11.2.08

ROMANCE DE DOMINGO NA TIJUCA

Domingo, oito e meia da manhã, na esquina forte de Afonso Pena com Pardal Mallet, eu havia acabado de estacionar o carro para ir à feira, ali pertinho, na Vicente Licínio, quando decidi ir ao balcão do Bar do Chico beber uma água com gás para ajustar o pH e preparar a carcaça para o dia que viria. Estava eu de pé, no balcão, e um homem, na casa dos cinqüenta anos, sozinho à mesa, bebia uma dose de Domeq quando ajeitou-se no balcão, a meu lado, uma mulher entre os trinta e cinco e os quarenta anos. Linda, é preciso que se diga. Pediu uma água mineral sem gás, um envelope com dois comprimidos de Engov, e logo depois de tomar o santo remédio pediu uma Brahma e foi se sentar na mesa ao lado do camarada do Domeq. Disse ela, pra ninguém (troço típico em buteco):

- Tô com uma puta dor de cabeça...

E o cara, de primeira:

- Quer dar uma mamada aqui? - e pôs a mão em concha entre as pernas.

Olhei eu, olhou o Chico e olhou a mulher, diante da categoria da abordagem.

Ela disse:

- O quê?!

- É, querida, calma... É pra ver se a tua dor vai pro caralho.

Ela riu de chorar, sentou-se com ele e quando eu voltei da feira os dois não estavam mais lá.

7 comentários:

walter miranda disse...

ESTOU PASSANDO MAL DE RIR.

Craudio disse...

Devia estar doendo pra porra...

Cesar Tartaglia disse...

O amor é lindo, Edu.

Bruno Ribeiro disse...

Querido, eu vou falar uma coisa que você já sabe de velho. Mas devo deixar registrado. É preciso que eu seja o primeiro a dizer: Isso só poderia acontecer no Rio de Janeiro. E tenho dito!

BOB disse...

Porra!Muito bom!!!

gigi disse...

Ô Edu, você é um gênio. Que criatividade. Sou fã do blog. bjs.

4rthur disse...

Que catiguria!