12.2.08

DO DOSADOR

* Escalar um time reserva para jogar um clássico como o Fla X Flu é uma temeridade, e explico. Ambos os times cometeram essa barbaridade, mas o Fluminense manteve Thiago Neves, o titular que acabou fazendo a diferença e três gols na vitória acachapante de 4 x 1. A temeridade, explicava-me Luiz Antonio Simas enquanto assistíamos à partida em meio a doses de maracujá no Rio-Brasília, são as estatísticas:

- Daqui a 100 anos ninguém vai querer saber quantos titulares havia em campo. O 4 x 1 do placar eletrônico brilhará como uma estrela para todo o sempre.

* Falei em Thiago Neves e quero lhes dizer que me pergunto o que pensam os torcedores e os jogadores do Botafogo diante da infeliz declaração do meia das Laranjeiras dando conta de que ele anseia logo pela final da Taça Guanabara, contra o Flamengo. Como assim, se Botafogo e Fluminense jogam no sábado e Flamengo e Vasco no domingo, justamente para decidirem quais serão os finalistas? Vai mal, o garoto.

* Escreveu-me um leitor que pediu anonimato - irei atendê-lo, é evidente - perguntando sobre a veracidade da história que lhes contei ontem, ROMANCE DE DOMINGO NA TIJUCA, aqui. E eu que pensei que já tinha deixado devidamente claro para todos que eu sou, agudamente, preciso do início ao fim.

* Eu ainda não havia comemorado, publicamente, a volta à ativa de meu mano Fernando Szegeri em seu blog SÓ DOI QUANDO EU RIO depois de mais de seis meses de afastamento voluntário. O faço hoje para lhes dizer que eu hei de um dia ter (e quero ter!) a sobriedade para escrever algo tão fundamental como seu texto, publicado ontem, chamado O PERIGO MORA ALÉM, que pode ser lido aqui. Diz tudo o que eu queria dizer, mas - repetindo - com uma sobriedade que eu ainda não conheço.

Até.

7 comentários:

Pedro Paulo disse...

Salve, Edu.

Como botafoguense, gostei da língua de trapo do Thiago Neves - infeliz como tantos outros jogadores e cartolas (tricolores ou não).

Dela pode vir alguma animação pro meu time, que, além de não ter os talentos individuais do Flu, deve ir para a semifinal desfalcado de seu melhor jogador - Jorge Henrique, o atacante pigmeu que faz uma falta do cacete...

Só lamento é não poder ir ao Maraca no sábado (labuta no Carlos Gomes), pois a perspectiva é de um jogaço ofensivo.

Grande abraço,
Pedro Paulo

Marcelo disse...

Também lamento não poder ir ao Maraca, já que estarei em Madureira, na Feijoada da Vitória, na quadra do Império Serrano. Mas é promessa de jogão! Só espero que o Renato não faça a besteira de escalar três atacantes.
Quanto ao Thiago Neves, ele fala muito (assim como joga), mas faz tempo que não levo a sério aspas de jogador. Até porque besteira tem de todo lado. Há um exemplo no mesmo jogo: o Obina, com quem sinceramente simpatizo (me parece um camarada do bem) foi, sem a menor necessidade, se arvorar de valente pra cima do zagueiro novato do Fluminense. O menino apenas levantara a bola pra dar um bico (e não tem categoria para mais do que isso rs)...

Szegeri disse...

Marcelo: o tema é outro, mas como é nos butecos que a gente se encontra, receba publicamente os parabéns, em nome de toda a grande nação alvi-verde de Madureira. A vitória em si, até, não interessa tanto (como atestam tantas e tantas vitórias que não representam absolutamente nada na história do Carnaval, num certame que é regido por referências tão outras). Mas quando ela vem demonstrar que algo se pode fazer de outra forma, a coisa toma um sentido. Leve à Edgar Romero o abraço de quem torce para que essas aragens continuem a soprar ali e também pela vizinhança (se me entendes...).

Eugenia disse...

Para o leitor q perguntou da veracidade do Romance da Tijuca: é verdade que a história é inverossímil... mas de uma inverossimilhança mto engraçada e carioca, né? :)

Marcelo disse...

Szegeri: valeu, compadre! A vitória foi bonita justamente pelos símbolos que ela encerrou: a firmeza em não se abrir mão de certos princípios, nem da fidelidade à tradição que constitui a escola, a certeza de que as 'estrelas' do carnaval estão na própria agremiação, e não fora dela. Agora é encarar o desafio, ainda maior, de fazer isso entre as "superescolas S.A". Abrirei uma skol lá na quadra em sua homenagem. Abração!

Betinha disse...

Não acho nada inverossímil a história do romance de domingo na Tijuca. Não é difícil imaginar um cara dizendo isso em um buteco nem uma mulher rindo. Não tenho dúvida que, apesar do susto (ou exatamente por isso) eu riria, mesmo não havendo, obviamente, qualquer chance de romance com um cara que diz uma coisa dessas...

Eugenia disse...

Pois é, Betinha, mas a inverossimilhança ñ dá nem no fato de ela rir, mas, justamente, no fato de isso ter virado um "romance".