23.6.06

BRASIL 4 X 1 JAPÃO

Começou assim, o dia. Dani foi trabalhar. E eu parti em direção à casa do Fefê e da Brinco para assistir as duas primeiras partidas do dia, EUA X Gana e Itália x República Tcheca. Ah, sim, antes de prosseguir: se você utiliza o InternetExplorer pode ler a legenda das fotos pousando o cursor do mouse sobre as mesmas. Em frente.

jogo no terraço

Lá chegando, a constatação de novo. São impressionantes as mudanças na vida do meu irmão depois da chegada da Brinco. Para dizer o mínimo e não entrar em detalhes, basta dizer que meu siamês morava num chiqueiro; agora ele tem uma casa.

Chegaram papai e Vidal, a Lenda. Algumas muitas garrafas de Brahma depois, terminados os dois jogos, tomamos o rumo do Estephanio´s. Betinha e Flavinho chegaram em minutos. Lelê Peitos também. E foi chegando a escumalha que transforma um jogo no Estephanio´s num momento épico: Bruno, Fraga, Miguel, Maria Paula, Guerreira, João Vitor (o mascote), Kaká, Gláucia, Dani Sorriso Maracanã, Brinco, Yasmim, José Sergio Rocha (o elemento surpresa, eis que não era esperado!), mamãe, Dalton e mais e mais e mais e mais e mais, e o Paulo Denizot, o Brasa, irmão da Fumaça, filho da Incêndio, do Bombeiro, enfim, um membro da família inflamável, outra puta surpresa da tarde.
Fefê e Flavinho
papai e Fraga

Mantendo minha promessa, não tecerei comentários sobre o jogo. Não quero arrumar bochinche com o Szegeri. Agora... que o time cresceu muito com as alterações feitas ontem, cresceu. Ou não, Pompa? E não me venham com o papo de que agora-contra-Gana-é-que-são-elas que a seleção de Gana é inocente demais, bobinha demais, para que tenhamos essas cerimônias todas. Já falei demais. Em frente.

Dani, Gláucia e Lelê Peitos
eu e Dani
Dalton

Como era de se esperar, bebeu-se industrialmente. Eu, descumprindo promessa que fiz a mim mesmo, dei de bater o telefone pro Szegeri que, por sua vez, humilhando-me, não atendia. Daí liguei do celular do Fraga; ele atendeu. Liguei do celular da Betinha; ele atendeu. Liguei do celular do Zé Sergio, ele atendeu. Para me vingar, horas mais tarde, liguei a cobrar de um orelhão. Vê-se, por aí, a quantas andava a escumalha, a quantas andava eu.

Vidal e Guerreira
Zé Sergio
Betinha e Dani

E houve um momento em que começaram as declarações públicas e que normalmente são esquecidas no dia seguinte. A Guerreira aos prantos, me agradecia pela assistência na compra de seu apê, na Tijuca (um dia desses conto sobre o upgrade na vida da Guerreira) e, notem o detalhe!, pelo beijo que lhe dei na testa no momento da assinatura da escritura (nem disse a ela que fiz aquilo também por causa de seu pai, certamente feliz naquele momento). A Brinco me agradecia pela menção que fiz à Shayanne, considerada por ela muito doce. Eu e Vidal gritávamos "vinte anos!" sem parar, e contamos até pra quem não conhecíamos nossa trajetória de Copas desde 1986. O Fraga derramava-se de amores pelo meu pai. E houve uma declaração - mais que uma declaração, uma oferta - que eu também não esqueci!

Eu temo perder os amigos, mais-que-queridos, pra sempre.

Mas decidimos aceitar... Eu e Dani deixaremos, hoje, o Pepperoni, na casa da Betinha e do Flavinho, já que seguimos para São Paulo a fim de comemorarmos o aniversário da Iara, nossa afilhada amada (eu ia dizer aniversário do Szegeri também, mas depois da humilhação que sofri ontem, não digo).

Mantendo uma tradição de há séculos, chamamos o Paulinho (o maior taxista dentre todos), tomamos o rumo do Galeto Columbia, comemos e tomamos o caminho de casa a pé, mãos dadas, passos trôpegos, numa alegria que chegava a doer.

Até.

PS: até o dia de hoje o Buteco tem 386 textos. O Szegeri é citado em 135 deles. O que significa dizer que ele está presente em 34,97% dos textos, com margem de erro de 2% para mais ou para menos.

Um comentário:

Christiane disse...

Ai, Edu, que bonito esse final :-))

Você sempre consegue me emocionar.

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