12.6.06

PORTUGAL, A SAGA - PARTE VII

Porto x Lisboa, 01/01/06, quinta-feira

Acordamos às 9h. Café. Mochilas prontas. Chek-out. Deixamos as mochilas no hotel e de metrô fomos ao Estádio do Dragão, do Futebol Clube do Porto. Fomos à Loja Azul, uma loja gigantesca vendendo tudo com a marca do clube. Compramos um boné pro Próspero. Fomos ainda ao bar, todo azul, bem grande, com telões de cristal líquido, incrível. Bebi um imperial Superbock.

Eu no Estádio do Dragão


Voltamos de metrô, buscamos as mochilas e fomos comer no Regaleira, dica do Sr. Bessa, onde foi feita a primeira Francesinha do Porto há 50 anos!

Acabei de comer nesse minuto e é, definitivamente, a melhor das que comemos, 9 euros cada uma, 5 euros a jarra de vinho, 2 euros e 40 cêntimos a porção de croquetes de carne que o garçom recomendou (deliciosos) e fomos embora, depois de muitíssimo bem atendidos pelo Manoel Mota, que pediu:

- Recomende a Regaleira e este vosso amigo aos amigos do Brasil!

Feito.

Tomamos o ônibus não sem antes mais duas taças de vinho verde e um pastel de Belém na rodoviária mesmo.

Três horas e quinze até Lisboa.

Chek-in no Ibis que, estranhamente, nos cobrou as 4 diárias antecipadamente. Hábito ou foi nosso passaporte que inspirou cuidados?

Tomamos banho sem pressa, arrumamos as roupas, os vinhos, as taças, e descemos a pé em direção à Praça de Espanha para tomarmos o ônibus das 20h para Setúbal, já que vamos ao jantar de aniversário da Cidália, que faz anos hoje. Paramos no XPTO no caminho, um café, e bebemos dois imperiais Superbock, a 80 cêntimos cada. Compramos as passagens (3 euros e meio cada) e chegamos à Setúbal.

Andamos até a casa e - não poderia ser diferente - fomos recebidos efusivamente por nossos amigos, excitadíssimos à espera de nossos relatos sobre o Porto.

À mesa, a mesma fartura cidálica. Bolinhos de bacalhau, azeitonas, empadinhas de frango, muitos pães, canja de grão, esparregado, arroz, e tome vinho, e tome papo, e tome histórias nossas, e tome declarações de amor recíprocas, e cantamos os parabéns para Cidália, a quem demos o último CD do Chico Buarque, ela uma apaixonada pela música brasileira.

Passamos à sala de estar e demos de cantar, Eurico no piano, eu e Próspero revezando no violão, todos cantando e Eduarda, eis uma surpresa, cantando absurdamente bem, causando "ohs" e "ahs" embevecidos em mim e na Dani. Cantou, e cantou à capela, e com a alma, e com o coração, uma voz abençoada. E o troço estava tão bom, mas tão divertido, que às 3 e meia da manhã nos demos conta do avançado da hora!

Na hora de sair, mais surpresas. E faço breve pausa.

É notório que eu me comovo com a capacidade que têm, os meus, de escolherem presentes emocionalmente significativos para mim. Foi o Capitão Léo Golla, por exemplo, e a cuíca. O Szegeri e a Parker com que aprendeu a escrever. O Toledo e a coleção completa d´O Pasquim. Isso para ficar nos mais recentes.

O que fizeram Cidália e Próspero? Nos ofereceram uma garrafa de vinho do Porto, relíquia de família, oriunda de Peso da Régua (a família e o vinho), de... de... de... 100 aninhos.

Só isso.

E ainda dois CD´s com fado (Fernando Machado Soares - "Fados de Coimbra" e Antônio dos Santos), um outro com todas as fotografias tiradas por eles durante nossos passeios, e ficamos - eu, particularmente, graças ao impacto que esses gestos causam em mim - emocionadíssimos com tanto carinho, com tanta deferência, com tanto bem-querer.

Eduarda e Eurico queriam mostrar onde moram. E lá fomos nós para uma visita rápida, eram quase 4 da madrugada, e nossos anfitriões, incansáveis, nos levariam à Lisboa!!!!!

Muito legal o apartamento dos dois, que se casaram em 13 de agosto do ano passado. Tudo novo, evidentemente, ficamos de papo uns 15, 20 minutos, e tomamos o rumo de Lisboa.

Eduarda, Dani e Cidália


É um fato: voltei de Portugal com uma família em Setúbal.

Todas as 17 fotos do sétimo dia de viagem estão aqui.

Até.

Um comentário:

Marcão disse...

Edu,

Estou vendo onde isso vai dar. A generosidade do Próspero é de abalar a prosperidade dele. Belíssima viagem. Parabéns. Só uma perguntinha: voltaste sem nenhuma nova piada de português, baseada em fatos reais ou não???