7.10.09

DO DOSADOR

* Há tempos que eu não falo nele, Fernando José Szegeri. Meu irmão paulista, nascido já com barba densa e usando óculos, já funcionário público denodado e já palmeirense de carteirinha - e com três filhotes a segui-lo pela casa - foi de quem lembrei, na segunda-feira, e lhes conto o por quê. Aliás, preciso me corrigir. Eu, proprietário e usuário de um aparelho NEXTEL, lembro-me de Fernando José Szegeri com frequência. Tomo o ônibus, vejo uma pequena interessante, e eu o chamo pelo rádio. Fecha o tempo, começa a ventania, lá vou eu dar a ele a notícia meteorológica. Publica uma sentença de meu interesse, coleciono mais um êxito na carreira, e ele é imediatamente intimado. Cruzo com uma adúltera na praça, tomo um susto e, refeito, faço a fofoca interestadual. Vamos ao fato de segunda-feira. Estou descendo a J. Carlos, no Jardim Botânico, saindo do Juizado Especial Cível de lá, atravesso a Jardim Botânico e encontro Leo Boechat, pai da pequena Helena, minha mais nova afilhada - paixão derramada confessa - do outro lado da rua. Ele acena. E acena apontando o indicador em direção ao BAR REBOUÇAS. Em questão de segundos estamos dividindo uma garrafa de Antarctica (apenas uma, que fique claro), de pé no balcão. Mais alguns segundos e o Leo me cutuca. E sorri. É um palmeirense, mais um - mais um! - desfilando com sua camisa palestrina, dando ainda mais força à tese empírica que defendo: o Palmeiras é um fenômeno no Rio de Janeiro. De longe, de longe, a maior torcida que há na cidade dentre os clubes paulistas. Vocês têm dúvida? Leiam aqui, aqui, aqui e aqui. Aposto minhas fichas, que lanço no balcão: o Palmeiras será o campeão brasileiro de 2009;

* falei em futebol e quero lhes dizer que acreditava (no fundo, no fundo, acredito ainda) na possibilidade do Flamengo chegar ao chamado G4. Isso com o Adriano jogando. Com Dênis Marques, que vem tendo atuações entre o bisonho e o incompetente, fica difícil, infinitamente mais difícil;

* ainda futebol. O Fluminense, me parece óbvio, voltará à segunda divisão. O que será, convenhamos, resultado de uma trapalhada cuja responsabilidade deve recair sobre a diretoria do clube das Laranjeiras. Assisti ao Fla x Flu de domingo passado na companhia do tricoloríssimo Vidal, no ESTUDANTIL, que tem a maior TV de plasma da cidade. Senti pena do meu doce amigo. Riu, gargalhou, bateu os pés no chão como um insano a cada lance de seu time. Tive dó, confesso;

* e o Botafogo, de meus queridos Luiz Antonio Simas, Carlos Alves, Marechal? Com apenas uma vitória a mais do que o Fluminense, mas em posição menos desconfortável na tabela, sapecou um três a um no Goiás (correção feita p.s. depois do comentário de Bruno Ribeiro), no Serra Dourada, quando todos davam a derrota como certa. Coisas, meus poucos mas fiéis leitores, que só acontecem com o Botafogo;

* volta a valer a regra que permite fumar em recintos fechados, no Rio de Janeiro, desde que em áreas destinadas aos fumantes. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio julgou, na sessão de ontem, inconstitucional o Decreto Municipal nº 29.284/2008, que proibia o fumo em locais fechados na cidade do Rio de Janeiro. Por unanimidade, os desembargadores decidiram acolher a Ação Direta de Inconstitucionalidade da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares. Ótima notícia. São Paulo não é aqui. Vai ser uma boa maneira de sabermos quem é o dono de bar ou restaurante que apenas cumpria o Decreto Municipal e quem é aquele pentelho patrulhador que proibia apenas para agradar os chatos de plantão que olham pros fumantes como se esses fossem assassinos de altíssima periculosidade;

* pra terminar. Grelha, pra mim, sempre foi um simples utensílio pra assar carne. Vocês se lembram do Grupo (eles se autodenominam assim, com letra maiúscula) que deu ataque histérico contra o projeto de construção de um conjunto habtacional na Tijuca? Pois bem. Esquecido (por eles) o assunto, a preocupação máxima deles, agora, são as grelhas da Tijuca. Parece inacreditável, vejam vocês mesmos, aqui e aqui. Eles se levam tão a sério, que são capazes de escrever o seguinte, no final de um dos textos (dirigindo-se a um membro da Secretaria Municipal de Obras): "Pediria sua interferência direta no assunto, dentro dos compromissos e pactos firmados em sua reunião com nosso Grupo.". Eu imagino a reunião... Dá até medo imaginar do que essa gente, esse "grupo", esses preconceituosos, são capazes de "pactuar" numa "reunião".

Até.

4 comentários:

Bruno Ribeiro disse...

Edu, como você é preciso do início ao fim, cabe a correção: o glorioso Botafogo bateu o Goiás por 3 x 1. Beijo!

Sergio de Andrade disse...

Boa Edu, o fenomeno verde no Rio é pelo simples fato de o Palmeiras ser um clube de proporção nacional, diferente do São Paulo que é regional, além do que a Nação Palestrina é linda e vencedora !!

parabens pelo trabalho

abs

Vania disse...

Edu,
eu não sabia dessa preferência pelo Palmeiras. Mas, meu filho João Pedro, 20 anos, é palmeirense desde sempre!!!
beijo

Vanessa disse...

Foi pelo texto PALMEIRAS: UM FENÔMENO NO RIO que caí pela primeira vez neste buteco. Feliz encontro! Beijo.