Luiz Antonio Simas, vocês sabem, está passeando em merecidas férias pelo nordeste brasileiro (não há outro nordeste para ele). O passeio, feito (é evidente) na doce companhia de sua companheira, uma mulher cândida do alto da cabeça à sola dos sapatos, lhe custou um bom dinheiro. Mas o que eu quero precipuamente lhes contar é o seguinte: Luiz Antonio Simas gastou mais com ligações para o Rio de Janeiro do que com a viagem, passagem aérea, hospedagem e o diabo. Sua saudade dá – eu sei que dá – até dor de dentes, nevralgia, febre, o escambau. Vamos a exemplos práticos.
Estava eu, no domingo retrasado, na companhia de Felipinho Cereal (iríamos, mais tarde, ao jogo São Cristóvão e América), na feira da Vicente Licínio. Oito da manhã e canta meu celular. Na tela, a fotografia reluzente da careca do Simas:- E aí? Estão na feira?
Ao fundo, o muxoxo:
- Luiz Antonio, vamos ao Centro Histórico!
E ele:
- Já foram ao pastel do Bigode?
- Já, já!
- Compra um pra mim e despacha na esquina!
Desligamos.
Quarenta minutos depois, dá-se o mesmo:
- Já no Chico?
- Já, já!
A voz, ao fundo:
- Luiz Antonio, vamos, Luiz Antonio!
- Já pediram alguma coisa pra comer?
- Salaminho!
- Hummmmm... – e eu podia ver-lhe os beiços úmidos pedindo uma fatia.
Eis que passaram as semanas e o negócio continuou (só durante o jogo São Cristóvão e América foram – o quê?! – quatro, cinco ligações pra saber o placar!). Estamos agora a menos de 24 horas de sua chegada e os testemunhos são unânimes: Luiz Antonio Simas ligou dezenas, centenas de vezes para os amigos a fim de aplacar a saudade que fez de sua viagem uma duna de tristeza e um lençol de amargura (o ápice da viagem seria, dizia seu roteiro, a visita aos Lençóis Maranhenses, mas ele foi um homem carente da esquina da Pardal Mallet com Afonso Pena desde o instante do embarque, no Galeão).
Domingo, então, anuncia-se uma mesa de peso naquela sacrossanta esquina. Os ânimos estão exaltados, exaltadíssimos, e um leitor, a quem sequer conheço, parece que antevendo a gloriosa manhã de domingo na Tijuca, escreveu-me dizendo apenas “me chama, me chama, me chama”, como se fosse um Lobão por e-mail. Ora, vá plantar batatas (e peço perdão a vocês, meus poucos mas fiéis leitores, mas era preciso o desabafo público, eis que não me dei ao trabalho de responder à mensagem do inconveniente)!!!!!
Antes de terminar, duas palavrinhas.
Duas, não. Três, três.
Quatro, quatro! Anotem aí:
01) assisti ontem, com uma tremenda vontade de estar lá, ao jogo entre Palmeiras e Fluminense debaixo de um toró tremendo (escrevi toró e lembrei-me, triste, do jogador do meu Flamengo, que sequer chuvisca). Fui palestrino da cabeça aos pés e gostei de ver mais uma vez o Fluminense perdendo, comandado pelo histérico Renato Gaúcho (uma espécie de Heloísa Helena do futebol);
02) vou ao Maracanã hoje apenas e tão-somente para gritar, até ficar rouco, o nome de Andrade, um rubro-negro maiúsculo. A diretoria do Flamengo, empenhada, como sempre, em afundar o mais querido, quer trazer o Geninho (parece) para dirigir a equipe. Lamentável;
03) sexta-feira que vem, dia 07 de agosto, o PSOL retoma suas atividades de sexta-feira no Buraco do Lume. Eles estão de recesso. Nós, não;
04) recomendo, vivamente, o vídeo exposto pelo Andreazza, presença confirmada na mesa de domingo, em seu TRIBUNEIROS (aqui).
Era isso.
Até.
9 pitacos:
Como faz falta o Luiz Antônio Simas. A Tijuca sem ele fica diferente e os bares perdem a graça. Que estas 24 horas corram que nem uma lebre para que nosso querido amigo volte logo para seu amado bairro.
Saudades, Simão!
Troço bonito a amizade de vocês! Parabéns.
Estou confirmado no domingo, e chegarei cedo. Anseio pela "Mesa"!
Simão,
Tapete vermelho separado, meu velho, seja mais que bem-vindo.
Andreazza,
O compromisso que eu teria foi desmarcado, o que me obrigará àquela "madrugada" na Mesa, por volta das 10h - será que você consegue chegar por volta disso, umas dez e meia?
Saravá!
Não fui convidado para a domingueira, mas mesmo assim aviso que não vou. Como não vou ao Maracanã hoje. Motivos óbvios.
O Simas deveria comprar um nextel...
Beijos!
Grande Fraga, prometo que farei de tudo para chegar [no máximo] às 11h - ok?
Devia ser recebido pela Orquestra Tabajara e uma queima de fogos!
edu, "heloisa helena do futebol" é na lata! na lata!
valeu!
caíque.
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