29.11.08

TIAGO PRATA

Eis o resultado da promoção QUEM É????? - III (vejam aqui).

Ele era assim...

Tiago Prata aos 3 anos de idade

... e ficou assim!

Tiago Prata em 25 de agosto de 2007 na LIVRARIA FOLHA SECA

Das três edições da promoção QUEM É????? foi a mais disputada. Foram 35 votos, sendo 25 (71,42%) para Tiago Prata, o Pratinha, o Trinta Pratas, o Querubim do Sete-Cordas.

Ficou assim a votação final:

* 25 leitores votaram em Tiago Prata;

* 1 leitor votou em Aldir Blanc;

* 1 leitor votou em Luiz Antonio Simas;

* 1 leitor votou em Miguel Falabella;

* 1 leitor votou em Reinaldo Gianecchini;

* 1 leitor votou em Chefe Santos;

* 1 leitor votou em Eduardo Goldenberg;

* 4 votos foram considerados nulos.

Na segunda-feira faço o sorteio entre os leitores que estão disputando o livro QUANDO A BOLA ERA REDONDA, de Ivan Soter, oferecido pela FOLHA SECA! O sorteio será realizado no Alto da Boa Vista na insupeitada presença de meus pais. E na própria segunda-feira, se assim me for permitido, anuncio o vencedor.

Por fim, agradeço à Cristiane Schuch e Rafael Prata, mãe e irmão do personagem da terceira edição do QUEM É?????. Ela por ter tido a idéia da fotografia de seu primeiro passaporte, e ele pela digitalização e envio da imagem.

Até.

28.11.08

NINGUÉM SEGURA O KHALIL!!!!!

A loja KHALIL M. GEBARA, fechada há anos, resiste viva no coração de cada tijucano. Sobre a KHALIL, e sobre uma das mais famosas propagandas da KHALIL, escrevi, em 24 de maio de 2005 (leia, na íntegra, aqui):

"Agora que escrevi esse ninguém, ninguém... lembrei-me de uma coisa impressionante que quero dividir com vocês. Eu era bem menino e havia um anúncio na televisão onde um senhor, com um chapéu ridículo, gritava "ninguém, ninguém, ninguém segura o Khalil" (só muito tempo depois vim a saber que ele se referia aos preços da loja Khalil M. Gebara).

Mas eu assistia ao anúncio e tinha um pânico olímpico do velho. E uma dúvida impressionante me achatava e me tomava minutos após o reclame: quem, meu Deus, quem é o Khalil? Ou o quê, o quê é Khalil? E eu tentava me tomar de coragem e dizia pra mim mesmo que um dia eu haveria de segurar o Khalil para desmentir aquele idiota. Vejam que coisa."


Dia desses, Luiz Antonio Simas, em seu fundamental HISTÓRIAS DO BRASIL (na opinião de José Sergio Rocha, o melhor blog brasileiro), desenterrou outra propaganda épica da outrora gloriosa loja de tecidos (leiam e vejam aqui).

Tecendo (uso o verbo propositalmente, se é que vocês me entendem) comentários sobre o fabuloso texto A MAIOR PROMOÇÃO DA HISTÓRIA DA PUBLICIDADE, O MAIOR PÚBLICO DA HISTÓRIA DO METRÔ E O MELHOR PASSEIO DO RIO, no blog do Simas, a Olga, leitora também deste humílimo BUTECO, provando, com isso, que sabe tanto da Tijuca quanto Felipinho Cereal, disse:

"Simas, maior barato lembrar essa história. Nem me lembrava mais disso.

Eles reabriram, há alguns anos, uma loja pequena (um dos filhos Khalil), antes de chegar na praça, perto da Pareto. É pequena, mas bastante honesta, como vocês costumam dizer."


E eis que ontem, eu com a alma impregnada de KHALIL, deparei-me com um tremendo anúncio da loja dentro do jornal de bairro que vem encartado n´O GLOBO.

anúncio publicado no GLOBO TIJUCA em 27 de novembro de 2008

Ninguém, ninguém, ninguém segura o KHALIL!!!

Até.

ps 1: continua firme e forte a promoção QUEM É????? - III. Participe, aqui. Até o momento são 28 votos distribuídos entre 4 personagens.

ps 2: entreguei, ontem, durante cerveja rápida na QUITANDA ABRONHENSE, na companhia de Felipinho Cereal, Érika Cereal e José Sergio Rocha, o meu livro, prêmio que o pequeno grande homem ganhou no sorteio da primeira promoção QUEM É?????, como lhes contei aqui.

ps 3: devo lhes contar, pois a cena foi hilária, sobre a decepção visível de José Sergio Rocha quando não conseguiu comprar a rifa para o sorteio da mais portentosa cesta de Natal do Brasil (vejam a cesta aqui). Com os vinte e cinco números vendidos, nosso bardo de Niterói ficou de fora dessa.

ps 4: aproveito o ensejo para fazer propaganda de cunho afetivo. Você que quer conhecer a Tijuca, o melhor bairro da cidade (quem diz é Bruno Ribeiro, vejam aqui), com a calma necessária, talvez passando um final de semana por aqui, recomendo o HOTEL BARILOCHE, de deixar o COPACABANA PALACE e o FASANO, por exemplo, no chinelo (em termos de localização, preço, instalações e cardápio). Conheça o magnífico hotel tijucano, aqui! (e liguem o som, por favor)

27.11.08

QUEM É????? - III

(são 18h15min do dia 28 de novembro e já temos 35 (trinta e cinco) votos computados, sendo 31 (trinta) válidos e 4 (quatro) nulos, com 7 (sete) nomes citados)

O BUTECO, hoje, levanta as portas de aço para apresentar o terceiro teste (um tremendo sucesso, os dois anteriores!) da série QUEM É?????. Dessa vez o troço deu trabalho - vejam aqui o primeiro e aqui o segundo.

Deu trabalho pois as negociações com a família de nosso personagem dessa terceira série foram longas e atravessaram uma madrugada.

Depois de muito talento - sem modéstia - para a persuasão exitosa, os parentes de nosso personagem decidiram mandar a foto de seu primeiro passaporte (notem, ampliando a fotografia, o carimbo da Polícia Federal), e o fizeram apenas à meia-noite e meia de ontem.

No retrato, amarelado e esmaecido pelo tempo, guardado com intenso carinho por sua mãe, ele está com três anos de idade.

E mais que José Sergio Rocha - muito mais! - o personagem é amplamente conhecido do público.

É - no mais amplo sentido da palavra - um artista. E digo "no mais amplo sentido da palavra" pois ele é homem de muitos talentos. Sucesso no Brasil, no exterior, nas Américas e na Europa, na TV e no teatro.

quem é?????

E mais não digo.

Quem é?????

Os comentários só serão publicados, como de costume, com o resultado - que será divulgado, a princípio, no sábado pela manhã.

O vencedor, sorteado dentre os que acertarem o nome do cara, vai ganhar um livro, oferta da livraria do meu coração, a FOLHA SECA, que o editou: QUANDO A BOLA ERA REDONDA, de Ivan Soter - esse aqui!

E pra não dizerem que não avisei:

01) o voto tem de expressar o NOME ou o APELIDO do personagem, desde que seja notório e de amplo conhecimento, cabendo à comissão julgadora decidir pela validade ou não do voto;

02) mais de um voto do mesmo participante significa, obrigatoriamente, a revogação do voto anterior, valendo sempre o mais recente;

03) o voto tem de ser dado através do espaço destinado aos comentários, não valendo declaração de voto por email ou por qualquer outro meio.

Até.

26.11.08

A TIJUCA EM ESTADO BRUTO - XVII

Não é demais repetir (se eu não puxar a brasa para meus textos, quem o fará?!). A série A TIJUCA EM ESTADO BRUTO nasceu e ganhou corpo por acaso. E se você, leitor, está lendo o BUTECO pela primeira vez justo hoje, ou se caiu de paraquedas aqui, neste texto, eu recomendo uma passada de olhos nos dezesseis textos da série que o antecedem. Leiam aqui o primeiro da série, texto no qual conto o que vi e vivi numa pizzaria tijucana, O FORNO RIO, numa noite de domingo (domingo é o dia mais tijucano da semana!); aqui o segundo, que traz o relato de um jantar no melhor restaurante de comida italiana do país, tijucano, é claro, o FIORINO; aqui o terceiro, pequena descrição do encontro de minha mãe com uma amiga de há séculos de vovó; aqui o quarto, narrativa saudosa fruto de um encontro meu com meu concunhado, no SALETE, na Tijuca, evidentemente; aqui o quinto, no qual faço uma comparação entre a mãe judia e a mãe tijucana; aqui o sexto, sobre o simpaticíssimo assalto que sofreu vovó, há uns meses; aqui o sétimo, sobre os vícios de minha avó; aqui o oitavo, sobre o jantar que ofereci à Lina, minha querida cunhada, no já citado melhor restaurante italiano do Brasil; aqui o nono, dando início aos relatos envolvendo o médico homeopata de minha família; aqui o décimo, sobre o mesmo tema; aqui o décimo primeiro sobre a primeira consulta de meu pai; aqui o décimo segundo sobre vovó, minha bisavó e sua irmã num imbroglio envolvendo o espiritismo em nossa família; aqui o décimo terceiro sobre meus avós paternos; o décimo quarto aqui, sobre manias de meu pai; aqui o décimo quinto sobre o mesmo tema; e aqui o décimo sexto sobre o otimismo de mamãe.

E vejam se o que vou lhes contar não é Tijuca em estado bruto!

São 18h de ontem, terça-feira. Estrila meu celular. Na tela, pisca a imagem do pequeno grande homem, Felipinho Cereal.

Ele me convoca para um papo, rápido, na QUITANDA ABRONHENSE. Fui franco. O fogão me esperava para preparar o jantar, era preciso que fosse, mesmo, coisa rápida. Topei. E em menos de dez minutos estávamos, os dois, sentados à mesa beliscando um amendoim e brindando com uma geladíssima Brahma, como é praxe naquele paraíso encravado na rua do Matoso.

De repente, o Cereal engasga.

- Tudo bem, mano?

Ele ri, e aponta pro fundo da quitanda.

Uma cesta de Natal, enorme, enfeitadíssima, envolta num plástico e com um laço maior que ele, Felipinho, está exposta sobre uma mesa como a nossa com um cartaz: "CORRE DIA 29-11-08 PELA LOTERIA FEDERAL GRUPO 10,00".

Nem titubeamos.

- Vamos?

Ele só ergueu o polegar.

cesta de Natal da QUITANDA ABRONHENSE, na Tijuca, foto de Felipe Quintans

Fomos ao balcão.

Compramos três rifas.

Às 18h de sábado, dedos cruzados!

Se ganharmos a cesta, é festa na certa!

E tomem nota do que vou lhes dizer...

Esqueçam as cestas de Natal do LIDADOR. A SUPER CESTA DE NATAL LIDADOR, com 107 itens, a R$ 13.520,00 (treze mil quinhentos e vinte reais) não faz nem cócegas no porte elegante da cesta da QUITANDA ABRONHENSE - vejam aqui - (eu sei que serei tachado, injustamente e mais uma vez, de exagerado, mas estou sendo, apenas, preciso do início ao fim).

A cesta tem vinho tinto, vinho branco, aspargos, palmito, goiabada, caixa de bombom... vou até parar pra não humilhar a loja da rua da Assembléia...

Se você quiser, ainda restavam, depois de nossas escolhas, uns cinco grupos (é evidente que o resultado da rifa dá-se conforme o grupo do jogo do bicho) esperando compradores.

Boa sorte.

Essa é nossa, Cereal!

E para fechar, por hoje, outra história, realíssima, de ontem também.

Depois da rápida cerveja na quitanda, Felipinho disse, nós dois já no caminho de casa:

- Vamos beber um caldo de cana no chinês de esquina?

Fomos.

Pedimos dois salgados e dois caldos.

Diante do caixa, pus a mão sobre a vitrine. Tomei um dos maiores choques elétricos da minha vida. Disse à mulher do caixa, uma chinesa olímpica:

- Pô! Tá dando choque esse balcão!

Ela riu, fechando de vez os olhos:

- Tá queblado! - e riu mais.

Um chinês a seu lado, gargalhando, emendou:

- Faz bem plo colação!

Tijuca-ca-ca-ca!

Até.

25.11.08

O MESTRE E O PUPILO

São palavras de José Sergio Rocha - com as quais eu, um homem temente a Deus, é preciso dizer, não concordo de jeito nenhum: "O universo teve origem num ovo cozido seguido de duas empadinhas e algumas cervejas".

Bruno Ribeiro, que esteve no Rio na semana passada como eu lhes contei aqui, jornalista como o Zé Sergio, fez questão de, diante daquele a quem reverenciou como a um mestre, pedir lições práticas de como comer - passo-a-passo (como escolher, como descascar, como salgar etc) - um ovo cozido de buteco.

A seqüência de fotos mostra tudo. Inclusive (notem o grau de seriedade que José Sergio Rocha empresta ao que ele chama "arte de comer ovo cozido") o Bruno, pupilo orgulhoso naquela tarde, depois da aula, fazendo sugestões que o mestre, generosamente, anotou em seu inseparável caderninho.

É importante observar (será o punctum?) - é hilário! - o coroa de verde claro, ao fundo, sentado dentro do buteco, espichando o pescoço pra tentar entender o que se passava ali, na nossa mesa.

José Sergio Rocha no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha e Bruno Ribeiro no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha e Bruno Ribeiro no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
Bruno Ribeiro no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008
José Sergio Rocha e Bruno Ribeiro no CANTINHO DO CÉU, na Tijuca, 20 de novembro de 2008

Até.

CENYRA PINTO, 105 ANOS

De pé, diante do balcão imaginário do BUTECO, presto minha humílima homenagem a esta mulher, Cenyra Pinto, que se viva fosse (refiro-me à carne e osso, viva ela está!) estaria completando, hoje, 105 anos.

Cenyra Pinto, 1903-1996

Eu a conheci ainda moleque, era que ela amicíssima de mamãe e moradora da Tijuca, como nós, mais precisamente na rua São Francisco Xavier, próximo ao Largo da Segunda-Feira. A imagem que tenho guardada é a de uma mulher doce, intensamente doce. E de um sorriso profundamente enternecedor, como seu olhar, como poucas vezes na vida eu vi.

É minha homenagem, dona Cenyra.

Até.

24.11.08

JOSÉ SERGIO ROCHA

Eis o resultado da promoção QUEM É????? - II (vejam aqui).

Ele era assim...

José Sergio Rocha em 1957

... e ficou assim!

José Sergio Rocha em 20 de novembro de 2008

O BUTECO DO EDU, que fazendo de José Sergio Rocha, pela segunda vez consecutiva (a última vez, diga-se), personagem do teste QUEM É????? faz maciça campanha de lançamento de seu blog - no ar, muito em breve, QUEM É VIVO SEMPRE APARECE -, orgulhosamente apresenta o texto que nosso herói pretendia ver publicado no espaço destinado aos comentários. Notem como é humílimo, José Sergio Rocha:

"Edu, meu querido amigo. Sinto-me, cada vez mais, um produto que está sendo vendido desesperadamente aos leitores do Buteco. Mas não pense que estou chateado com isso. Pelo contrário, levanto da cama todos os dias e penso que sou o BarraShopping ou o Fiat Uno, ou qualquer outra campanha bem-sucedida. Meu blog, ainda no limbo, agradece. No entanto, para que seus leitores não imaginem que compactuo integralmente dos teus desvarios, peço-lhe mui humildemente que publique esse comentário para dizer a todos os que estranharam tantas fotos e tantas informações algo exageradas o seguinte:

Sim, sou jornalista, portanto formado em Jornalismo.

Sim, sou formado em Cinema, mas não cineasta. Apenas participei de três ou quatro filmes nos tempos de UFF, jamais assistidos fora dos limites do glorioso IACS (Instituto de Artes e Comunicação Social).

Sim, participei do movimento estudantil carioca, quando era secundarista no Pedro II e universitário na UFF. No entanto, o molho goldenberguiano por pouco não me ombreou a lideranças tais como Vladimir Palmeira, Franklin Martins, Marcos Medeiros etc. Menos, Edu, menos. Na verdade, embora zelozo cumpridor de tarefas e de pontos, passeateiro contumaz e freqüentador assíduo de reuniões em diretórios e de encontros nacionais de estudantes, estou vivo sim não por ter escapado de torturas ou exílios, mas porque tive a sorte de estar bem longe do Rio de Janeiro quando os “homi” prenderam metade da minha pequena organização em pleno período de férias. Veja que militante esculhambado eu era. Nas férias escolares, mandei o marxismo-leninismo às favas e fui encher o pote no interior de Goiás.

Outra coisa: não sou autor de 15 livros, malandro! Foram apenas três e mais um, que é inédito. Os outros 11 foram trabalhos de ghost writer, escritor-fantasma ao pé da letra. E desses 11, só me orgulho de ter contribuído para uma meia dúzia em que meu nome apareceu nos créditos como “editor”, “revisão de originais”, etc.

Por fim, a afirmação de que o guri em questão é pessoa famosa, só mesmo em sua mente insana e doentia. Sendo assim, quando vi meu retrato, embora me reconhecendo nele, cheguei a duvidar que fosse mesmo o neto de seu Correia e de dona Adelina lá da Abolição. Por isso, os dois nomes que me ocorreram de imediato foram os de Luiz Antônio Simas, pelo fato de ocultar com um boné sua já proeminente calvície, ou Fernando Szegeri, este sim, um personagem lendário, famoso e mítico.

Tendo a oportunidade de exercer meu direito de voto, e não me furtando ao cumprimento dessa missão, optei pelo Simas no meu voto.

Espero que seus leitores estejam suficientemente esclarecidos agora. Por que, caso não estejam, desejo a todos que ... tenham um ótimo início de semana e leiam QUEM É VIVO SEMPRE APARECE, que em breve estreará na blogosfera, quem sabe no mesmo dia do lançamento do filme Chatô, do Guilherme Fontes."


Ah, sim.

Não houve ganhadores dessa vez. Nos comentários ao texto da promoção (vejam aqui), a explicação para essa absurda ausência de um vencedor.

A votação final:

* 2 leitores votaram em Rodrigo Ferrari;

* 1 leitor votou em Jaguar;

* 1 leitor votou em Luiz Antonio Simas;

* 1 leitor votou em Joaquim Ferreira dos Santos;

* 1 leitor votou em Álvaro Costa e Silva;

* 1 leitor votou em Celso Lungaretti;

* 1 leitor votou em Felipinho Cereal;

* 1 leitor votou em Arnaldo Jabor; e

* 2 votos foram considerados nulos.

Até.

23.11.08

PARTICIPEM!

Os votos dos participantes, até o momento, alcançam 8 (oito) personagens diferentes. Participe, você também, clicando no título acima.

Amanhã o resultado será divulgado.

Até.

22.11.08

O MELHOR YAKISOBA DO RIO

Há, por parte da imprensa estrábica do Rio de Janeiro, notadamente a especializada em gastronomia, uma aguda fixação com a zona sul da cidade e um desprezo absoluto pelo que há de bom na zona norte e arredores.

Hoje quero lhes falar sobre a culinária chinesa.

Você já leu, seguramente, tremendos elogios ao MR. LAM, restaurante do empresário Eike Batista, na Lagoa. Sob o comando do chef Sik Chung Lam, que já cuidou da cozinha do MR. CHOW em Nova York, vive sendo incensado pela imprensa carioca.

O troço ganha proporções tais, que muita gente é capaz de citar o MR. LAM como o melhor restaurante chinês da cidade sem nunca ter posto o pé no badalado restaurante.

O que muita gente desconhece é que o melhor yakisoba da cidade, capaz de elevar à carrocinha à categoria de melhor restaurante asiático do Rio de Janeiro (eu diria que do Brasil, mas ainda me falta conhecer um excelente chinês em São Paulo que me foi indicado por Fernando José Szegeri) é servido na praça Afonso Pena, na Tijuca - é claro.

O yakisoba é rigorosamente espetacular. Pequena pausa.

Falei da carrocinha da Afonso Pena e não posso deixar de citar o HUAN LIAN, já citado por mim num dos passeios que sugeri pela Tijuca (leiam aqui).

O HUAN LIAN também bate, de longe, o MR. LAM. Mas nossa imprensa é incapaz de enxergar o óbvio.

Anteontem à tarde eu tive o prazer de apresentar aos meus queridos Bruno Ribeiro (de passagem pelo Rio) e Luiz Antonio Simas esse portento da culinária chinesa.

Eles ficaram encantados com a carrocinha, já devidamente decorada para o Natal.

Luiz Antonio Simas e Bruno Ribeiro na praça Afonso Pena, na Tijuca, em 20 de novembro de 2008

E salve a Tijuca!

E não deixem de participar da segunda promoção da série QUEM É?????, aqui.

Até.

21.11.08

PÉS LIMPÍSSIMOS

Em 15 de junho de 2007 eu escrevi RIOSHOW: E A MERDA CONTINUA (leiam aqui), sobre inacreditável matéria assinada por Joana Dale.

A moça, hoje, volta à carga com a matéria PÉS LIMPÍSSIMOS, com chamada na capa da tal revista.

capa da revista RIO SHOW, de O GLOBO, de 21 de novembro de 2008

Eu sabia que isso iria acontecer e cantei a pedra há muito tempo: o "grupo de seletos cariocas", que DETESTA botequim, já cansou dos "botecos de grife" (está tudo lá, na matéria). Eles querem, agora, um local tranqüilo para um "get together informal". Como o BAR DOS DESCASADOS, em Santa Teresa, que eles freqüentam "apesar das favelas que cercam o bairro".

Eu não vou me estender sobre isso.

Mudei, há tempos também, a condução dos negócios aqui no BUTECO. Mas foi impossível não citar, apenas como registro, o acerto de minha previsão: enojados dos autênticos butecos cariocas, fomentaram o crescimento dos pés-limpos e das redes de franquia dos detestáveis BELMONTE, INFORMAL, CONVERSA FIADA e seus congêneres. Com a popularização desses locais, sentiram-se incomodados. Eles querem um "clima meio Ibiza, bem internacional".

Divirtam-se participando do segundo teste da série QUEM É?????, aqui.

Até.

19.11.08

QUEM É????? - II

(atualizado em 21 de novembro de 2008 às 10h)

Participem do teste!

O ganhador do sorteio do primeiro teste foi Felipinho Cereal. O sorteio foi realizado no restaurante MITSUBA (o melhor restaurante japonês do Rio de Janeiro), ontem à noite, na presença de três auditores independentes.

Fez, vocês sabem, um tremendo sucesso a promoção QUEM É????? (veja aqui o primeiro teste e veja aqui o resultado).

Mas recebi muitas reclamações por email, muitas.

A maioria reclamando que eu deveria ter posto um personagem público, alguém famoso, alguém amplamente conhecido para que fosse mais justa a disputa.

"Eu não sou obrigada a conhecer seus amigos, Edu! Isso é injusto!", bradou uma dona-de-casa tijucana, moradora da Barão de Itapagipe, por email.

Discordo um pouco. José Sergio Rocha, o personagem que escolhi para o primeiro teste é, sim, personagem público, famoso e amplamente conhecido. Talvez não seja um Tarcísio Meira, um Chico Buarque, um Faustão. Mas é.

A fim de evitar, porém, novas reclamações, lanço hoje, quarta-feira, véspera do feriado, a segunda versão do teste QUEM É?????, com um personagem famosíssimo, conhecido de toda a gente, um fácil - eu diria.

Entretanto, como a foto é de 1957 - tem, portanto, 51 anos! -, reconheço que não vai ser fácil (e nossa intenção é de que não seja fácil, mesmo!!!!!).

De boné na fotografia, nosso personagem tinha, no instante do clique, 6 anos de idade. A fotografia foi tirada no interior do bar FLOR DO RIO, que pertencia a seu avô materno.

quem é?????

Algumas dicas?

Formado em Jornalismo e em Cinema, nosso personagem tem 15 livros publicados e participou, ativamente, do movimento estudantil que combateu a ditadura militar no Brasil.

Está vivo.

E mais não digo.

Quem é?????

Os comentários só serão publicados, com o resultado, durante a segunda-feira.

O vencedor, sorteado dentre os que acertarem o nome do cara, vai ganhar um livro, oferta da livraria do meu coração, a FOLHA SECA, que o editou: QUANDO A BOLA ERA REDONDA, de Ivan Soter - esse aqui!

E pra não dizerem que não avisei, já que esse troço não tem regras, salvo as básicas:

01) o voto tem de expressar o NOME ou o APELIDO do personagem, desde que seja notório e de amplo conhecimento, cabendo à comissão julgadora decidir pela validade ou não do voto;

02) mais de um voto do mesmo participante significa, obrigatoriamente, a revogação do voto anterior, valendo sempre o mais recente;

03) o voto tem de ser dado através do espaço destinado aos comentários, não valendo declaração de voto por email ou por qualquer outro meio.

Até.

BRUNO RIBEIRO VEM AÍ

Bruno Ribeiro, jornalista maiúsculo radicado em Campinas, de quem tenho orgulho de ser amigo, vem pro Rio, amanhã, feriado, na companhia do grande Zé Reinaldo Pontes, que está pra Campinas - a comparação, que avalizo, é do próprio Bruno! - assim como Rodrigo Ferrari e Daniela Duarte estão para o Rio de Janeiro. Ou seja: ele é, como meus queridos daqui do Rio, um grande livreiro, comprometido com a qualidade do que oferece, lato sensu.

O que quero lhes dizer, hoje, muito mais do que simplesmente anunciar a chegada do Bruno (e eu tenho olímpica vontade de encontrá-lo o quanto antes!), é que ele escreveu, ontem e anteontem, dois grandes textos capazes de dizer a vocês, que ainda não conhecem esse indispensável brasileiro, quem é ele - homem e jornalista íntegro, maiúsculo, com a consciência permanentemente em paz.

Em MINHAS LIVRARIAS DE FÉ, ele nos conta sobre sua relação com o Zé Reinaldo Pontes, com a LIVRARIA PONTES (conheça a livraria virtual, aqui), a livraria de seu coração em Campinas, e sobre a expectativa da viagem que ele define como histórica: "(...): (...) será a primeira vez que beberei com Zé Reinaldo na minha segunda livraria de fé - a Folha Seca, localizada na Rua do Ouvidor, tocada pelo também heróico Rodrigo Folha Seca, nosso amigo em comum. Pontes irá levar uns livros sobre futebol e, certamente, voltar com outros sobre samba e macumba, num sempre saudável intercâmbio entre craques do mercado editorial - que sabem muito bem que trabalhar em parceria é a melhor maneira de fazer frente aos grandes monopólios do livro.".

Em UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA ele conta quais os critérios dos quais se vale para falar, ou não, sobre um determinado bar. Como ele é jornalista, e como é freqüentemente assediado por assessorias de imprensa e promoters de tudo quanto é bar e de todos os gêneros, achou por bem expôr, publicamente, seus critérios. E seus critérios - vocês lerão - dizem muito sobre ele. Um grande brasileiro, quero repetir.

Leiam MINHAS LIVRARIA DE FÉ (aqui) e UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA (aqui).

Até.

JOSÉ SERGIO ROCHA

Eis o resultado da promoção QUEM É????? (veja aqui)!!!!!

Ele era assim...

José Sergio Rocha, 1973 ou 1974, foto de J.C. Avellar... e ficou assim!

José Sergio Rocha, 2003, foto de Paulinho Muniz

O BUTECO DO EDU, empolgadíssimo com a novidade, anunciará, em breve, oficialmente, o lançamento do blog do Zé Sergio - coisa fina. Preparem-se.

Com a palavra, José Sergio Rocha:

"José Sergio Rocha, o cara da foto, sou eu. Edu está me promovendo porque quero lançar um blog. Sou jornalista há 35 anos e na foto tenho 22 de idade. Foi o meu primeiro ano de profissão, no Jornal do Brasil. Trabalhei em muitas redações – passei pelas editorias de Cidade, Política, Internacional e Esportes – e, quando saí dessa vida, passei a viver de frilas. Também escrevi alguns livros, a maioria como ghost writer. O nome do blog, até segunda ordem, vai ser QUEM É VIVO SEMPRE APARECE. No momento, estou adorando a idéia. Acho que esse blog terá muitos leitores. Se não tiver, eu mesmo vou comentar meus textos, usando pseudônimos. E quando enjoar da brincadeira, vou deletar. Escrevi outro perfil, enorme, mas prefiro este, que é mais sincero e sucinto. "

Vocês me digam aí (Tiago Prata, Rodrigo Ferrari, Felipinho Cereal, Rodrigo Medina e Diego Moreira - acho que todos já têm o livro!!!), já que a Betinha abdicou do direito ao sorteio, quem, dentre os acertadores, vai querer concorrer ao livro autografado (e para quem)!

Até.

18.11.08

FIM DA PROMOÇÃO "QUEM É?????"

Às 23h30min em ponto desta terça-feira está encerrada a promoção QUEM É????? (leiam aqui).

Amanhã, às 6h, publicaremos o resultado, com a foto atual do nosso personagem.

Podemos adiantar, entretanto, sem entrarmos no mérito da votação, que:

* 6 leitores votaram no jornalista e futuro blogueiro José Sergio Rocha;

* 4 leitores anularam o voto por não terem declinado nenhum nome, nenhum epíteto;

* 1 leitor votou em Sérgio Cabral;

* 1 leitor votou em Paulo Silvino;

* 1 leitor votou em Fernando José Szegeri;

* 1 leitor votou em Luiz Antonio Simas e

* 1 leitor votou em João Nogueira.

Até.

PARTICIPE!!!!! QUEM É?????

Já são seis (!!!!!) os nomes citados pelos leitores que até o momento responderam à pergunta...

Vá lá (aqui) e participe você também.

Até.

ÍDOLOS DE BARRO

publicado no blog de Patricia Kogut no GLOBO ON LINE em 17 de novembro de 2008Parece inacreditável? Pois leiam sobre isso, aqui.

Até.

ÍDOLOS DE BARRO

publicado no jornal EXTRA ON LINE em 18 de novembro de 2008Publicado originalmente aqui.

Até.

UM MINUTO DE COMERCIAL

Em primeiro lugar: não deixem de participar da promoção QUEM É????? (aqui). E concorra a um livro meu, devidamente autografado (nada mais cabotino).

MEU LAR É O BOTEQUIM, de Eduardo Goldenberg, Editora Casa Jorge

Ou faça como alguns leitores do BUTECO: entre em contato comigo por email, deposite R$ 48,00 na minha conta (R$ 40,00 do livro e R$ 8,00 pelas despesas de remessa pelo correio) e receba seu livro, também autografado, em casa.

Até.

BAR LUIZ, BAR LUIZ, BAR LUIZ...

No dia 11 de novembro publiquei NOTÍCIA PELA METADE? DENUNCIE (aqui), mostrando que a coluna GENTE BOA, publicada no SEGUNDO CADERNO de O GLOBO, incensava o BAR LUIZ noticiando, camufladamente, a troca do chope da BRAHMA pelo lamentável chope SOL.

Ontem, 17 de novembro, a mesma coluna atacou com mais duas notinhas sobre o mesmo bar, sobre o mesmo tema, como mostra o texto DUAS MENTIRAS (leiam aqui).

E hoje, pela terceira vez em uma semana, o BAR LUIZ é notícia na mesma coluna.

nota publicada no SEGUNDO CADERNO de O GLOBO de 18 de novembro de 2008

A coluna expõe, sem entretanto dar-se conta disso, a destruição, lenta e gradual, de um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais da cidade, como contou-nos, com o brilho costumeiro, Luiz Antonio Simas, no texto O FIM DE UMA TRADIÇÃO, que pode ser lido aqui.

Até.

17.11.08

QUEM É?????

Ele, no início dos anos 70, posando ao lado de uma Olivetti Lettera 32.

Quem é ele?

Excepcionalmente, não publicarei nenhuma resposta até o final da noite de amanhã para não influenciar os participantes. Entre os que acertarem, sortearei um exemplar de meu livro, MEU LAR É O BOTEQUIM, que será enviado pelo correio, devidamente autografado, para o vencedor.

Até.

DEU NO CORREIO POPULAR

Campinas, 12 de novembro de 2008. Cliquem na imagem para ler o texto na íntegra, publicado na quarta-feira da semana passada no jornal que acabo de receber pelo correio!!!

Esse Bruno Ribeiro, francamente!

Até.

TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

E assim disse Luiz Antonio Simas, um cara sabido demais, comentando o texto CANTINHO DO CÉU, publicado hoje, mais cedo, que pode ser lido aqui.

"Absoluta verdade! Absoluta verdade! Eu, que já tinha começado a encher os cornos no Columbia durante o almoço, decidi elevar o Cantinho do Céu a condição de um novo e fundamental endereço ao mirar as amendoeiras mais impressionantes do mundo; cada árvore daquelas tem, no mínimo cento e cinquenta anos. Detaque-se que o bar fica rigorosamente entre a casa do Cereal, a tua e o meu modestíssimo apartamento. É um ponto de integração preciso. Voltarei ainda esta semana em mais uma expedição de reconhecimento; vou com a intenção de bater um rango."

E não é que ele está absolutamente certo no que diz respeito à localização geográfica do CANTINHO DO CÉU?

mapa da Tijuca mostrando o CANTINHO DO CÉU

Lúcio de Mendonça (no canto, no alto, à esquerda), Barão de Sertório (no canto, embaixo, à direita) e Haddock Lobo (entre a Almirante Gavião e a Caruso). Todos os caminhos levam à Maestro Villa-Lobos (sinalizada pelo marcador vermelho).

Grande sacada, Simas!

Até.

CANTINHO DO CÉU

Desde o súbito fechamento do RIO-BRASÍLIA, após inexplicável decisão tomada pelo Joaquim, nós procuramos - e refiro-me, precipuamente, a mim, a Felipinho Cereal e a Luiz Antonio Simas - um buteco pra chamar de nosso (relembre o imbroglio envolvendo o encerramento das atividades do RIO-BRASÍLIA lendo JOAQUIM E TEREZINHA - AS IMPRESSÕES - aqui, O JOAQUIM ENLOUQUECEU - aqui, O JOAQUIM ENLOUQUECEU II - aqui, RIO-BRASÍLIA FECHADO - aqui, EXTRA - MAIS SOBRE O FECHAMENTO DO RIO BRASÍLIA - aqui, RIO-BRASÍLIA: PARECE QUE FECHOU MESMO - aqui e MINHAS ÚLTIMAS FOTOS NO RIO-BRASÍLIA aqui). Procurávamos. E vou explicar.

Às três da tarde de ontem estrilou meu celular. Era o Simas:

- Já estou aqui com a Candinha...

Cheguei em vinte minutos. Nossa mesa, na calçada, sob a copa gigantesca de uma amendoeira mais-gigantesca-ainda, era mais uma dentre tantas as que se espalhavam diante da TV. Brahma gelada à mesa, cofiando a barba ralíssima, disse o Simas com o olhar voltado pra cima, admirado com a amendoeira (é, mesmo, impressionante, a envergadura das amendoeiras da Maestro Villa-Lobos):

- Tenho gostado cada vez mais desse bar...

Eu assenti, pedimos a segunda, e a Candinha perguntou, apontando discretamente pra uma mesa próxima:

- O que é que eles estão comendo?

Não acreditei no que vi.

Quatro amigos dividiam uma mesa e um deles tirava, de dentro de uma sacola de supermercado, potinhos plásticos com queijos diversos, uma embalagem de pão árabe... e eu disse, de olho comprido:

- Devem ser freqüentadores antigos.

Coisa de dez, quinze minutos depois, vem vindo um senhor, carregando duas sacolas do mesmo supermercado (que fica na Haddock Lobo, muito perto do buteco). Cumprimenta todos os presentes e vai ao encontro de uns coroas que estão em uma mesa já lotada de garrafas de cerveja. Põe as sacolas sobre a mesa a vai sacando pedaços enormes de queijo, mortadela, pão francês... O Simas diz:

- Não acredito...

E eu:

- Vou lá!

No mercado, compro 300g de azeitonas pretas tipo Azapa (minhas preferidas), 400g de tremoços e 400g de salaminho. Volto e disponho os três potes sobre a mesa. A garçonete:

- Querem pratinhos? Talheres? Guardanapo?

Estávamos ou não estávamos no cantinho do céu?

O Simas - a quem peço a gentileza da manifestação - não me deixará mentir. Todas as mesas - eu disse TODAS - tinham produtos do supermercado: queijos de todos os tipos, salaminho, azeitonas, pães, mortadela, tremoços, amendoim, um troço inacreditável.

Chegou o Claudão, com dois amigos (não me lembro de seus nomes nem à fórceps), o Felipinho Cereal com a Érika, e nos fartamos durante o jogo - o Flamengo, ao contrário do que previra o Borgonovi durante a semana, sentou a piaba no Palmeiras, num empolgante 5 a 2.

Com o fim do jogo, partiram todos e ficamos nós três, eu, Simas e Felipinho. E o troço foi ficando mais bonito e mais bacana.

Conta a lenda do lugar (qual o bar que sobrevive sem suas lendas?) que o outrora famoso maracujá da Almirante Gavião nasceu ali, na Maestro Villa-Lobos. Um senhor, na casa dos setenta anos, disse isso em voz alta erguendo seu copo americano com o néctar. Mandamos vir maracujás à mesa. Estavam perfeitos.

Outro senhor, visivelmente um freqüentador assíduo (beijava todo mundo no alto da cabeça, carinho de avô), saiu oferecendo azeitonas pelas mesas. O Cereal, um comovido, chorava de esguichar. À nossa direita, quatro camaradas começaram a puxar o samba da Beija-Flor de 1976. Simas espichou-se na cadeira. Desfiaram sambas antológicos e a noite ganhava corpo. Famílias inteiras desciam dos prédios, não parava de chegar gente com compras do supermercado, e quando pedimos a conta, por volta das nove, já tínhamos a certeza de que o CANTINHO DO CÉU era nosso, definitivamente nosso.

conta discriminada do CANTINHO DO CÉU de 16 de novembro de 2008

A conta, diga-se, deu uma ponta de saudade do RIO-BRASÍLIA, tamanha a semelhança do modus operandi insculpido no papel da embalagem de cigarro. Mas o CANTINHO DO CÉU - um tremendo buteco!!!!! - não nos deixou sentir a dor da perda. 1 caipivodka, 4 maracujás, 1 água sem gás, 2 refrigerantes e 15 cervejas - R$ 68,90.

Fechamos a noite com chave de ouro bebendo a saideira na companhia do Berinjela que - vejam vocês a gentileza da gente tijucana - fez questão de falar, pelo telefone, com o Favela (leia, aqui, BEBENDO COM O BERINJELA pra entender o por quê).

Até.

DUAS MENTIRAS

A coluna GENTE BOA, publicada no SEGUNDO CADERNO de O GLOBO, segue incensando o BAR LUIZ e sua inacreditável opção pelo chope SOL (não é chope) em detrimento do chope BRAHMA.

nota publicada no SEGUNDO CADERNO de O GLOBO de 17 de novembro de 2008

E publicou duas rotundas mentiras, hoje.

Como é que o BAR LUIZ "apostou na tradição" jogando fora mais de 100 anos de história? O que pensaria da troca, se vivo fosse, Adolf Rumjaneck?

E o "segredo da qualidade" NÃO está apenas "em como o chope é tratado até chegar na mesa do cliente". O que vai ser tratado precisa ter qualidade.

Até.

16.11.08

SALVE O BANGU!!!!!

publicado no jornal O GLOBO de 16 de novembro de 2008Chama Francisco Carregal (chama!!!)!!!

DO DOSADOR

* a coluna GENTE BOA, do SEGUNDO CADERNOO GLOBO, que já havia dado destaque para a lamentável opção do BAR LUIZ (que trocou a BRAHMA pela SOL) - vejam aqui -, voltou, na coluna de ontem, sábado, a incensar o centenário estabelecimento da rua da Carioca, omitindo uma vez mais o nome da bebida (SOL), falando apenas na FEMSA. Por tudo, lamentável;

* poucas coisas publicadas na imprensa, na semana que passou, foram tão patéticas quanto as notícias que cobriram a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vaticano. Com o título NA ITÁLIA, LULA DEFENDE CANDIDATURA DE DILMA (leiam aqui), publicou-se o seguinte: "De acordo com o Corriere Della Sera, Lula disse: ´Na verdade já tenho um nome em mente: o de Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil. Ainda não falei com ela, mas acredito que possa ser uma boa candidata´." Não falou com ela?! Tá bom, então;

* Flamengo e Palmeiras, separados por um ponto apenas (nunca fizeram tanta falta os pontos perdidos pelo Flamengo, no Maracanã, para o Atlético Mineiro e para a Portuguesa...), se enfrentam, hoje à tarde, no maior do mundo (será, sempre, o maior do mundo). Vou assistir no CANTINHO DO CÉU ao lado de Luiz Antonio Simas e de quem mais chegar. Espero que apareçam, de surpresa, Fernando Borgonovi e Fernando Szegeri, palmeirenses de boa cepa e de quem tenho agudíssima saudade.

Até.

15.11.08

14.11.08

DA QUITANDA AO CÉU

A noite de ontem foi, como eu havia imaginado (vejam aqui), fabulosa. Às 18h20min estrilou meu celular, eu ainda em casa. Era o Felipinho Cereal:

- Edu? Tô chegando em dez minutos...

Em menos de cinco eu já estava na QUITANDA ABRONHENSE, onde fui efusivamente recebido pelo seu José, pela dona Conceição e pelo Charles, o freguês velho de guerra do pedaço, ávidos pelo livro que eu lhes prometera. Ainda sobre o balcão da quitanda, assinei o livro pra eles e sentei-me à mesa cuidadosamente preparada diante das prateleiras de lá.

Chegou o Felipinho Cereal. Chegou o Kadu. Chegou o Simas. Chegou a Olga (conhecemo-nos ontem, apenas!). E chegou, logo depois, sua irmã, a Sônia. E sobre a Sônia, me permitam, uma curiosidade. Os primeiros (e únicos!) comentários dela, no balcão do BUTECO, deram-se em 30 de maio de 2008, no texto O MEU PAI E O HÉLION (leiam aqui), e foram os seguintes:

"Eduardo, moradora da Tijuca desde que me entendo por gente, não pude resistir em recomendar a torta de côco da Pituchinha e os salgados deliciosos, lojinha pequenininha, em frente à antiga padaria Regina.

Obs.: nunca comentei em nenhum blogue, me atrapalho com máquinas, mas minha irmã recomendou o blogue dizendo que se eu desejasse argumentos fortes para usar contra a mania do maridão em sair da Tijuca, deveria dar uma passada por aqui. E, que bela surpresa, entro aqui justamente na semana de intensa louvação ao bairro. Um abraço!"


Instada por mim a falar mais, ela disse:

"Eduardo, meu marido gosta da Tijuca, o problema é que ele teve duas experiências péssimas por aqui, daí essa idéia de sair.

Conhecemos muitos lugares citados por você. Temos um filho de três anos e muitos finais de semana vamos com ele à "pracinha dos bodinhos"(Xavier de Brito). Enquanto ele se esbalda no parquinho, nós beliscamos uns petiscos e bebemos um chopinho gelado, pois ninguém é de ferro.

A minha irmã se chama Olga. Não sei há quanto tempo ela visita o blogue. Sei que há alguns dias comi a carne assada com douradas do Rio-Brasília e ela me falou que tinha pego a indicação aqui e recomendou a visita.

Bom, agradeço o carinho."


Dito isso, em frente.

Kadu, Sônia e Olga na QUITANDA ABRONHENSE em 13 de novembro de 2008, foto de Eduardo Goldenberg

Ali, na gloriosa quitanda, bebemos algumas muitas garrafas de Brahma estupidamente gelada, salgamos a boca com uma porção de salaminho cortado no capricho pelo seu José, falamos sobre a dona Saquarema, fabulosa personagem do Simas (leiam aqui), falamos sobre a fantástica descoberta do Felipinho na cidade de Conservatória (leiam aqui), falamos sobre o BRACARENSE, comandado pelo Kadu, falamos sobre a série que publiquei sobre a rua do Matoso...

Felipinho Cereal, Luiz Antonio Simas e Kadu na QUITANDA ABRONHENSE em 13 de novembro de 2008, foto de Eduardo Goldenberg

... e às oito da noite, com as portas de ferro já no chão, pagamos a conta (inacreditáveis R$ 6,00 por pessoa!), despedimo-nos do simpático casal e tomamos a direção do CANTINHO DO CÉU, pé-sujo encravado na Maestro Villa-Lobos, comandado pelo irmão do Joaquim, vejam vocês a ironia!

Pouco antes das oito e meia, armamos mesa na quietíssima rua tijucana, sem saída, na calçada, em frente ao buteco, debaixo de uma frondosa amendoeira. A Sônia tomou outro rumo e ficamos os cinco: Felipinho Cereal, Olga, Simas, Kadu e eu.

Pedimos a primeira Brahma (também estupidamente gelada) e junto com ela chegou o Lúcio, freqüentador diário do BUTECO e a quem conheci, em julho deste ano, no finado RIO-BRASÍLIA, como lhes contei aqui.

Pedimos torresmo, pedimos mais Brahma, e a Sônia pintou na área, de surpresa, dessa vez com o marido e o filho (três, quatro anos, no máximo!). Simas, de voleio:

- Aí, Felipinho! Chegou um amiguinho pra brincar com você!

Chegou-se a doce Candinha. Ficou rápido, o suficiente pra tornar mais bacana a noite. Despediu-se, e despediu-se, de novo, a Sônia.

Chegou o Diego Moreira, também convocado pra noite e finalmente entre nós, depois de incontáveis convocações!

Luiz Antonio Simas, Diego Moreira e Lúcio de Lemos no CANTINHO DO CÉU em 13 de novembro de 2008, foto de Eduardo Goldenberg

Pedimos gurjão de frango, mais Brahma, mais Brahma, mais Brahma e chegou, também de surpresa, pra alegria geral da mesa - a chegada dele é sempre uma festa -, Rodrigo Ferrari, o queridíssimo Folha Seca.

Pedimos isca de fígado (fabuloso, fabuloso!!!!!), lingüiça acebolada (jamais deixarei de usar o trema), mais Brahma, mais Brahma, a Olga precisou sair, e despediu-se, o Simas precisou sair, e despediu-se, o Diego precisou sair, e despediu-se.

Chovia muito mas a árvore nos abrigava (o Kadu fazia elogios bíblicos à Tijuca, ele que será, em questão de semanas, um feliz morador do bairro).

Fomos ao balcão, derrubamos uma meia dúzia de saideiras - Felipinho Cereal, Lúcio, Digão, Kadu e eu - e partiu do fanático torcedor do América a idéia:

- Vamos atravessar a rua e beber a saideira no Columbinha!

Ninguém contestou. Pagamos a conta (vinte reais por cabeça, uma pechincha) e tomamos o rumo do portentoso buteco da Haddock Lobo.

Lúcio de Lemos, Rodrigo Ferrari, Kadu e Felipinho Cereal no COLUMBINHA em 13 de novembro de 2008, foto de Eduardo Goldenberg

Lá, em torno daquele balcão imponente, bebemos exatamente mais cinco garrafas de Brahma. Uma para cada um de nós.

Estrilou meu telefone quando faltavam dez minutos pra uma da manhã.

Era o Favela, o querido Arthur Tirone.

Desligamos e propus brinde a Wagner Tirone - e mais detalhes não vêm ao caso.

COLUMBINHA, foto de Eduardo Goldenberg

Exatemente a uma hora da manhã, fiz a foto acima. A caixa registradora, sabe-se lá por quê, marcava uma hora da manhã.

Em casa, depois do banho, pus a camisa do Anhanguera, que ganhei de presente do Favela.

Ele, que tornou a me ligar a uma e meia da manhã.

Os amigos, os amigos.

Por conta deles, muito por conta deles, a noite foi o que foi.

Até.

13.11.08

QUITANDA ABRONHENSE, HOJE

Como lhes contei hoje mais cedo, vejam aqui, vai haver comportadíssima visita, mais à noitinha, à QUITANDA ABRONHENSE.

QUITANDA ABRONHENSE, foto de Eduardo Goldenberg

O que não lhes contei, e conto agora, é que estou com a ligeira impressão de que viveremos, lá e depois, uma noite belíssima.

Até.

QUITANDA ABRONHENSE, HOJE

Como eu já havia lhes contado aqui, atendendo ao gentil pedido do seu José, enterramos a pretensão de fazermos, hoje, um histórico furdunço na rua do Matoso 178, na QUITANDA ABRONHENSE. Seus argumentos foram irrefutáveis: a quitanda é uma quitanda, não é um buteco, e por isso não tem estrutura para o que pretendíamos, muita gente reunida deixa atônito o dono do glorioso estabelecimento, e - convenhamos - faríamos, mesmo, ali, uma noite daquelas, e o seu José possivelmente jamais voltaria a me atender (sei do que somos, reunidos, capazes). Afinal, nossa programação incluía a exibição de Felipinho Cereal com sua vitrola e seus long-plays, Luiz Antonio Simas cantando sambas-enredo acompanhado de seu próprio cavaco, e o eventual auxílio luxuoso de Tiago Prata (Trinta Pratas, para os íntimos). Não iria prestar.

QUITANDA ABRONHENSE, rua do Matoso, Tijuca, foto de Felipe Quintans

Ocorre que quando a tarde começa a cair eu perco o sossego e sinto correr no meu sangue de negro o chamado do samba e do botequim, apud Aldir Blanc.

Razão pela qual vou à QUITANDA ABRONHENSE hoje, no comecinho da noite, para entregar ao seu José e ao Charles, meus livros que eles me pediram autografados. Felipinho Cereal e Luiz Antonio Simas, parceiros de todas-as-horas, dividirão umas garrafas de Brahma comigo. Sem alarde. Sem tumulto. E apenas até às oito da noite, quando seu José parte, com a dona Conceição, em busca do merecido descanso de todos os dias.

Quem quiser dar o ar da graça, que o faça dentro desse espírito.

E depois, quando as portas de ferro da quitanda descerem ao chão, seja o que a Tijuca quiser.

Até.

12.11.08

DICAS DE LEITURA

De pé, diante do balcão imaginário do BUTECO, quero recomendar vivamente a vocês, meus poucos mas fiéis leitores, a leitura de quatro textos imperdíveis que andam por aí, na grande rede, e que, não por coincidência, foram escritos por parceiros e amigos queridos.

Vamos do mais antigo para o mais recente.

Em 09 de outubro de 2008, Arthur Tirone, o Favela, de São Paulo, mais precisamente da Barra Funda, comoveu-me profundamente quando publicou o texto UM CHAPÉU, falando de seu pai. Eu, que não economizo as palavras quando falo do meu velho, quero recomendar a vocês a leitura do texto, emocionante do princípio ao fim, que pode ser lido aqui.

Em 08 de novembro de 2008, o Bruno Ribeiro, jornalista maiúsculo de Campinas, que além do BOTEQUIM DO BRUNO mantém aberto outro buteco virtual, contou deliciosa e verídica história envolvendo nosso amigo em comum, o homem da barba amazônica, Fernando José Szegeri. Bacana é que eu estava lá, no dia em que a coisa se passou. Leiam, aqui, CRÔNICA DE BOTEQUIM. Hoje (acabo de receber, às 10h, mensagem do bardo campineiro), ele publicou, sobre o mesmo tema, mais desenvolvido, QUATRO AMIGOS NO BOTEQUIM, que pode ser lido aqui.

Nas primeiros minutos de ontem, 11 de novembro, Felipinho Cereal, um tijucano secular, mexeu com minha emoção quando escreveu METRO TIJUCA, revelando um segredo que - confesso - me escapava. Eu jamais soube do que ele nos conta, também emocionadíssimo. Diretamente do BOEMIA & NOSTALGIA, leiam, aqui, um texto que "não é lorota", como ele mesmo nos conta. Aliás... permitam-me... a palavra "lorota", logo no primeiro parágrafo do revelador texto, denuncia a idade do cara.

Ontem também, Luiz Antonio Simas, em seu imprescindível HISTÓRIAS DO BRASIL, pegando carona na triste revelação que fiz sobre o fim da parceria entre o BAR LUIZ e a BRAHMA com o texto NOTÍCIA PELA METADE? DENUNCIE (que pode ser lido aqui), escreveu o comovido O FIM DE UMA TRADIÇÃO, que pode ser lido aqui. Com muito mais propriedade do que eu, o Simas explica, didaticamente, o que significa romper com uma tradição. Aliás, quero aproveitar para fazer outra pequena confissão: eu queria muito ter sido aluno de Luiz Antonio Simas. Sou, de certo modo. Mas refiro-me ao tradicional aluno. Ele lá, diante do quadro-negro, e eu atento, sentado na carteira diante do mestre.

Até.

11.11.08

NOTÍCIA PELA METADE? DENUNCIE

Ainda sobre a ostensiva e lastimável campanha do jornal O GLOBO que vem fomentando o denuncismo aqui no Rio de Janeiro (leiam DENUNCISMO, aqui, e AINDA O DENUNCISMO, aqui): ando impressionado, mesmo, com a quantidade de chamamentos espalhados pela cidade, em diversos outdoors, feitos pela campanha publicitária que incrementa o troço.

São frases como "CARRO NA CALÇADA? FOTOGRAFE!", "ENGARRAFAMENTOS? AVISE!", "RUAS ESBURACADAS? DENUNCIE!", algo assim.

Vocês já imaginaram uma campanha invertendo os pólos?

"PLÁGIO? DENUNCIE!" - e eu denunciei um plágio às escâncaras, cometido pela jornalista Ana Cristina Reis, aqui. Mandei alguns emails, à época, para o próprio jornal, para a própria plagiadora, para alguns colegas seus de redação. Alguma resposta, mísera que fosse? Não, em absoluto. Salvo uma resposta curta que me foi enviada pela jornalista Cora Rónai, lamentando o ocorrido, nada.

"PRECONCEITO NA IMPRENSA? DENUNCIE!" - e eu mandei, também, emails apontando o odioso teor das notas publicadas no SEGUNDO CADERNO do jornal O GLOBO, como lhes contei aqui. Alguma resposta? Não, é claro.

Pimenta nos olhos do outros - parece-me adequado o ditado à situação - é refresco.

Pensei noutra frase: "NOTÍCIA PELA METADE? DENUNCIE!".

E eis que hoje, passando os olhos no jornal O GLOBO, dou de cara com a seguinte nota, no SEGUNDO CADERNO, na coluna GENTE BOA, a mesma que, dia desses, publicou as tais duas notinhas dignas de repúdio (vejam o teor das notas aqui):

nota publicada no jornal O GLOBO de 11 de novembro de 2008

Ô, desfaçatez!

Por que eles não dão nome aos bois?

Vamos ao texto da nota: "O Bar Luiz comemora em grande estilo, no sábado, sua parceria com o chope da Femsa. Haverá festa na Rua da Carioca, com a Orquestra Tabajara e a bateria do Salgueiro, entre outras atrações. Será instalado um palco de dez metros, o Beer Station, um caminhão de cerveja que vira bar com seis chopeiras.".

Minhas observações:

01) por que não dizem que "o chope da Femsa" é o intragável chope SOL? Por que esconder o nome do produtado fabricado pela cervejaria mexicana, dona das marcas SOL e KAISER, no Brasil?;

02) é digno de comemoração o fim de uma parceria que começou em 1888? "Desde a fundação da Manufatura de Cerveja Brahma, Villiger e Companhia em 1888, o Bar Luiz só comercializa produtos Brahma", está no site do próprio BAR LUIZ, que pode ser lido aqui (possivelmente, em breve, este site estará fora do ar);

03) a tal coluna, intitulada GENTE BOA, que quando inaugurada (bem me lembro) pretendia ser defensora das tradições mais caras à cidade (jamais o foi), deveria, ao contrário, lamentar profundamente a troca inexplicável que só pode ter como pano de fundo muito dinheiro e desrespeito pelo consumidor.

Vamos ver como a imprensa e os tradicionais freqüentadores do secular BAR LUIZ, os que têm alguma força no que diz respeito à formação de opinião, vão reagir.

Eu, humílimo, de pé diante do balcão imaginário do BUTECO, digo com certa tristeza: não ponho mais os pés no BAR LUIZ.

Uma das razões que me levava sempre à rua da Carioca era o chope, cremoso e muitíssimo bem tirado, tanto o branco como o preto, como esses dois aí embaixo, na feliz fotografia da Marina, que fizemos para a exposição BARES E RESTAURANTES (leiam aqui).

BAR LUIZ, fotografia de Marina Furtado Couto

Pequena confissão: soubesse eu desse movimento suicida (trocar o chope da BRAHMA pelo da SOL) e o BAR LUIZ não teria entrado na exposição...

Ah! E para protestar contra esse crime, vá ao site do BAR LUIZ e, valendo-se do formulário lá disponibilizado (aqui), solte o verbo!

O que diria meu saudoso e eterno governador, Leonel de Moura Brizola, diante de tamanha vilania?

Lembrei-me dele ao dar de cara com sua assinatura no livro de ouro do BAR LUIZ...

"Todas as pessoas que cultivam a tradição amam o Bar Luiz! Com as homenagens do Leonel Brizola, em 12/08/02"

assinatura de Leonel Brizola no livro de ouro do BAR LUIZ

Até.

10.11.08

QUITANDA ABRONHENSE - MUDANÇA DE PLANOS

Ao contrário do que eu imaginava, como lhes contei aqui, não vai ser possível armar o furdunço tijucano na QUITANDA ABRONHENSE, do gentilíssimo seu José. A Olga, também gentilíssima, esteve lá hoje pela manhã a fim de sondar o terreno, como quem não quer nada, e diante dos argumentos apresentados pelo seu José, desisti da empreitada.

Seu José agradeceu o carinho, mas não acha que a QUITANDA ABRONHENSE possa comportar a bagunça que pretendíamos. Ele explicou, meio sem jeito, que teve um derrame cerebral há alguns anos e que desde então... mais de cinco pessoas reunidas já o assustam.

Só há, então, diante da água na boca que o troço deu, uma saída: cancela-se a vitrola do Felipinho e o cavaco do Simas, que poderiam, de fato, dar um tom de festa que não agradaria ao seu José. Bebamos devagar, devagarinho, como manda o figurino.

Eu levo uns livros na mochila, como quem não quer nada, vendo um, dois, ou mesmo nenhum!, e nós erguemos o copo à saúde do seu José, das 18h às 20h!

Até.

DO DOSADOR

* reparando uma falta, uma falha, quase-uma-grosseria, enviarei, ainda nesta semana, os livros de Claudio Menezes (leitor de Volta Redonda) e de Rodrigo Medina (leitor de São Paulo), prometidos quando inventei uma promoção que, depois, leiam aqui pra entender, diante do fiasco do troço, não deu em nada;

* falando em livro, se tudo der certo no curso desta semana, na quinta-feira próxima, dia 13, a partir das 18h, estarei na QUITANDA ABRONHENSE, na rua do Matoso 178, entre a Doutor Satamini e a Haddock Lobo, conforme lhes contei aqui. Quero repetir que vender livros será desimportante. Mas vai ser bem bacana beber uma Brahma gelada ao som dos long-plays do Felipinho Cereal (será que o seu José vai deixar?!), ao som do cavaco do Simas (será que o seu José vai deixar?!), cercado de gente bacana num evento inusitado num cenário ainda-mais. Se confirmado, aviso a vocês. E insisto: ainda que não eu venda um livro, ainda que o seu José não permita nem a vitrola e nem o cavaco, vai valer a pena. Beber na QUITANDA ABRONHENSE é uma grande experiência;

* assisti ontem, ao lado de Luiz Antonio Simas, à magra vitória do Flamengo sobre o seu Botafogo (gol de pênalti, mal cobrado), no CANTINHO DO CÉU, buteco pé-sujo encravado na rua Maestro Villa-Lobos, uma rua sem saída na - é claro... - Tijuca. Uma grande opção, diga-se, depois do desaparecimento do RIO-BRASÍLIA. Comandado pelo Alfredo, irmão do Joaquim (ex-dono do RB), serve cerveja estupidamente gelada a R$ 3,20. Não comemos nada, mas o cardápio anunciado me deu a certeza de que voltaremos em brevíssimo. A Maestro Villa-Lobos é como se fosse a continuação da Afonso Pena, atravessando a Haddock Lobo. Da calçada do buteco, lotada de mesas, vê-se o GALETO COLUMBIA e o COLUMBINHA. Visto assim do alto...;

* ainda ontem, recebi pelo correio, o livro SAMBEXPLÍCITO, que o próprio autor, Caio Silveira Ramos, gentilmente me enviou. Lançado em São Paulo no último dia 05 (vejam aqui), começará a ser lido ainda hoje. Daqui, de pé diante do balcão imaginário do BUTECO, agradeço publicamente o carinho do Caio, a quem ainda não conheço pessoalmente. Fico na torcida pra que haja um lançamento aqui no Rio, quando poderei, enfim, retribuir o fraterno abraço impresso na dedicatória que quase me derrubou ontem à noite.