12.6.06

PORTUGAL, A SAGA - PARTE X

Lisboa, 04/06/06, domingo

O Cristiano nos acordou às 10h10min. Tomamos banho e saímos.

Pegamos o metrô na Praça de Espanha em direção ao Baixo Chiado e ônibus integração para o Cais do Sodré, onde tomamos o ônibus 28 para Belém.

Saltamos na Praça Afonso de Albuquerque, vimos o Palácio de Belém (residência oficial do Presidente de Portugal) e tomamos café da manhã numa birosca chamada Pastéis de Cerveja, onde comemos, evidentemente, pastéis de cerveja, o troço mais doce que eu jamais pus na boca.

Fomos conhecer o Jardim Agrícola Tropical, que reúne espécies da flora de todos os países que um dia foram colônia de Portugal e depois o Mosteiro dos Jerônimos, um dos pontos altos da viagem. Grandioso e imponente, é um monumento à riqueza da Era dos Descobrimentos e o ápice da arquitetura manoelina. Encomendado por Manuel I em 1501, após o retorno de Vasco da Gama das Índias (cujo túmulo encontra-se no interior da Igreja do Mosteiro), sua construção foi financiada com o seu, com o meu, como o nosso dinheiro!!!!! Financiada com os lucros do comércio de especiarias e com os impostos sobre o ouro. Ficou sob o cuidado da Ordem dos Jerônimos até 1834, quando todas as ordens religiosas foram dissolvidas.

Mosteiro dos Jerônimos

Saímos depois de quase 2h lá dentro. Não pagamos nada. Aos domingos, das 10h às 14h, a entrada é grátis!

Fomos ao Padrão dos Descobrimentos e à Torre de Belém, que só havíamos visto à noite. Bebemos 3 imperiais num quiosque, e tomamos o elétrico (bonde) 15 em direção ao Rossio. O Cristiano, sem trocado para pagar a passagem, aceitou 20 cêntimos de uma simpática portuguesa (do norte, seguramente!).

Fomos apresentar a Ginjinha ao Cristiano e depois almoçar, de novo, no PiriPiri. Eu e Cristiano dividimos bacalhau assado com batata assada e a Dani foi de salmão. Muito pão, muito vinho, despedimo-nos do Cris que voltou ao Rock in Rio e cumprindo nossa promessa voltamos à Alfama.

Dani

Demos uma bela caminhada por toda a parte, paramos para beber cerveja algumas vezes, exploramos bem as ruas, as ruelas, as entradas, Alfama é de fato um lugar bastante simpático, e, embora hoje muito pobre, já foi o mais valorizado de Lisboa.

Descemos e fomos ao Teatro Nacional de São Carlos onde estava sendo apresentada a ópera O Ouro do Reno, de Wagner. Na praça em frente, um gigantesco telão de nitidez impressionante transmitia ao vivo a apresentação. Ficamos ali um bocado (muito cheia, a praça) e voltamos à Rua Augusta.

Sentamos no Ninho Dourado, bebemos dois imperiais e pedimos uma sangria. Absurdamente boa. E a receita: vinho tinto, vinho do Porto, Sprite, cerveja, Licor do Beirão, açucar, canela, hortelã, macieira e uísque. Pedimos outra jarra. O bar é hilariante, apertado, balcão mínimo, e lá eles servem capirinha (com 51), capiroska (com vodka), capiroa (com rum), caipiríssima (com gim) e caipirão (com Licor do Beirão).

Fomos atendidos por um paulista da Lapa.

Estamos ligeiramente tortos, mas tudo é festa.

É nosso último dia.

Amei Portugal de maneira torpe (tenho saudade do Szegeri).

Lampião em Lisboa

Pegamos o metrô em direção à Praça de Espanha. Paramos, de novo, na Cervejeira Lusitana. O Sr. Lino está de folga.

Atendeu-nos o Marco. Novamente fechamos o bar. Quase na porta eu pedi a saideira. Ele custou a entender o que eu queria. Até que gritou:

- Ah, pois! As ofertas!

Bebemos a saideira e fomos para o hotel a uma da manhã.

Amanhã, às sete e meia, nossos amigos de Setúbal virão nos pegar.

Todas as 68 fotos do nosso décimo dia de viagem estão aqui.

Até.

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