3.10.09

ELES ODEIAM O BRASIL

Assim como João Ubaldo Ribeiro (vejam aqui), Merval Pereira também não esconde - nunca escondeu - que odeia o Brasil e, consequentemente, o presidente Lula.

Só uma coisa explica o trecho abaixo, publicado em sua coluneta n´O GLOBO de hoje: a carapuça lhe serviu.

trecho da coluna de Merval Pereira n´O GLOBO de 03 de outubro de 2009

Só um idiota da objetividade (apud Nelson Rodrigues) para enxergar ressentimento no emocionado desabafo de Lula, um homem do povo.

Até.

4 comentários:

José disse...

Senhor GOLDENBERG, parabéns. Sou seu leitor assíduo e te acho gente boa pra caramba, mas não te chamo de Edu, porque leitores de blogs tendem a ser íntimos do blogueiro, quando na verdade não são. Concordo com 99% das suas opiniões; a única coisa da qual divergimos é que eu acho a Skol a melhor cerveja do Brasil. Sorte (com a ênfase szegeriana)têm seus amigos, que podem conviver com alguém tão inteligente e que não é chato nem pedante. Abraços de seu fiel leitor
Reynaldo Carvalho

Eduardo Carvalho disse...

Estimado Eduardo Goldenberg.

Li agora os três últimos posts e quero declarar o meu mais profundo apoio aos três e, no fim das contas, às suas - mais uma vez - certeiras palavras em relação ao presidente Lula. Há um ressentimento de classe, isso sim, de uma parcela do Brasil que simplesmente não admite que o Lula, um homem do povo, tenha chegado onde chegou - e que esteja fazendo TANTO por este país. É, sempre e de novo, a classe mé(r)dia o fiel da balança (para a direita, é claro!), pensando só e somente só no seu umbiguinho (foi assim que apoiou o golpe em 64 e por aí afora, como sabemos).

Lula é a grande novidade política no Brasil e no mundo. Sem exagero, um líder de verdade. E os 80% de aprovação que tem (há muito tempo e que continuam), não há dúvida, querem dizer alguma - muita - coisa. Mas há quem não enxergue ou não queira enxergar (isso é pior). Com todos os pesares, o Brasil nunca esteve avançando tanto (em muitos aspectos) quanto nesses últimos anos. E tudo ao contrário do que diz o mau "jornalismo" que a "intelectualidade" brasileira lê - Merval, Míriam Leitão, Cora (argh), Veja (que não entra aqui em casa!) etc. etc.

Quero reforçar, ainda - e você sabe muito bem disso -, que não há mundo viável nem possível fora da política. Esta é uma ilusão. Teoria que não se sustenta. E é pela política que é preciso andar, não tem jeito! Lula faz isso, assumindo posições que os "puros" não gostam, melindram-se.

De resto, permita-me:
1) mais do que o choro (que também foi meu), o que mais me comoveu em Lula, ontem (de novo), foi lembrar que ele só fala português, mais, que é assim que ele tão bem comunica o que quer, que é assim que ele emociona e se emociona, um português que tem erros, mas que é da oralidade tão brasileira, tão dos grotões (de onde ele veio), e muita gente fica atacando, mas fala pior (porque sem conteúdo, eis a questão);

2) Martinho da Vila, 30 ou 40 anos atrás, cantou, em "Tom Maior", para um(a) filho(a) que chegaria: "Vai ter que amar a liberdade/Só vai cantar em tom maior/VAI TER A FELICIDADE/DE VER UM BRASIL MELHOR".

Senhores, é preciso ver que, apesar de ainda faltar muito, hoje temos esse Brasil melhor. Alguém sinceramente duvida disso?

Mais uma vez, Goldenberg, obrigado e um abraço.

Claudio Renato disse...

Lula devolveu a autoestima aos brasileiros, quando, em português, emocionado, e depois aos prantos, defendeu a candidatura do Rio de Janeiro.

Acho engraçado esses almofadinhas que, sempre em tom blasé, fingem defender a ordem constitucional, da democracia representativa, tudo sempre de forma metafísica e apolítica

Embora não lhe conheça pessoalmente, Goldenberg, sei que é advogado e sabe perfeitamente que qualquer lei, constituição, projeto ou ata de condomínio, para ter legitimidade, precisa passar pelo crivo dos argumentos, das discussões, das lutas políticas, da luta de classes. E você compreende isso...Tem gente que não (ou finge que não).

Todos passarão!

E Lula ficará para a história!

Eduardo Goldenberg disse...

José ou Reynaldo Carvalho: em primeiro lugar, pode me chamar de Edu. Não se trata de intimidade, mas sim de uma liberdade que dou a quem se debruça aqui no balcão. Esteja sempre à vontade. Obrigado pelos imerecidos elogios. E, escuta: o que é Skol? Um abraço.

Eduardo: grande verdade. "Uma parcela do Brasil (...) não admite que o Lula, um homem do povo, tenha chegado onde chegou - e que esteja fazendo TANTO por este país.". Grande verdade! Um forte abraço.

Claudio Renato: todos ficarão para a História, meu caro! Todos. Resta saber como serão lembrados, né, não? Um abraço.