16.6.06

MESMO JORNAL, JOTA DIFERENTE

Pode ser que para vocês o troço soe repetitivo e cansativo. Mas se é assim, permitam-me tentar convencê-los do contrário. Pensem grande junto comigo. Tudo me leva a crer que o Jota, figurinha que merece uma seção chamada BARBARIDADES DO JOTA (links à direita no menu), tem relações intensas e escusas com os investidores que empesteiam a cidade com seus botecos-de-merda. Investidores que, por sua vez, mantêm em seus botecos-de-merda (e veja se isso é coisa de buteco sério!) assessorias de imprensa para que essas mentiras sejam permanentemente citadas na imprensa. E dá certo, evidentemente.

Há, portanto, um Goebbels etéreo e sem rosto definido mas que ganha volume de trabalho nas páginas d´O GLOBO com um objetivo bastante definido: destruir, um a um, os verdadeiros templos que são os butecos cariocas. Como diz o Velho Lobo, meu amigo Fausto Wolff, já nos tomaram o futebol, já nos tomaram a música, já nos tomaram o bom-humor tão característico do carioca, e agora esses sem-escrúpulo vêm tentando, aos pouquinhos - mas eu tô de olho e marcando em cima! - convencer a toda a gente que bar bom não é aquele que serve Brahma (para me valer de frase publicitária em voga), mas aquele que é de grife, de luxo, pé-limpo, essas merdas.

Por isso hoje começo a pegar no pé, inaugurando a coluna BARBARIDADE DO JOTA ÉLE, desse assecla do Jota (só pode ser) que ass(ass)ina uma coluna chamada PÉ-LIMPO, no caderno RioShow, que é publicada às sextas-feiras, de 15 em 15 dias.

trecho da coluna PÉ-LIMPO publicada na revista RioShow, pág. 9

O bobalhão exalta o que ele chama de "o mais novo representante dessa safra de bares bacanas", um troço chamado Mofo. E o trecho da fotografia é o mais revoltante de toda a matéria-paga, e também o mais elucidativo, pois cita alguns dos bares-de-merda que têm assessoria de imprensa, donos-investidores etc etc etc

No tal trecho, o Jota Éle diz que tinha inveja de Copacabana (coisa de fresco, né não?) já que ele morava no Flamengo, bairro que, segundo ele, se especializava em "botecos baixos e sem graça", a expressão escrota é dele. Será que o infeliz faz referência ao bom e velho Belmonte antes da destruição a que foi submetido por um mega-investidor? Será que fala do bom e velho Picote antes da reforma que o descaracterizou?

Aí, fechando seu raciocínio torto e direcionado pela propaganda que tem no Jota seu líder, escreve o sujeito: "Picote, Belmonte, Juca e Devassa não me deixam mentir".

É, Jota Éle. Não te deixam mentir não é exatamente a expressão da verdade. Mas isso, como diria o Stanislaw Ponte Preta, deixa para lá.

Até.

Um comentário:

Marcão disse...

Edu,

ao invés do apelido "jota-ele", para diferenciá-lo do jota, sugiro outro apelido: idi-jota.