12.6.06

PORTUGAL, A SAGA - FINAL

Lisboa, 05/06/06, segunda-feira

Acordamos às 6h30min e descemos às 7h30min. Já nos esperavam Próspero e Cidália. Fomos os 3, eu, Dani e o Cristiano, com eles ao aeroporto, movimentadíssimo. Tomei pequeno susto no instante do chek-in graças a um equívoco da TAP na emissão de nosso bilhete com o número do vôo trocado, mas tudo resolvido a contento. Tomamos café, a Eduarda, a queridíssima Crespita, telefonou e falou conosco, aquele transbordamento de carinho, doce, doce, dulcíssima, e nos despedimos já cheios de saudade. Como também cheios de saudade despedimo-nos dos nossos queridos Próspero e Cidália, incansáveis conosco desde o primeiro instante. O encontro com a família Baptista foi, de fato, o maior ganho da viagem. Você faz uma viagem e a expectativa é conhecer lugares novos, visitar monumentos históricos, entender, um bocadinho, a cultura local, os hábitos, e não conhecer (e ganhar) uma família tão especial como a deles (agora nossa também!). Despedimo-nos também do Cristiano, que tomou a direção da França, onde mora.

Cidália, eu, Próspero e Dani



Dani, eu, Cristiano e Cidália

Tomamos o rumo do avião. Imigração ok. Vôo atrasado mais ou menos uma hora.

Entramos na aeronave. Previsão de nove horas e meia de viagem. Não sei se conseguiremos encontrar com a Inês no aeroporto já no Rio.

Dani dorme.

Vem a comida.

Eu vou de ganso com legumes (surpreendentemente ótimo) e a Dani de massa com carne (previsivelmente péssimo). Quatro taças de vinho. Vou dormir.

Acordei.

Começou a passar Sideways. Vou tentar rever.

Vi.

Aliás, vimos. Dani acordou e viu comigo. Com os fones nos ouvidos rolamos de rir, gargalhamos bem alto, acho que chegamos a acordar quem dormia.

Faltam, agora, pouco menos de duas horas de viagem.

começamos a descer...


Lá vem o lanche.

Estou azulado de fome.

Perdi o azul, perdi a fome, mas o que foi servido - não identificamos - estava péssimo.

A previsão é de que o avião pouse às 16h08min. Nesse caso creio que conseguiremos encontrar a Inês, que embarca para os EUA às 18h55min, a fim de entregarmos a encomenda da Cidália.

Pousamos.

Imigração sem problemas.

Alfândega idem.

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Compras rápidas e encontramos a Inês. Dani entregou as encomendas, mostrei algumas fotografias, falamos brevemente sobre o surpreendente encontro com sua irmã e com seus pais, Inês ficou, como nós, visivelmente emocionada, despedimo-nos dela e tomamos o rumo de casa.

Acabou-se o que era doce.

3 comentários:

eduarda baptista disse...

QUERIDA FAMILIA BEM BRASILEIRA!!
Adorei cada frase, cada letra, cada descrição de tudo o que viram, passaram e sentiram neste meu e agora vosso Portugal. Agradeço de coração tudo de bom que nos proporcionaram.
Espero que nos encontremos dentro em breve....beijos lusitanamente doces
Crespita :)

Luís P. disse...

Por um acaso encontrei o seu blogue e permita-me que lhe agradeça:

Obrigado por me lembrar de como o meu país é r-e-a-l-m-e-n-t-e, lá no fundo, sem artifícios, sem manias, sem preconceitos!
Obrigado por me lembrar deste Portugal genuíno e autêntico, fraternal e latino (com tudo de bom que isso implique!)!
Obrigado por me fazer chorar a ler esta vossa visita!:)

(por vezes, desiludido e cansado com o "excesso de mediterrâneo";) que faz com que as coisas pareçam não funcionar - pressinto que o Brasil, que não conheço, deva ser muito semelhante - esqueço-me de como devo ser grato pelo lugar onde me calhou nascer...)

OBRIGADO, pois!

E perdoe-me o desabafo, mas não resisti!

Abraço

Eduardo Goldenberg disse...

Prezado Luís: seja bem chegado ao balcão do BUTECO. Um fraterno abraço.