Na excelente história O BOUGAINVILLE DA CASA VERDE (leiam na íntegra aqui) publicada no BOEMIA & NOSTALGIA pelo Felipinho Cereal, o pequeno grande homem nos conta:
"As luzes estão em moda na época de natal. Nas casas, prédios, sacadas, varandas, portarias, e por aí vai. No Sindicato dos Fumageiros, na rua Haddock Lobo, está o mais belo enfeite de todos, vale conferir."
E é verdade, é literalmente verdade.
Sem preocupação com o luxo e com a ostentação, sem grandes papagaiadas que não têm nada a ver com o que se chama de o verdadeiro espírito natalino, as simples e toscas luzes azuis nos janelões da belíssima casa-sede do Sindicato dos Fumageiros são comoventes.
"As luzes estão em moda na época de natal. Nas casas, prédios, sacadas, varandas, portarias, e por aí vai. No Sindicato dos Fumageiros, na rua Haddock Lobo, está o mais belo enfeite de todos, vale conferir."
E é verdade, é literalmente verdade.
Sem preocupação com o luxo e com a ostentação, sem grandes papagaiadas que não têm nada a ver com o que se chama de o verdadeiro espírito natalino, as simples e toscas luzes azuis nos janelões da belíssima casa-sede do Sindicato dos Fumageiros são comoventes.

Não enfrente os engarrafamentos, os flanelinhas, pipoqueiros e vendedores de algodão doce, tumulto e multidão em busca das luzes da árvore de Natal da Lagoa.Dê um pulinho na Haddock Lobo, vá por mim.
Você estará mais próximo, infinitamente mais próximo, do Natal.
Até.
5 pitacos:
Eu como morador e admirador da Tijuca, tenho que dar um depoimento que deveras me entristece.
Estava voltando da bela homenagem ao inestimável Luiz Carlos da Vila no CRMC, com direito a canjas de Dorina e Moacyr Luz, quando resolvi dar mais uma aula de Tijuca a minha namorada que não é carioca e mora na ZS (já tinha lhe mostrado a praça Xavier de Brito e tomado umas geladas na Tia Maria).
Fui levá-la à pracinha dos animais, no meio daquela floresta toda, quando um segurança da rua me impediu de forma agressiva de subir a rua Sabóia Lima.
Até entendo que os moradores queiram se proteger na situação que vivemos, mas sem ferir a lei e arcando com o custo de colocar gente preparada e bem orientada.
Depois de alguma exaltação, consegui manter uma certa calma e convecer o sujeito de que não oferecia nenhum perigo.
Ao final feliz, a beleza do local desanuviou em instantes o lamentável percalço que infelizmente faz parte da vida nessa cidade.
Abraços, D.
Perdoe-me, meu caro: mas no seu lugar eu agiria rigorosamente diferente.
Pra começo de conversa eu não perderia a paciência. Chamaria a polícia, cobraria a identificação do sujeito e da empresa (ou da milícia) responsável pela suposta segurança da rua, correria atrás do nome do síndico ou do administrador do troço e até ao judiciário eu iria.
E me permita também uma correção... o ex-bar a que você se refere é o da Dona Maria, na rua Garibaldi.
Um abraço.
Que estranha essa história do leitor Dars.
A Sabóia Lima é uma rua bem visitada, porque, além de casas belíssimas, rodeada pela mata atlântica e com um riacho em todo o contorno, tem a praça, conhecida como a "pracinha dos bichinhos. Muitas crianças brincam ali.
Tem uma cancela, mas nunca fui impedida de entrar e nem soube que havia restrição.
Tô com o Edu. Tinha de ter chamado a polícia. Isso é um absurdo.
Querido, essas luzinhas azuis me pareceram tão tristes e solitárias no meio da escuridão da casa... Sempre achei luzes azuis (e especialmente as verdes) de uma tristeza acachapante. Só mesmo a Tijuca para preservar a tristeza humilde do Natal.
Pois é, Olga, também não entendi...
Bruno: há entretanto, meu caro, na tristeza do Natal tijucano (ao menos no meu, que há anos passo a noite do dia 24 em Volta Redonda, a Tijuca com atmosfera siderúrgica), um chamamento agudo para a reflexão e para a reorganização do pensamento e dos nossos objetivos. Há, nessa evidente não-ostentação, um significado muito grande diante do que representa a data. E salve a Tijuca!
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