13.1.10

DO DOSADOR

* É com extremíssima alegria e indisfarçado orgulho que lhes dou o aviso: meus queridíssimos Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas lançam, agora em janeiro, o livro SAMBA DE ENREDO: HISTÓRIA E ARTE. Eu, que tive a sorte de já ter lido o calhamaço (obra de referência e definitiva!, indubitavelmente), recomendo vivamente sua leitura. "Esse livro foi escrito por amor, porque somos apaixonados pelo Rio de Janeiro, pelo carnaval carioca, pelas escolas de samba, pelo samba de enredo. E consideramos este um gênero maior.", dizem os autores. Eu, humílimo, também apaixonado pelo Rio de Janeiro, pelo carnaval carioca, pelas escolas de samba e pelo samba de enredo, anseio para tê-lo nas mãos, em carne, osso, papel e alma dos dois;

* venho sofrendo de um mal que vêm preocupando os que me cercam mais de perto. Quem já ouviu meu celular tocar quando acionado por uma chamada de meu compadre Leo Boechat sabe do que estou falando. Tenho, para chamadas oriundas dos telefones do Leo, um toque personalizado que foi gravado pelo aniversariante de ontem, Luiz Carlos Fraga. Não sei como lhes contar, escrevendo, sobre o toque a que me refiro. Mas o troço é, na verdade, um elegante pigarro fraguiano, como um esquentar de motores, seguido da pronúncia marcial e resoluta do sobrenome do Leo: "Boechaaaaat!". Você pode fazer o download do ringtone aqui. Eu, que viciei-me sabe-se lá por quê no troço, fumante que sou, a cada pigarro que dou solto, sem querer, de forma rigorosamente involuntária, o nome de família de meu compadre, o que já me deixou em situações extremamente constrangedoras, façam uma idéia;

* meu mano Bruno Ribeiro, de Campinas, a quem não pude encontrar conforme o planejado por conta de contratempos no final de semana passado, escreveu, em abril de 2009, uma das mais bacanas definições de minha conturbada pessoa, leiam aqui. Disse ele, no texto a que me refiro (se a coisa lhes soar cabotina, azar o de vocês): "Feliz daquele que sobrevive à uma briga com o Edu e não leva a coisa pelo lado pessoal. Sua gratidão - e esta é a palavra que melhor o define - é algo comovente e ninguém jamais poderá chamá-lo de ingrato. De muita coisa se pode chamar o Edu, menos de ingrato para aqueles que lhe são caros. Coisa rara em tempos tão egoístas.". Estou lhes contando isso porque quero, de público, agradecer a Diego Moreira, com quem me encontrei ontem à noite, no OTTO, para uma conversa que me foi rigorosamente fundamental. O Diego, com quem já travei, há anos, uma batalha de e-mails profundamente agressivos foi, ontem (e ele é, hoje sei), doce, foi amigo, foi irmão. Minha gratidão, compadre. Eis o que eu queria lhe(s) dizer;

* outra pessoa a quem devo (quero) manifestar gratidão é Nadja Grosso, a quem chamo de tia, tia de sangue de meu irmão Luiz Antonio Simas. Acordei, como vocês podem notar, derretido. E não por conta do calor, troço mais óbvio nos nossos janeiros e que, surpreendentemente, vem ocupando espaço desmedido na imprensa, como se a canícula fosse novidade;

* em São Paulo no final de semana passado, fui ao Ó DO BOROGODÓ, onde acontece, aos sábados, a melhor roda de samba do Brasil. Lá - ô, mundo pequeno! - encontrei uma porção de leitores do BUTECO, de leitores do Simas. Torcedores do Palmeiras gratíssimos pelas referências que, vira-e-mexe, faço aqui ao clube palestrino, um que fez questão de me pagar doses e mais doses e até uma leitora, carioca, outrora moradora de São Paulo e hoje vivendo no Canadá. Salve a grande rede, essa teia eletrônica que nos une ao mundo! O BUTECO, que já registra leitores egressos de 76 países diferentes (os dez primeiros são Brasil, Portugal, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Dinamarca, Espanha, França, Alemanha e Angola), fica em festa numa hora dessas!

Até.

5 comentários:

Marcelo Moutinho disse...

Edu, o lançamento do livro é em fevereiro!

Eduardo Goldenberg disse...

Moutinho: expressei-me mal - me perdoe. O livro chega às livrarias em janeiro (foi o que apurei) mas será, de fato, lançado pela dupla em fevereiro. Obrigado, abraço!

Marcelo Moutinho disse...

Inclusive será no mesmo dia do show do Império Serrano no Rival.

Diego Moreira disse...

Edu, é certo que nossos caminhos se cruzaram compondo linhas bem sinuosas como os cantos e contra-cantos do mestre Pixinguinha. Como também é certo que há muito elas tomaram feição mais harmônica. E não posso estar mais convicto do que hoje - depois do nosso papo de ontem - de que estaremos cada vez mais próximos.

Saravá, meu velho! Saravá!

Andrea disse...

E viva a parada gay!