12.1.10

APAGANDO FOGO COM GASOLINA

O troço começou quando Carlos Andreazza escreveu o texto BANDIDOS E BANDIDOS, no dia 07 de janeiro - aqui. No dia 08, pela manhã, Luiz Antonio Simas, rebatendo BANDIDOS E BANDIDOS, escreveu O POVO DE SEBASTIÃO DE OXÓSSI [UMA DECLARAÇÃO DE AMOR] - aqui. Andreazza, respondendo ao Simas, horas depois, publicou O POVO DE SÃO SEBASTIÃO [TODO ELE] - aqui. O pau quebrou nos comentários e nos três textos a que me refiro. Foi quando entrou em campo o time daqueles que, como bem disse Luiz Antonio Simas, gostam de posar de bombeiro apagando incêndio com gasolina. Pra cima de mim, não!

Disse o pouco que tinha a dizer nos comentários aos textos acima indicados. Sou adepto do comportamento que manda retirar o time de campo quando o embate (ou o debate, como queiram) perde o sentido por conta da mais aguda e obtusa diferença na condução do pensamento.

A título de satisfação aos bombeiros chegados à pirotecnia, tenho a dizer que:

01) mantive, por poucos dias, o link do TRIBUNEIROS, do Andreazza, à direita do menu do BUTECO - na TROPA DE CHOQUE - quando me deparei, tardiamente talvez (o troço vinha de mais longe, eu é que não notara), com um texto no qual pululavam agressões, as mais rasteiras, ao presidente Lula e à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Enviei e-mail ao Andreazza, em 19 de agosto de 2009, comunicando minha decisão por questão de elegância (ao menos pensei assim);

02) não tenho a menor intenção de pretender me cercar, apenas, dos que pensam como eu, dos que agem como eu, dos que têm os mesmos anseios que eu - quero crer que, se pensasse assim, viveria sozinho em meu escritório. Sou polemista, como dizem, seja lá qual for a extensão disso, tenho uma tendência desgraçada a dizer o que penso sem medir as conseqüências do que digo e travo, diariamente, uma verdadeira batalha entre meus instintos e minha razão, razão pela qual é profundamente indesejável que me cheguem as mangueiras carregadas de gasolina pretendendo ver o circo pegar fogo;

03) não pretendo repetir Tiago Prata, por exemplo, que me nega um simples cumprimento, depois de um não tão curto histórico de afeto, apenas por conta de divergências políticas (vocês que me lêem sabem que eu não tolero o PSOL e seus quadros, como por exemplo Renato Cinco que anuncia, agora, que organizará no dia primeiro de maio a passeata MACONHEIRO TAMBÉM É TABALHADOR, ou algo assim). Se eu fosse negar o cumprimento ou fosse deixar de falar com quem não gosta de Leonel de Moura Brizola, para ficarmos no terreno da política, só me restaria, como trabalho, o cargo de mordomo da Beth Carvalho, razão pela qual é profundamente indesejável que me cheguem as mangueiras carregadas de gasolina pretendendo ver o circo pegar fogo.

Dito isso, que fique claro, uma vez mais, o que tantas vezes repeti aqui: despejem suas críticas a quem quer que seja (mesmo as mais baixas, as mais sórdidas, as mais sujas e muitas vezes acobertadas pelo manto do anonimato), vocês mesmos. Não venham de me usar como porta-voz de seus ódios, de suas idéias, de seus manifestos, de seus discursos. Eu, como já disse no começo desse arrazoado, já disse o que tinha de dizer (e o pouco que quis dizer), sobre a posição do Andreazza e com relação aos temas lá tratados, nos comentários aos textos acima indicados.

Como diz o próprio, mas que cousa!

Até.

2 comentários:

CRAQUE DA GEMA!!! disse...

Goldenberg,

Vesti a carapuça do bombeiro da mangueira de gasolina.

Abs,

R.Pian

Daniel Banho disse...

Tenho apreço por esse debate e extrema curiosidade pela definição de "bandido" de cada um.
Cheguei tarde mas deixei meu comentário lá no Tribuneiros.
Aguardando moderação.

Abraços