26.11.09

GUIA RIO BOTEQUIM

Cheguei há pouco da rua (a canícula continua, firme e forte). Parei, saindo do almoço, na FOLHA SECA, pra beber um café. Pedi o café. E antes mesmo de receber a xícara, estendeu-me, Rodrigo Ferrari, com um sorriso cínico no rosto, um exemplar recém-saído do forno do GUIA RIO BOTEQUIM, última edição, de Guilherme Studart. Com o passar dos dias tecerei mais comentários. De pronto quero dizer a vocês o seguinte: a capa é feia, o interior é feio, a diagramação é de mau gosto (espero ansioso pela avaliação de Leo Boechat e Marcus Handofsky) e, pelo pouco que vi (folheei rapidamente), nada ali presta. Edição bilíngue (pra quê?!, pra quê?!), patrocínio e propaganda da Brahma (o que é inadmissível para um guia que se pretende sério e conseqüentemente isento), uns carimbos indicando quais os bares que servem Bohemia (igualmente inadmissível) e verdadeiras mentiras incluídas entre os eleitos pelo lorde, flâneur e connaisseur Guiherme Studart (entendam isso, aqui). O que vocês me dizem do finado BAR DA DONA MARIA entre os indicados? E da indicação do OTTO, um restaurante (bar?, botequim?... NUNCA!). Está nas livrarias, então, o mais que nunca vade-mécum de otário, prefaciado (alô, Andreazza!) pelo prefeito Eduardo Paes. Tudo em casa.

Até.

3 comentários:

Carlos Andreazza disse...

Faz sentido: o prefeito odeia bar.

Bruno Chagas disse...

Esse tipo de guia é muito útil. Pra mim é o seguinte: é um manual dos lugares a ser evitados. Se o bar não foi citado, é porque tem uma enorme possibilidade de ser bom pra caralho. Para os bares indicados, esse guia soa como uma espécie de atestado de óbito (bilíngue). Viva o botequim nosso de cada dia.
Ps.: Escrevo esse comentário pelo celular, no balcão de um excelente pé sujo, na gloriosa Barra Funda, onde vim comprar ingresso para o jogo do Palestra contra o galo mineiro domingo.

Andrea disse...

Um prefeito tem a mulher que merece. A dele é o ó. Não sei como ninguem falou dela. Ou ela é muito esperta por não se meter (eu não falo nada, sou muito mulherzinha, palavras dela) ou eu sou muito burra.

Bilingue é a coisa mais cafona que existe. É igual pobre querendo parecer rico. We speak english. But never see a book, cause i live in pubs. Ah? Pubs? Pubs is in England.

Abraços.