Sempre achei uma tremenda graça nas palavras formadas por palavras ditas de forma ligeira e automática. Exemplos?
- Onde estão minhas meias?
- Dêndagaveta. (dentro da gaveta)
Ou quando encontramos algum conhecido na rua:
- Méksetá? (como é que você está?)
Dia desses ouvi uma incrível. Estava no táxi e o motorista:
- Esse ano, se Deus quiser, eu troco de carro...
- Já sabe que carro vai querer? - perguntei, dando corda.
- Palha de vento! - ele disse.
Fiquei com vergonha de não ter entendido a piada e comentei:
- Grande carro, o palha de vento...
- Grande carro...
Eu não podia ficar sem entender:
- Mas tem poucos rodando na rua, né?
- Que nada!
- Quase não vejo...
- Olha dois ali, ó! Parados no sinal!
Um Palio Adventure vermelho e outro cinza.
Vocês, meus poucos mas fiéis leitores, podem contribuir com alguma - digamos - palavra nova?
Até.
- Onde estão minhas meias?
- Dêndagaveta. (dentro da gaveta)
Ou quando encontramos algum conhecido na rua:
- Méksetá? (como é que você está?)
Dia desses ouvi uma incrível. Estava no táxi e o motorista:
- Esse ano, se Deus quiser, eu troco de carro...
- Já sabe que carro vai querer? - perguntei, dando corda.
- Palha de vento! - ele disse.
Fiquei com vergonha de não ter entendido a piada e comentei:
- Grande carro, o palha de vento...
- Grande carro...
Eu não podia ficar sem entender:
- Mas tem poucos rodando na rua, né?
- Que nada!
- Quase não vejo...
- Olha dois ali, ó! Parados no sinal!
Um Palio Adventure vermelho e outro cinza.
Vocês, meus poucos mas fiéis leitores, podem contribuir com alguma - digamos - palavra nova?
Até.
18 pitacos:
Eu gosto da clássica, e carioquíssima, mermão (meu irmão).
Eu tenho uma, mas é do tempo em que ainda éramos colônia de Portugal. O Feijão "Fradinho", na verdade é FURADINHO. Mas de tanto ouvir o sotaque lusitano, acabamos comendo uma sílaba. Então virou "Fradinho".
O carro "Palha de Vento" foi demais.
Beijo.
caro Edu, fui professora de redação no interior do estado. já ouvi e li de tudo... até presenciei um caso de cheque assustado.
o clímax aconteceu em Icapuí, indo para Redonda, de kombi. eu, um irmão e uma amiga não entendemos nada do que falavam uma senhora e um seu velho amigo (só percebemos, pelo tom animado da conversa, era coisa boa e alegre, poderia ser a pesca da temporada como poderia ser uma cervejada qualquer). eles falavam português, juro, reconheci morfemas, uns três conectivos e diversos sons soltos. nunca tinha me sentido tão universitária.
para ver onde ficam Redonda e a vizinha Peroba, assista Canoa Veloz (http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=3279); seu Nô era o anfitrião.
até, mônica.
Essa é muito comum em Minas Gerais. O mineiro vira pra você, perguntando se pode pôr pó de café pra coar:
- Pó-pô-pó?
- Pode.
Fala Edu,
Segura aí:
- Poxa, essa subida de ladeira é pesada, chega a suei (cheguei a suar)
- Na areia dessa praia tem de tudo, tem concha, siri, tatuí; tem o diabo aquático (o diabo a quatro)
Para finalizar, um diálogo sensacional, travado em uma padaria:
- Senhor, tem Guig Coke aí?
- Ãh ?
- Guig Coke! Aquela que a garrafa de vidro é de prástico.
Feliz 2009!
Tem o clássico absoluto carioca : Colé? que conseguiram dimunir mais ainda pra Coé?
Ambos querem dizer Qual é?
Muito bom esse post.
Abç,
Caio
Edu, nesta mesma linha do Colé? tem uma quem vende "Sabe qual é?" que dizem assim : Sacolé? Ou Sacoé?
Caio
Também tem os clássicos "pó pará" e "peraí".
Esta também é típica de minas. Rapaz vai na mercearia:
- Cê me vê um "lidelei" (litro de leite)?
Outro clássico mineiro:
Espensquiuonsedes...
Não é uma palavra mas uma expressão. Problema para criptólogos da CIA e da KGB.
Abraços!
Fala Edu!
Primeiro, um ótimo 2009 a você e a todos do Buteco.
Tem um blogue que ficou famoso por divulgar essas pérolas, só que cometidas em músicas famosas:
http://www.interney.net/blogs/virunduns/2007/02/
O nome é Virunduns, apropriado de um gaiato que cantava o primeiro verso do Hino Nacional com essa expressão. Esse link é dos posts mais antigos, porque hoje em dia a página perdeu um pouco do seu objetivo.
Abraços!
Edu, dê a licença...
Diego, boru bóia... Então: "eles pensam que o nosso é deles" só seria se fosse "unósédês", é isso? Se tudo estiver errado, eles pensam que "uonsédes" ou que "uonsedês". Estou na labuta, tentanto decifrar, mas preciso da tônica, quêde?
até, Mônica.
Meu grande pai conta que um atigo colega, querendo exaltar as virtudes profissionais da filha, disse que a moça tinha o curso de "tilogassi..."
Alguém arrisca ?
Ele queria dizer que a menina era datilógrafa.
Um abraço a todos.
Monica, Boru boia! É quase isso, querida. Mas Espensquiuonsedes é isso aqui, ó:
Es - eles - Você acertou.
pens - pensam - Acertou de novo.
quiuons - que o ônibus! É ônibus!
edes - é deles - você acertou tb!
"Eles pensam que o ônibus é deles" é um frase que se pode ouvir em qualquer ponto de ônibus de Minas.
Beijo, querida. Edu, abração!
Dizem que em Buteco a gente pode ir se chegando, sem maiores apresentações, que nem no dia em que eu estava no Jobi e a barata pousou com estrondo no meu decote, fazendo-me dar aqueles petelecos pouco convictos de quem está querendo convencer o inseto a ir embora, mas evitando maiores contatos com o bicho. Ao ridículo do gesto acrescentando-se os contidos "ui! ui!"s, afinal, eu, moça de fino trato, não ía querer dar vexame em lugar público. Aí é que vira para mim a bicha da mesa ao lado e berra, com entusiasmada familiaridade:
- Mas como você é chiiiiiiiquee! Pousou a barata no decote da mona e ela nem gritou!!
Nem precisa dizer que até o final da noite ficamos visceralmente irmanados pela experiência da barata, a partir de então compartilhada com todo o boteco. Coisa das nossas mesas que caíssem no chão, já não eram do santo e, sim, da barata e por aí vai.
Bom, isso tudo só para dizer que eu não sou da turma, mas vou metendo o bedelho na conversa de vocês :-). É que, dia desses mesmo, eu vinha andando na Pres. Vargas e tinha ali uma daquelas carroças de transportar garrafas pet para reciclagem, na qual o homem faz as vezes de burro (sem trocadilho). O homenzinho, suando muito sob o sol do meio dia, vinha agoniado, gritando para os passantes: "Óumêióumêióumei!"
Eu, nordestina que sou, me senti automaticamente incumbida da missão diplomática de traduzir a expressão do homenzinho para os perplexos transeuntes. É que "óumêi" é corruptela de "olha o meio!", que é a forma nordestiníssima de dizer "sai do meio!" ou "sai da frente!", conforme é de uso corrente em outros brasis.
Beijos e muito prazer,
Roberta
Hahaha.. genial este post e os comentários também!
Grande blogada!
Mas eu gosto e uso muito aquela expressão: Dermelivre!
Beijo,
Rê!
Edu, tem uma que recebi em um email (que ja estou te encaminhando!) que é a seguinte:
Uisminoufai
Alguem conhece???
É a famosa Sminorff Ice.
Nesse mesmo email tem um expressão sem nenhuma consoante, "tida como unica frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo" que é:
"ei, ó o auê aí ô"
Té mais.
Ninguem se lembrou do CADÊ voce ??
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