11.7.07

ELE ESTÁ PRA CHEGAR

Meus poucos, mas fiéis leitores, tomem nota: a festa de abertura dos Jogos Panamericanos vai parecer uma rodinha inocente de ciranda durante o recreio de uma turminha qualquer de Jardim da Infância diante da festa que se anuncia para receber esse mito amazônico, esse ser que guarda na barba o segredo das matas que conhece como à palma da mão, esse monstro que atende pelo pomposo nome de Fernando José Szegeri.

Sim, ele está pra chegar.

Fernando Szegeri

Nós, eu e minha Sorriso Maracanã, uma vez mais, humílimos, o receberemos em nossa igualmente humílima casa, na Tijuca. E por dez dias.

Ocorre que, dessa vez - talvez pela extensão da visita -, há um rebuliço no pedaço.

Papai, quando soube da vinda do homem, com o garfo e a faca apontados para o teto, o garfo na mão esquerda e a faca na mão direita, gritou:

- Eles ficarão aqui em casa!

Tentei argumentar:

- Mas já está tud...

Virou-se pra mamãe e disse, afagando suas mãos:

- Desculpa, filha...

E olhando-me nos olhos:

- Foda-se. Eles ficarão aqui em casa!

Beberiquei, ontem à noite, em casa, com Luiz Antonio Simas, que planeja roteiros inacreditáveis para meu (posso dizer "nosso") irmão paulista. Rodrigo Folha Seca, esse poço artesiano de doçura, com quem encontrei-me na tarde de segunda-feira passada, quando estive na livraria do meu coração para uma, digamos, visitinha de praxe, cravou as mãos enormes (o Folha Seca tem as maiores mãos de que se tem notícia) no meu tímido braço e com os olhos saltados emoldurados por cabelos imensos e desgrenhados (ele parece estar usando fones seculares de ouvido) perguntou obcecado:

- Quando o Szegeri chega? Quando? - e babava.

O Prata, até o Prata, me ligou insofrido:

- O Szegeri vem quando?

Eu, já de saco cheio do papel, devolvi:

- Pra quê você quer saber?

- Preciso fazer as unhas antes.

Vejam vocês o que vem por aí.

Fefê faz acertos em sua escala de trabalho. O Pepperoni está visivelmente mais excitado, num abanar de rabo que não cessa. Ontem - é preciso dizer - foi o Bruno Ribeiro quem recebeu o Szegeri, em Campinas, e a cidade nunca mais será a mesma. Já soube que o Szegeri não pagou nada, nem as passagens de ida e de volta.

Definitivamente o homem é um mito.

Parei, há pouco, de escrever.

Tocou o interfone.

Era o porteiro, Eduardo:

- É verdade que aquele barbudão chega amanhã?

Eu disse, incrédulo:

- É.

- Oba! - foi o que disse meu xará.

Até.

7 comentários:

Betinha disse...

E quando ele chega?

Eduardo Goldenberg disse...

Betinha e Flavinho são mais dois que, cometo a indiscrição sem medo do erro, estão programando banquetes, recepções, festas...

Ele chega amanhã, dia 12, em hora ainda não confirmada pela Chefe-da-Comitiva.

Betinha disse...

Eba!!!!!!!!!!!

Flávio disse...

No que depender de mim ele vai voltar para São Paulo uns três quilos mais gordo e muito mais feliz. A casa já está preparada!!!

caíque fellows disse...

Rodrigo é gente finíssima. E a livraria dele é tudo. Sou fã de carteirinha.

4rthur disse...

Hoje é dia 13 e, pelos meus cálculos, o Barbudo já está por estas bandas. Talvez isto justifique a ausência de novos escritos do dono deste Buteco.

Bruno Ribeiro disse...

Edu querido: vc e Simas sumiram. Estou preocupado. Até tentei ligar pra vc, mas não deu sinal no celular. Beijo.