7.12.07

SOBRE O VASCO DA GAMA

Quando escrevi, no começo desta semana que está terminando, o texto DO DOSADOR - leiam aqui - o leitor José Mafra, a quem ainda não conheço pessoalmente, depois de grosseiramente referir-se ao Flamengo como um "saco de gatos" e receber, de mim, resposta na mesma linha caminhão-de-lixo, escreveu, visivelmente mais ponderado, o seguinte:

"Obviamente torço pelo Vasco. Tenho a impressão que sou o único que o faz aqui pela Zona Sul carioca, esta terra tão estrangeira para um filho de Bento Ribeiro.

Te convoco a passar por aqui após uma vitória de seu time. Vá à Pizzaria Guanabara. Visite a PUC, o IBMEC ou qualquer outra escola dos filhos da elite. Vá às altas diretorias das maiores empresas da cidade, Edu, e veja por você mesmo.

A surpreendente torcida do Flamengo é muito grande, muito mesmo, e abarca massivamente todas as camadas sociais. Isso é bom. É ótimo. Orgulhe-se e fale de uma torcida democrática, ou algo assim.

Agora, para encontrar alguma comemoração de uma vitória do CR Vasco da Gama você terá que cruzar o túnel, porque por aqui é um silêncio só.

Isso porque o Vasco - e não há como negar o óbvio - é um time notadamente do povão, de suburbanos, favelados e portugueses donos de bodegas. Por aqui, nas cercanias do belo Jardim Botânico, só posso comentar os jogos com porteiros e faxineiros - que são, por sinal, as melhores figuras do bairro.

Há quem ache esse negócio de "time de pobre" algo horrível. Eu, assim como você, acho muito legal. Por isso tive que me manifestar e cobrar esse título que, para um torcedor que não vem ganhando muita coisa, vale bastante:

VASCO, O VERDADEIRO TIME DO POVO."


Eis que, então, o respondi:

"José Mafra: em brevíssimo escreverei um texto sobre o tema, mas adianto: você tem razão, você tem razão. Forte abraço."

Cumprirei hoje, portanto, a palavra empenhada.

Cumprirei a palavra empenhada mas antes quero lhes contar sobre valiosa lição que aprendi - como sempre - com esse portentoso mestre Luiz Antonio Simas, mais que nunca meu irmão. Aliás, estar com o Simas é aprender. O malandro abre a boca e a impressão que você tem é que a Barsa, a Mirador (notem como sou um caquético), está ali, diante de você, personificada e falando. Não há tema que o craque não domine, não há assunto que ele desconheça, e eu sou - eis a confissão que faço publicamente - um aluno aplicado, atento e grato pelos ensinamentos que recebo graciosamente.

Quando mencionei diante dele, dia desses, na Folha Seca, o imbroglio com o José Mafra, disse-me o Simas depois de coçar, lentamente, a cabeça calvíssima:

- O Flamengo é o time da massa, o Fluminense é o time da aristocracia decadente, o Botafogo é o time dos rebeldes sem causa, e o Vasco é que é, de fato, o time do povo!

Algo assim... Como já estávamos na décima garrafa de Serra Malte, posso estar ligeiramente equivocado quanto à qualificação do Botafogo. Pedi socorro há segundos ao Rodrigo Ferrari mas o ouvidor da rua do Ouvidor também não se lembrava com precisão da lição tomada. Dito isso, em frente.

Notem bem, entretanto, que dei razão ao José Mafra antes da aula do professor Simas. O que prova que, sim, já sabia ser o Vasco o time do povo - também.

Digo também porque essa é, a meu ver, uma discussão menor. Todos os times são - uns mais, uns menos - do povo. E todos os times têm - uns mais, uns menos - filhotes patéticos da elite fingindo gostar de futebol. Faço uma ligeira pausa para mais ligeira digressão.

Eu e Rodrigo Ferrari fomos a alguns jogos do Flamengo, durante este Campeonato Brasileiro, de cadeira especial - gentileza olímpica do Mussa. E lá, nas especiais, o que causa profundo nojo é a quantidade de viadinhos, putinhas, riquinhos e riquinhas que estão lá apenas e tão-somente por conta da onda pós-PAN e pré-Copa. Relógios caríssimos, sapatos altos, jóias, um nojo. Num dos jogos, irritado com aqueles descolados e descoladas em volta de nós, cutuquei, no intervalo, pra despero do Digão, uma típica putinha-pilotis (pra citar a PUC, lembrada pelo Mafra):

- Tu tá fazendo o quê aqui?

Ela gemeu de olhos fechados:

- Ai, é que eu amo o Flamengo, o Flamengo é minha vida, o Flamengo é minha história, o Flamengo é meu amor...

De mãos dadas com um babaca vestindo um agasalho oficial da Nike (fazia uma canícula tremenda no estádio), atendeu o celular logo depois, me fez sinal pra esperar e falou:

- Oi, pai... ... Quê? ... ... Ah, tá...

E disse-me:

- Ai, moço, dá licença que meu pai tá me chamando pro camarote... Vamos, mô?

E foi-se com o pobre-diabo.

Disso eu tenho nojo. Tenho nojo da canalha ocupando um espaço que não lhe pertence, tenho nojo das histéricas que gritam sem ao menos saberem o nome de um único jogador do time, tenho nojo dos viadinhos que ficam conversando durante o jogo sem olhar, um segundo que seja, pro gramado, tirando fotografias de tudo e de todos, pedindo - eu vi um troço desses durante um jogo recentemente - pra neguinho abaixar o volume do rádio, balançando os braços para serem filmados e aparecerem nos telões do estádio.

Mas voltemos ao Vasco.

Eu, nascido e criado na Tijuca, tendo passado a infância num apartamento na rua São Francisco Xavier 90, ao lado do número 84, na vila mágica em que moravam meus avós e minha bisavó, sou irmão e filho de vascaínos. A foto abaixo, tirada em nosso apartamento no sexto andar (depois mudamos para o segundo), me dá arrancos de saudade.

Eduardo Goldenberg e Fernando Goldenberg, início da década de 70

E eis o que eu queria lhes contar.

Meu avô paterno, Oizer (sobre ele, leiam aqui), também era vascaíno. Meu pai, repetindo, é vascaíno, assim como o Fefê. E eu sempre tive uma agudíssima inveja - meu irmão não me deixará mentir - do que eu chamo de cafonice vascaína. Sempre admirei a velha Dulce Rosalina e suas mil e quinhentas pulseiras, sempre admirei a portuguesada que gritava casaca! a cada vitória do Vasco, sempre admirei o Santana, massagista legendário do Vasco da Gama, e estou aqui escrevendo, escrevendo, e não consigo - tristíssima constatação - traduzir exatamente o que me faz admirar, olimpicamente, o Vasco da Gama e seus torcedores, e a ligação umbilical entre esses torcedores e o clube - relação que nada tem de artificial, ao contrário do que acontece com os clubes de massa que acabam conquistando torcedores por questões de modismo.

Mas dia desses - eis nova promessa - volto ao tema com mais precisão e menos digressões.

Aliás... não fosse esse meu estranhíssimo sentimento que me une ao time da colina, e eu não teria escrito este poema pro meu irmão, com que fecho o texto de hoje:

"Sendo eu Flamengo até a alma,
tendo o sangue negro
a bombear o coração vermelho,
preciso de um cigarro e muita calma
pra escrever,
depois de alguns ensaios diante do espelho,
uma frase capaz de lhe fazer compreender
a dimensão do amor que me une a você,
meu irmão siamês.
E vou escrever uma única vez:
por você sou vascaíno.

Por mais que o tempo passe
insisto em vê-lo como um menino,
mas o menino sou eu
a idolatrar o irmão que é meu maior tesouro,
num movimento e num impasse inexplicável do tempo,
que dobra as datas e me faz ter nascido depois do seu primeiro chôro.

Entre nós dois, pactos de sangue, cumplicidade,
cinzeiros cheios, muita cerveja, olhos marejados,
samba, mulheres e futebol.

Torço permanentemente para que a Vida,
a tal senhora por vezes desatenta,
atenda minha reza estúpida
que pede para que eu jamais lhe sinta a falta.

Passarei, como os craques passam,
de passagem,
deixando com você,
como homenagem,
meu coração calejado, na colina mais alta,
devidamente marcado pela Cruz de Malta."


Até.

23 comentários:

Juergen Stendhal disse...

Esse poema é um soco na boca do estômago. Emocionante.

seu pai disse...

Porra Du..... porque voce não aproveitou e esculhambou o filho da puta e escroto do Eurico Miranda que está acabando com o Vasco ????

Eduardo Goldenberg disse...

Juergen: obrigado!

Papai... logo você, meu velho pai, sugerindo que eu seja agressivo? Esteja à vontade no balcão para dizer o que quiser sobre esse escroque; sendo vascaíno, você tem muito mais legitimidade que eu para referir-se ao canalha. Beijo.

Luiz Antonio Simas disse...

Que beleza! Eu, para falar a verdade, não me recordo exatamente da categoria que usei para falar dos botafoguenses. Devo ter dito isso mesmo, sob forte impacto das ampolas cu-de-foca. Isaac, vou te dar uma força:
EURICO ESCROTO E FILHO DA PUTA!
Abraços e beijos

Marcos Muniz disse...

Boa tarde. Sou leitor do seu blog, mas nunca antes comentei. Abro uma exceção.

Indo de cadeira especial como os vagabundos a que se refere, eis a verdade, tampouco você contribui para o futebol, Edu. O seu discurso fica enfraquecido... E não será injusto aquele que o vir como os mauricinhos da PUC que fazem do Maracanã tudo quanto não seja um estádio de futebol. Pague o seu ingresso, mesmo que de cadeira especial. Já será um passo. Por enquanto, com o respeito que tenho pela sua coerência, tudo neste post será simples conversa fiada.

Um abraço,

Marcos Muniz

Felipinho disse...

Belo texto camarada. Esse negócio de entrar em conflito por causa de time de futebol não está com nada. Muitos idiotas ainda insistem nisso.

Beijo.

Eduardo Goldenberg disse...

Marcos Muniz: vamos por partes, se você me permite.

01) não chamei a escumalha que vi nas cadeiras especiais (não todo o público, é claro, mas grande parte dele) de "vagabundos";

02) não tenho a menor pretensão de contribuir para o futebol, Marcos;

03) minha postura nas cadeiras especiais é a mesma que sempre tive, e tenho, nas gerais, nas cadeiras azuis (no tempo em que eram azuis), nas arquibancadas. Ou um sujeito como eu não pode freqüentar as cadeiras especiais?

04) compraria, Marcos, ingressos para as cadeiras especiais, se não houvesse outro meio de ir ao estádio. Quando refiro-me à gentileza olímpica do Mussa estou me referindo às cadeiras cativas (duas) que ele possui, compradas por ele, e que cede aos amigos quando não pode, ele próprio, ir ao jogo.

05) meus detratores - dentre os quais, quero crer, você não se inclui - podem e poderão, ao longo do tempo, me acusar de qualquer coisa, menos de falta de coerência.

Um fraterno abraço.

Rodrigo disse...

Parabéns, Edu!

Belíssimo texto. Otima poesia.

Cristiano Carlos disse...

Edu, saudações. Tenho um amigo, daqueles do peito, vascaíno. Nossas disccurssões sobre futebol, mesmo sendo eu um flamenguista, sempre são amistosas. Já fomos criticados por alguns cabeças-de-pombo. O poema que vc escreveu para seu irmão, se me permite, vou enviar para alguns desses bostas- nàguas. Se tocá-los como me tocou, estará alfabetizando cabeças alienadas com o bom valor de torcer: confraternizar. Um abraço.

José Mafra disse...

Muito legal, Edu. A poesia é mesmo emocionante.

E a parte em que você fala das "cafonices cruzmaltinas", da Dulce Rosalina, do Santana e da ligação "nada artificial" - umbilical! - de nós vascaínos para com o clube me encheu de alegria.

Vi, daqui, a portuguesada gritando 'Casaca!'. E vi que mesmo um rubro-negro pode entender um pouquinho da graça de ser torcedor desse clube cheio de história e tradição.

Um abraço.

Lúcio Lemos disse...

Aqui é parecido, Edu. Meu pai rubro-negro, eu cruz-maltino. Guardamos sempre um respeitoso silêncio quando as equipes se enfrentam. Comentamos todos os jogos, todos os clubes...Menos um Vasco e Flamengo! O coração não permite. Minha saudosa mãe, uma vascaína doente, vivia aos berros, na minha antiga casa em Sulacap, provocando nosso vizinho da frente. Bons tempos de suburbio...

Anônimo disse...

Digo e repito, preferia ver, como tricolor, o Fluminense disputando para sempre a segunda divisão, como castigo pela espúria ascensão do ano de 2000. Mas isso não vem ao caso agora, quando a questão que se coloca é saber se é verdadeiro dizer: Vasco o time do povão, Flamengo o time das histéricas da PUC e dos marmanjões do Leblon.

Todo o fenômeno simbólico é lingüístico, portanto, capaz de ser explicado ou destruído, e disso sabe você melhor do que eu. O que quero dizer é que a torcida do Flamengo é inautêntica. Não que não haja Flamenguistas autênticos. Há-los. E ferrenhos, como o Rodrigo Ferrari, um flamenguista essencial - para usar aqui uma expressão caríssima a um dos maiores tricolores de todos os tempos (lembrado, também, porque toda vez que leio o que escreves, não deixo de identificar muitos traços da tua belíssima prosa com o estilo do autor de "Anjo Negro").

Mas voltemos à questão.

Parafraseando aquele insuportável filósofo francês que disse: "os símbolos estão aí para serem destruídos", vou repetir: A TORCIDA DO FLAMENGO É INAUTÊNTICA!

Por que o estúpido personagem do agasalho nike e a cretina do pilotis torcem pelo Flamengo?

Arrisco uma hipótese.

É indiscutível que muita gente crê que traficantes, bandidos, seqüestradores, flanelinhas, assaltantes, criminosos de uma maneira geral torcem (autenticamente) pelo Flamengo. Ora, nada mais natural que a burguesia (odeio este vocábulo) apavorada com a violência (este também), torça pelo Flamengo: primeiro porque pensa se aproximar daquele objeto fonte de seus medos e receios, depois, porque busca forjar certa cumplicidade, ver-se reconhecida e quem sabe deixar de se ver indefesa. Torcer, pelo Flamengo, para a histérica da PUC e para o latagão do Leblon (olha aí o Nélson), significa buscar proteção contra os males do mundo, como o garoto bochechudo que tem medo do bicho-papão e tenta com ele se aliar. Fazem aquilo que S. Freud denominou "tentativa de aliança com o objeto de pavor".

Então, pelo menos no dia do jogo, imaginam que, vestidos com a camisa vermelho e preta, estarão imunes, livres de serem assaltados, seqüestrados, pilhados, degolados, avacalhados. Não torcem de verdade, escondem-se às avessas, mostrando aquilo que não são: torcedores autênticos.

E sobre o Vasco da Gama?

"O Vasco é o Vasco", era a resposta que dava a qualquer um o saudoso Américo Rocha, imigrante português natural da Beira, porteiro do edifício que morei na bucólica Rua Aiuru, quando lhe perguntavam: "e aí seu Américo, e o Vasco?"

Ora, o Vasco é o Vasco, e pronto.

Na mesquinha, econômica e imprecisa definição vê-se aquilo que há de mais autêntico, posto que superficialmente verbalizado e imensamente sentido. Pois bem, seu Américo descobriu que a mulher se deitava com um taxista de Duque de Caxias. Sem forças para resistir à traição e não suportando o abandono ancestral, que ele e sua raça traziam nas costas por séculos, não encontrou saída senão enforcar-se numa madrugada fria de julho. Neste último ato, Américo vestia-se com a camisa do Vasco da Gama.



Um grande abraço, Eduardo Junqueira

Patrícia Moreira disse...

Edu,
Lindo texto! Sou Botafoguese, casada com um Vascaíno.
Vascaíno este, irmão de Flamenguista e de Tricolor.
Veja que salada o meu filhote de apenas 2 meses vai se meter!
Agora, um pergunta que todos saberão responder: De quais times ele ganhou roupinha de torcida baby? Flamengo e Vasco!
Como democrática que sou, deixarei para ele decidir para qual time torcerá!
Bjs
Pat

Bruno Ribeiro disse...

Caralho, Eduardo Junqueira! Que viagem, mêrmão! Pega um copo e relaxa.

4rthur disse...

Junqueira, em que pese a minha descrença e mesmo desconfiança numa suposta inautenticidade da torcida do Flamengo, tendo a concordar com os argumentos que podem justificar a "aliança com o objeto de pavor" perpetrado na escolha do Flamengo como time por parte das elites. A mesma coisa se deu com o samba, e tem se dado com o funk. Há de se debater mais este tema.

Fefê disse...

É uma viagem a do Junqueira, se tratada como regra. Mas um ponto de vista a ser respeitado.
Há casos e casos, e sobre o caso de meu irmão, que conheço há tantos anos quanto os que vivi, tenho autoridade pra dizer: flamenguista de coração, apaixonado desde que me reconheço e cada vez mais coerente.
Sempre criticamos torcedores pela postura, nunca pelo time que torce.
Beijo e obrigado de novo, Du. Te amo.

Casé disse...

Edu,

Aquilo nos seus pés era um Kichute?

Abraços,

Obs.: Tive muitos. rs

Eduardo Goldenberg disse...

Casé: sim, malandro, é evidente que é um Kichute, glória da infância de todos nós. Tê-lo lustrado, limpo, com aquelas travas brilhando e inventando modos de amarrar o cadarço, cara, era um grande sarro!

E compraste tua camisa do Vasco em SP?

Abração.

Forza Palestra disse...

Edu,
Nem tanto pela poesia ou pela qualidade do texto, mas especialmente pelo respeito e admiração ao rival, deixo aqui meus cumprimentos.
Abraços,
Rodrigo Barneschi

Szegeri disse...

Teorias, teorias, tudo papo de butiquim. A minha é a seguinte: o caboclo já nasce predestinado a torcer pra determinado time. O Galo nasceu Flamengo, o Bruno Riberio bugrino, eu nasci palestrino. Se ao longo da vida ele vai ou não efetivamente torcer por aquele time, é uma outra questão, com múltiplas variáveis. O fato é que o cara que não encontra condições históricas para torcer para o time para o qual foi predestinado, será sempre futebolisticamente infeliz; jamais vai experimentar a paixão irracional do ato de torcer, será sempre um burocrata do futebol, um excluído.

Quanto aos que torcem por modismo (e se isso há em relação ao Flamengo e à Mangueira - aquela para quem eu torcia quando jovem chamava-se Estação Primeira - vocês não perdem por esperar para conhecer uma coisa informe e desprezível chamada "torcida" do sr. São Paulo Futebol Clube - não, por certo, os sãopaulinos predestinados, de cepa, a quem, obviamente, devoto o mesmo respeito que aos demais), a eles a vala comum que nós - eu sei! - já começamos a cavar. Com a licença do Mestre, não passarão! Nós, passarinhos.

Desterrado na terrinha disse...

Carioca do Maracanã, Rua Santa Luiza, desterrado há 10 anos na Europa (agora em Lisboa), invejo aqueles que sentem pelo Vasco o que senti na minha infância, sofrendo a escutar no rádio os gols de Rondinelli, Zico, Zico, Zico... Sofria, mas amava o meu time. Os anos Eurico mataram, para mim, a identidade do Vasco. Espero que haja ressureição.

João Medeiros disse...

Meu velho,

Parabéns. Essa lucidez te torna um flamenguista como poucos. Não porque exaltou meu clube de coração; m,as porque conseguiu olhar além do próprio umbigo, o que é raro no torcedor, e no flamenguista por excelência. Uma jóia esse texto.
Cheguei aqui por indicação do Claudio Yida, do "Chuta que é Macumba". Escrevo algumas linhas no "Papo na Colina". Será uma honra bater papo com o amigo. Hoje e sempre. Abraços.

Eduardo Goldenberg disse...

João: mas como é que podia ser diferente, rapaz?! Olho pros lados (meu avô, meu pai, meu irmão...) e só vejo umbigos vascaínos!!! Parabéns pelo retorno à primeira divisão. Forte abraço.