30.8.06

COERÊNCIA

Um dos troços mais bacanas que tem é verificarmos, quando analisamos com atenção o conjunto das nossas posturas, dos nossos discursos, do nosso comportamento, o quanto somos coerentes e como essa coerência salta aos olhos dos terceiros que também nos observam. Explico.

Vocês que me lêem sabem o quanto eu bato, sem piedade, com a borduna imaginária, nos bares-mentira que crescem, como câncer, na cidade do Rio de Janeiro, como o Belmonte, o Informal, o Conversa Fiada, o Devassa, o Manoel & Joaquim. Logo, quando eu digo que não piso em nenhuma (isso dito com a intensidade szegeriana) dessas bostas, nem pra comemorar aniversário de amigo, não entendo o susto e o inconformismo como os que verifiquei, por exemplo, dia desses, vindos da Fumaça. Ao mesmo tempo em que me dá intenso prazer ouvir do Szegeri, meu irmão paulista, quando sabe de minha intransigência:

- Não poderia esperar outra coisa de ti.

E vocês que me lêem também sabem o quanto eu bato, igualmente sem piedade alguma, com o tacape imaginário, no Jota, que aparentemente é pessoa física quando escreve as sonolentas crônicas às segundas-feiras n´O GLOBO e pessoa jurídica (faturando horrores) quando assina a coluneta diária no mesmo jornal.

Tanto da crônica como da coluneta emergem um jornalista pífio, bobo, sem-graça, que não tem nada de interessante para dizer.

E hoje, lendo, n´O GLOBO, a entrevista concedida ontem pela Heloísa Helena, vejo como é verdadeiro isso: o Jota não tem nada, rigorosamente nada, de interessante para dizer. O que me dá imensa alegria, já que há muitos meses venho dizendo isso sobre o dito elemento.

publicado no jornal O GLOBO de 30 de agosto de 2006

Diante da candidata à Presidência da República, diante de uma mulher que concorre à vaga de Chefe do Poder Executivo, diante de uma Senadora da República (com o "S" maiúsculo que o ACM, pra citar um só exemplo, não merece), vivendo o Brasil o quadro que todos sabemos viver, o Jota, um homúnculo, pede a palavra e sopra:

- Por que a senhora usa sempre a mesma roupa? Qual a mensagem?

Jota, passa amanhã.

Sem mais comentários, salvo um, apenas: ele, Jota, ele sim, usa sempre o mesmo artifício quando faz publicidade explícita em espaço tão nobre do jornal. A mensagem eu sei o que esconde. Já são, vejam no menu à direita, 19 os atentados cometidos pelo jornalista (não consigo evitar a gargalhada quando me refiro assim a ele).

Até.

4 comentários:

Roberto Romualdo disse...

É mesmo muita futilidade e isso pra não dizer muita viadagem mesmo. Continua batendo daí que a gente bate daqui! Abraço.

Caio Vinícius disse...

Rs...

Aí, Edu, imagina... seu livrão, um best-seller, aí você faz uma coletiva, então o Jota manda:

- Edu, por que você usa essas roupas despojadas? É alguma mensagem?

Cara... Acho que é papo de botar pra fora e mandar ele tomar...

Não sei como a Heloisa Helena não deu-lhe um esculacho.

Tá parecendo até o Jô Soares na entrevista ridícula que ele fez com a Marta Suplicy e perguntou se ela usava calcinha vermelha...

Tomou-lhe um esculacho...

Nada a favor da Marta Suplicy, mas tudo contra esses Zé Ruelas...

Abraço,
Caio

Bruno Ribeiro disse...

Edu, camarada. Anotei o seu celular e aceito a visita ao Rio-Brasília. Estarei com uma amiga que mora aí na Tijuca também, a gente se encontra. Eu te ligo assim que tiver liberado da coletiva. Abração!

Casé disse...

Edu,

Pode ser que amanhã ele faça uma propaganda de loja de roupa.