22.9.09

O PROCESSO

Conforme lhes contei aqui, por conta da publicação desse texto aqui, eu fui processado, pela primeira vez, por conta do que escrevo aqui no BUTECO. Vou lhes contar como deu-se o troço com a precisão que me acompanha como sombra, do início ao fim.

Chego em casa um certo dia, do trabalho, e o porteiro, cheio de dedos, entrega-me uma correspondência. Abro e dou de cara com uma intimação para comparecer em determinada data perante um dos Juizados Especiais Criminais do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Eu figurava como réu do processo de número 2009.001.077847-7. A vítima? Fabrício Campos Longo da Silva. Nunca vi o sujeito na vida – quero frisar o que já havia dito por ocasião da publicação do texto JOTA PERNICIOSO (link acima). A princípio não liguei o nome à nada nem a ninguém capaz de me fazer sentir autor de crime algum. Mas uma rápida pesquisa me fez entender o imbróglio.

Lendo o texto a que me refiro o Sr. Longo da Silva sentiu-se – disse ele em suas razões - ofendido. Ele, que em seu blog (que passei a ler, esporadicamente, depois de receber a intimação) destila ódio e preconceito, sentiu-se ofendido. Sentindo-se ofendido, procurou um advogado e a Justiça. Nada mais justo, certo? Errado. Vamos aos fatos. Antes, porém, fiquem com algumas palavras escritas pelo próprio, colhidas que foram pela minha querida Mariane, de Campinas. Leiam e vejam quem é o preconceituoso (e concupiscente, atenção para o que vai sublinhado), e vejam como torcer os fatos é uma coisa relativamente simples:

Em 03 de julho de 2008:

“Pois é, fiquei um tempo sem postar, por preguiça, depressão, expectativas, filmes... Mas a minha felicidade pela vitória da LDU sobre o Fluminense me fez vir escrever. Afinal, se eu cobiço cada centavo que aquelas milhares de pessoas gastam para ir ao Maracanã, fico muito feliz que dessa vez essa turba tenha gastado o dinheiro à tôa. Vejam, eu sei que meus leitores vão me achar (ou vão perceber... vai que é verdade...) uma pessoa amarga, mas eu realmente não consigo ser tolerante, e passou a fase em que eu podia ser convencido de que só por ser gay tenho que ser liberal e não ter preconceitos... enfim, eu ODEIO futebol e principalmente o destaque que dão para ele. Acho um INSULTO que falem em Futebol nos jornais, como se isso fosse um assunto relevante, e que os jogos sejam exibidos na TV aberta. Enfim, muito falou-se sobre a nova lei contra bêbados que dirigem (e que eu adorei...), mas eu REALMENTE desejo uma lei que proiba a exibição e a menção de Futebol em público. Quer ver? Vai lá, ué... por que eu tenho que participar disso? Meu SONHO DOURADO é que o Brasil não se qualifique para alguma COPA. Queria muito ver o que povo ia fazer...

Em 11 de julho de 2008:

“Então, realmente, eu devia ter ficado quieto para evitar conflito... mas futebol? Cara, custava não passar na TV aberta? Olha que lindo seria, se o Zé Povinho ligasse sua TV e pudesse ver jogos o dia todo, sem encurtar a novela de ninguém, e eu assistindo a Paris no E!. Lindo. E o que eu não engulo mesmo é Futebol ser notícia. Aí, está a Fátima Bernardes, toda mulherzinha, falando toda séria de quando os policiais resolvem executar crianças, e quando o assunto acaba ela tem que mudar de câmera e dizer que é a final da taça sei lá o que, e que a esperança do Flamengo é um ex-pé-rapado, para sempre favelado, que em breve vai jogar na Europa. POUPE-ME.”

Em 13 de agosto de 2009:

“Pois é... nem bem eu reclamei do atraso no meu trabalho e ele aconteceu. Daqui a nove horas começo o meu primeiro dia como um trabalhador de verdade, e as coisas ainda terminaram melhor do que o esperado, e trabalharei num escritório aqui perto de casa, ao invés de perder o dia inteiro numa condução indo falar com pob... digo, com pessoas simples que são beneficiárias de esmo... programas de auxílio do governo e moram em fav... comunidades afastadas.”

Procurei, de imediato, meu amigo, meu colega, o brilhante advogado Andre Perecmanis (que concedeu entrevista para o BUTECO aqui), especialista em Direito Criminal. Eu, advogado, ainda que trabalhasse com Direito Criminal, não deixaria de procurá-lo. Em casa de ferreiro, espeto é de pau – creio firmemente nisso.

Andre explicou-me cuidadosamente os detalhes da coisa. E mandou-me ficar tranqüilíssimo – e devo dizer que JAMAIS (com a ênfase szegeriana) perdi a tranqüilidade. Em primeiro lugar porque não temo a Justiça. E em segundo lugar porque não ofendi ninguém. E desconfiei, na hora, dos verdadeiros objetivos da vítima (o que vim a confirmar mais tarde).

Teríamos, semanas depois, uma audiência de conciliação, prevista na lei que criou os Juizados Especiais, quando o conciliador (no caso foi uma conciliadora) proporia um acordo qualquer capaz de fazer cessar a sanha persecutória da vítima.

Chega o dia. Como sempre, estava eu no prédio do Tribunal de Justiça (é onde passo grande parte de meus dias). Encontrei-me com o Andre minutos antes e partimos para a sala de audiências, para onde fomos chamados sem nenhum atraso. Diante de nós, a vítima e seu advogado.

- Alguma proposta de acordo?

Eu, conforme o combinado (para evitar, como dizer?, que eu extrapolasse), mudo como um boneco. O Andre disse que não.

Daí a conciliadora dirigiu-se à vítima:

- Há algo que possa ser feito para encerrarmos por aqui?

A vítima e seu advogado passaram a cochichar.

A conciliadora seguiu dizendo:

- O senhor gostaria que ele retirasse o texto que o senhor alega conter a ofensa? O senhor gostaria que ele escrevesse alguma coisa, publicasse alguma coisa, o senhor gostaria que ele lhe pedisse desculpas, alguma coisa nesse sentido?

Seguiram cochichando, os dois.

Eis que ele ergue a cabeça.

- Eu quero catorze mil reais! Ele me ofendeu! Me prejudicou! Quero catorze mil reais para compensar os prejuízos materiais e morais que eu sofri!

Eu, mudo.

O Andre fez que não com a cabeça.

A conciliadora arqueou as sobrancelhas:

- Catorze mil reais?

E ele, fazendo do queixo uma quilha em minha direção:

- Quero! Quero! Quero catorze mil reais.

Deu-se por encerrada a audiência.

Lembrei-me, na hora, do que havia lido dias antes, no tal blog:

“Ai gente, será que agora que premiaram um viado assumidamente manipulador eu tenho chances de ganhar o BBB? Preciso tanto de uma grana... um milhão ia bem, héin.”

Foi prolatada sentença pondo por terra sua espúria pretensão. A queixa-crime foi rejeitada pela Juíza após parecer do Ministério Público nesse sentido, e não foi dessa vez que a vítima conseguiu a grana que queria.

Eis aí o que me assombra: ele – e ninguém além dele – diz, publicamente, que é “viado” (o termo, repito, foi usado por ele, e eu não tenho rigorosamente nada contra quem é "viado", pra valer-me do termo deselegante usado por ele mesmo). Ele – e ninguém além dele – diz que precisa muito, com sofreguidão, de muito dinheiro (também não tenho nada contra quem faz do dinheiro, religião).

Eu, que apenas repudiei, com veemência, a publicação em jornal de grande circulação de uma matéria que considerei pífia (pelas razões que lá expus), tive de assistir, lamentando profundamente ter verificado o fato, o sujeito fazendo da Justiça um trampolim para seus objetivos, em aguda oposição ao que deve ser o que é justo, na mais perfeita acepção da palavra.

Vejam lá, meus poucos mas fiéis leitores, o que é que vocês vão comentar. Eu, além de não me responsabilizar pelo que vocês dizem, e vão dizer, faço o alerta: dependendo do que vocês disserem, o Sr. Longo da Silva irá, novamente, ao Tribunal como quem vai ao caixa eletrônico dos bancos.

A ele, que seguramente lerá o que escrevo, meu abraço.

Eu devia, há tempos, a todos os meus poucos mas fiéis leitores, uma satisfação sobre o ocorrido.

Até.

28 comentários:

Daniel A. de Andrade disse...

Que situação absurda. A "proposta" de acordo diz tudo.

Grande abraço,

Daniel A.

Bruno Ribeiro disse...

Entrei no blog do colecionador de Barbies. Achei isto aqui o máximo:

"E não é que de novo eu sou julgado? Justo eu, que agora contribuo tão ativamente para a desenvolvimento social e a erradicação da miséria no país?"

Fabrício Longo para Presidente!

Blog do Ernestão disse...

Pois é...

Trampar duro que é bom nada né ?

Oportunismo puro, de quem fala o que quer e não escuta o que não quer...

Lógico que estes pseudo-espertalhões "NÃO PASSARÃO".

Abraço

Ernesto

Eduardo Goldenberg disse...

Daniel: pra você ver, rapaz... As propostas da conciliadora, todas elas aceitáveis e bastante plausíveis, não satisfizeram o Fabrício. Ele queria, mesmo, era dinheiro. Impressionante, não?

Brunão: sem comentários, né? Beijo!

Ernesto: não sei se o Fabrício trabalha, se trabalha duro ou não, com o quê trabalha, nada disso. Ficou claro, apenas, diante do que me foi dito durante a audiência, que o que ele queria, mesmo, não era reparação ou retratação, mas apenas dinheiro. Aquele abraço.

Bezerra disse...

Triste. Apenas isso.

Vanessa Dantas disse...

Edu: ainda que eu me esforce, não consigo imaginá-lo "mudo como um boneco".

Lamentável a tamanha perda de tempo da Justiça provocada pelo Sr. Longo.


Beijo.

Eduardo Goldenberg disse...

Bezerra: é triste e deprimente até, meu caro. Forte abraço.

Vanessa: mas eu fiquei, acredite. Seguindo recomendações do Andre, da mamãe, de quem bem me conhece. Foi melhor assim. Ou não foi? Beijo.

Diego Moreira disse...

Não dava pra você pedir uns danos materiais pelo tempo de trabalho perdido numa audiência tão descabida como essa? Existe lei pra isso?

Sério, eu fiquei puto por você.

Abraço.

Eduardo Goldenberg disse...

Diego: você já imaginou se todo mundo que fosse acionado na Justiça, e ganhasse, ainda que numa ação tola como essa, pudesse acionar de volta?

(estou falando como o mais leigo dos leigos para ser mais claro...)

No meu caso, ainda menos.

Não perdi tempo algum. Vivo no Tribunal de Justiça, como o Andre, e foi apenas mais uma audiência para nós.

E valeu para que eu pudesse conhecer, mais de perto, gente como ele, sabe? Há aos montes.

Fazem parte do que se chama de "indústria do dano moral" ou "vitimismo".

Não fique puto.

De toda sorte, obrigado, mais uma vez.

Um forte abraço.

Paulo Rogerio disse...

triste pessoa hein Edu ...

Obrigado por voltar com os passeios... serão meus futuros fds primaveris

Eduardo Goldenberg disse...

Bom proveito, Paulo! Quanto a ele, não sei se é uma pessoa triste. Triste, mesmo, é o que ele fez, como conduziu a coisa toda. Um abraço.

Olga disse...

Misericórdia, longo mesmo é o preconceito do rapaz.

Como pode uma pessoa que, provavelmente, sofreu com a intolerância e discriminação ter uma visão tão pequena da vida.
Ainda bem que a justiça sacou a artimanha.

Eduardo Goldenberg disse...

Pois é, Olga, pois é... O Fabrício destila ódio contra os pobres, destila ódio (como pode, hein?!) contra o futebol e conseqüentemente contra o povo brasileiro, que vê na Copa do Mundo (seu sonho é ver o Brasil fora de uma Copa do Mundo...) a redenção (às favas o academicismo!) da pátria de chuteiras, destila ódio contra as religiões e os religiosos (a quem chama, com freqüência, de ignorantes), até contra os judeus o rapaz já vociferou. Como pode, não é mesmo? Beijo!

Daniel Banho disse...

"Acho um INSULTO que falem em Futebol nos jornais, como se isso fosse um assunto relevante, e que os jogos sejam exibidos na TV aberta."
Esse é o mesmo sujeito que passa horas em grupos de discussão sobre a Barbie?
Parei.

Bruno Ribeiro disse...

Ah, cabe salientar ainda a sanha autoritária do rapaz, que realmente (o grifo é dele) deseja "uma lei que proíba a exibição pública de jogos de futebol". É esse o tipo de gente que depois se diz vítima de preconceito quando é criticada. Imagina um sujeito como ele exercendo um cargo de poder? Lamentável.

Marcus disse...

Defendo uma lei que proíba exibir a Barbie publicamente

Rodrigo Nonno disse...

Opa, caro Edu!
Só venho mesmo engrossar o coro contra essa tentativa ridícula de ganhar uma grana na moleza. O ocorrido mostra o lado obscuro de alguns seres humanos, mas ainda bem que – acredito piamente nisto – a Justiça pode tardar, mas não falha.
Estou contigo!

Mariane disse...

Olá Edu! Sr. Longo diz que encerrou o blog. Não sei porquê, afinal, como eu conseguirei viver sem ler coisas tão interessantes e construtivas? Deus, vou morrer!!! Beijos

Claudio Renato disse...

O sonho do sujeito é acabar com o futebol, exterminar as favelas e ser flagrado pelos papparazzi do Ego, aquele outro lá do Leblon...

É possível que isso aconteça..É bem possível...

Marcelo Peixoto disse...

Que papelão se prestou o advogado do Sr. Longo, hein! Eu sairia da audiência com vergonha.
Interesante a fixação certeira pelo valor, 14 mil, 14 mil!

Abraço, Edú!

ana disse...

Só gostaria de salientar que:
As pessoas têm o direito de escrever o que bem entenderem, como adequado, em seus blogs PESSOAIS. Desde que isto não invada o direito alheio. Afinal, o direito de um, termina onde começa o do outro. Questão de bom senso.

Até onde sei, era o rapaz colecionador que nunca tinha ouvido falar de sua pessoa, até o senhor postar suas ofensas contra ele e os demais colaboradores da referida coluna do jornal O GLOBO. Jornal que se o senhor tanto desgosta e desaprova, nem deveria mais ler. Seria masoquismo?

O senhor não é obrigado a gostar de O GLOBO, da coluna “GENTE BOA”, de (homens) colecionadores de bonecas, de “personal friends”, de homossexuais, de Fabrico Longo ou do que quer que seja; porém, tem o dever de respeitá-los.

Preconceitos todos nós temos. Hipócritas são os que os negam, colocando-se como pilares da moral e dos bons costumes, e destilando em pequenos gestos do dia-a-dia o que realmente sentem. O verdadeiro desafio diário para TODOS nós é o de não agredir e, como disse Jesus Cristo, amar ao próximo como a si mesmo.

Já tive a oportunidade de ler aqui em seu blog críticas que apesar de partirem de alguma manchete, ou notícia-isoladamente- conseguiram manter o foco sempre no contexto geral ,enfatizando o quanto as nossas publicações periódicas tem realmente baixado de qualidade com o passar dos anos. Opinião esta que compartilho. Neste caso em especial, ao citar o nome completo do rapaz (atitude que tem se repetido em publicações posteriores) e demonstrar apoio a comentários pejorativos (e que nada mais aparentavam ter haver com a crítica à coluna citada, e sim ao fato do rapaz expor seu “amor” pela referida boneca.) de seus “amigos”, sua opinião (a qual você tem o direito) passou a ser direta a Fabrício Longo.

Acredito que seja uma pessoa com boa cultura e alguma experiência de vida, para crer que chamar um indivíduo ( seja ele quem for) de DOENTE MAIÚSCULO e BOIOLA DAS BONECAS não seja necessariamente um elogio. Se assim for, creio que o senhor não se ofenderia de ser chamado gratuitamente pelos mesmos “adjetivos”.

Sou colecionadora de brinquedos e sei que algumas bonecas Barbie podem alcançar até o valor de R$ 10.000,00 em exemplares mais raros. O que me faz crer que o rapaz não estava exatamente interessado em conseguir dinheiro a todo custo, já que mantém uma coleção deste valor, apenas deve ter raciocinado como muitos de nós às vezes fazemos, imaginando que para determinadas pessoas (não que este seja, ou não, o seu caso. Não sou juíza para julgar) a consciência apenas é tocada quando dói no próprio bolso.

Sou totalmente a favor do não conflito, acho que se todos nós exercitássemos a respiração profunda, utilizássemos nosso tempo útil em solucionar os próprios problemas (que sempre temos), e fizéssemos o exercício de nos colocarmos no lugar do próximo, este mundo seria um lugar melhor para se viver. E TODOS seriam melhores pessoas.
Toda a ação leva a uma reação.
Fique com Deus

Eduardo Goldenberg disse...

Ana: vou me dar ao trabalho de respondê-la, por respeito:

01) Invadir o direito alheio é defender uma lei que proíba a transmissão de futebol pela TV; é dizer que qualquer pessoa que nutra sentimento religioso é ignorante. É chamar alguém de "difamador cibernético" e fazer de um processo judicial mera satisfação de caprichos. Leia aqui;

02) saiba que a Justiça não considerou ofensa o que escrevi sobre a pífia matéria da coluna GENTE BOA. Portanto, não repita isso. Quanto a ler o jornal, leio o que quero. Até o que não gosto e desaprovo. Como uma forma de dar coerência às minhas escolhas e possibilidade de apontar, para quem me lê, hoje mais de 500 pessoas/dia (inclusive a senhora, obrigado!), o lixo em que se transformou nossa imprensa;

03) não suporto o jornal a que a senhora se refere, a coluna a que a senhora se refere, não tenho nada contra homens que colecionam bonecas (embora seja direito meu achar isso um troço estranho), acho que os "personal friends" podem ser úteis pra gente sozinha (embora considere a existência da "profissão" uma prova da falência da civilização ocidental), não admito que a senhora repita que eu não gosto de homossexuais e não tenho nada a dizer sobre o sr. Longo, a quem conheci por ocasião da audiência provocada por ele mesmo, que ingressou com queixa-crime contra mim;

04) também sou cristão e devo ser considerado, pelo sr. Longo, assim como a senhora também, um ignorante. Hipócrita é quem não dá nome ao preconceito que tem. Quando tenho que dizer alguma coisa, eu digo. Dou - como se diz por aí - nome aos bois. Não fico me valendo de subterfúgios e de um suposto sarcasmo que não tem nada de cáustico - é bobo, apenas. E covarde;

05) a senhora está enganada. NUNCA - com a ênfase szegeriana - apoiei qualquer comentário pejorativo. Nunca. Inclusive alerto quem me lê, e que comenta aqui no blog, que não me responsabilizado por nada que não seja dito, escrito ou assinado por mim. Quanto ao nome do sr. Longo, só o citei duas vezes. Por ocasião da nota no jornal e agora, quando dei uma satisfação a quem me lê sobre o processo judicial que foi distribuído contra mim;

06) não foi um elogio. Mas já passou. Foi há muito tempo. E o sr. Longo, que poderia ter requerido - como lhe foi sugerido pela conciliadora - a retirada do texto ou das expressões que o incomodaram, preferiu o dinheiro;

07) quem, com freqüência - há leitores que me mandam, sempre, as pérolas lançadas pelo sr. Longo em seu blog (cujo fim foi anunciado ontem, e parece que ele já voltou atrás) - diz que é "pobre", quem diz o tempo inteiro que quer muito dinheiro pra comprar mais boencas é ele - não sou eu. Razão pela qual sua postura, no dia da audiência de conciliação, guardou - foi o que me pareceu - aguda semelhança com o que já disse: o que ele queria, mesmo, era dinheiro. Aquele que precisa sentir no bolso para ter a consciência desperta, Ana, é um sem-consciência. É o que eu penso;

08) Quem buscou o conflito, quem foi à Justiça, quem correu atrás do enfrentamento, Ana, não fui eu. Foi ele. Meu e-mail está disponível no blog para quem quiser me escrever. O sr. Longo não buscou a conciliação. Não mandou-me um único e-mail dizendo qualquer coisa, pedindo uma reparação, um direito de resposta que fosse - nada. Nem quando lhe foi oferecida essa oportunidade diante da conciliadora no Juizado Criminal em que correu a ação. O que ele queria, mesmo, e sou capaz de lhe ouvir, de novo, a voz, foi:

- Quero! Quero! Quero catorze mil reais.

Obrigado, Ana, por sua exposição. Fique com Deus a senhora também. E me perdoe se me alonguei demais.

Eduardo Goldenberg disse...

Ah, sim, Ana, atente para o texto (já retirado do blog do sr. Longo):

"E nesta segunda, tive a primeira audiência no processo que estou movendo contra o meu difamador cibernético, mas achei uma droga. Esse assunto é bastante estressante para mim, eu revivo várias coisas negativas, então não me sinto bem com isso... mas, vamos seguir, né? É dor de cabeça para mim, mas mesmo que não dê em nada, o simples fato de ele ter que ir lá no fórum já é um conforto."

Note que o mesmo desconforto que me dá ir ao Fórum, como ele tolamente diz (o que faz um advogado, hein?!), é o que ele sente ao ser convidado para uma exposição de bonecas.

Onde a lógica disso tudo?

Tsc.

Aquele abraço.

Daniel A. de Andrade disse...

Ana, um dia, talvez você compreenda que respeito se tem por quem demonstra, em suas atitudes, ter e merecer respeito. É simples.

Entendo que você tenha tomado as dores (de cotovelo) de seu amigo colecionador de bonecas, mas assim como ele se concede o direito (é um direito e não dever – são coisas distintas e na escola se aprende) de não respeitar quem gosta de futebol, como demonstrou em seus escritos, há quem possa ter o direito de não respeitar um sujeito que goste de colecionar bonequinhas da Barbie.

Agora, convenhamos: seu amigo pode ser rico em Barbies, mas, de todo resto, é paupérrimo.

Daniel A.

Marcogarga disse...

Eu não acredito, se depender desse ser humano, o caderno de esportes vira caderno de bonecas.

Abraços,

Marcos

NADJA GROSSO disse...

A felicidade exige valentia.
“Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas, não esquece de que sua vida não e a maior empresa do mundo, e pode evitar que ela vá à falência”.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar
um autor da própria historia.
Ao atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um Oásis no recôndito da sua alma.
Ao agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
Ao saber falar de si mesmo.
Ao ter coragem para ouvir um “não”.
Ao ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
“Guarde todas, um dia você constrói um castelo...”

Para você meu amigo querido as palavras escritas por Fernando Pessoa

"GENIO" disse...

Edu,
Revendo notícias relacionadas com o assunto descobri matéria (não sei qual a utilidade, mas...) no portal G1, publicado em 09/03/2009, com o título: 'Barbiemaníacos' comemoram os 50 anos da boneca."
Transcrevo trechos da mesma: "... O ator carioca Fabrício Campos Longo foi além - demonstrou seu amor tatuando o famoso logo e a assinatura da boneca...."
"... "Nasci para isso. A Barbie é a única coisa que eu tenho vontade de ter mais e mais sempre", garante o ator, que tatuou no lado direito do quadril o logo e a assinatura universal que aparece nas caixas da boneca.
..."
Link da matéria completa aqui

Abçs

Luiz Souza disse...

Quatorze mil lascas?!

Eu, que ganhei a fatura dum cartão de crédito frio para pagar - sob pena de ser protestado - pedi dezenove.

Gu-lo-so!

Luiz.