4.12.07

DO DOSADOR

* Como vocês podem ver aqui e aqui, foram fabulosos os dias que passamos, eu e minha Sorriso Maracanã, em Cabo Frio. E foram ainda mais fabulosos graças à companhia do Fefê e da Lina, que baixaram no pedaço no final da sexta-feira. E devo dizer, como uma forma de agradecimento público e de particularíssima homenagem, que se sempre nos demos muitíssimo bem, eu e meu irmão, estamos, com o passar dos anos, cada vez mais afinados. Foi - repito - um final de semana fabuloso. E ainda mais fabuloso, também, por conta da chegada-surpresa, na manhã de domingo, do também queridíssimo Mauro.

* Neste próximo final de semana a coisa promete e não é por causa do grupelho que fará show no Maracanã. Não. A coisa promete porque pretendo, no sábado e no domingo, receber os dois engradados (que o povo de SP chama de grade) de Brahma que o Craudio e o Prata me devem; o primeiro por extrema gentileza materializada numa oferta feita há meses... e sacumé... a gente cobra! Já o Prata perdeu foi numa aposta mesmo. E sacumé... a gente cobra! Estou falando, portanto, de 48 garrafas. Aposta boa é essa. Ganha quem ganha, ganha quem perde, ganham os que cercam os apostadores. Os mais-chegados estão, desde já, convocados para a bebezaina.

* A coisa promete, também, porque os Inimigos do Batente voltam ao Rio de Janeiro, solidificando, aos poucos, sua história por aqui. Fazem única apresentação no sábado, dia 08 de dezembro, no Trapiche Gamboa. E francamente... Entre o The Police e os Inimigos, entre o Sting e o Szegeri, entre o Andy Summers e a Railídia, entre o Stewart Copeland e o Paulinho Timor não tem nem pra saída. À Gamboa!

* Terminou, no domingo, o Campeonato Brasileiro de 2007, cujo vencedor (troço muito mais importante que um burocrático campeão) foi, indubitavelmente, o Flamengo. Lamentei profundamente a queda do Corinthians, um time do povo como o Flamengo, muito por conta da tristeza que abateu-se sobre pessoas queridas como o Zé da Janis, a doce Stê, o Capitão Leo, o Julio Vellozo, que experimentam, agora, uma dor que o meu querido Bruno Ribeiro já experimentou com seu Guarani, que o meus queridos Szegeri e Borgonovi já experimentaram no final de 2002 com o Palmeiras, mesmo ano em que sofreu, o mesmo baque, meu mano Simas e seu Botafogo. Eu ia citar o Vidal e o Fluminense mas me recuso, terminantemente, a pôr no mesmo cadinho a glória dos que voltaram à Primeira Divisão por mérito próprio com as jogadas sujas que viraram a mesa em prol do tricolor carioca - então na Terceira Divisão! - com a criação da Copa João Havelange.

* Inaugurou ontem, oficialmente, o Sabiá - leiam aqui! - minha mais nova parada obrigatória em São Paulo. Inaugurou ontem mas ficará bonito, bonito mesmo, hoje à noite, quando minha garota, com o sorriso mais bonito do mundo, baixará por lá, me levando dentro daqueles olhos em que me deito sempre que ela viaja.

Até.

14 comentários:

Luiz Antonio Simas disse...

Dando essa caralhada de aulas, ando meio esclerosado.Conte lá, meu velho. Qual foi mesmo a aposta que o juvenil Tiago Prata perdeu?

Eduardo Goldenberg disse...

Sendo preciso do início ao fim, Simas, como sempre, devo lhe dizer que enquanto estávamos no Salete, há uns qinze dias, ocasião em que o menino comeu, em quinze minutos, seis empadas, disse-me ele a certa altura, pouco depois de exaltar o PSOL como a solução para o Brasil:

- Inclusive aqui no Rio o Chico Alencar será eleito prefeito na esteira da Heloísa Helena...

Eu disse:

- Heloísa Helena?

E ele:

- Sim! A que me chama de Pequeno Príncipe e que teve mais votos que o Lula nas eleições passadas aqui na cidade do Rio...

- Mais votos que o Lula? Não fode, Prata!

- Quer apostar?

- O quê?

- Um engradado de cerveja. Eu pago! Eu pago! Se eu perder eu pago!

Foi isso.

Aposta mole, não?

Beijo, velho.

Craudio disse...

Vou ao Rio pra ver se esqueço minha tristeza, depois de voltar de uma dolorida viagem a Porto Alegre ver meu time fazer o que fez com os já citados sofredores como eu.

E com a notícia de Inimigos no Trapiche, deu agora uma vontade de vender os ingressos que tu não tá entendendo hahahahahahahahaha...

O engradado sai, finalmente. E eu parabenizo o Flamengo, que realmente fez uma campanha digna de campeões. Uma merda, esses pontos corridos.

Abraços e até daqui a pouco!

Rodrigo disse...

Fala Edu!

Cacete eu leio mais seu blog, do que o jornal aqui de Sampa é mole, risos!

Obrigado por prestar solidariedade ao Corinthians time do coração. É de fato que os bambis estão comemorando mas a hora deles vão chegar.

E aonde é o Sabiá aqui em Sampa?

Abraço

Juergen Stendhal disse...

Rodrigo, depois vocês não querem que a gente sacaneie o Corinthians. Anote aí no seu caderninho. O certo seria É FATO (e não "é de fato") QUE OS TRICOLORES (e não "os bambis") ESTÃO COMEMORANDO MAS A HORA DELES VAI CHEGAR (e não "vão chegar"). A única hora que chega para nós é a de mais um título. Passar bem em 2008.

Eduardo Goldenberg disse...

Rodrigo: o glorioso Sabiá, de longe o melhor chope de São Paulo, fica na Vila Madalena na rua Purpurina, 370.

José Mafra disse...

Time do povo é o Vasco. Flamengo é saco de gatos.

Eduardo Goldenberg disse...

José Mafra: é evidente que você torce pelo Vasco e tem, como todo vascaíno, tendência agudíssima para esse contar incessante de piadas lusitanas, com a licença de meus queridos de Portugal.

Saudações rubro-negras.

Anônimo disse...

Caro Edu,

Essa classificação para Libertadores vai sair cara. Não se esqueça de pensar em me ligar novamente.

Saudações ansiosas por 2008,

Daniel A.

4rthur disse...

Meu velho, já me acostumei a ouvir você esculhambar as grandes bandas de rock. Na última ocasião, acabei encontrando com a Dani no Stephanio's, na saída do Roger Waters. E ao Police ela não vai? Eu sim, e de novo com os coroas. Mas até fiquei a fim de te ver depois, indo do rock ao samba! Se a dani for me avisa, que eu encontro com ela lá!

Um abração com saudades. E em tempo: tenhop dado umas incertas lá na FS e nunca mais te vi por lá. Sumistes?

Rodrigo disse...

Juergen Stendhal: Obrigado pela aula de português. Os São Paulinos são estudado.

Edu: Cara vou dar um pulo la no Sabiá. Para tomar este chopp, tão falado.

José Mafra disse...

Edu,

Obviamente torço pelo Vasco. Tenho a impressão que sou o único que o faz aqui pela Zona Sul carioca, esta terra tão estrangeira para um filho de Bento Ribeiro.

Te convoco a passar por aqui após uma vitória de seu time. Vá à Pizzaria Guanabara. Visite a PUC, o IBMEC ou qualquer outra escola dos filhos da elite. Vá às altas diretorias das maiores empresas da cidade, Edu, e veja por você mesmo.

A surpreendente torcida do Flamengo é muito grande, muito mesmo, e abarca massivamente todas as camadas sociais. Isso é bom. É ótimo. Orgulhe-se e fale de uma torcida democrática, ou algo assim.

Agora, para encontrar alguma comemoração de uma vitória do CR Vasco da Gama você terá que cruzar o túnel, porque por aqui é um silêncio só.

Isso porque o Vasco - e não há como negar o óbvio - é um time notadamente do povão, de suburbanos, favelados e portugueses donos de bodegas. Por aqui, nas cercanias do belo Jardim Botânico, só posso comentar os jogos com porteiros e faxineiros - que são, por sinal, as melhores figuras do bairro.

Há quem ache esse negócio de "time de pobre" algo horrível. Eu, assim como você, acho muito legal. Por isso tive que me manifestar e cobrar esse título que, para um torcedor que não vem ganhando muita coisa, vale bastante:

VASCO, O VERDADEIRO TIME DO POVO.

Eduardo Goldenberg disse...

José Mafra: em brevíssimo escreverei um texto sobre o tema, mas adianto: você tem razão, você tem razão. Forte abraço.

Eduardo Goldenberg disse...

4rthur, meu caro: é evidente que não vou ao Maracanã amanhã para ver esse conjunto que desprezo olimpicamente. Ainda que não tivesse o show dos Inimigos do Batente, você sabe, eu não iria. Dani vai. E não vou com ela porque já fiz, nessa espinhosa seara, duas ou três concessões que representaram torturantes programas que não me acrescentaram rigorosamente nada. E marquemos um encontro na Folha Seca... É que tenho ido pouco porque tenho engordado muito, se é que você me entende. Um beijo, querido.