24.7.06

20 DE JULHO

Dia 20 de julho, depois de longo e tenebroso inverno causado por desencontros constantes, eu e Dani recebemos Fefê e Brinco para jantar em nossa casa. Devo dizer, deixando a modéstia de lado, que quando eu convido alguém para jantar é inevitável perceber nos olhos desse alguém o brilho da ansiedade, dada a notória capacidade que eu tenho diante de um fogão. E não foi diferente com meu siamês e com minha cunhada.

Quando eles chegaram eu já estava com tudo pronto para o espetáculo (estou, hoje, sem a mínima sombra de modéstia).

Pausa.

É inevitável, depois que publiquei a receita da minha feijoada e da minha rabada, lembrar do Coelho, a quem ofereço, mais uma vez, a receita do prato com que recebemos os dois.

A noite foi, como previsto, e como diria meu pai, impecável, com ênfase no "p", da sílaba "pe", e no "c", da sílaba "cá".

Fefê deliciou-se lendo um dos volumes da coleção completa dos exemplares d´O PASQUIM, que ganhei do Toledo.

Fefê em nossa casa, 20 de julho de 2006

Dani estava lindíssima, e Dani anda mais linda a cada dia, e tenho, nesse exato instante em que escrevo, agudíssima saudade da minha garota.

Dani em nossa casa, 20 de julho de 2006

Fartamo-nos com uísque, cerveja, vinho, ginjinha, um papo daqueles sem preço.

Fefê chegou com charutos para depois do jantar.

puro habano

Foi uma noite memorável.

Estávamos, eu e o Fefê, nos devendo uma noite dessas.

Mas, enfim.

Vamos à receita que, como é praxe, adaptei de um dos tantos livros e revistas que tenho sobre o tema.

Coelho, querido, faça e me conte.

Ah, sim. O Fefê gostou tanto, e gemeu tanto enquanto comia, que a partir de hoje o prato chama-se Contrafilé do Fefê. Em frente!

A receita é para quatro pessoas. Você terá de ter sobre o balcão da pia 1 quilo de batata bolinha com casca, sal, um ramo de alecrim fresco, azeite extravirgem, 200 gramas de tomate cereja bem durinhos, pimenta-do-reino preta pra moer na hora, vinagre balsâmico, 1 peça belíssima do miolo do contrafilé e mostarda Dijon.

Sirva-se de uísque, como sempre.

Cozinhe as batatas bolinha na água com sal. Escorra e deixe-as separadas.

Desfolhe o ramo inteiro do alecrim. Numa frigideira pequena e antiaderente frite as folhinhas do alecrim até que fiquem crocantes tomando cuidado para não queimá-las. Deixe esfriar um pouco. Passe no coador e guarde o azeite aromatizado e as folhinhas já crocantes do alecrim.

Noutra frigideira, refogue os tomates inteiros com um pouco do azeite, ponha sal, pimenta-do-reino e deixe dourar de leve. Desligue a frigideira. Regue com um bocado do vinagre balsâmico. Separe também.

Numa travessa com um fio de azeite, coloque as batatas com sal e pimenta. Leve ao forno bem quente e deixe dourar. Retire do forno.

Agora é hora de tratar da carne. Corte o miolo do contrafilé em quatro suculentos bifes, de uns 400g cada.

Frite os bifes na grelha, temperando com sal e pimenta-do-reino.

Estão prontos?

Mande-os pro forno a fim de mantê-los quentes enquanto você prepara os pratos.

Numa tigela coloque os tomates, as batatas e o alecrim, regando com o azeite.

Disponha tomates, batatas e alecrim no canto dos quatro pratos.

Ponha o contrafilé (mal passado, é evidente) no centro do prato e uma colher de sopa de mostarda Dijon ao lado.

É bom demais.

Até.

2 comentários:

Coelho disse...

Edu,
Quando você falou do "contrafilé mal passado, é evidente" eu me lembrei de uma ex-amiga que numa mesma noite tirou toda a sálvia do meu macarrão com sálvia e burro (o melhor que existe na terra) e depois perguntou se não tinha um filezinho bem passado para ela. Você sabe que eu sou um cara tranquilo, mas filezinho bem passado aqui em casa nem com a faca na minha jugular.
No mais agradeço mais essa receita, já tá virando um belo caderninho.
Grande abraço

Marcelo disse...

Mestre, estive há pouco com o Baiano no Bar Brasil. Ele me disse de um boteco em Marechal, que tem sopa (e pastel) de siri, cerveja de garrafa e gente cantando Elizeth Cardoso. Quero ir ontem lá!