25.2.08

FOTOTECA

Eduardo Goldenberg e Henrique Blom, esquina das ruas Martins Pena e Campos Sales, 24 de fevereiro de 2008

Augusto Diniz, Leo Boechat, Alberto Mussa, Rodrigo Ferrari, Henrique Blom, Flavinho e Betinha, Rio-Brasília, 24 de fevereiro de 2008

Alberto Mussa, Leo Boechat e Henrique Blom, Rio-Brasília, 24 de fevereiro de 2008

Candinha e Luiz Antonio Simas, Rio-Brasília, 24 de fevereiro de 2008

13 comentários:

Eugenia disse...

lindas fotos!

Bruno Ribeiro disse...

Edu... Meteram a mão no Botafogo...

Eduardo Goldenberg disse...

Ô, Bruno, faz o seguinte, meu querido, e com todo o carinho do mundo que eu, permanentemente, devoto aos meus: não repita, como uma calopsita treinada, o discurso patético do Bebeto de Freitas, que protagonizou, ontem, um dos mais patéticos episódios da história do futebol. Seu desequilíbrio contagiou o time do Botafogo e o que se viu foi lamentável...

Grande lição nos deu Luiz Antonio Simas, que, logo depois do apito final, esbravejou em direção a mim e ao Mussa:

- Não vou beber com vocês no Rio-Brasília, como eu pretendia e como fiz no ano passado... Hoje foi demais! Roubaram o Botafogo e isso não se faz!

Coisa de uma hora depois, malandro, pinta na área o grande Simas:

- Porra... Vi na TV... Foi pênalti mesmo... Desce uma Brahma aí!

É isso.

Szegeri disse...

Deveriam proibir a filmagem/exibição dos jogos de futebol.

Anônimo disse...

Atrasada de bola que o goleiro pega com a mão e não se marca nada, impedimento inexistente de jogador que ia entrar na cara do goleiro, expulsão equivocada de jogador que não brigou com ninguém, faltas, pênaltis mal marcados e não marcados, e etc. Em suma: o juiz errou muito, e para os dois lados!

E, errou por uma simples razão: é incompetente.

O título do Flamengo foi justo e a atitude do Bebeto foi uma das cenas mais patéticas que eu já vi. Só perde para o ex-presidente do Fluminense estourando champanhe com virada de mesa. Essa é imbatível.

Agora, se o Botafogo estava na quarta posição no ranking dos azarados (teve uma pesquisa não sei de onde que o colocou em tal posição), ontem, definitivamente, assumiu a ponta.

Abs.,

Daniel A.

Luiz Antonio Simas disse...

Queridos, o que me deixou mais chocado nisso tudo foi a ridícula entrevista coletiva no vestiário do Fogão.Acabei de escrever sobre o fato no Histórias. Que saudades do "time do camburão", formado basicamente por marginais - gente da pior espécie - que podia não ganhar, mas jamais protagonizaria cenas constrangedoras como as de ontem.

zé sergio disse...

A TV é burra. É só.

zé sergio disse...

Discordo de tudo e de todos, inclusive do amigo professor Simas e do ex-colega de editoria de Esportes do Globo, o sempre lúcido Fernando Calazans, que enxergaram ridículo, patetices e (caso do Simas) até boiolismos na maravilhosa manifestação do grande Bebeto, do grande Cuca (por mim, vai morrer técnico do Botafogo, pois entre os técnicos que já tivemos só mesmo o Saldanha encarnou tanto a alma botafoguense) e do time inteiro no vestiário, após a derrota no 1º turno. E o grande Montenegro também teria sido menos comedido se não tivesse, ano passado, esgotado o próprio repertório. Montenegro falou demais na hora errada e agora está na muda. O que houve naquele momento foi, sim, intempestivo; foi, sim, algo do qual até poderemos nos arrepender algum dia (foda-se, todo mundo se arrepende algum dia das grandes e leves cagadas). Porém, “cena ridícula e patética”, jamais! Aconteceu, apenas, uma maravilhosa catarse, talvez um rito de passagem bonito pra cacete, e se eu estivesse lá teria reação parecida. Quem já foi garoto e rodou na macumba em dia de Cosme e Damião vai entender. Quem já fez bar-mitzvá vai entender. Quem lembra da primeira punheta que tocou vai entender. Quem foi jogado no chuveiro pelo pai ou pelo avô depois da primeira porranca vai entender. É preciso mergulhar um pouco mais na alma botafoguense para entender o que se passou. Somos diferentes, somos assim mesmo. A lucidez que se foda! Quem for lúcido demais corre o risco de não entender totalmente o perispírito, o DNA, a estrutura molecular alvinegra. Leiam melhor o fantástico “Botafogo entre o céu e o inferno”, de autoria do Sérgio Augusto, para saber que é preciso ir mais fundo, além dos heróis que demoliram o tabu de duas décadas sem títulos, das duas gerações de ouro dos anos 60 (a do Jairzinho-Gerson-Roberto e a do Garrincha-Didi-Nilton Santos). Tem que ir muito mais pra trás, antes mesmo do Heleno e até do Carvalho Leite. Somos o único grande clube brasileiro, e talvez o único grande clube do planeta, que foi fundado por um bando de guris e continua existindo, vivo, firme e forte. Eram garotos jogando bola ali onde hoje é a Cobal do Humaitá, uns mequetrefes, e foi a vó (dona Chiquitota) do nosso primeiro presidente (Flávio Ramos) que deu nome definitivo ao time. O Botafogo é (ou era, pois o que aconteceu naquele vestiário), portanto, um eterno adolescente. E vamos continuar sendo um pouco isso. No entanto, depois daquele fuzuê no vestiário, a coisa vai mudar, meus chapas, hãhã, vocês vão ver só o que vai ser bom pra tosse! É simples, caros incréus, o Botafogo está ficando adulto, daí o sagrado descontrole que tomou conta de jogadores, dirigentes e torcedores. A questão é meramente hormonal. Enquanto outros times do primeiro escalão do futebol brasileiro envelhecem, nossa pica acaba de tomar forma. E tomem cuidado, pois a coisa é grande, artefato da melhor envergadura, tipo Djalmão de anedotas. Ouçam bem o que estou lhes dizendo: com exceção do São Paulo, que é um clube sem alma alguma, uma Grande Rio das quatro linhas, uma espécie de Imperatriz Leopoldina sem Zé Katimba, os grandes times brasileiros têm belas histórias, têm belos passados. Mas no futuro poucos restarão. Assim como o Andaraí, o Mangueira, o Canto do Rio, muitos vão desaparecer do mapa. Aqui, no Rio de Janeiro, arrisco: no ano 2.500, quando o Brasil completar o primeiro milênio, só restarão o Botafogo e, possivelmente, o Flamengo. Sobre o que aconteceu em campo, no domingo, peço licença pra pedir que vocês, que gostam de assistir jogos dos campeonatos europeus, me digam, honestamente: o juiz é personagem nesses jogos? No cu que é. Raramente, sua senhoria européia se torna mais importante em campo do que os atores principais. Por favor, me entendam: não acredito que o Flamengo tenha comprado o Marcelo de Lima Henriques (guardarei este nome pelo resto da vida, junto com o de um sujeito chamado José Marçal Filho), mas este cretino acabou com um jogo que estava bonito e disputado, um jogo em que as faltas demoraram a acontecer (e que começaram porque os dois times perceberam o quão inseguro e incompetente era o apitador), um jogo que só teve impedimento um milhão de minutos depois do apito inicial. E, com certeza, foi determinante para o resultado da partida. Seja a favor do Flamengo ou do Botafogo (é “rúim”, hein?). Portanto, um escroto. Não um canalha, que os canalhas são simpáticos. Marcelo de Lima Henriques é apenas um imenso escroto. Ele, sim, foi patético e ridículo, tal e qual outros safados (incluindo a safada gostosa que armou pro Figueirense). O Botafogo, seus dirigentes (talvez os únicos decentes do futebol brasileiro atual), os jogadores (que elenco! desfalcado e tudo, partiu pra cima até o minuto final) e a torcida (que maravilha de torcida, ninguém vai calar nossa turba!) não mereciam um pilantra como esse. Aguardem que os pelinhos da barba do garoto estão crescendo! O moleque já foi na zona! Tem mais campeonato pela frente. E a lucidez que se foda!!! Zé Sergio

Bruno Ribeiro disse...

Zé Sergio: maravilha! era exatamente isso o que eu estava pensando escrever! Matou a pau! Também concordo com a catarse, o rito de passagem e a atitude do Bebeto de Freitas. Arrepender-se faz parte. O Botafogo nunca foi um time de machos toscos. O Botafogo -- que dentre os grandes clubes cariocas é o que me causa maior simpatia e carinho -- sempre foi um time de homens passionais e honrados. Desde Heleno de Freitas. Foda-se a lucidez!

zé sergio disse...

É isso, Bruno. Passionalismo e honradez. Bebeto, ao contrário de Eurico, de Márcio Braga, do Horcade e de outros, é um cidadão de respeito, é goiabada cascão, é coisa da antiga. Sem demérito para o Flamengo, o Botafogo merecia ganhar. Houve, claro, o exagero de declarar o time campeão, mas do que viveríamos sem os exageros? Futebol é o quê, porra?! De qualquer forma, a coisa atingiu um absurdo tal, e isso já faz tempo, de juiz determinando resultados, que parte dessa maluquice do futebol acho que deve acabar. Um juiz em campo só para manter a disciplina, mas o veredito vindo da tecnologia. Ou seja, o apitador tem que ter moral, mas só vai marcar pênalti, falta, impedimento com o retorno positivo da engenhoca eletrônica. É o que já devia existir. E foda-se a lucidez!

Szegeri disse...

Dinda, querido: aplaudo de pé a tua primeira manifestação. Agora, teu clamor pelo apito eletrônico é absolutamente contraditório com tudo o que mais acima escreveste! Como assim "foda-se a lucidez" e "vamos botar um juiz por trás do monitor de TV"? Tava indo tão bem...

Passionalismo sem erros? Sem o imponderável? Sem o juiz pra xingar? Nelson revira-se no túmulo. O futebol morre, senhores, e o seu algoz é um assassino serial e contumaz, criminoso irrecuperável chamado televisão, vulgo "caixinha de fazer doido". Sabe por que o juiz não é personagem no futebol europeu? Porque eles são uns merdas e não entendem patavina de porra nenhuma. Porque não tiveram um Mané, nem um Deus Crioulo, nem um Galo, nem um Ademir. Eles são, também, assassinos do futebol mundial. A uma, por ter nele inoculado o vírus da especulação capitalista. A duas, por tentar transformá-lo numa indústria do entretenimento alla roliúde, profissional e asséptico como todos os produtos de luxo do capitalismo de ponta.

zé sergio disse...

Pensei nisso, Szegeri, mas os apitadores andam abusando tanto que me ocorreu este expediente contraditório. Eu mesmo fiquei perplexo com o que escrevi. Mas, é como já disse, foda-se a lucidez!

Betinha disse...

Nem o apito eletrônico acabaria com o chororô do Botafogo. Ou vocês não conseguem imaginar Bebeto e cia. bradando que o apito eletrônico foi alterado pelo complô contra o Botafogo?...