22.10.07

A CANALHA PORCA DE SÃO PAULO

A revista VEJA (uma das mais reacionárias do Brasil), através de um suplemento que só circula em São Paulo - a chamada VEJINHA SÃO PAULO -, dá destaque, em matéria de três páginas, a um dos troços mais nojentos a que já tive acesso na imprensa. A bem da verdade, tive acesso graças ao email que acabo de receber de uma leitora do BUTECO, a goiana residente em São Paulo, Lia de Souza, que chegou a este balcão graças ao link que há no blog do meu camarada Arthur Favela - o ANHANGUERA, o que demonstra, ainda que pontualmente, a força do exército que luta contra a canalha porca que não mede esforços para destruir o Brasil.

Falei em Brasil e faço uma pausa... N´O GLOBO de sábado, um jornalista cujo nome não repito sob pena de vomitar sobre o teclado, escreveu a seguinte merda:

"Quando a crônica acima for publicada, vou estar de férias no continente que realmente importa."

Deveria, o coleguinha de caderno da plagiadora (vejam aqui!) - se o jornal O GLOBO fosse sério - ser sumariamente demitido e convidado a passar o resto de seus dias no continente que realmente importa pra ele. Mas é evidente que nada disso acontecerá... Até mesmo porque a editora do caderno ELA, onde foi publicado o lixo acima transcrito, é a própria plagiadora. Dito isso, em frente.

A matéria a que me refiro é intitulada (pausa para uma golfada olímpica) OS MARAJÁS DAS BALADA$ - QUEM SÃO OS ENDINHEIRADOS QUE GASTAM ATÉ 7000 REAIS NUMA ÚNICA NOITADA, assinada por um tal de Filipe Vilicic, sem o negrito evidentemente, e assim mesmo, com um cifrão no lugar do "s" de "baladas".

Eis a íntegra da matéria mais escrota, mais suja, mais imunda e abjeta dos últimos tempos:

""Quando Abdo Habib Barakat, 27 anos, encosta seu Maserati 4 200 GT vermelho na entrada da Pacha, é uma alegria danada. Não pelo jeito boa-praça dele – e olha que o rapaz é bastante simpático – nem pelo carrão de 300 000 reais. Pesa, sobretudo, o fato de o empresário, dono de uma rede de lojas de móveis, nunca desembolsar menos de 1 500 reais em cada ida ao local. Graças à cifra, tem status de vip, lógico. Nunca pega fila, recebe paparicos da equipe do clube e tem sempre lugar garantido, literalmente, no paraíso. É que se chama El Cielo (o céu, em espanhol) o camarote da boate, na Vila Leopoldina, onde ele costuma bancar a diversão de quem o acompanha. Foi assim na quarta-feira 10, quando torrou 1.700 reais em bebida para dois amigos e sete mulheres com quem desfilavam. "Estava com uma namoradinha, daí paguei a comanda dela e as de suas amigas", conta Barakat, integrante de um grupo sempre recebido com tapete vermelho nas casas noturnas paulistanas: os marajás da balada. Barakat sai quatro vezes por semana e gasta, num cálculo aproximado, 24.000 reais mensais só em bebida, energético e afins. "Já cheguei a deixar 7.000 reais numa festa."

Tudo bem, sair à noite em São Paulo não custa pouco para ninguém – mas nada se compara ao que essa turma gasta. Na Pacha, só para entrar e sorrir, o investimento é de 40 reais para mulheres, valor que dobra no caso dos homens. Quem aspira ao posto de vip, e não é famoso, precisa colocar a mão no bolso. Em geral, as casas possuem um cadastro especial do qual fazem parte os clientes que deixam no caixa mais de 1.000 reais por noite. Consta nessas listas o nome do empresário Thiago Francki, 27 anos, habitué de outro reduto dos notívagos abonados e pródigos, o Museum Dining Art, endereço moderninho no Brooklin. Francki freqüenta as top baladas de três a quatro vezes por semana (outros points são o Royal, no centro, o Cafe de la Musique e a Disco, ambos no Itaim). Sempre gasta cerca de 1.500 reais. "Bebo, no máximo, dois drinques", garante. "Mas gosto de bancar a mulherada."

Isso talvez explique por que, apesar de em muitos casos não serem lá nenhum James Bond, eles jamais circulem sem uma beldade a tiracolo. Mais ou menos como o cobiçado Roberto Balcker, 32 anos, proprietário de uma construtora nos Estados Unidos. Que, vá lá, até é bonitão. Mas não a ponto de ser conhecido como "o Ben Affleck do Museum", seu apelido no restaurante. Em geral, gasta 3.000 reais por noite. "Alguns caras pagam a conta da galera porque fica mais fácil conquistar as moças", afirma Maurício Neves, mais conhecido como Mané, promotor de eventos dedicado exclusivamente a encher os clubes de alto padrão com gente idem. "Minha agenda tem 2.200 homens ricos, mulheres de pura beleza e celebridades", diz. Entre os que ele destaca – cheio de dedos, para não perder a freguesia – há sobrenomes famosos como Safra, Ermírio de Moraes e Schahin. "Trabalho com gente que gosta de ir para a balada de helicóptero."."


O janotinha do Filipe Vilicic, que assina a bosta, ainda dá voz aos idiotas citados ao longo do texto. Vamos ao que eles disseram:

""Gosto de bagunçar e pagar bebida para a mulherada. Costumo bancar a conta de quatro meninas por balada." Thiago Francki, empresário

"As pessoas nos tratam melhor quando gastamos mais. Curto muito esse atendimento diferenciado, e faço questão de ir a clubes onde todos me conhecem."
Abdo Habib Barakat, empresário

"Já desembolsei 5 500 reais numa noite. Gosto de lugares onde posso conviver com meninas de nível, pessoas do meu círculo social."
Roberto Balcker, empresário"


Com a palavra - por favor!!!!! - Arthur Tirone, meu querido mano que atende pelo nome de Favela.

Toda essa nojeira, com direito às fotografias dos membros da canalha, pode ser lida aqui.

Até.

12 comentários:

caíque disse...

putz! tem um plasil aí? é que eu almocei ainda agora...

Craudio disse...

Aí, Edu, nego pára nos Jardins com o carrão e o correria leva o relógio dele. E haja carta para a Falha de S.Paulo, discurso na rede globo e entrevistas para publicações reacionárias...

São Paulo, infelizmente, tá cada vez mais SÓ isso. Mas sempre tem uns loucos - como nosso compadre Favela - que salvam a noite daqui (você precisa ver como é bonito o Anhangüera dá Samba). Mas as coisas hão de mudar!

Anônimo disse...

Edu,

No Filme "Batismo de Sangue" (assim como no livro do Frei Betto), quando os estudantes marcavam reunião para combater o odioso regime, a maneira de despistar os soldados da ditadura era portar uma revista VEJA. Era a senha para que eles - os estudantes - pudessem identificar uma ao outro e para que os soldados não sentassem a madeira.

saudações,

Daniel A.

Szegeri disse...

"Seqüestro lhe pega, doutor, acaba essa banca..."

Arthur Tirone disse...

Edu,

Eu estava escrevendo (e resolvi apagar) um monte de coisas sobre a canalha e acabei fugindo do tema central, que é essa "reportagem".

Falarei então especificamente dessas bestas citadas pelo texto:

Lixo um: Um playboy nojento como esse Francki, que freqüenta as “top baladas” – como disse o merda que escreveu o texto -, que gasta mil e quinhentas pratas pra tomar dois drinques, banca mulheres (é difícil chamá-las de “mulher”, pois ser “mulher” é muito mais do que ter uma bunda bem boa) para receber beijos e afagos, para se sentir o garanhão. Triste. Mas é possível, ainda, que um bolha desses se sinta feliz mesmo sabendo que todos gostam é da sua grana. Paredão nele.

Lixo dois: Barakat. Um crápula que mal deve saber que a maioria das famílias brasileiras vivem durante um ano com o que ele gasta numa noite, já não vale nem o que caga. Arrotar publicamente que gasta sete contos numa noite é demais. Merece, antes do paredão, tomar umas no buteco do Mauro, na Dobrada, com a negrada da Casa Verde.

Lixo três: Roberto Balcker. Não quer, em hipótese alguma, aproximação com quem não tenha seu “nível”. 312 tiros nele!

Lixo quatro: O promotor de eventos. Um safado, verme (estou rangendo os dentes, juro!), filhodaputa que sonha em ser como esses três aí de cima. Provavelmente vindo de classe média baixa ou média que, de alguma maneira, conseguiu se infiltrar neste meio. Valoriza, babando, quem freqüenta a balada de helicóptero. Este é o mané. Merece ser queimado!

Lixo cinco: Filipe, o cara que escreveu o texto e todos os que estiverem acima dele, assim como a própria veja. Eles contribuem, de maneira mais que imunda, para a valorização de tudo o que não é justo. Tiros de bazuca darão conta destes.

Eu creio – e isso pra mim é um exercício diário – que há jeito de acabar com isso. Continuaremos resistindo.

Um beijo, querido.

Leo Boechat disse...

PQP.

Anônimo disse...

Grande Edu,
valeu pela divulgação da vidinha desta corja que alguns querem como modelo...
Arthur Tirone, belíssimo e adequado adjetivo no lixo1: bolha!! Não escutava isto a tempos!!
Abraços a todos,
Marcelo Alves

Bruno Ribeiro disse...

Depois um canalha desses perde o rolex no semáforo e a sociedade toma as dores do safado. Diante do mal que eles nos fazem - sim, gastar R$ 7 mil numa noite é um mal tremendo para o Brasil - têm mais é que perder o rolex!

gigi disse...

É muita auto-estima baixa pra minha cabeça. O pior é que nem dá pra ver a cara da cachorrada direito. Que horror, meu Deus...

Leo Boechat disse...

"É na esquina da vida
Que eu faço o confronto
Do malandro pronto e do otário
Que nasceu para milionário."

Noel Rosa, 1932

Flávio disse...

Na minha época, para conseguir a mulherada a gente precisava de papo e disposição, não dinheiro.
Estranho esse negócio de ser paparicado por garçom e promoter, sei não...

Kaka disse...

um nojo realmente. mas é só ler nas entrelinhas pra morrer de rir. o promoter q se acha o máximo assina mané, nome perfeito pra ele e pra quem precisa gastar sete mil numa noite pra acabar com uma putinha forjada na academia e no bisturi.