Li, hoje pela manhã, enquanto me dirigia, de ônibus, para Búzios, a trabalho, uma carta publicada na seção CARTAS DOS LEITORES do lastimável diário carioca.
Pausa brevíssima: lastimável e a cada dia mais lastimável.
Eu estava me preparando para embarcar de volta, às 17h, e estrilou meu celular. Era um amigo com a voz embandeirada:
- Leste o Joaquim Ferreira dos Santos na segunda-feira?!
- Não. Por que?
E ele respondeu-me aos atropelos:
- Não sou dado a ler coisas do tipo, mas um amigo me chamou a atenção para o troço ontem à noite, quando nos encontramos pra um chope rapido que durou até as três da matina! É sobre, obviamente, o Jota... O que o sujeito escreveu na segunda-feira, rapaz... rapaz... bate todos, rigorosamente todos os recordes do canalhismo, esse neologismo feito sob medida pra juntar (pseudo)jornalismo com canalhice. Meu amigo me deu o toque e hoje corri pra pegar uma edição de segunda-feira, tomar coragem e tentar engolir o que se não é o mais abjeto texto da imprensa das duas últimas glaciações, chega muito perto. Eu consegui, sem vomitar, ler até a metade do primeiro período. Depois disso, a bílis me tomou o esôfago e nao houve jeito de prosseguir. Tente fazer o esforço e leia. Talvez você esteja mais imune do que eu, até porque eu li nas entrelinhas do pouco que consegui mastigar uma não assumida resposta a algumas das porradas que você, mui justamente, desfere no sujeito... Vá lá se divertir um pouco...
Foi quando eu o cortei.
Jamais dei porrada no homúnculo (Joaquim é mirradíssimo, eis a razão pela qual referi-me a ele como homúnculo) como quis fazer crer meu interlocutor. Combati, sempre, a condução lamentável da coluneta diária mantida no igualmente lamentável SEGUNDO CADERNO de O GLOBO.
Acabo de ler, na internet, a tal coluna (publicada no espaço nobre do SEGUNDO CADERNO, leiam aqui) e, francamente, não vou me dar ao trabalho de dizer um "a" sobre o troço. Basta lhes dizer que Joaquim, à certa altura, diz querer que "Paulo Barros ponha a mão o título que tanto merece", justo ele, um dos maiores engodos dos últimos anos, atropelando as escolas, infinitamente maiores que esses (pausa) carnavalescos - carnavalesco sou eu, pô!, que saio em blocos de rua (que o homúnculo parece ter descoberto apenas em 2009) há anos!, é o Szegeri, é José Sergio Rocha... E o colunista ainda comemora, felicíssimo - fecha assim mais uma das suas - o fato de que "pela primeira vez a cidade tem um prefeito que toca chocalho na Portela". Sem mais comentários e voltando ao início.
Deparei-me com a seguinte carta n´O GLOBO de hoje:
Pausa brevíssima: lastimável e a cada dia mais lastimável.
Eu estava me preparando para embarcar de volta, às 17h, e estrilou meu celular. Era um amigo com a voz embandeirada:
- Leste o Joaquim Ferreira dos Santos na segunda-feira?!
- Não. Por que?
E ele respondeu-me aos atropelos:
- Não sou dado a ler coisas do tipo, mas um amigo me chamou a atenção para o troço ontem à noite, quando nos encontramos pra um chope rapido que durou até as três da matina! É sobre, obviamente, o Jota... O que o sujeito escreveu na segunda-feira, rapaz... rapaz... bate todos, rigorosamente todos os recordes do canalhismo, esse neologismo feito sob medida pra juntar (pseudo)jornalismo com canalhice. Meu amigo me deu o toque e hoje corri pra pegar uma edição de segunda-feira, tomar coragem e tentar engolir o que se não é o mais abjeto texto da imprensa das duas últimas glaciações, chega muito perto. Eu consegui, sem vomitar, ler até a metade do primeiro período. Depois disso, a bílis me tomou o esôfago e nao houve jeito de prosseguir. Tente fazer o esforço e leia. Talvez você esteja mais imune do que eu, até porque eu li nas entrelinhas do pouco que consegui mastigar uma não assumida resposta a algumas das porradas que você, mui justamente, desfere no sujeito... Vá lá se divertir um pouco...
Foi quando eu o cortei.
Jamais dei porrada no homúnculo (Joaquim é mirradíssimo, eis a razão pela qual referi-me a ele como homúnculo) como quis fazer crer meu interlocutor. Combati, sempre, a condução lamentável da coluneta diária mantida no igualmente lamentável SEGUNDO CADERNO de O GLOBO.
Acabo de ler, na internet, a tal coluna (publicada no espaço nobre do SEGUNDO CADERNO, leiam aqui) e, francamente, não vou me dar ao trabalho de dizer um "a" sobre o troço. Basta lhes dizer que Joaquim, à certa altura, diz querer que "Paulo Barros ponha a mão o título que tanto merece", justo ele, um dos maiores engodos dos últimos anos, atropelando as escolas, infinitamente maiores que esses (pausa) carnavalescos - carnavalesco sou eu, pô!, que saio em blocos de rua (que o homúnculo parece ter descoberto apenas em 2009) há anos!, é o Szegeri, é José Sergio Rocha... E o colunista ainda comemora, felicíssimo - fecha assim mais uma das suas - o fato de que "pela primeira vez a cidade tem um prefeito que toca chocalho na Portela". Sem mais comentários e voltando ao início.
Deparei-me com a seguinte carta n´O GLOBO de hoje:
O que dizer da frase "o problema do Rio de Janeiro é, sim, a formação de um número enorme de cidadãos cujo padrão de comportamento é violento e cruel"????? E dessa outra, "o problema não é a droga que é comercializada em todos os países do mundo, mas o elemento humano que se forma nas favelas cariocas"?????.Li diversas vezes.
Custei a crer no que lia.
Chegando em casa, não resistindo à curiosidade que me martelava - como pode alguém pensar assim????? - fui pesquisar o nome do missivista.
E percebi que o cara é reincidente.
Vejam essas outras duas cartas, publicadas no mesmíssimo O GLOBO (aqui e aqui):

O cara só tem razão numa coisa: o problema é o elemento humano.(pra bom entendedor, meia-palavra: bosta.)
Mais à frente, volto ao tema (o tema é palpitante). Vocês, meus poucos mas fiéis leitores, por favor, soltem o verbo. A favor ou contra a opinião do sujeito, um contumaz freqüentador (não consegui largar o trema) d´O GLOBO. A favor ou contra o elemento humano.
Fico pensando, às vezes. Será que o jornal, sem coragem para dizer tamanhas barbaridades, cria esses personagens?!
Até.
9 pitacos:
Caro Edu, acho que o jornal cria mesmo esses personagens, porém, cria não falaciosamente, mas ao longo das informações que veicula. E estão cheios de Bichara por aí, infelizmente.
A vinculação de moradores de favelas com bandidos é muito comum, tanto pela mídia, como pelos leitores, como até mesmo pelos nosso 'representantes'.
Cabral, logo depois de assumir o governo, disse que as favelas são fábricas de marginais, apoiando o aborto. Revoltante, mas real.
O que posso dizer é que exitem vozes destoantes desse discurso - além da sua.
abs.
Edu,
Esse termo, elemento humano, não me agrada. E, agrada-me menos ainda, a forma como é tratado pelo comentarista Fabiano Bichara. Minha concepção é de pensar o ser humano como solução, e não como problema.
Eu indicaria ao Fabiano um pouco mais de ponderação, e, inicialmente, a leitura das 50 primeiras páginas do livro “A Afirmação Histórica dos Direitos Humanos", de autoria do jurista Fábio Konder Comparato. São linhas tão bem escritas, como profundas, e que nos dão uma noção de dignidade humana que vejo faltar no comentarista em questão.
Como pontapé inicial, transcrevo um pequeno trecho retirado do livro citado, em sua primeira página: "Todos os seres humanos, apesar das inúmeras diferenças biológicas e culturais que os distinguem entre si, merecem igual respeito, como únicos entes no mundo capazes de amar, descobrir a verdade e criar a beleza. É o reconhecimento universal de que, em razão dessa radical igualdade, ninguém - nenhum indivíduo, gênero, etnia, classe social, grupo religioso ou nação - pode afirmar-se superior aos demais”.
Um grande abraço,
Daniel A
Edu, não duvido que as cartas sejam coisas do pp jornal...muito triste isso.
Querido, não creio que os jornais precisem criar estes leitores reacionários. Infelizmente eles existem, escrevem para os jornais e se sentem tolhidos em seus direitos quando não têm suas opiniões publicadas. Falo por experiência própria: recebo, por semana, dezenas de e-mails iguais à deste tal de Fabiano Bichara. Beijo!
Lembrei do velho slogan: "Bandido bom é bandido morto". Talvez, para o tal Bichara, o slogan deva ser aplicado, ao pé da letra, para moradores das favelas.
Reacionário demais. Cacete!
Abraço!
Acho que o problema é a educação.
Viva o Prof. Ribeiro, Viva o Dr. Brizola!
Edu,
Me dá asno este jornal. Devem receber milhares de cartas e emails por dia e ainda publicam um comentário imbecil. Pior, não foi apenas uma vez, mas como você mostrou, três vezes !
Um elemento humano totalmente irracional.
Daniel Liberto
Edu,
Me dá asno este jornal. Devem receber milhares de cartas e emails por dia e ainda publicam um comentário imbecil. Pior, não foi apenas uma vez, mas como você mostrou, três vezes !
Um elemento humano totalmente irracional.
Daniel Liberto
Querido Edu, infelizmente o reacionarismo está voltando com toda força e o Globo é apenas um dos veículos dessa tendência. A Folha de S.Paulo, com seu editorial classificando a ditadura de ditabranda, é outro exemplo lamentável. Como trabalho no Globo, sei que esse personagem de fato existe, o que é triste, pois e-mails como esses chegam aos borbotões, sobretudo em cima de campanhas como "Ilegal e daí" e "choque de ordem", que estimulam todo tipo de preconceito social (contra ambulantes, mendigos, sem-teto, camelôs, favelados etc.). Mas uma coisa me anima: o distanciamento dos jornais em relação à população anda tão grande, que sua influência também perdeu vigor. E, além disso, o leitor não é tão passivo como se pensa. Um exemplo: na campanha presidencial todos os jornais jogaram pesado para eleger o Alckmin e o resultado foi o que se viu...
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