* depois de muitos anos, muitos - não saberia lhes dizer quantos -, fugi do Rio de Janeiro no meio da tarde do domingo de Carnaval. E dediquei minhas noites de domingo e de segunda-feira, na companhia de gente muito querida, a um de meus programas preferidos - eis a confissão pública que faço: assistir ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. É, de fato, uma confissão pelo que guarda de sacrifício nos dias de hoje, levando-se em conta que a transmissão dá-se pela TV GLOBO. O programa, que já foi agradabilíssimo (lembro-me, como se fosse hoje, das noites varadas, eu menino, na São Francisco Xavier 90, apartamento 203, assistindo ao desfile na companhia de meus pais e seus amigos, deslumbrado com a transmissão rigorosamente voltada para o que interessa - as escolas, suas mulheres, suas passistas, seus personagens, sua bateria etc), hoje é maçante. Mas como carnaval é tempo de imolação - apud Fernando Szegeri - o programa vem bem a calhar. Falei em Fernando Szegeri e transcrevo texto de sua autoria, de 2004: "O Carnaval na sua euforia esfuziante carrega uma inegável dimensão de morte, de imolação, atualizada nos rituais de libação. O delírio do folião encerra um abandono, uma entrega da própria vida à sua causa-crença. A sofreguidão dessa vivência é a negação de nossa não-vida de filas, reuniões, contas para pagar, telefonemas a dar, imêious a responder." (leiam na íntegra, aqui). E como ninguém é de ferro, dá-se um jeito da coisa ficar mais divertida. Como fazia frio onde eu estava, coisa de 13 graus à noite, uma boa comida, um bom vinho, e - repetindo - muito boa companhia tornaram bastante agradável o programa que poderia ter sido apenas maçante. Sem qualquer pretensão de vestir ares de comentarista, vamos a meus pitacos carnavalescos.
* fui rigorosamente solidário à dor de Carlos Andreazza, Luis Antonio Simas, Marcelo Moutinho, Tiago Prata (com quem assisti à apuração, ainda longe da cidade), à dor de meu pai - todos imperianos de fé, depecionados com o rebaixamento do Império Serrano. Mas quero confessar o que confessei a uns e outros com quem falei antes mesmo da apuração: foi o Império Serrano fechar seu desfile e eu dizer, triste, que a escola dificilmente escaparia de um novo rebaixamento. Reconheço que a paixão obnubila a razão, o que não tira a legitimidade da revolta de quem se envolve, de corpo e alma, ao longo do ano, com a escola da Serrinha. Mas o que eu pude ver pela TV foi de todo lamentável. A escola veio feia, pálida, e não me venham falar na beleza do verde-água, do azul-bebê, coerentes com o enredo. O Império Serrano desfilou feio pacas. E eu tenho dois amigos de fala insuspeitada que estavam até o pescoço com a escola. O primeiro deles, às 14h do domingo, foi à Madureira receber de volta o dinheiro de sua fantasia e da fantasia de nove (eu disse nove) amigos de trabalho que desfilariam pela verde-e-branco. O segundo revoltou-se ao esbarrar, durante o desfile, com gringos alegríssimos, fantasiados pela metade, e vestidos com sandálias de dedo. Esse mesmo amigo meu quase explodiu de raiva - contou-me isso ontem, pouco antes do início do desile das campeãs, lambendo o espesso bigode de espuma de chope -, quando deparou-se com um grupo, de sua ala, parado diante das cabines dos jurados posando para diversas fotografias tiradas com as câmeras digitais que traziam penduradas no pulso.
* enquanto desfilava meu Salgueiro, bradei diante da TV que o campeonato não sairia da Tijuca. Faço minhas as palavras de Fábio Fabato: "O velho Salgueiro guerreiro ganhou com todos os méritos. Foi, de fato, a grande escola de samba do carnaval 2009. O enredo desenvolvido pelo mestre Renato Lage, "Tambor", criação a quase uma dúzia de mãos com o fantástico Departamento Cultural da agremiação, provou que ainda há espaço para a criatividade na pista da Sapucaí, mesmo que a ampla maioria das escolas pense e tenha realizado o oposto, nos dois dias de Grupo Especial. Um desfile soberano do princípio até o fim, que conseguiu resistir com canto e garra, inclusive, ao controverso hino, escolhido em meados de outubro. Regina Duran calou os críticos e também o tropeço de um discurso pra lá de equivocado na final da disputa de samba-enredo, provando que carnaval se faz com trabalho árduo e pensamento voltado para um objetivo único: a vitória. A família salgueirense encontrou um novo caminho, o seu caminho, e sobrou em todos os aspectos. De quebra, o campeonato da escola dita "diferente" ainda jogou um balde d'água fria nos idiotas da objetividade foliã: quem disse que é impossível a realização de um enredo autoral na atual conjuntura de crise e cifras de zeros infindos? "Tambor" não foi imposto por nenhum capitalista, não veio da sede publicitária de nenhum prefeito esbanjador. Ora, o tema nasceu da inquietude de um carnavalesco que é o melhor de todos desde os tempos de Mocidade, da ousadia de uma presidência que "comprou" tal idéia simples e genial, de uma fantástica equipe de criação - desde o pensamento temático bruto até o fino traço da concepção final. Venceu "Tambor" e ganhou o carnaval com a volta olímpica na Silva Telles, 16 anos depois do inesquecível Ita que explodiu os corações." (leia o texto na íntegra, tirado do site CAMA DE GATO, aqui). E faço minhas suas palavras porque também eu não gostei do samba escolhido pelo Salgueiro para representá-lo na avenida (leiam aqui tudo o que escrevi sobre meu samba preferido e preterido pela escola). Também eu indignei-me com a deselegância de Regina Duran durante o anúncio do samba vencedor. E tive de me render ao samba, que explodiu na avenida, e à condução do carnaval pela presidência, que mostrou-se acertadíssima. Depois de dezesseis longos anos, eis a vermelho-e-branco da minha mui amada Tijuca campeã mais uma vez, pela nona vez!
* NUNCA (com a ênfase szegeriana) a apuração dos jurados da LIESA (concordo integralmente com os que defendem, sem chance de êxito, não sejamos inocentes, o banimento da gangue do comando do Carnaval - o site da LIESA é hospedado na GLOBO.COM, que tal?) vai agradar a gregos e troianos. Os critérios são mais-que-subjetivos e a sensação de injustiça e perseguição vai sempre estar presente. Eu, por exemplo, acho que apenas a Mocidade Independente de Padre Miguel poderia descer no lugar do Império Serrano. Poderia, eu disse. Apesar de seu desfile fraquíssimo, esteve, ainda, melhor que a escola de Madureira. Falando em Madureira, estranha a colocação da Portela (em terceiro lugar), de meus queridos Cesar Tartaglia, Fernando Szegeri e José Sergio Rocha. Não poderia ter ficado na frente da Vila Isabel, que amargou a quarta colocação. Eu disse "amargou" pois somente a Vila Isabel poderia ter tirado o título do Salgueiro. Poderia, eu disse. O Salgueiro esteve melhor. E a Beija-Flor, campeã absoluta no quesito mulher (somente com a transmissão da TV BANDEIRANTES isso ficou evidente, falarei sobre isso mais à frente), deveria ter ficado em terceiro lugar, atrás da Vila. Nem vou me estender mais sobre os resultados porque - vocês sabem - isso é assunto interminável. No final das contas, eu concordei com os extremos da tabela: achei o Salgueiro de longe a melhor escola e o Império Serrano a pior. A meiúca, confusa. E ano que vem, estejamos todos certos, tudo-como-dantes-no-quartel-de-abrantes.
* a transmissão da TV GLOBO, uma vez mais, foi lamentável. Mas muuuuuito lamentável. Tem um troço que eu não entendo, francamente. Um dos momentos mais bacanas do desfile é o esquenta das escolas. É quando os puxadores cantam sambas com o intuito de emocionar os componentes, quando presidentes e diretores fazem discursos emocionadíssimos incendiando a escola e a platéia. Nós, pela TV, somos obrigados a ouvir as baboseiras insuportáveis ditas pelos apresentadores e repórteres da GLOBO. Cléber Machado e Glenda Kozlowski não disseram NADA que prestasse. NADA. E os repórteres, o tempo todo, atrapalharam a transmissão entrevistando os globais que se espalhavam pelas escolas. Um dos ápices foi quando Cléber Machado, diante da imagem da deslumbrante Viviane Araújo tocando tamborim diante da bateria do Salgueiro disse:
- Ô, Dudu Nobre, que tal a Viviane Araújo tocando pandeiro?
E o também insuportável Dudu Nobre:
- Meu compadre, o nome disso é tamborim.
Aliás, o time de comentaristas (Haroldo Costa, Maria Augusta, Dudu Nobre e Chico Spinoza) esteve abaixo da crítica. Elogiavam todo mundo, o tempo inteiro, achando tudo o máximo, um luxo, um isso, um aquilo, transformando a transmissão numa chatice insuportável.
* em compensação, a transmissão de ontem, do desfile das campeãs, feita pela TV BANDEIRANTES, foi impecável. Muita imagem e pouca fala, como deve ser. Câmaras focadas nas mulheres, que sem elas a gente não vive. Carros mostrados em detalhes. Nenhum efeito-babaca nas imagens, salvo os replays dos lances mais interessantes, geralmente de passistas que a TV GLOBO nem de longe mostrara. Um apresentador apenas (Datena) e um comentarista (Milton Cunha), ambos econômicos nas intervenções. BAND 10 X 0 GLOBO.
* no mais, Feliz 2009. O ano engrena amanhã, segunda-feira, até o próximo soluço, no próximo feriado.
* fui rigorosamente solidário à dor de Carlos Andreazza, Luis Antonio Simas, Marcelo Moutinho, Tiago Prata (com quem assisti à apuração, ainda longe da cidade), à dor de meu pai - todos imperianos de fé, depecionados com o rebaixamento do Império Serrano. Mas quero confessar o que confessei a uns e outros com quem falei antes mesmo da apuração: foi o Império Serrano fechar seu desfile e eu dizer, triste, que a escola dificilmente escaparia de um novo rebaixamento. Reconheço que a paixão obnubila a razão, o que não tira a legitimidade da revolta de quem se envolve, de corpo e alma, ao longo do ano, com a escola da Serrinha. Mas o que eu pude ver pela TV foi de todo lamentável. A escola veio feia, pálida, e não me venham falar na beleza do verde-água, do azul-bebê, coerentes com o enredo. O Império Serrano desfilou feio pacas. E eu tenho dois amigos de fala insuspeitada que estavam até o pescoço com a escola. O primeiro deles, às 14h do domingo, foi à Madureira receber de volta o dinheiro de sua fantasia e da fantasia de nove (eu disse nove) amigos de trabalho que desfilariam pela verde-e-branco. O segundo revoltou-se ao esbarrar, durante o desfile, com gringos alegríssimos, fantasiados pela metade, e vestidos com sandálias de dedo. Esse mesmo amigo meu quase explodiu de raiva - contou-me isso ontem, pouco antes do início do desile das campeãs, lambendo o espesso bigode de espuma de chope -, quando deparou-se com um grupo, de sua ala, parado diante das cabines dos jurados posando para diversas fotografias tiradas com as câmeras digitais que traziam penduradas no pulso.
* enquanto desfilava meu Salgueiro, bradei diante da TV que o campeonato não sairia da Tijuca. Faço minhas as palavras de Fábio Fabato: "O velho Salgueiro guerreiro ganhou com todos os méritos. Foi, de fato, a grande escola de samba do carnaval 2009. O enredo desenvolvido pelo mestre Renato Lage, "Tambor", criação a quase uma dúzia de mãos com o fantástico Departamento Cultural da agremiação, provou que ainda há espaço para a criatividade na pista da Sapucaí, mesmo que a ampla maioria das escolas pense e tenha realizado o oposto, nos dois dias de Grupo Especial. Um desfile soberano do princípio até o fim, que conseguiu resistir com canto e garra, inclusive, ao controverso hino, escolhido em meados de outubro. Regina Duran calou os críticos e também o tropeço de um discurso pra lá de equivocado na final da disputa de samba-enredo, provando que carnaval se faz com trabalho árduo e pensamento voltado para um objetivo único: a vitória. A família salgueirense encontrou um novo caminho, o seu caminho, e sobrou em todos os aspectos. De quebra, o campeonato da escola dita "diferente" ainda jogou um balde d'água fria nos idiotas da objetividade foliã: quem disse que é impossível a realização de um enredo autoral na atual conjuntura de crise e cifras de zeros infindos? "Tambor" não foi imposto por nenhum capitalista, não veio da sede publicitária de nenhum prefeito esbanjador. Ora, o tema nasceu da inquietude de um carnavalesco que é o melhor de todos desde os tempos de Mocidade, da ousadia de uma presidência que "comprou" tal idéia simples e genial, de uma fantástica equipe de criação - desde o pensamento temático bruto até o fino traço da concepção final. Venceu "Tambor" e ganhou o carnaval com a volta olímpica na Silva Telles, 16 anos depois do inesquecível Ita que explodiu os corações." (leia o texto na íntegra, tirado do site CAMA DE GATO, aqui). E faço minhas suas palavras porque também eu não gostei do samba escolhido pelo Salgueiro para representá-lo na avenida (leiam aqui tudo o que escrevi sobre meu samba preferido e preterido pela escola). Também eu indignei-me com a deselegância de Regina Duran durante o anúncio do samba vencedor. E tive de me render ao samba, que explodiu na avenida, e à condução do carnaval pela presidência, que mostrou-se acertadíssima. Depois de dezesseis longos anos, eis a vermelho-e-branco da minha mui amada Tijuca campeã mais uma vez, pela nona vez!
* NUNCA (com a ênfase szegeriana) a apuração dos jurados da LIESA (concordo integralmente com os que defendem, sem chance de êxito, não sejamos inocentes, o banimento da gangue do comando do Carnaval - o site da LIESA é hospedado na GLOBO.COM, que tal?) vai agradar a gregos e troianos. Os critérios são mais-que-subjetivos e a sensação de injustiça e perseguição vai sempre estar presente. Eu, por exemplo, acho que apenas a Mocidade Independente de Padre Miguel poderia descer no lugar do Império Serrano. Poderia, eu disse. Apesar de seu desfile fraquíssimo, esteve, ainda, melhor que a escola de Madureira. Falando em Madureira, estranha a colocação da Portela (em terceiro lugar), de meus queridos Cesar Tartaglia, Fernando Szegeri e José Sergio Rocha. Não poderia ter ficado na frente da Vila Isabel, que amargou a quarta colocação. Eu disse "amargou" pois somente a Vila Isabel poderia ter tirado o título do Salgueiro. Poderia, eu disse. O Salgueiro esteve melhor. E a Beija-Flor, campeã absoluta no quesito mulher (somente com a transmissão da TV BANDEIRANTES isso ficou evidente, falarei sobre isso mais à frente), deveria ter ficado em terceiro lugar, atrás da Vila. Nem vou me estender mais sobre os resultados porque - vocês sabem - isso é assunto interminável. No final das contas, eu concordei com os extremos da tabela: achei o Salgueiro de longe a melhor escola e o Império Serrano a pior. A meiúca, confusa. E ano que vem, estejamos todos certos, tudo-como-dantes-no-quartel-de-abrantes.
* a transmissão da TV GLOBO, uma vez mais, foi lamentável. Mas muuuuuito lamentável. Tem um troço que eu não entendo, francamente. Um dos momentos mais bacanas do desfile é o esquenta das escolas. É quando os puxadores cantam sambas com o intuito de emocionar os componentes, quando presidentes e diretores fazem discursos emocionadíssimos incendiando a escola e a platéia. Nós, pela TV, somos obrigados a ouvir as baboseiras insuportáveis ditas pelos apresentadores e repórteres da GLOBO. Cléber Machado e Glenda Kozlowski não disseram NADA que prestasse. NADA. E os repórteres, o tempo todo, atrapalharam a transmissão entrevistando os globais que se espalhavam pelas escolas. Um dos ápices foi quando Cléber Machado, diante da imagem da deslumbrante Viviane Araújo tocando tamborim diante da bateria do Salgueiro disse:
- Ô, Dudu Nobre, que tal a Viviane Araújo tocando pandeiro?
E o também insuportável Dudu Nobre:
- Meu compadre, o nome disso é tamborim.
Aliás, o time de comentaristas (Haroldo Costa, Maria Augusta, Dudu Nobre e Chico Spinoza) esteve abaixo da crítica. Elogiavam todo mundo, o tempo inteiro, achando tudo o máximo, um luxo, um isso, um aquilo, transformando a transmissão numa chatice insuportável.
* em compensação, a transmissão de ontem, do desfile das campeãs, feita pela TV BANDEIRANTES, foi impecável. Muita imagem e pouca fala, como deve ser. Câmaras focadas nas mulheres, que sem elas a gente não vive. Carros mostrados em detalhes. Nenhum efeito-babaca nas imagens, salvo os replays dos lances mais interessantes, geralmente de passistas que a TV GLOBO nem de longe mostrara. Um apresentador apenas (Datena) e um comentarista (Milton Cunha), ambos econômicos nas intervenções. BAND 10 X 0 GLOBO.
* no mais, Feliz 2009. O ano engrena amanhã, segunda-feira, até o próximo soluço, no próximo feriado.
10 pitacos:
Realmente foi muito triste o desfile da minha escola , a mais tradicional, a grande Império Serrano , mas assim mesmo , transmita ao Marcelo que continuo interessado em comprar a camisa tamanho GG .
Respeito a sua opinão, Edu, embora obviamente discorde - e radicalmente - dela (tanto sobre a visão sobre o desfile - talvez aí ainda mais - quanto sobre o que os jurados viram (viram?). Aliás, não apenas eu. E não apenas os imperianos. Basta dar uma olhada nos sites especalizados em carnaval e veremos que mesmo os torcedores da Mocidade apontam o assalto cometido pelos jurados. Não perdemos na Sapucaí, Edu. Perdemos fora dela. E antes mesmo de desfilar. E não se trata de paixão (at´q pq em 2007 o Império mereceu cair).
Quanto à Liesa, Edu, mais lamentável é saber que a Rede Globo renovou o contrato com eles até 2014. Isso sabendo que o contrato entre Prefeitura e Liesa termina este ano. E sem saber (ahahahaha) se a Liga ganharia a nova concessão.
Ainda (e por último): feiúra é subjetividade (eu, por exemplo, achei Mocidade, Mangueira e Viradouro horrendas). Absurdo é perder pontos em harmonia (quando a escola passou compacta e cantou o samba), bateria (disparada, a melhor do carnaval), enredo (claríssimo). Se o julgamento é técnico (como quem me fazer crer, e eu não crio), que seja julgue tecnicamente. Mas não é isso o que acontece. Como vc mesmo disse, deram um afago no Salgueiro este ano (título que a escola merecia desde "Candances". Ano que vem, volta a tudo como dantes...
Mais chope e menos vinho, ó Moutinho, mais calor e menos brumas montanhesas, meu mano teria uma visão menos obnubilada do que ocorreu na tropicalíssima Cidade Maravilhosa. Bola pretíssima. Aliás, eu gostaria muito de saber o que é um samba "acontecer na avenida". Se é fazer 60 mil pessoas enlouquecerem com a mais descarada marchinha-enredo entoada em setenta e tantos carnavais, como na vitória tijucana de 93, então eu realmente quero distância disso tudo.
SZEGERI, meus respeitos.
Edu, independentemente do que o Império fez (acho também que não foi um bom desfile ) não pode nunca ter sido pior que a Mocidade. A Mocidade fez o pior desfile de uma escola do especial na história do Carnaval, vai por mim.
beijo
Edu, meu caro, o rebaixamento do Império Serrano em 2009 nada teve a ver com carnaval - e é com isto, com a noção de impossibilidade absoluta [de que nenhuma qualidade resultaria], que não me conformo.
Mas vamos adiante; e faremos um 2010 imperiano.
Forte abraço!
Moutinho e Andreazza: manifestei minha solidariedade logo após a divulgação dos resultados, assim como manifestei minha torcida incondicional horas antes do desile (recebi a resposta atenciosa de vocês). Mas mantenho o que disse: achei o desfile do Império um erro. O da Mocidade? Também. Viradouro? Fraca. Mas como não conheço a técnica posso atribuir, talvez, à distância absurda entre minha expectativa e o que vi, a certeza que se abateu sobre mim depois do desfile.
Fernando José Szegeri (sigo respeitando seu desejo de ver seu nome publicado na íntegra): mais que chope e calor, querido, mais que vinho e bruma da montanha, eu quero é saúde.
Quanto ao samba "acontecer na avenida", nunca tive, não tenho e não terei jamais a pretensão de lhe ensinar qualquer coisa.
Sei que você sabe ao que me referi, como sei que você sabe que acho aquele samba - o tal ao qual você se refere - um horror. Mas que funcionou na avenida.
Da qual mantenho a mesma distância que você.
Simão: você entende mais de Carnaval que eu, razão pela qual acredito em você.
Postar um comentário