28.12.07

A CONTA DISCRIMINADA

Não preciso lhes dizer sobre o que penso desse portentoso buteco tijucano, o Rio-Brasília - já disse o que tinha pra dizer aqui.

É lá que celebro a arte de incontáveis encontros, como esse, por exemplo, no dia 22 de dezembro, cuja fototeca encontra-se aqui.

Nesse dia, nesse sábado, depois de mais uma roda de samba na rua do Ouvidor, dirigimo-nos pra lá - como sempre.

E como sempre, também, esse gentil maiúsculo, o Felipinho Cereal, não permitiu que ninguém pagasse rigorosamente nada.

- Se estou à mesa ninguém paga porra nenhuma!!!!! - diz com a costumeira polidez da Tijuca.

Eis o registro da conta, discriminada, que me foi entregue, após incontáveis apelos meus, pelo Joaquim.

conta do Rio-Brasília de 22 de dezembro de 2007

Escrita à mão. No papel de pão. Com preços inacreditáveis. E escrita em códigos, não de barra, que somente os iniciados no pedaço compreendem.

Está lançado o desafio...

Quem mata, item por item, o que consta da conta?!

Não vale participar, é evidente, quem lá esteve ontem comigo e me ouviu decifrando o papiro joaquino - Fefê, Simas, Fraga, Prata, Augusto Diniz, Borgonovi e, é claro, Felipinho Cereal.

Até.

21 comentários:

Bruno Ribeiro disse...

Tentarei. Pela ordem decrescente na lista:

Sardinha R$ 10 (2x)
Maracujá R$ 5 (4x)
Uisque R$ 8
Pastel R$ 12 (2x)
Ligação R$ 3 (pode ser que alguém tenha feito um interurbano no telefone do boteco)
Calmante R$ 6 (alguém, alterado, num discussão sobre futebol, precisou abaixar a bola)
Cerveja R$ 42

Mas não deve ser isso. Vocês comeram demais, então não deve ser isso.

Beijo!

Anônimo disse...

Bruno,

Você quase matou a parada e acertou muita coisa.

Edu, como eu estava lá não vou palpitar, mas que coisa linda essa atitude do Felipe. Fiz um agradecimento formal ao rapaz, ele merece, ele merece.

Um grande abraço e todos e um 2008 regado de coisas boas.

abs.,

Daniel Ataide

Craudio disse...

Só havia decifrado os maracujás, cervejas e pastéis. O Bruno me esclareceu o resto!

Agora, Edu - e quem sou eu pra falar de nomes, mas vamos lá -, uma coisa: o Felipinho Cereal, que ainda não tive a honra de conhecer, chama-se mesmo Filipis ou baixou o Mussum no Joaquim?

Abraços!

Ave disse...

Não é ligação (lig), é cigarro (cig).

Betinha disse...

Ao invés de ligação acho que pode ser cigarro ou lingüiça. E no lugar do calmente aposto em caldo. No resto estou de acordo com o Bruno.

fraga disse...

Capitão,

Minha querida sobrinha Clara, sempre que vou à casa de meu irmão, observa e reclama que eu bebo todo o "ísqui" dele.

Está estabelecido o dialeto joaquino ...

Agora, cá entre nós, o "calmante" do Bruno Ribeiro - coisa de gênio - merece entrar para os anais do Buteco.

Saravá!

Carolina Vigna-Marú disse...

Meu pitaco:

Sardinha R$ 10 (2x)
Maracujá R$ 5 (4x)
Iscas (peixe, fígado?) R$ 8
Pastel R$ 12 (2x)
Cigarro R$ 3
Cafés R$ 6
Cerveja R$ 42

:)

Carolina Vigna-Marú disse...

Não, mudei de idéia.
Não é café, é caju.
[]s

gigi disse...

sardinha – R$10 (2x)
maracujá – R$5 (4x)
whisky – R$8
pastéis – R$12 (2x)
lingüiça – R$3
carne (assada aperitivo?) – R$6
cerveja – R$42

gigi disse...

Edu, acho que o 'lig' pode ser 'cig', de cigarro... Poxa, vc não aceita emenda no palpite, né?

Feliz 2008 pra vc e pros seus!

Bruno Ribeiro disse...

Edu: revele logo o conteúdo da lista! Não agüento mais tanto suspense!

Eduardo Goldenberg disse...

Eis a resposta checada, há pouco, com o próprio Joaquim:

SARDINHA............10,00
SARDINHA............10,00
.....................7,20
MARACUJÁ.............5,00
MARACUJÁ.............5,00
MARACUJÁ.............5,00
MARACUJÁ.............5,00
UÍSQUE...............8,00
PASTEL...............12,00
PASTEL...............12,00
CIGARRO..............3,00
CALDO................6,00
CERVEJA..............42,00

Os R$7,20 são de "refrigerante", nome que, impressionantemente, o Felipinho Cereal proíbe seja escrito em contas de sua responsabilidade.

Felipinho disse...

Obrigado Edu, não me lembro quem cometeu este erro em nossa mesa, mas refrigerante NÃO.


Beijo, e sábado estamos na Ouvidor.

gigi disse...

caldo? nesse calor? ahhhhh!

Carolina Vigna-Marú disse...

Fantástico!

Pensar em outra coisa que não uísque foi uma bobeira minha, mas... Caldo? No verão carioca? É sério isso?

Adorei a proibição dos refrigerantes.

Preciso conhecer este buteco um dia desses.

Anônimo disse...

Quem tomou o caldo (de feijão) fui eu! Uma beleza! Meu irmão Arthur Mitke me ajudou a finalizar o troço, que veio numa caneca "pra" lá de generosa.

Vocês queriam quem eu tomasse o que? Sorvete?

ahhhhhhhhhh!

Daniel A.

Eduardo Goldenberg disse...

Pois é, Daniel, também não entendo qual o problema de arrematar litros de cerveja e maracujá com um caldo de feijão, torresmo e couve para aliviar a barra. O calor? Parece brincadeira. Ou querem que o glorioso Rio-Brasília entre na moda de temakis?

Agora, cá entre nós...

Se o Arthur Mitke for mesmo seu irmão ele aparece amanhã lá na Ouvidor pra comemorar seu aniversário, né, não?

Abração.

Anônimo disse...

Pois é, Edu, o cara já me ligou cheio de desculpas, falando que o presente já foi encomendado (eu lá quero outro presente senão a presença dos amigos), que precisa descansar, está sem grana e etc...

Detalhe: eu, que gosto dos amigos por perto, coloquei-me (e coloco-me) à disposição para rachar a valor da passagem, que prefiro (só prefiro) pagar em forma de etílicos.

Veremos se ele é mesmo irmão ou não.

Sem mais,

Daniel A.

Arthur Mitke disse...

O refrigerante quem pediu foi a Carla, mas unicamente porque estava tomando
um anti-alérgico e estava impedida de beber. Na verdade acho que o grande
erro foi tomar o anti-alérgico em detrimento da birita.

Quanto ao aniversário do meu irmão Daniel, não tenho dúvidas de que ele
saberá compreender a minha ausência física (já que em pensamento e espírito
eu estarei por lá), até porque o aniversário dele é mesmo no dia 09/01 e
outras comemorações evidentemente ocorrerão.

Abraços,

Arthur Mitke.

Felipinho disse...

Balela!

Não há desculpas Arthur, não vem com esse negócio de físico e espiritual e esteja amanhã à tarde na Ouvidor.

E diga para Carla que ela está desculpada pelo refrigerante.

Abraço.

Carolina Vigna-Marú disse...

Ô pá, não quero que o "glorioso Rio-Brasília entre na moda de temakis", cruz credo!

É apenas de se estranhar que, em plena Tijuca carioca-verão, alguém encare um caldo com a mesma destreza que um maracujá geladinho. Agora, longe de mim qualquer comentário além do calor. A camisa é sua, molhe-a quanto quiser, ninguém - e muito menos eu - tem nada com isso!

Ou vai dizer que tijucano butequeiro de verdade não sente calor?

:D

PS: Leiam, por favor, com bom humor. A intenção é leve.