13.3.09

DO DOSADOR

* dia desses, provocado por um email que recebi de um jornalista amigo, anunciei aqui a novidade. Moacyr Luz inaugurou seu blog (não vou dizer de novo o endereço, eu já disse). Hoje recebo novo email de um macaco velho da imprensa brasileira, colega do primeiro jornalista a que me referi. Diz o cara, no tal email (editado): "Que lindo! Entrei hoje no blog do (...) Moa. (...). Tinha um monte de comentários bacanas (...) e, adivinha, ele só respondeu o de um certo Macao, que desconfio ser o Macalé. (...).". Espero, assim, ter satisfeito o apetite do macaco velho que manja de cumbuca (eis o meu segredo como mestre-cuca). E dado o recado;

* muito boas as pequenas confissões de antanho de meu queridíssimo Luiz Antonio Simas, de quem tenho saudade (eu e ele estamos trabalhando como candangos). Dia desses - eis a confissão antecipada que faço - imitá-lo-ei escancaradamente fazendo as minhas. Leiam aqui;

* em 20 de abril de 2007, abri o portão do meu canil e minha caixa de ferramentas, soltei a bicharada e empunhei a chave-inglesa pra cima dos bares-mentira que pululam pela cidade. Leiam aqui. Infelizmente o troço não se restringe ao Rio de Janeiro. Descobri um bar em Campinas, no distrito de Sousas, chamado BAR CASA RIO, que pretende ser carioquíssimo - é o que diz o site do estabelecimento. Vejam a apresentação: "Pela primeira vez um bar se dedica de corpo e alma para trazer à Campinas o espírito e a qualidade da tradicional noite carioca, com sua gastronomia, musicalidade e alegria. A Casa Rio - Bar & Restaurante abre um espaço de 490 m2 de pura “carioquice”, com direito às ondas da calçada de Copacabana no piso de mosaico português, painéis com as figuras humanas que ajudaram a pintar a aquarela de histórias e fatos do Rio de Janeiro, um cardápio cheio de delícias da “baixa gastronomia” de botequim, acompanhado de chopp ou cerveja gelada.". Bacana, né?;

* não, nada bacana. Atentem para um detalhe: "Não é permitida a entrada de pessoas usando bermuda, camiseta sem manga, chinelo, boné e chapéu.". Que tal? Tentei ontem, algumas vezes, obter dos sócios, que têm outros investimentos no mesmo ramo na cidade de Campinas (o que apenas corrobora o que digo há anos, que esses bares-mentira são uma mentira que visa apenas o lucro com o deslumbre da elite podendo se divertir sem se misturar) uma explicação para a proibição. Sem êxito. Com a palavra, meus queridos de São Paulo. Eu, daqui, de pé diante do balcão imaginário do BUTECO, digo que o dito bar pode ser qualquer coisa, mas NUNCA (com a ênfase szegeriana) carioca;

* há um painel de caricaturas de personagens cariocas em cima do balcão do "american bar" (pausa para uma golfada rápida) do lugar. Nele, avistei a figura de, dentre outros, Carlos Cachaça e Noel Rosa, ambos de chapéu. Seriam barrados, se vivos fossem (são, e já explico). Como creio em vida após a morte, os espíritos Carlos Moreira de Castro e Noel de Medeiros Rosa, se ainda estiverem por aí (ou por lá, como queiram), baixam noutro terreiro. Lá, com certeza, não.

* seu Osório me bateu um fio na segunda-feira, depois do programa chatíssimo do Galvão Bueno. Indignado com a babação de ovo pra cima do balofo corinthiano, indignado com os depoimentos dos presentes, disse o velho de Vila Isabel:

- Edu, meu filho... Sabe qual o próximo slogan da SKOL? A cerveja que desce Ronaldo.

Arrotou um de seus arrotos guturais e desligou.

* até o presente momento segui a máxima de não permitir à mão esquerda ver o que minha direita faz. Mas não posso ficar calado diante da ameaça do bardo sergipano José Sergio Rocha (leiam aqui). O cara esteve na minha casa umas duas ou três vezes pra ter aula prática de como conduzir um blog (numa delas estavam presentes Bruno Ribeiro, Cesar Tartaglia e Felipinho Cereal), me telefonou (sem sacanagem) centenas de vezes, nos mais variados horários, pra saber como fazer link disso, download daquilo, upload daquiloutro, torrou a paciência de uma estudante de design gráfico para fazer o logotipo do blog... e vem agora, quatro meses depois, anunciar que vai parar as máquinas?! Às favas, Zé Sergio! Toque o troço, toque o troço!

Até.

3 pitacos:

Bezerra disse...

Um sábio, o seu Osório!

Felipinho disse...

O Simão também estava nesse dia em que o nos torrou a paciência. Até o meu sobrinho foi testemunha, lembra? Pára não, .

Luiz Antonio Simas disse...

Zé Sergio Rocha, numa única tarde na Rua do Matoso, te ligou vinte e três vezes. Fui testemunha.

Beijo