19.6.06

BRASIL 2 X 0 AUSTRÁLIA

Não tecerei nenhum comentário sobre o jogo de ontem. Não quero criar rusga alguma com meu irmão Szegeri. Tenho minhas opiniões sobre a seleção brasileira, como todos têm a sua, e portanto, como diria o Stanislaw, isso deixa para lá.

bandeira do Brasil na Rua Hadock Lobo esquina com Campos Sales

O jogo seria às 13h, bem mais cedo do que o jogo de estréia. Assim, iniciamos, eu e Dani, a marcha rumo ao Estephanio´s às 11h. Durante o trajeto, todo o corolário de lendas inacreditáveis que cercam um dia de jogo de Copa do Mundo.

- Vamos atravessar! - diz minha garota me tomando pelas mãos.

- Não.

- Ué... Por que?

- Não foi aqui que atravessamos no jogo passado.

Um troço.

Atravessamos a Alzira Brandão, paramos no mesmíssimo Bar Estrela, bebemos uma Brahma, seguimos pela Conde de Bonfim, entramos na Rua Guapeni, chegamos à Praça Saens Peña, paramos no mesmíssimo pé-sujo comandado pelo Popó na Rua Desembargador Isidro, seguimos pela Avenida Maracanã, entramos na Rua Ribeiro Guimarães e pronto! Ao meio-dia estávamos no Estephanio´s, onde encontramos Isaac, Mariazinha (os dois sem beber, enjoadíssimos, e meu pai era um triste por causa disso), Fefê (com uma peruca lamentável), Brinco, Shaianny, Yasmim, Vidal, Gláucia, Lelê Peitos, Maria Paula, Guerreira, Duda, Fumaça, Dalton, Zé Colméia, o bar ainda mais cheio do que no primeiro jogo e eu tomei uma decisão fundamental quando lá pisei:

- Hoje só bebo uísque.

Brinco e Dani
Fefê
Vidal e meu pai
Shaianny

Antes de prosseguir: tirem os olhos sujos de cima da minha sobrinha.

Em frente.

Eu disse que foi fundamental porque eu me servia de caldeiretas lotadas de gelo com Chivas Regal, e só via os olhinhos do meu pai, do Vidal, do Fefê, mergulhando dentro do malte.

Conforme eu disse, sem comentários sobre o jogo.

Daí termina o sufoco e vencemos por 2 a zero.

Atendendo comovente convite do Celsinho, eu e Dani seguimos à pé até a mansão do bardo, em Vila Isabel. Encontramos o próprio, Thati, Betinha, Flavinho, Barroca, Marquinho, provamos do inigualável arroz com polvo preparado pelo Celsão (como sempre um tremendo anfitrião), ficamos lá cerca de uma hora e... de volta! Havíamos prometido voltar rápido, até mesmo porque uma comovida Fumaça despedia-se de todos, voltando hoje pra Maputo, tadinha.

E daí foi uma festa. O pau comendo na roda de samba, neguinho com aquela alegria quase que indizível, e celebrava-se mais a graça dos encontros do que a vitória, macérrima (ou não, Szegeri?).

Vidal e eu protagonizávamos cenas semi-patéticas, abraços comovidos, gritos de "20 anos de Copa do Mundo juntos!", esses troços que só os amigos compreendem. Notem o biquinho do Vidal pra dentro do meu aquário etílico.

eu e Vidal

E como sempre acontece, eis a hora tristíssima em todas as grandes festas, o Dever, esse sujeito inconveniente, surgiu diante de mim e fez o chamado com o indicador. Daí chamamos o Paulinho e tomamos o rumo de casa. E fomos, os dois, eu e Dani, dois satisfeitos depois de mais um grande dia.

Dani e Fumaça

Ergo o copo, de pé no banquinho imaginário, em homenagem (mais uma!) a essa grande figurinha que é a Fumaça, partindo hoje de volta para a África do Sul, onde está a trabalho. Vai fazer falta, a Fumaça, nos próximos jogos.

Todas as fotos do segundo jogo do Brasil no Estephanio´s estão aqui.

Até.

2 comentários:

Marco Aurélio disse...

Eduardo

Chutar canguru atropelado é moleza.
E se fosse uma seleção como a do Los Hermanos?
Um pouco mais de humildade é sempre bom. O jogo é jogado e não falado. Falar de fenômeno, seleção estrelada, quadrado mágico, que a meu ver é no máximo um triângulo, é fácil. Quero ver em campo!
Aviso: Cuidado com a Itália ou com Gana.

Um abraço

Marco Aurélio

Fumaça disse...

Edu, obrigada. A minha foto com a Dani mostra o carinho que sinto quando estou com vocês. Beijo.