24.10.09

VEJA: UM NOJO

A revista VEJA que chega às bancas amanhã traz, na capa, uma mensagem curiosíssima.

capa da revista VEJA de 25 de outubro de 2009

Não tem coragem, a canalha que comanda a revista (que inicia, assim, mais uma campanha contra a cidade do Rio de Janeiro), de completar o pensamento reinante na redação do lixo que é a VEJA: "O POBRE, É CLARO"

Ou eles põem, na mesma conta, os milionários, os políticos, os membros da elite mais odiosa que sentam o nariz no pó servido em bandejas de prata nas festas em que tudo é permitido?!

Um nojo.

Vamos às "outras 14 verdades incômodas sobre o crime no Rio de Janeiro" com meus singelos comentários.

"1 - Quem cheira mata

O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes. A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Os cariocas fingem não ver essa realidade e, quando a coisa fica muito feia, fazem ridículas passeatas "pela paz" ou "contra a violência". Só haverá algum progresso quando a luta for contra os bandidos e seu objetivo deter o crime."


Quem vende as armas para os traficantes?! Alguém pobre, algum morador da favela ou mesmo um mero cidadão da classe média?! Ou não seria alguém muito poderoso, muito influente, milionário, frequentador das mais altas e mais podres rodas?! Quanto rende a venda de cocaína aos usuários paulistas?! Como são sórdidos os jornalistas da VEJA... Lutar contra os bandidos significa também varrer os bandidos dos palácios, das câmaras de deputados do Brasil inteiro, do Senado. Ou refere-se, a VEJA, ao bandido do morro, apenas?!


"2 - A cegueira do narcolirismo

Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa. O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão."


Começa a contradição - mas ainda assim a VEJA (que abriga o lastimável Reinaldo Azevedo em suas fileiras) salva a pele da casta. Quer dizer, então, que os jogadores de futebol também fomentam o crime? Sei.

"3 - A tolerância com a "malandragem carioca"

O "jeitinho brasileiro", a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade. No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária "de fachada", moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do prédio era um morador de classe média da zona Sul."


Qual o nome do morador de classe média da zona sul?! Eu duvido que seja da classe média - duvido. Nomes de traficantes, de ladrões de galinha, saem nas manchetes. Quem era o verdadeiro dono do prédio?! A VEJA omite.

"4 - O estímulo populista à favelização

Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade. A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidos por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais."


Ótimo. Esses vereadores têm nome. A VEJA, de novo, omite. E não apenas as favelas são currais eleitorais. Mas como o que a VEJA quer, mesmo - como grande parte da elite covarde que não assume o desejo - é o extermínio da população que vive nas favelas (por absoluta falta de opção), interessa a informação rasteira, sem o aprofundamente que a questão exige.

"5 - O medo de remover favelas

Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores. As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1.020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de 50 barracos."


Remoção - não é demais repetir - é usada para lixo, cadáver e favela. Coberturas na orla do Rio de Janeiro também são esconderijo de bandidos - mas estes bandidos a VEJA não aponta, não combate, não nomeia.

"6 - Fingir que os bandidos não mandam

Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes. Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o "microondas", um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada para o país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da TV Globo, foi capturado e morto em um "microondas" por traficantes da Vila Cruzeiro."


Matam os políticos que desviam verba, que roubam, que corrompem e são corrompidos. Cada criança, cada homem, cada mulher, cada velho e cada velha que morre por falta de atendimento nos hospitais públicos, grande parte deles em pandarecos, é assassinado pela corja que rouba - mas que não incomoda, vê-se, a revista VEJA.

"7 - Combater crime com mais crime

O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror. Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Com os traficantes desalojados por eles, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas."


Há milicianos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Eles, também, não incomodam a VEJA.

"8 - Marginais são cabos eleitorais de bandidos

Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como "líderes comunitários" e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembléia Legislativa existe uma "bancada da milícia".
O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que "fechasse" com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do PFL e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito César Maia. Acabou assassinado este ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas."


Há mais, muito mais políticos no mesmo papel. Nomes, VEJA, nomes.

"9 - A corrupção torna a polícia mais inepta

A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo, é de 60%.
Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio - uma jaqueta e um par de tênis."


Tenho cá minhas dúvidas de que foi um assalta. Foi, na minha humílima opinião, assassinato mesmo, encomendado. A quem incomodava Evandro Silva?

"10 - As "comunidades" servem de escudos humanos

Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e noticia-se que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto.
Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de 70 pessoas foram ao enterro do traficante."


Essa "verdade" é tão sem sentido que, francamente, não merece comentário algum. Milhares de pessoas foram ao enterro do ACM, por exemplo. E mais não digo.

"11 - O governo federal está se lixando

Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 11 milhões de reais chegaram aos cofres do estado. Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho em que o policial treina combates virtuais."


De novo, sem comentários. O governo federal não está se lixando - tenho isso como certo. E a VEJA não sabe que maus policiais (são vários os casos) vendem armamentos para o crime organizado?! Não sabe?!

"12 - As favelas não produzem drogas nem armas

Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos. A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando-se que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos — Bolívia, Peru e Colômbia."


E quem, senhores da VEJA, quem comanda a "estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas" para o crime?! Quem?! O bandido que está no morro? Ou membros do mais alto escalão, no Brasil e no mundo?

"13 - O Porto do Rio é uma peneira

Somente 1% dos contêineres que passam pelo Porto do Rio são escaneados para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima. Nos demais portos brasileiros é a mesma coisa. O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de cargas. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas."


De acordo.

"14 - Quem manda nas cadeias são os bandidos

As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágios dos presos - pagos lá fora pelos familiares à organização -, planejam e coordenam ações criminosas. Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio."


Organizações criminosas não comandariam as operações nos presídios brasileiros se não contassem com a participação criminosa de funcionários dos presídios. Isso é óbvio, é evidente. Os diretores de presídio assassinados desagradam, também, aos funcionários corruptos - ou não?!

"15 - Os advogados são agentes do tráfico

Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque. Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF."


Era o que faltava. Culpar os advogados. Maus advogados, advogados criminosos, têm de receber a mesmíssima punição que um médico criminoso, que um político criminoso, que qualquer criminoso.

A VEJA, meus poucos mas fiéis leitores, é muito, mas muito podre.

Até.



8 comentários:

Andrea disse...

Edu, eu estou com essa revista aqui. Não por sua causa, eu já tinha comprado antes. Ainda não li. Mas comprei porque me assustei com a capa "quem cheira mata". Parei, fiquei olhando e pensando e dai deu vontade de saber o que está escrito. Ainda não li. Agora estou fazendo hora aqui pra pegar meu filho. Nesse calor dos infernos que tá me deixando tonta e já já tenho que ir lá dar apoio moral pra ele e sentir mais um pouco de calor. Enfim, comprei a revista pra fazer hora e dai não deu e eu não aguentei ficar rodando debaixo desse sol que tá lascando e parei um pouco ... ó jesus, e adivinha ai onde eu ainda tenho que ir? No Mundial!

Marcelo disse...

Se você acha a Veja podre, deveria conhecer a Veja São Paulo.
Qual o superlativo de podre?

Abraço

Coelho

Claudio Renato disse...

Quando um veículo de comunicação anuncia "verdades", como fizeram com a campanha de desarmamento, paro de ler na hora.

AOS QUARENTA A MIL disse...

Toda vez que leio algo sobre máfia disso ou daquilo e do não aprofundamento dos fatos penso no Garotinho e familia, é o primeiro exemplo que me vem em mente.

Patricia disse...

Essa revista é de mal gosto ! Um horror ! Eu teria vergonha de trabalhar em qualquer cargo desse troço!

avantderniere disse...

edu, claro que o evandro foi assassinado! óbvio, ululante! parabéns, até linkei este post no meu facebook...

CRAQUE DA GEMA!!! disse...

Goldenberg,

Adorei o assunto que trouxeste à tona aqui no buteco.

Não acho a Veja a melhor das revistas. De verdade, também não me agrada muito o seu contéudo. Mas, assim como faço com Ancelmos e Joaquins, tento não menosprezar a influência de um veículo tão lido. (E é um hercúleo exercício, meu amigo)!

Porém, a publicação, apesar de generalizar vários pontos (e não entrar na questão NOMINAL das coisas, como você bem colocou), defende alguns pontos de vista que não deixam de refletir uma boa parte da nossa realidade de guerra civil não declarada.

Não achei que a revista, em sua denúncia ao usuário, estava excluindo o elitista que cheira ou mesmo o(s) milionário(s) senhor(es) das armas que aparelham os soldados do morro. O texto está, sim, genérico, mas eu ainda entendi que qualquer tipo de usuário possa vestir essa carapuça.

Quanto aos currais eleitorais em favelas, a Veja, novamente se manteve no nível superficial da informação. Disse o que todo mundo sabe. Porém, sinceramente, não acho que saber os nomes dos vereadores e deputados que se aproveitam disso muda tanta coisa assim. Você acredita que a simples menção dos seus nomes poderia abalar uma futura campanha (ou um presente mandato), seja entre o eleitor mais pobre ou mesmo mais rico? Juro que não sei.

Mais: na questão das remoções(e deixo para depois a discussão sobre a devida utilização do termo. No momento, só a fluidez da comunicação me interessa) de favelas, Veja se utilizou de números para mostrar uma realidade que é verdadeira.

O número das áreas informais de moradia cresce bastante e isso é deveras perigoso. Perigoso porque estamos perdendo uma batalha ambiental. Muitas de nossas áreas verdes vão sendo desmatadas para a criação de novas comunidades.

Lógico, consequencia direta da antiga inoperância do poder público na pasta da habitação!

Mas mesmo assim, por mais impopular que seja uma remoção, ela tem que ser feita! E não para agradar a uma elite escrota que realmente quer que o pobre se exploda. Mas (principalmente) para proteger APA's e, logicamente, evitar que novos currais eleitorais se formem e se fixem, para evitar o comércio ilícito que adora prosperar em ruazinhas, ladeiras e vilelas e outros desdobramentos negativos de uma comunidade.

(E que fique claro que não defendo a remoção de todas as favelas e comunidades. Isso é sandice preconceituosa. O que defendo é um controle mais rígido acerca desse crescimento de novas áreas informais de moradia. Se não trabalharmos nesse sentido, as consequencias ambientais e urbanísticas serão lamentáveis).

Milícias. Elas realmente existem e possuem, como você bem pontuou, raízes fortíssimas no poder público. Faltaram nomes, realmente.

E não se pode nem acusar a revista Veja de falta de coragem para publicar esses nomes. O que faltou mesmo foi fazer um trabalho jornalístico decente. Era só por as mãos no (corajoso e brilhante) trabalho do Deputado Estadual Marcelo Freixo (mostrando que o PSOL não é só buraco do lume) para ter esses nomes.

Para não me alongar mais do que já me alonguei, destaco apenas o "O Governo Federal está se lixando".

Ridículo. Tentativa rasteira de manchar o Governo Lula e imputar a ele uma ausência ou uma despreocupação que não existem de forma alguma.

Parabéns pelo post, Eduardo.

Esse balcão retorna às suas atividades com muito estilo.

Um abraço,

R.Pian

Luiz Souza disse...

"A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidos por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público..."

Ora, ora, ora! Os defensores do Estado mínimo, do livre mercado, do liberalismo econômico, da parvoíce do "ensinar a pescar" e da austeridade de gastos dizendo que o Estado - esse ser paquidérmico, ultrapassado - deve formecer algo tão custoso aos cofres públicos como tratamento dentário? Eles não tem a mania de chamar qualquer iniciativa social de "compra de votos"? É contradição sobre contradição.

O Estado de São Paulo - até os quatrocentões eugenistas, vejam só! - publicou resultados dum estudo que comprova: os 1,8 bilhão de reais investidos no POVO BRASILEIRO através do Bolsa-Família resultaram num aumento de 43 bilhões de reais no PIB. Mas a Veja não dizia que isso era somente compra de votos? Que a "mão invisível do mercado" era o que solucionaria todas as mazelas do país (apud Delfim Netto)? São racistas, eurocentristas da pior espécie. Basta traçar um perfil étnico dos morros cariocas e o motivo da picuinha vejista fica evidente.

Lembram-se daquela capa em que aparecia uma empregada doméstica e os dizeres "ela é que irá escolher o Presidente"? O desejo deles era escrever "onde já se viu preto votar?", não levado a cabo por termos, por sorte e ainda, algum respeito às leis.

Já o item 9 é propaganda política pura e simples. Não há qualquer similaridade entre as formas de ocupação urbana fluminense e paulistana. É como comparar Bogotá com Bagdá. Duas culturas, dois relevos, duas sociedades totalmente distintas.

Desculpe-me pela verborragia.