à casa do Fefê e da Brinco.

Até.

DE QUATRO

Ele está conosco desde 14 de maio. Estivemos fora entre 25 de maio e 05 de junho. Ou seja, o Pepperoni não tem nem 30 dias corridos conosco. Mas invertendo a ordem natural das coisas já estamos, os dois, de quatro por ele.

Pepperoni
Pepperoni
Pepperoni

Até.

21.6.06

UM ÚNICO TELEFONEMA

Sem contar com o texto de hoje, já são 133 as menções ao meu irmão paulista, o Szegeri (que pronuncia-se, eis a primeira surpresa do dia, xêgeri, sendo que o som do g é o do g de gato e não do g de gerúndio..., vamos lá... xêgeri... e que bosta de explicação, francamente!). Mas enfim, 133 citações é muito pouco diante da montanha moral que ele é. Se você duvida escreva o santo nome do meu pomposo amigo no espaço em branco no alto à esquerda e clique em search this blog. Dar-se-á o resultado: 133 postagens contêm szegeri. Uma beleza.

Mas eu dizia que é pouco em se tratando do Pompa. E explico. Se você é daqueles que acha que eu, e apenas eu, penso assim, está redondamente enganado. Isso é um fato. E mais que um fato é uma constatação. Mesmo aqueles que, ao contrário de mim, não vêem no Pompa um mito, o tratam como um mito, mesmo que inconscientemente. O exemplo mais próximo é de ontem. E claríssimo.

Como vocês sabem, fez anos ontem o Dalton. Fui o primeiro a encontrá-lo pouco antes das 18h no Paladino, glorioso armazém no Centro do Rio de Janeiro. E o Dalton foi um homem em estado de festa quando me viu (a recíproca é verdadeira, mas o foco hoje está sobre o Dalton; quer dizer, está sobre o Szegeri, mas é fundamental focar os holofotes no meu irmão carioca para que tudo faça sentido).

Algumas pessoas vão chegando, como o Lara e o Fraga, e o Dalton felicíssimo, mas com um tique nervoso que notei depois da centésima repetição do gesto: os olhos cravados no relógio.

Pequena pausa: apenas eu levei presente. Vamos em frente.

Até que não agüentei. Eram quase oito da noite e pus a mão no ombro do Dalton, àquela altura já não tão feliz:

- O que há, meu chapa?

Não devia ter feito a pergunta.

Os olhos embaçaram.

- Ele não me ligou até agora. - e deu de fungar.

Szegeri em Encontro da Confraria S.E.M.P.R.E. em 22 de agosto de 2005

Eis aí a primeira prova do poder do Pompa: não foi preciso a pergunta "ele quem?". Sabíamos, ambos, quem era o sujeito.

Notem que impressionante. Era aniversário do cara. Os amigos em volta dele. Uma noite inteira pela frente. E a fixação era a ausência do telefonema do Szegeri.

Tomamos o rumo do Bar do Costa, em Vila Isabel. Chegaram o irmão do Dalton, a cunhada do Dalton, a mãe do Dalton, o sobrinho do Dalton, a família inteira ali, e ele com os olhos no relógio, o celular numa das mãos, os olhos longe, no horizonte da Visconde de Abaeté. Chegou o Vidal pouco antes das dez (também de mãos como se fossem leques, abanando) e o Dalton não esboçou um sorriso.

Tive de partir pouco depois.

Antes, porém, assisti a uma cena patética. Diz a dona Carmen, mãe do aniversariante:

- O que você tem, filho?

E eis a resposta dada aos prantos:

- O que eu tenho?! O que eu tenho?! Pergunte o que eu não tenho, mãe! Eu não tenho um único telefonema do Szegeri! Unzinho! Nada, nada, nada! - e isso dito batendo o copinho americano na borda da mesa ritmando o nada-nada-nada.

Como eu disse, tive de partir. Não sei nada sobre o resto da noite.

Não sei se o Szegeri telefonou e aplacou a dor do meu irmão e cada vez mais meu irmão.

Mas saí de lá com essa certeza ainda mais solidificada: o Szegeri é um acontecimento. Mesmo quando ausente.

Até.

20.6.06

HOJE É DIA DE DALTON

O Dalton, meu irmão e cada vez mais meu irmão, no dia 13 de dezembro de 2005, um dia depois do lançamento do meu livro no Estephanio´s (comprem, pô!), mandou-me comovente email. Aliás, extremamente comovente. Vou quebrar o sigilo da correspondência e vocês hão de concordar comigo. Eis a transcrição, na íntegra:

"Se você não entendeu a razão de, após receber o livro de suas mãos, enfiá-lo bem no fundo da sacola, colocá-lo numa caixa, envelopá-lo, plastificá-lo e lacrá-lo para só abrir em casa, já por dentro das cobertas, aí vai a explicação.

Bicho, estava muito contente por você ontem. E devo confessar que a força e a intensidade da alegria que me tomou quando cheguei ao bar surpreendeu a mim mesmo.

Pude, mesmo que por alguns segundos, percorrer o caminho que te levou a realizar o sonho de estar ali compartilhando um filho com as pessoas que gosta. Meu beiço já escorregara em baba quando a Rino revelara a razão das flores. Depois, prendi a respiração quando vi você assinando o pedaço do sonho que agora me pertence. Não tive coragem, mesmo, de ler na frente dos outros... Seria vexame na certa. Nem sempre é interessante fazer parte do rol daqueles que desabam facilmente.

E devo confessar que de nada adiantou a estratégia. Chorei mais que o mais imberbe dos infantes. Senti-me um filhote de Camafeu. Mas ainda tive o mínimo de bom senso de cancelar a ligação que ia berrar no seu ouvido, certamente mouco àquela altura do campeonato. Ninguem merece um bêbado chorando de madrugada, principalmente quando provavelmente se comemora o sucesso da empreitada. Por isso resolvi escrever.

É verdade, meu irmão... Você foi um dos gratos presentes que a vida me deu. E chegou no exato momento em que já apontava o dedo para o alto e pedia para o garçom passar a régua. Amizade é para poucos - sabemos disso - e eu, já determinara fechar meu círculo. Apareceste como a saideira. Veio na pressão, com 3 dedos de creme e no copo reto. Por isso, tenho absoluta certeza de que valeu a pena reabrir a conta.

Você tá aqui dentro, ó... Muito bem guardado. Conte sempre comigo.

Parabéns.

Beijo."


Dalton, em foto de Paulo Barbosa

Tenho, depois de reler essa despudorada declaração de amor, os olhos marejados mais uma vez, exatamente como naquela tarde, há pouco mais de seis meses. Até porque há a beleza da palavra do homem cumprida. Acho que nesses seis meses precisei contar com o malandro um bom número de vezes. E atenção, oportunistas de plantão (sempre os há)!!!!! Jamais - eu disse jamais! - o cara me faltou. Nem sequer atrasou. Competente. Imprescindível. Um cracaço.

Jamais respondi ao meu irmão esse email. Jamais. Era começar a ler, chorar e travar. Não saía nada. Não consegui, simplesmente.

Razão pela qual, com a homenagem que lhe presto hoje, de pé no balcão imaginário do Buteco, quero retribuir o carinho e pedir perdão, de público, pelo que pode ter soado como uma falta. Quando um amigo faz anos o dia é de festa. Quando um irmão faz anos o dia é a festa. E hoje vou estar com o malandro, pessoalmente, para mais uma rodada, para mais um abraço fraterno, para mais um beijo paterno (ele é um menino, afinal) e para o brinde que haverá de ser ruidoso o bastante para ficar na memória, capaz de dimensionar meu amor por ele.

Por tudo o que ele é, um poemeto assim, de sopetão, pro Dalton (e é só pra ele entender, pô!):

Tão novo, meu filho.
Tão igual, meu irmão.
Tão forte, meu pai.

Repetirei mil vezes
em feitio de oração...

Dalton, meu amigo,
meu irmão e cada vez mais meu irmão:

por termos a alma um do outro,
e sobrepostas as dores que sentimos,
é que são intensas as ressacas
- e rimos sempre dos babacas -
e muito intenso o que dividimos.


Saravá. E até.

19.6.06

BRASIL 2 X 0 AUSTRÁLIA

Não tecerei nenhum comentário sobre o jogo de ontem. Não quero criar rusga alguma com meu irmão Szegeri. Tenho minhas opiniões sobre a seleção brasileira, como todos têm a sua, e portanto, como diria o Stanislaw, isso deixa para lá.

bandeira do Brasil na Rua Hadock Lobo esquina com Campos Sales

O jogo seria às 13h, bem mais cedo do que o jogo de estréia. Assim, iniciamos, eu e Dani, a marcha rumo ao Estephanio´s às 11h. Durante o trajeto, todo o corolário de lendas inacreditáveis que cercam um dia de jogo de Copa do Mundo.

- Vamos atravessar! - diz minha garota me tomando pelas mãos.

- Não.

- Ué... Por que?

- Não foi aqui que atravessamos no jogo passado.

Um troço.

Atravessamos a Alzira Brandão, paramos no mesmíssimo Bar Estrela, bebemos uma Brahma, seguimos pela Conde de Bonfim, entramos na Rua Guapeni, chegamos à Praça Saens Peña, paramos no mesmíssimo pé-sujo comandado pelo Popó na Rua Desembargador Isidro, seguimos pela Avenida Maracanã, entramos na Rua Ribeiro Guimarães e pronto! Ao meio-dia estávamos no Estephanio´s, onde encontramos Isaac, Mariazinha (os dois sem beber, enjoadíssimos, e meu pai era um triste por causa disso), Fefê (com uma peruca lamentável), Brinco, Shaianny, Yasmim, Vidal, Gláucia, Lelê Peitos, Maria Paula, Guerreira, Duda, Fumaça, Dalton, Zé Colméia, o bar ainda mais cheio do que no primeiro jogo e eu tomei uma decisão fundamental quando lá pisei:

- Hoje só bebo uísque.

Brinco e Dani
Fefê
Vidal e meu pai
Shaianny

Antes de prosseguir: tirem os olhos sujos de cima da minha sobrinha.

Em frente.

Eu disse que foi fundamental porque eu me servia de caldeiretas lotadas de gelo com Chivas Regal, e só via os olhinhos do meu pai, do Vidal, do Fefê, mergulhando dentro do malte.

Conforme eu disse, sem comentários sobre o jogo.

Daí termina o sufoco e vencemos por 2 a zero.

Atendendo comovente convite do Celsinho, eu e Dani seguimos à pé até a mansão do bardo, em Vila Isabel. Encontramos o próprio, Thati, Betinha, Flavinho, Barroca, Marquinho, provamos do inigualável arroz com polvo preparado pelo Celsão (como sempre um tremendo anfitrião), ficamos lá cerca de uma hora e... de volta! Havíamos prometido voltar rápido, até mesmo porque uma comovida Fumaça despedia-se de todos, voltando hoje pra Maputo, tadinha.

E daí foi uma festa. O pau comendo na roda de samba, neguinho com aquela alegria quase que indizível, e celebrava-se mais a graça dos encontros do que a vitória, macérrima (ou não, Szegeri?).

Vidal e eu protagonizávamos cenas semi-patéticas, abraços comovidos, gritos de "20 anos de Copa do Mundo juntos!", esses troços que só os amigos compreendem. Notem o biquinho do Vidal pra dentro do meu aquário etílico.

eu e Vidal

E como sempre acontece, eis a hora tristíssima em todas as grandes festas, o Dever, esse sujeito inconveniente, surgiu diante de mim e fez o chamado com o indicador. Daí chamamos o Paulinho e tomamos o rumo de casa. E fomos, os dois, eu e Dani, dois satisfeitos depois de mais um grande dia.

Dani e Fumaça

Ergo o copo, de pé no banquinho imaginário, em homenagem (mais uma!) a essa grande figurinha que é a Fumaça, partindo hoje de volta para a África do Sul, onde está a trabalho. Vai fazer falta, a Fumaça, nos próximos jogos.

Todas as fotos do segundo jogo do Brasil no Estephanio´s estão aqui.

Até.

18.6.06

SEGUNDO JOGO, É HOJE

Sou daqueles que, basta o termômetro rompar pra baixo a barreira dos 20 graus - e agora faz 18 -, tiram do armário todo o estoque de roupas de inverno. Escrevo agora de tênis, meia, polaina, a indefectível calça jeans, uma camisa de malha de manga comprida, um agasalho de lã grossa e a camisa do Brasil por cima de tudo. São 10h15min. Começo a beber um cadiquinho (como diz a Sorriso Maracanã) mais tarde. Coisa de 10 minutos. Com a intenção de ajudar a seleção brasileira, como ensinou-me o Szegeri.

RedLabel no Buteco, 10h10min

Vamos repetir, eu e Dani, a via crucis até o Estephanio´s.

E vamos ver no que vai dar esse Brasil e Austrália.

Até.

17.6.06

VOCÊ PERCEBE...

... que está ficando irremediavelmente pior no quesito obsessão quando se flagra planejando por horas a fio um prato com as cores do Brasil às vésperas do segundo jogo da seleção na Copa do Mundo.

frango à seleção brasileira


E o que é pior.

Diz pra sua garota:

- Peraí, peraí! Não come ainda não! Quero fotografar.

E percebe o quanto ela te ama quando recebe de volta um sorriso.

Do tamanho do Maracanã.

Até.

SZEGERI E O DITO POPULAR

"Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço", eis o dito que se aplica, como luva, ao meu irmão Szegeri, o Pompa, esse portento prodigioso com quem tenho o privilégio de conviver. Eu sei que falo demais sobre ele e nesse exato instante, após rápida pesquisa, um troço me humilha. O Szegeri é citado, até o momento, em 130 textos do Buteco, enquanto eu, ordinário, sou citado em apenas 6 textos do Sodói, mas isso, como diria o Stanislaw Ponte Preta, deixa para lá. Eu não sou assunto. O Pompa é.

Mais que um assunto, o Pompa é uma sumidade. Um homem com carga moral e intelectual capazes de abater qualquer um como um elefante a uma formiga. E foi sentindo a dor causada por esse peso que recebi seu conselho por meio de um comentário feito ao texto no qual conto a saga que vivi no dia do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo contra a Croácia. Transcrevendo:

"Discordo cabal, frontal e absolutamente. A miopia futebolística do diagnóstico da atuação brasileira deve-se, provavelmente, a essa mania de transformar jogo do Brasil em baile de carnaval. O Brasil jogou o seu jogo, com os melhores jogadores concentrados, determinados, superando suas limitações técnicas e posicionais. É uma estréia, tem o nervosismo, a Croácia foi o adversário mais forte enfrentado pelos cabeças de chave (à exceção de Costa do Marfim). É uma Copa difícil como talvez nenhuma outra. Equilíbrio é a palavra. Território europeu, não esqueçam. Tivemos os problemas de posicionamento que não são novidade pra ninguém: a zaga (que atuou bem indiviualmente) que não acerta o esquema das coberturas e acabou nos fazendo tomar 4 bolas na cara do Dida e os dois avantes. Provavelmente anuncia-se mais um homem no meio, pra recuar o Emerson quase como um terceiro zagueiro e deixar o Ronaldinho mais à frente, sacrificando-se um dos avantes. Mas é cedo para afirmar peremptoriamente. Vamos parar com o oba-oba, vamos lembrar que nossos jogadores têm qualidade inegável e que o Parreira é técnico pra trazer caneco, não pra dar espetáculo. E vamos beber menos, chorar menos e ver mais o jogo. Só assim a gente ajuda o Brasil."

O que importa para a compreensão do texto que ora escrevo, a bem da verdade, é o trecho em negrito. Vou repeti-lo:

"E vamos beber menos, chorar menos e ver mais o jogo. Só assim a gente ajuda o Brasil."

Agora prestem atenção nessa fotografia do meu irmão paulista.

Szegeri no Encontro da S.E.M.P.R.E. em 18 de maio de 2006

Note-se o estado do meu querido Pompa, um de meus ídolos, meu Otto full-time, meu personal gênio. Um homem que tem um registro fotográfico desses, um homem que segura uma garrafa de cachaça com tamanha gana (notem o vermelhinho na cabeça de seus dedos da mão direita denunciando a força com que segura a mamadeira), não tem, como ele mesmo diria, com a mesma veemência (ninguém é mais veemente que me irmão paulista) nenhuma condição de imprimir seriedade a um conselho como o inserido no contexto de seu comentário.

Mas como eu sou um preocupado em agradá-lo as 24h do dia, já decidi.

Estou embarcando com a Sorriso Maracanã para São Paulo, no final da semana, para a festa de aniversário do Pompa, junto com a festa da Iara, sua filha, nossa afilhada, sereia de todos nós. Festa que acontece no dia 24 de junho, dia de São João. O Pompa promete quadrilha, fogueira, barraquinhas de pescaria, quentão, cachaça, muita cerveja.

E eu não vou beber - de novo à sua moda - nenhum gole.

Como eu não consigo ajudar a seleção brasileira, vou tentar ajudar o meu irmão.

A seco.

Até.

16.6.06

MESMO JORNAL, JOTA DIFERENTE

Pode ser que para vocês o troço soe repetitivo e cansativo. Mas se é assim, permitam-me tentar convencê-los do contrário. Pensem grande junto comigo. Tudo me leva a crer que o Jota, figurinha que merece uma seção chamada BARBARIDADES DO JOTA (links à direita no menu), tem relações intensas e escusas com os investidores que empesteiam a cidade com seus botecos-de-merda. Investidores que, por sua vez, mantêm em seus botecos-de-merda (e veja se isso é coisa de buteco sério!) assessorias de imprensa para que essas mentiras sejam permanentemente citadas na imprensa. E dá certo, evidentemente.

Há, portanto, um Goebbels etéreo e sem rosto definido mas que ganha volume de trabalho nas páginas d´O GLOBO com um objetivo bastante definido: destruir, um a um, os verdadeiros templos que são os butecos cariocas. Como diz o Velho Lobo, meu amigo Fausto Wolff, já nos tomaram o futebol, já nos tomaram a música, já nos tomaram o bom-humor tão característico do carioca, e agora esses sem-escrúpulo vêm tentando, aos pouquinhos - mas eu tô de olho e marcando em cima! - convencer a toda a gente que bar bom não é aquele que serve Brahma (para me valer de frase publicitária em voga), mas aquele que é de grife, de luxo, pé-limpo, essas merdas.

Por isso hoje começo a pegar no pé, inaugurando a coluna BARBARIDADE DO JOTA ÉLE, desse assecla do Jota (só pode ser) que ass(ass)ina uma coluna chamada PÉ-LIMPO, no caderno RioShow, que é publicada às sextas-feiras, de 15 em 15 dias.

trecho da coluna PÉ-LIMPO publicada na revista RioShow, pág. 9

O bobalhão exalta o que ele chama de "o mais novo representante dessa safra de bares bacanas", um troço chamado Mofo. E o trecho da fotografia é o mais revoltante de toda a matéria-paga, e também o mais elucidativo, pois cita alguns dos bares-de-merda que têm assessoria de imprensa, donos-investidores etc etc etc

No tal trecho, o Jota Éle diz que tinha inveja de Copacabana (coisa de fresco, né não?) já que ele morava no Flamengo, bairro que, segundo ele, se especializava em "botecos baixos e sem graça", a expressão escrota é dele. Será que o infeliz faz referência ao bom e velho Belmonte antes da destruição a que foi submetido por um mega-investidor? Será que fala do bom e velho Picote antes da reforma que o descaracterizou?

Aí, fechando seu raciocínio torto e direcionado pela propaganda que tem no Jota seu líder, escreve o sujeito: "Picote, Belmonte, Juca e Devassa não me deixam mentir".

É, Jota Éle. Não te deixam mentir não é exatamente a expressão da verdade. Mas isso, como diria o Stanislaw Ponte Preta, deixa para lá.

Até.

15.6.06

FOTOGALERIA PRA ALIKI

(pra José Sergio Rocha, politicamente incorreto)

Recebi por email, há pouco, a notificação de um comentário no texto que escrevi hoje, às 6h50min, de uma leitora (ou leitor?) que assina Aliki. E o que escreveu a (ou o?) Aliki? Vamos transcrever:

"Besteirinha, né, mas já não seria o bom momento? Grande bem faria uma mudança de foto no blog: uma SEM cigarro. Parabéns pelos 3 meses!"

Bom. Eu deveria apenas agradecer a sugestão. Agradecer os parabéns. Ainda mais levando em conta que, pelo que aponta o contador de visitas, a (ou o?) Aliki acessou o Buteco da Suíça, de uma cidade chamada Obersiggenthal. Tudo isso me comove um bocado. E digo isso sem exagero. O Buteco já me rendeu muita coisa boa em matéria de gente, e a (ou o?) Aliki pode (ou poderia, caso ela - ou ele - não tenha savoir affaire) vir a ser o que eu chamo de uma boa aquisição. Certo? Certo.

Só que eu não poupo nem os meus maiores amigos quando há uma piada em jogo.

Subscrevi, ainda na maternidade, o ditado: perco o amigo mas não perco a piada.

Logo, a conclusão é evidente, não há nenhuma razão para poupar a (ou o?) pobre Aliki, que sugere que eu troque a belíssima foto à direita, no alto, onde apareço ao lado da estátua do Noel Rosa.

E como eu ando cada vez mais sem saco e sem paciência para posturinhas politicamente corretas, uma homenagem para a (ou o?) Aliki em forma de autos-retratos como quem quer dizer bem alto... Não, Aliki, não seria o bom momento!!!!! Notem, peço atenção para o detalhe, podem contar um a um, que eu tenho um maço inteiro na boca.

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Até.

JOTA x 9

Eu preciso confessar que quando eu me deparo com uma notinha como essa do Jota em sua coluneta n´O GLOBO eu fico bastante contente por perceber o quanto de coerência reside na posição que defendo. Desde que comecei a marcar o homúnculo, 15 de março de 2006, essa é a nona menção a esses bares-mentira que, como câncer, infestam a cidade.

nota publicada no Segundo Caderno, O GLOBO, 15 de junho de 2006

A nota de hoje me remete, de primeira, ao Fraga. Salvo engano, o bardo mora no prédio que fica em cima do que o infeliz chama de "galeria de barzinhos do Teatro Leblon". Deixo para o próprio Fraga, se ele achar que deve, o privilégio de contar uma das vantagens de morar em local tão, digamos, estratégico (conta, Fraga, conta!!!!!).

E como não poderia deixar de ser, que o Jota não perde uma oportunidade de dar aquele lambidão úmido no saco dos investidores, ele volta a referir-se a essas mentiras como "botequins chiques da cidade". Que nojo!

Falei n´O GLOBO e, uma semana depois do início da Copa do Mundo, não agüento mais (e com todo o respeito, não estou comparando ninguém ao lamentável Jota, já que os dois são bastante competentes naquilo que se propõem a fazer) ler as colunas do Artur Xexéo e da Cora Rónai no Caderno de Esportes da Copa 2006. Ambos não entendem, confessadamente, rigorosamente nada de futebol. O que é que os torcedores/leitores, ávidos por qualquer notícia ligada à competição, podem ganhar com isso?! Fica o Xexéo secando desbragadamente a seleção brasileira, falando de novela, e fica a Cora entrevistando capivara (!!!!!), contando sua aflição no instante de escolher a roupa para ir ao estádio... Não dá, pô!

Fechando por hoje, quando a Guerreira abrirá oficialmente as portas de seu novo lar, na Tijuca (detalhes amanhã!), um brinde a mim mesmo: completo, hoje, três meses longe do cigarro.

Até.

14.6.06

BRASIL 1 X 0 CROÁCIA

ESTE TEXTO AGORA PODE SER LIDO AQUI.

13.6.06

É HOJE!!!!!

Como eu não tenho capacidade para fazer uma análise fria sobre qualquer assunto, como eu não consigo alcançar aquela visão distante, imparcial, necessária, às vezes, e ainda mais numa hora dessas...

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... permitam-me a confissão mínima...

Estou de pé desde às quatro da manhã. Vendo TV em busca de notícias. Fuçando jornais do mundo inteiro na internet. Tenso. Nervoso. Chorando à toa.

Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil, porra!!!!!

Até.

12.6.06

PORTUGAL, A SAGA - FINAL

Lisboa, 05/06/06, segunda-feira

Acordamos às 6h30min e descemos às 7h30min. Já nos esperavam Próspero e Cidália. Fomos os 3, eu, Dani e o Cristiano, com eles ao aeroporto, movimentadíssimo. Tomei pequeno susto no instante do chek-in graças a um equívoco da TAP na emissão de nosso bilhete com o número do vôo trocado, mas tudo resolvido a contento. Tomamos café, a Eduarda, a queridíssima Crespita, telefonou e falou conosco, aquele transbordamento de carinho, doce, doce, dulcíssima, e nos despedimos já cheios de saudade. Como também cheios de saudade despedimo-nos dos nossos queridos Próspero e Cidália, incansáveis conosco desde o primeiro instante. O encontro com a família Baptista foi, de fato, o maior ganho da viagem. Você faz uma viagem e a expectativa é conhecer lugares novos, visitar monumentos históricos, entender, um bocadinho, a cultura local, os hábitos, e não conhecer (e ganhar) uma família tão especial como a deles (agora nossa também!). Despedimo-nos também do Cristiano, que tomou a direção da França, onde mora.

Cidália, eu, Próspero e Dani



Dani, eu, Cristiano e Cidália

Tomamos o rumo do avião. Imigração ok. Vôo atrasado mais ou menos uma hora.

Entramos na aeronave. Previsão de nove horas e meia de viagem. Não sei se conseguiremos encontrar com a Inês no aeroporto já no Rio.

Dani dorme.

Vem a comida.

Eu vou de ganso com legumes (surpreendentemente ótimo) e a Dani de massa com carne (previsivelmente péssimo). Quatro taças de vinho. Vou dormir.

Acordei.

Começou a passar Sideways. Vou tentar rever.

Vi.

Aliás, vimos. Dani acordou e viu comigo. Com os fones nos ouvidos rolamos de rir, gargalhamos bem alto, acho que chegamos a acordar quem dormia.

Faltam, agora, pouco menos de duas horas de viagem.

começamos a descer...


Lá vem o lanche.

Estou azulado de fome.

Perdi o azul, perdi a fome, mas o que foi servido - não identificamos - estava péssimo.

A previsão é de que o avião pouse às 16h08min. Nesse caso creio que conseguiremos encontrar a Inês, que embarca para os EUA às 18h55min, a fim de entregarmos a encomenda da Cidália.

Pousamos.

Imigração sem problemas.

Alfândega idem.

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Compras rápidas e encontramos a Inês. Dani entregou as encomendas, mostrei algumas fotografias, falamos brevemente sobre o surpreendente encontro com sua irmã e com seus pais, Inês ficou, como nós, visivelmente emocionada, despedimo-nos dela e tomamos o rumo de casa.

Acabou-se o que era doce.

PORTUGAL, A SAGA - PARTE X

Lisboa, 04/06/06, domingo

O Cristiano nos acordou às 10h10min. Tomamos banho e saímos.

Pegamos o metrô na Praça de Espanha em direção ao Baixo Chiado e ônibus integração para o Cais do Sodré, onde tomamos o ônibus 28 para Belém.

Saltamos na Praça Afonso de Albuquerque, vimos o Palácio de Belém (residência oficial do Presidente de Portugal) e tomamos café da manhã numa birosca chamada Pastéis de Cerveja, onde comemos, evidentemente, pastéis de cerveja, o troço mais doce que eu jamais pus na boca.

Fomos conhecer o Jardim Agrícola Tropical, que reúne espécies da flora de todos os países que um dia foram colônia de Portugal e depois o Mosteiro dos Jerônimos, um dos pontos altos da viagem. Grandioso e imponente, é um monumento à riqueza da Era dos Descobrimentos e o ápice da arquitetura manoelina. Encomendado por Manuel I em 1501, após o retorno de Vasco da Gama das Índias (cujo túmulo encontra-se no interior da Igreja do Mosteiro), sua construção foi financiada com o seu, com o meu, como o nosso dinheiro!!!!! Financiada com os lucros do comércio de especiarias e com os impostos sobre o ouro. Ficou sob o cuidado da Ordem dos Jerônimos até 1834, quando todas as ordens religiosas foram dissolvidas.

Mosteiro dos Jerônimos

Saímos depois de quase 2h lá dentro. Não pagamos nada. Aos domingos, das 10h às 14h, a entrada é grátis!

Fomos ao Padrão dos Descobrimentos e à Torre de Belém, que só havíamos visto à noite. Bebemos 3 imperiais num quiosque, e tomamos o elétrico (bonde) 15 em direção ao Rossio. O Cristiano, sem trocado para pagar a passagem, aceitou 20 cêntimos de uma simpática portuguesa (do norte, seguramente!).

Fomos apresentar a Ginjinha ao Cristiano e depois almoçar, de novo, no PiriPiri. Eu e Cristiano dividimos bacalhau assado com batata assada e a Dani foi de salmão. Muito pão, muito vinho, despedimo-nos do Cris que voltou ao Rock in Rio e cumprindo nossa promessa voltamos à Alfama.

Dani

Demos uma bela caminhada por toda a parte, paramos para beber cerveja algumas vezes, exploramos bem as ruas, as ruelas, as entradas, Alfama é de fato um lugar bastante simpático, e, embora hoje muito pobre, já foi o mais valorizado de Lisboa.

Descemos e fomos ao Teatro Nacional de São Carlos onde estava sendo apresentada a ópera O Ouro do Reno, de Wagner. Na praça em frente, um gigantesco telão de nitidez impressionante transmitia ao vivo a apresentação. Ficamos ali um bocado (muito cheia, a praça) e voltamos à Rua Augusta.

Sentamos no Ninho Dourado, bebemos dois imperiais e pedimos uma sangria. Absurdamente boa. E a receita: vinho tinto, vinho do Porto, Sprite, cerveja, Licor do Beirão, açucar, canela, hortelã, macieira e uísque. Pedimos outra jarra. O bar é hilariante, apertado, balcão mínimo, e lá eles servem capirinha (com 51), capiroska (com vodka), capiroa (com rum), caipiríssima (com gim) e caipirão (com Licor do Beirão).

Fomos atendidos por um paulista da Lapa.

Estamos ligeiramente tortos, mas tudo é festa.

É nosso último dia.

Amei Portugal de maneira torpe (tenho saudade do Szegeri).

Lampião em Lisboa

Pegamos o metrô em direção à Praça de Espanha. Paramos, de novo, na Cervejeira Lusitana. O Sr. Lino está de folga.

Atendeu-nos o Marco. Novamente fechamos o bar. Quase na porta eu pedi a saideira. Ele custou a entender o que eu queria. Até que gritou:

- Ah, pois! As ofertas!

Bebemos a saideira e fomos para o hotel a uma da manhã.

Amanhã, às sete e meia, nossos amigos de Setúbal virão nos pegar.

Todas as 68 fotos do nosso décimo dia de viagem estão aqui.

Até.

PORTUGAL, A SAGA - PARTE IX

Lisboa, 03/06/06, sábado

Acordamos às 11h. O café da manhã foi na Padaria Baloiço, perto do hotel, com o Cristiano e a Ignez. Eles foram à praia e nós tomamos o metrô em direção ao Chiado.

Fomos no Café A Brasileira, onde há uma estátua de Fernando Pessoa, com quem tirei uma fotografia, como fiz com o Noel Rosa para a "orelha" do livro! Fomos conhecer a Cervejaria Trindade, com 170 anos de idade, dica do Bombeiro. Bebemos uma Sagres preta e uma Sagres Bohemia, pagamos 2 euros e 70.

estátua de Fernando Pessoa em frente ao Café A Brasileira


Descemos o Chiado a pé, passamos pela Igreja de São Roque (lindíssima!), pela Praça do Príncipe Real, pelo Palácio de São Bento, e já na Baixa pela Igreja Nossa Senhora de Conceição Velha, Igreja de Santo Antônio, Igreja da Sé, pelo miradouro Santa Luzia e fomos até o Castelo de São Jorge, uma visita que valeu muito a pena.

Pagamos 3 euros a entrada, Dani pagou meia. A visita durou pouco mais de uma hora e fomos almoçar.

vista do Castelo de São Jorge


Escolhemos outro pé-sujo autêntico. Restaurante Paula Vanessa Moura (nome da filha dos donos), bem em frente ao miradouro Santa Luzia. O PF a 5 euros com direito a entrada, prato, vinho e sobremesa. A entrada foi sopa de grelo (legumes) com feijão. Eu escolhi sardinhas assadas com batata e salada e a Dani choco assado com o mesmo acompanhamento. Tudo assado em uma churrasqueira do outro lado da rua dando ainda mais graça à refeição. Fomos servidos pela Mafalda, irmã da Paula Vanessa! Bebemos vinho verde e uma ginjinha como digestivo.

Depois descemos tudo a pé novamente, assistimos a um grupo de formandos dançando em frente a uma igreja, visitamos a Igreja de São Nicolau, vimos o Elevador de Santa Justa, bebemos mais ginjinha na Praça do Rossio e tomamos a direção de Alfama, onde chegamos já um pouco tarde, mas o suficiente para amor à primeira vista, com a promessa:

- Alfama amanhã mais cedo!

chegando a Alfama


Descemos e demos numa praça onde acontecia uma festa bastante típica, pareceu-nos. Uma multidão dançando, cantando, bebendo e comendo, nos fez lembrar a Feira de São Cristóvão quando era mais bagunçada do lado de fora.

Compramos vinho no meio do caminho num mercado.

Antes de voltarmos para o hotel paramos numa cervejaria chamada Cervejeira Lusitana. Fomos atendidos pelo gerente, Sr. Lino Borralha, de uma atenção comovente conosco (graças ao sorriso da Dani, é o que eu sempre penso). Provamos as cervejas (Pils, Abadia, Stout e Weiss), fomos os últimos a sair de lá e tomamos o rumo do hotel, quase ao lado.

as quatro cervejas que provamos


No quarto, mais piquenique.

Todas as 79 fotos do nosso nono dia de viagem estão aqui.

Até.