Estamos a pouco mais de 48h da noite de Natal e o BUTECO ergue suas portas de aço na manhã desta segunda-feira com o precípuo propósito de desejar a todos os seus freqüentadores um Natal profundamente feliz e em paz. Quero lhes dizer, eu que faço deste balcão virtual um permanente divã imaginário no qual exponho confissões de toda ordem, que durante parte de meus quase quarenta anos questionei muito o significado efetivo da expressão "Feliz Natal". As pessoas me diziam "Feliz Natal" e eu ficava a me perguntar o que seria ter, então, um "Feliz Natal".
Nasci em 69, filho de pais cristãos, espíritas, assim como vovó e boa parte da família. Vivi noites de Natal profundamente significativas, impressionantes para um menino em tenra idade, nas quais a família reunida rezava, nas quais mamãe, sempre muito comovida, após a leitura de textos relacionados com a data, propunha reflexões sobre o Evangelho de Jesus Cristo, o aniversariante!, e nas quais vivíamos, intensamente, esse sentimento de renovação de esperanças e de expectativas com relação ao ano novo. Por tudo isso eu posso dizer, sem medo do erro, que o Natal nunca foi, para mim, uma festa de presentes. Ao contrário, foi sempre uma festa introspectiva, uma festa de comunhão, uma festa de reflexão, uma festa simples, extremamente simples.
Mas a vida é feita de movimentos incessantes, de experiências constantes, e eu, durante alguns anos, afastei-me - se é que posso dizer assim - da vivência desse sentido e desse sentimento na noite de Natal. Foi o tempo em que eu, como lhes contei mais acima, dizia não compreender o significado do "Feliz Natal". Fosse por mero exercício de contestação, como conseqüência de uma busca de novos caminhos, o fato é que passei um razoável tempo afastado do sentido religioso da data. Fazia as mesmíssimas coisas, jantava e almoçava com a família nos dias 24 e 25, mas sem o mesmo sentimento.
Por incontáveis razões que não cabem aqui, neste espaço, voltei a voltar o olhar, neste 2008 que vai chegando ao fim, para as coisas do espírito - digamos assim. Como a vida é feita de movimentos incessantes e de experiências constantes, e como os ciclos se renovam, eis-me aqui, às vésperas do Natal, profundamente comovido e certo de que é sempre tempo de renovação, mesmo que renovação tenha, ao menos para mim e dentro desse contexto, caráter de retomada de rumos e de caminhos já tantas vezes percorridos.
Sem qualquer intenção de fazer proselitismo, evidentemente, desejo a vocês todos, meus poucos mas fiéis leitores, uma noite de Natal profundamente significativa. Desejo, mais, que todos se sintam dispostos, ao menos nesses dias, ao exercício de estender o olhar à sua volta. Esse olhar estendido mostrará a vocês, seguramente, alguém precisando de muito pouco para ter um dia ou uma noite melhor. Esse olhar estendido fará com que você vivencie, ainda que seja apenas com os olhos, a experiência do outro, quem sabe capaz de transformar sua própria vida. Esse olhar estendido possivelmente dará a você a dimensão exata da fraternidade, se você tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Que tenham todos uma noite de paz, com a família, com os amigos, com gente querida, que haja muita saúde, que haja muita esperança, que haja sobretudo muita coragem para os enfrentamentos diários que a vida exige.
Sejam vocês cristãos ou não, creiam ou não em Deus, tenham todos um Feliz Natal. E que a noite do dia 24 seja tranqüila, seja simples, seja renovadora, significando verdadeira comunhão de propósitos capazes de dignificar sua vida.
O BUTECO retoma suas atividades, se assim me for permitido, na sexta-feira próxima, 26 de dezembro.
Até.
Nasci em 69, filho de pais cristãos, espíritas, assim como vovó e boa parte da família. Vivi noites de Natal profundamente significativas, impressionantes para um menino em tenra idade, nas quais a família reunida rezava, nas quais mamãe, sempre muito comovida, após a leitura de textos relacionados com a data, propunha reflexões sobre o Evangelho de Jesus Cristo, o aniversariante!, e nas quais vivíamos, intensamente, esse sentimento de renovação de esperanças e de expectativas com relação ao ano novo. Por tudo isso eu posso dizer, sem medo do erro, que o Natal nunca foi, para mim, uma festa de presentes. Ao contrário, foi sempre uma festa introspectiva, uma festa de comunhão, uma festa de reflexão, uma festa simples, extremamente simples.
Mas a vida é feita de movimentos incessantes, de experiências constantes, e eu, durante alguns anos, afastei-me - se é que posso dizer assim - da vivência desse sentido e desse sentimento na noite de Natal. Foi o tempo em que eu, como lhes contei mais acima, dizia não compreender o significado do "Feliz Natal". Fosse por mero exercício de contestação, como conseqüência de uma busca de novos caminhos, o fato é que passei um razoável tempo afastado do sentido religioso da data. Fazia as mesmíssimas coisas, jantava e almoçava com a família nos dias 24 e 25, mas sem o mesmo sentimento.
Por incontáveis razões que não cabem aqui, neste espaço, voltei a voltar o olhar, neste 2008 que vai chegando ao fim, para as coisas do espírito - digamos assim. Como a vida é feita de movimentos incessantes e de experiências constantes, e como os ciclos se renovam, eis-me aqui, às vésperas do Natal, profundamente comovido e certo de que é sempre tempo de renovação, mesmo que renovação tenha, ao menos para mim e dentro desse contexto, caráter de retomada de rumos e de caminhos já tantas vezes percorridos.
Sem qualquer intenção de fazer proselitismo, evidentemente, desejo a vocês todos, meus poucos mas fiéis leitores, uma noite de Natal profundamente significativa. Desejo, mais, que todos se sintam dispostos, ao menos nesses dias, ao exercício de estender o olhar à sua volta. Esse olhar estendido mostrará a vocês, seguramente, alguém precisando de muito pouco para ter um dia ou uma noite melhor. Esse olhar estendido fará com que você vivencie, ainda que seja apenas com os olhos, a experiência do outro, quem sabe capaz de transformar sua própria vida. Esse olhar estendido possivelmente dará a você a dimensão exata da fraternidade, se você tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Que tenham todos uma noite de paz, com a família, com os amigos, com gente querida, que haja muita saúde, que haja muita esperança, que haja sobretudo muita coragem para os enfrentamentos diários que a vida exige.
Sejam vocês cristãos ou não, creiam ou não em Deus, tenham todos um Feliz Natal. E que a noite do dia 24 seja tranqüila, seja simples, seja renovadora, significando verdadeira comunhão de propósitos capazes de dignificar sua vida.
O BUTECO retoma suas atividades, se assim me for permitido, na sexta-feira próxima, 26 de dezembro.
Até.
17 pitacos:
Chorei comovida com suas palavras. Na Noite de Natal com certeza lembrarei de você, Sorriso, Simas, Candida e outros. Rogando, implorando ao Menino Jesus Saúde para todos nós. Beijos
Obrigado, Nadja, muito obrigado. Um beijo, com carinho.
Edu, que lindo! Posso dizer, faltando menos de um mês para os meus 30 anos, que minhas noites de Natal foram parecidas com as suas...minha família é muito unida e sempre nos lebramos de agradecer por tudo o que nos foi concedido, pela saúde, pela sabedoria e pela vida que está aí para ser, simplesmente, vivida! Desejo a você e sua família um Feliz Natal, desejo uma chuvas de bençãos sobre vocês durante essa bela noite e por todos os dias que vierem pela frente! Beijos, Mari.
Feliz Natal, Edu!
Beijos.
Mariane: obrigadíssimo! Torço daqui, também, para que esse seu Natal de 2008 seja especial e inesquecível. E eis aí um dos grandes segredos para que as coisas nos sejam mais leves no curso da vida: agradecer, sempre, permanentemente, por tudo que temos à nossa volta. A gratidão pavimenta nossa estrada, tenha certeza disso! Um beijo enorme.
Natasha: obrigado, pra você também! Um beijo.
Nadja, obrigadíssimo.Pedirei a Olorum, Exu, Ogum e todos os orixás que protejam todos nós, como certamente nossa Dedinha faria.
Beijos.
edu, meu camarada, um natal bem feliz prá você, sua família e seus amigos, tá legal? uma noite agradável, calma e divertida, com todo mundo junto, é o que deseja o seu camarada aqui de niquíti.
caíque.
Salve, Luiz Antonio! Daí de Campos, querido, durante a ceia de Natal com a família da sua Candinha - sua família também! - peça por todos nós (é o que importa), à sua moda. Beijo grande, até a volta, e dê meu beijo carinhoso na Candinha.
Caíque: obrigado, tenha você, também, um Natal de muita paz. Um abraço.
Edu, uma grande noite de Natal pra você também. E que em 2009 você continue com esse gás todo, contando essas histórias sensacionais. Histórias tão bem contadas e impregnadas de tão bons sentimentos, que acabam contagiando e nos fazendo um bem danado.
Desejo também uma grande noite e um grande ano aos tijucanos Simas e Felipinho.
Enfim, a todos os leitores, muito amor!
Edu, receba meus sinceros votos de felicidade. Obrigado por mais um ano contribuir com os seus belos textos e belos exemplos de humanismo.
Feliz Natal!
Rodrigo Medina
Olga: feliz Natal pra você também, pra sua irmã, sua família toda, e que tenhamos muita paz no ano novo que se aproxima, muito equilíbrio, saúde, prosperidade e sobretudo amor à vida e ao próximo. Um grande beijo.
Rodrigo: espero que em 2009 você cumpra com a palavra empenhada. Um abraço.
Feliz Natal pra você também Dudu. Beijo, Mauro
Eduardo, cheguei ao seu blog através do blog do Marcelo Moutinho. Muito bacana o que você escreveu, pois o sentimento que está professado no seu texto restaura o verdadeiro motivo dessa data. Quando imaginamos quâo terrível deve ter sido aquele dia, com o massacre ocorrendo em Belém, mães estripadas para matar os fetos e depois a fuga da Família... Bem, é arrepiante. Depois da fuga,o parto numa caverna sem as mínimas condições de higiene, pois era refúgio de animais. Dá pra imaginar a angústia do casal, abafando o choro da criança recém nascida pras patrulhas militares não os lacalizarem. Quando vemos que este sentimento se transformou no consumismo banal, o celular novo se tornando o "espírito do Natal"... Bacana o seu texto, digo novamente, ao reencontrar a profundidade do significado dessa noite, que há dois mil anos não deve ter sido tão feliz como supomos.
Querido, que a solidariedade de Jesus Cristo esteja sempre entre os vossos valores mais caros. Deixo-te meu abraço fraterno!
Feliz Natal!
Saúde, Paz, Amor e Prosperidade!
Grande abraço!
Eduardo
Maurinho: valeu, garoto! Espero que tenha sido significativa sua noite de Natal. Beijo.
Seja bem chegado, Guido! Um abraço, volte sempre, e que o seu Natal tenha sido base para um grande 2009!
Valeu, Bruno, querido! Assim seja, mano. Beijo grande.
Querido Edu, espero que em 2009 tudo do bom aconteça na sua vida e dos seus. Abração. pt
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