20.9.08

JOAQUIM E TEREZINHA - AS IMPRESSÕES

A princípio chama-se JOAQUIM E TEREZINHA o bar inaugurado na noite de ontem na Almirante Gavião, conforme lhes contei aqui. Ao menos era esse o nome estampado na camiseta e no avental dos funcionários que lá trabalhavam, atônitos (o bar estava lotado).

Segundo alguns freqüentadores jurássicos do glorioso RIO-BRASÍLIA previam, a nova casa não é, nem a fórceps, um buteco. Está mais para restaurante ou, como disse um iroso Felipinho Cereal (ontem pude sentir, de perto, a ebulição de seu sangue espanhol), para uma filial desses bares-de-grife que tanto mal fazem à cidade.

Há uma TV de LCD gigantesca na parede, que passou a noite no volume máximo. Uma porção de salaminho custa (sentem, sentem, sentem!) R$ 25,90 (vinte e cinco reais e noventa centavos). A Brahma, que no RB sai por R$ 3,00, custa R$ 3,20. O público, barulhentíssimo, em nada se parece com a fina flor da escumalha que dá vida ao buteco humilde de azulejos azuis e pretos na parede... Uma tristeza, em suma.

Passamos a noite no RB. Mesa enorme (pela ordem): mamãe, Guerreira, Manguaça, Natasha, a Rafa com o Tito e seus dois moleques, Vidal, Claudinha, papai e Comandante, e eu e Felipinho , ambos de pé, no balcão.

De certo modo, um alívio acalentou-me: não haverá, jamais, a angústia ou a dúvida me acossando quando eu dobrar a esquina da Haddock Lobo com a Almirante Gavião. Meu destino será, sempre, o portentoso RIO-BRASÍLIA, sua velha TV de 29 polegadas, seu banheiro único, seu balcão humilde, seus azulejos pré-históricos, suas mesas do LA-FAYETTE e sua jardineira de Espadas-de-São-Jorge e pés de boldo.

Até.

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