16.8.06

JOTA CORRETOR

Como é que eu não pensei nisso antes, pô?!

Se eu me constranjo todas as vezes em que me refiro ao Jota como jornalista, por que não chamá-lo daquilo que ele efetivamente é?

É isso! O Jota é corretor! Corretor de imóveis, corretor de negócios, corretor de publicidade, por aí.

Vamos a duas - acho que dessa vez o corretor bateu seu próprio recorde - notas imundas em sua coluneta de hoje.

nota publicada no jornal O GLOBO de 16 de agosto de 2006

Notem que na primeira notinha o nada original Jota dá uma puta volta numa notícia sem nenhuma importância para dizer que "abre em setembro, naquele mesmo local, mais um bar Devassa". E o bobalhão deve ter escrito isso cheio de orgulho, achando-se genial pela disfarçada que dá na coleta da féria.

Mas tem mais!

A segunda notinha, que faz propaganda (de graça é que não é) de uma sorveteria pernóstica, dá os valores das luvas e do aluguel de uma loja de 25m² no Leblon, é óbvio, eis que apenas o Leblon existe para os apedeutas de O GLOBO.

Bela isca para os fiscais da Receita Federal, que devem se mexer - foi o que eu sempre li a respeito - sempre que surgirem sinais externos de riqueza. Não é qualquer um que tem 300 mil cash para luvas de uma lojinha desse tamanho.

Eu também sempre li a respeito da conduta de um jornal.

Mas mesmo eu tendo cutucado, por email, mais de uma vez, os editores do tal jornal, pior a cada dia a olhos vistos, impera o silêncio sobre a transformação daquela página nobre do Segundo Caderno num simples caderno de classificados.

Ou de desclassificados, que fica bem mais coerente com a nojeira da área.

Até.

4 comentários:

caio vinícius disse...

Edu... cara... sério, tô começando a achar que ele faz isso pra te provocar, cara.

Pra quem lê a coluna uma vez ou outra, uma vez por semana ou a cada dez dias quando pinta um Segundo Caderno na mão, tudo bem... até passa, mas pra quem tá acompanhando todo dia a coluna, tá um negócio grotesco... no estilo cara-de-pau mesmo.

Mas deixa essas porras enfestarem a zona sul mesmo, quem tem coragem de pagar 8 reais numa empada de camarão do Belmonte tem mais é que se ferrar!!!

Abração!!!

Caio

P.S.: Ipanema ainda tem seus encantos butequinescos. Trabalho no prédio da Telemar/Oi na Rua Jangadeiros e logo ali, ao lado da Casa da Feijoada, existe um buteco de primeira, o Zigue-Zague, que a galera daqui frequenta fielmente, tomando sua cerveja, sua cachacinha e seus petiscos típicos de boteco... e em pé!!! Repito: em pé, em mesas altas na porta e no seu balcão! Vamos ver quanto tempo vai durar.

Abraço!!!

Caio

Eduardo Goldenberg disse...

Caio: nem tanto, camarada! Se - condicional agudíssima - fosse pra me provocar seria o atestado nítido, plácido, íntegro de sua estupidez sem fim. Valer-se de um espaço daquele tamanho para isso seria o cúmulo. Ele é o Jota, é verdade, mas não seria capaz de tamanha ignomínia.

O meu objetivo, colecionando "atentado" por "atentado" é justamente esse: deixar um painel aí, pronto para visitação e análise por parte de quem quiser ver com os próprios olhos, já que contando, camarada, ninguém acredita.

Quanto ao Belmonte, buteco pra otário, é isso aí mesmo.

E quanto aos butecos de Ipanema, já disse o que queria a você por email mesmo. Certo?

Abração.

Bruno Ribeiro disse...

Edu, eu tenho uma coluna semanal sobre botequim aqui em Campinas e sei como funciona o negócio. Sou assediado por todo o tipo de estabelecimentos, esses bares da moda, todos esses simulacros. As ofertas variam: vão desde cheques depositados diretamente na minha conta até uísque de graça durante o tempo em que a divulgação render frutos. Nunca aceitei nada disso. Se acontece aqui, que dirá aí no Rio, que tem mil vezes mais bares do que aqui. Continue vigilante!

Coelho disse...

Leio o Bruno toda semana aqui em Campinas. A coluna dele é muito bacana.
Parabéns para vocês dois...