21.7.09

PINGOS NO IS

Vejam bem, meus poucos mas fiéis leitores, que o troço por aqui anda fervendo. Anda fervendo e tem gente que está perdendo a linha, o prumo, o rumo e é preciso que eu, dono do pedaço (o único no qual apito), diga uma meia-dúzia de palavras ao menos para que fique consignado (estou advogadíssimo hoje) o que é a verdade que me vai na alma. Não será possível, em razão do tempo, já que parto em brevíssimo para Armação dos Búzios a trabalho, pôr pingo em todos os "is" como eu gostaria. Mas vamos lá.

Escrevi o texto LÊNIN VAI AO SAMBA, um tremendo sucesso (recorde de e-mails recebidos por este que vos escreve), leiam aqui, e um leitor, Carlos Renato, a quem não conheço (o que dá ainda mais autenticidade à minha resposta), errou feio na mão quando criticou, de forma deselegante (pra dizer o mínimo), a Cristina. Citada na crônica dentro de um contexto que não convém explicar, a Cristina merece todo meu respeito, razão pela qual falei grosso quando respondi ao leitor.

Não fosse assim e eu não teria rasgado elogios a ela e ao grupo que a acompanha mais recentemente, leiam aqui, aqui e aqui.

Mas neguinho não entende nada, não tem senso de humor, e dá-se a confusão que resulta, por exemplo, no infeliz comentário a que me referi anteriormente.

Vamos ao PSOL.

Um ativista (mais de um, mais de um) tem dito por aí que eu não presto. E por que? Apenas porque o PSOL passou a ser alvo de minhas histórias, alvo de minhas críticas (tão bem humoradas quanto, na visão estrábica dos ativistas do PSOL, a exposição do presidente do Senado com orelhas de Mickey no Buraco do Lume), só por isso. Falta-lhe o humor e sobra, vê-se, a raiva odiosa (de propósito, de propósito) que tanto caracteriza o PSOL.

E vamos, por fim, à Portela.

Recebi um telefonema, na noite de domingo, de um portelense tão histórico e tão antigo quanto a águia. Disse-me ele, sério, comendo um ovo cozido (eu ouvi, pelo telefone, o som da casquinha do ovo sendo retirada):

- Edu, não fique falando mal do Picolino e do Colombo, pô! Eles são históricos portelenses!

Eu faço a pergunta em alto e bom som: e eu falei mal deles?!

Como diria Leonel de Moura Brizola... francamente!

É como diz, sabiamente, como sempre, o homem da barba amazônica: quando você precisa explicar a piada, é preferível o silêncio.

Até.

12 pitacos:

José Sergio Rocha disse...

Picolino eram águias da Portela e águias de Haia!!! Não mexam com ele e nem com o Colombo, caso contrário não respondo por meus atos, portos e aramis!!!

Olga disse...

Edu, como você já confessou uma vez por aqui, o seu problema é com a pontuação. Algumas pessoas só entendem com o "ponto de ironia"...

pnathan disse...

Puxa, confesso que quando li aquele texto (sobre o Lênin) pensei que sua briga fosse com o pessoal do Terreiro Grande. Bom saber que não.

Descobri esse blog já faz um tempo, a partir do botequim do bruno, ao qual também cheguei por acaso. Desde então sigo acompanhando ambos.

Parabéns pelos textos,
Abraço,
Pedro Nathan.

Rodrigo Pian disse...

Raymundo Faoro já dizia que a ironia não é mais frequentada com o desembaraço de outrora.

Coisa triste essa de ter que explicar a piada.

Alessandro de Oliveira Campos disse...

Falta de senso de humor é mais que lamentavél. Particularmente penso que em parte se deve ao fato da maioria das pessoas se levarem muito a sério. O humor tem isso de te autorizar a rir de tudo, desde que seja capaz de rir de si mesmo primeiro. Parece-me que o Buteco aqui é capaz disso. Vejamos. Eu sou psicólogo, não tenho consultório e nem pretendo ter, mas atuo na saúde pública, penso numa pratica comprometida para a transformação social e não acho que toda psicologia é elitizada. Edu, acredite, existem sim alguns profissionais bem competentes e éticos. Pelo que me recordo o Sr , dono do buteco andou "difamando" e "ironizando" alguns de meus caros colegas por aqui, particularmente os psicanalistas. Não vi nenhuma necessidade em sair em defesa deles. E continuo não vendo. Primeiro porque concordo com muitas das críticas que você faz, depois que está lá o humor tão necessário para uma vida menos pesada, um olhar menos arrogante. Parabéns mesmo! Dito isso, me retiro. abraços meu caro e boa sorte por aí.

Eduardo Goldenberg disse...

Zé Sergio: não entendi o "Picolino eram (...)". Eram quantos?

Olga: algumas pessoas?! Só as pessoas do PSOL, vá por mim. Beijo.

pnathan: e eu vou brigar com os caras por que, rapaz? Eles fazem um grande samba... O negócio funciona assim, ó: a ala radical do PSOL implica, encasqueta com um texto e dá de inventar inimizades que não são minhas. Sacou? Abraço.

Pian: triste mesmo é ser cupincha do Paes, não? (me contaram, me contaram, não sei de nada) Abraço.

Alessandro de Oliveira Campos: tremendo nome de psicanalista, hein?! Abração, seja bem chegado!

José Sergio Rocha disse...

Digitação, mizifio, digitação. Esqueci de colocar o Colombo na caravela da concordância. Os dois fizeram um negócio monumental, assim ó: "Minha Portela querida/ és razão da minha própria vida/ Se algum dia eu me separar de ti/ Muito vou sentir/ Portela tudo em ti é glória/ Na derrota ou mesmo na vitória/ Tens o teu nome guardado em ouro nos anais/ através dos carnavais/ Laiá laiá laiá laralaiá ...". FENOMENAIS! E só lembram desse sambaço por causa do Noca!!!

Eduardo Goldenberg disse...

É, Zé Sergio: o único que não esquece Colombo é o velho da porta, sassaricando. Abraço.

José Sergio Rocha disse...

É um assombro!

caíque disse...

putz, edu... explicar a piada é pior do que ter que soletrar palavrão, né não? neguim sem senso de humor devia mais é ficar vendo televisão,fala sério...

Claudio Renato disse...

Me esculhambar, tudo bem, mas errar meu nome?

Cláudio Renato

Claudio Renato disse...

Rapaz, você falou grosso comigo??

Pensei até que você tinha afinado..

Perdão, mas preciso aproveitar esse espaço tão privilegiado...

Zé Sèrgio, eu não te esqueço!

Beijo!

Leiam www.passavantecr.blogspot.com