Sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, Rio de Janeiro, Palácio Laranjeiras, em Laranjeiras: com transmissão direta de de lá, o Brasil inteiro toma conhecimento, pela TV, da edição do AI5 pelo governo Costa e Silva.
Sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, Rio de Janeiro, rua Almirante Gonçalves, em Copacabana: é inaugurado o BIP-BIP.
Sábado, 13 de dezembro de 2008, Rio de Janeiro, rua Almirante Gonçalves, em Copacabana: uma tremenda roda-de-samba, com rua fechada e o escambau, vai comemorar os 40 anos do bar que ganhou fama após sua aquisição pelo sr. Alfredo Mello, o Alfredinho, o Neném, essa grande figura humana que tem, como na canção do Roberto, um milhão de amigos.
Três desses amigos, Francisco Genu, Luiz Pimentel e Marcelo Moutinho (em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades) tiveram uma idéia, deram corpo à idéia, modelaram a idéia (comprando o livro vocês vão entender...) e haverá, no sábado, o lançamento do livro (a idéia!!!!!) BIP BIP, 40 ANOS – HISTÓRIAS DE UM BAR, que reúne textos e ilustrações assinados por 110 amigos e clientes do bar, o que inclui anônimos absolutos (dentre eles esse que vos escreve!) ao lado de jornalistas, escritores, médicos, poetas e músicos nem tão anônimos. Gente como Hermínio Bello de Carvalho, Sergio Cabral (pai), Paulo Cesar Pinheiro, Paulo Cesar Feital, Nelson Sargento, Marceu Vieira e Hugo Sukman, entre outros. Há ainda ilustrações de cartunistas como Paulo Caruso, Amorim e Nani, entre outros.
Sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, Rio de Janeiro, rua Almirante Gonçalves, em Copacabana: é inaugurado o BIP-BIP.
Sábado, 13 de dezembro de 2008, Rio de Janeiro, rua Almirante Gonçalves, em Copacabana: uma tremenda roda-de-samba, com rua fechada e o escambau, vai comemorar os 40 anos do bar que ganhou fama após sua aquisição pelo sr. Alfredo Mello, o Alfredinho, o Neném, essa grande figura humana que tem, como na canção do Roberto, um milhão de amigos.
Três desses amigos, Francisco Genu, Luiz Pimentel e Marcelo Moutinho (em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades) tiveram uma idéia, deram corpo à idéia, modelaram a idéia (comprando o livro vocês vão entender...) e haverá, no sábado, o lançamento do livro (a idéia!!!!!) BIP BIP, 40 ANOS – HISTÓRIAS DE UM BAR, que reúne textos e ilustrações assinados por 110 amigos e clientes do bar, o que inclui anônimos absolutos (dentre eles esse que vos escreve!) ao lado de jornalistas, escritores, médicos, poetas e músicos nem tão anônimos. Gente como Hermínio Bello de Carvalho, Sergio Cabral (pai), Paulo Cesar Pinheiro, Paulo Cesar Feital, Nelson Sargento, Marceu Vieira e Hugo Sukman, entre outros. Há ainda ilustrações de cartunistas como Paulo Caruso, Amorim e Nani, entre outros.
A confusão começa às 18h diante do bar.Com vocês, o texto da orelha do livro, de autoria de Aldir Blanc:
"O Bip Bip é, como no antológico samba-canção, um sindicato de sócios da mesma dor? Também. Mas, lá o possível sofrimento dos freqüentadores tem um sabor diferente que a boca da gente jamais esquece. Será pela qualidade do chope? O Bip Bip não tem chope. Pela excelência dos quitutes e tira-gostos? O Bip não precisa dessas frivolidades. O Bip tem Bip, daí seu nome. Bip, como qualidade, é uma espécie de wit carioca. É um buteco feito a caverna de Platão: tem a aparência de buteco mas o que conta é a idéia essencial que sintetiza todos os butecos aconchegantes do mundo. O responsável por isso é seu dono, o Alfredinho, com seu anti-charme. O freguês senta numa das raras mesas e pede água tônica. Alfredinho, que é proprietário, garçom, maitre, relações impublicáveis etc, responde que vai jogar no bicho, que o cara pode esperar meia hora ou ir tomar dentro. Plim! Eis mais um bestalhão enfeitiçado pela varinha (no bom sentido) mágica do rude, porém sincero, dono do estabelecimento, ao qual o ilustre aprendiz, voltará, mesmerizado, para ouvir mais palavrões e desaforos generosos, além de didáticos. Porque o Bip Bip está para o Rio de Janeiro como a Academia para a antiga Atenas. É um lugar de aprendizado. Lá, são dadas, diariamente, e com denodo incansável, lições de vida, com o bate-papo, que é o que, afinal, move todo buteco que se preze.
Com o Bip Bip do Alfredinho não tem essa história, registrada em samba do Zé Kéti, de “com esse é o oitavo butiquim”. O Bip Bip é o primeiro e o último – porque é Único, feito marca de vinho vagabundo mas inesquecível.
Aldir Blanc"
Até.
6 pitacos:
Valeu pela divulgação, Edu! O livro é uma maluquice só (que nem o Bip, aliás). Que nem sempre fala o Simas, "se tudo der certo, vai dar merda!". Convoco desde já todos os leitores!
Estive ontem com o Alfredo, lá no BIP. Esquemão, né?
Doze banheiros químicos, muita cerveja e muito gelo, um toldo gigantesco cobrindo toda a rua, uma senhora festa!
Até lá, abração!
Estarei lá, o Alfredinho é o maior de todos!
Que saudade que bateu agora! O Bip Bip certamente faz parte das melhores das minhas lembranças quando penso na cidade maravilhosa. Cheguei a citá-lo no texto "A PAULISTANA E SEUS DISPARATES CARIOCAS" no meu blog, mas creio que no dia 13 farei nova referência em comemoração aos 40 anos.
Você tem uma dica de como faço para conseguir comprar o livro? Me interessa, muito.
Moutinho: manda um exemplar do livro aqui pra gente que com certeza rola uma matéria bem bacana, como deve ser o livro! Abraços e bebam por mim, que não poderei estar presente no furdunço.
foi um anoite linda.
postei alguma no meu caderno.
vá lá.
bjs
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