19.1.10

É A LAMA, É A LAMA, É A LAMA

Alguém acredita nisso? Uma, cantora, disse que sofria de labirintite cantando o Hino Nacional, o outro, jornalista, pediu desculpas esfarrapadas no dia seguinte aos garis que ofendera na véspera, e agora mais essa, da lavra de Lucia Hippolito, que deu vexame ao vivo na CBN (vejam a entrevista ao vivo aqui e vejam do que é capaz uma gastroenterite):

"Quero agradecer a todos e todas que me escreveram, telefonaram, enviaram emails ou deixaram comentários aqui neste blog, preocupados e preocupadas comigo. Devo a vocês uma explicação, muito mais prosaica do que as interpretações mirabolantes que possam circular por aí. Desde o dia 10 de janeiro, domingo, estou padecendo de uma pedestre gastroenterite. Melhoro um dia, pioro no outro, e ninguém encontra uma causa plausível. No dia 13, quarta-feira, errei ao entrar no ar. Estava com muitas cólicas e, na hora de falar, tive uma cólica lancinante. Não conseguia controlar a dor. Não tenho ideia nem do que falei, mas preferimos cortar a ligação na hora em que larguei o telefone e corri para vocês-sabem-onde. Tive febre o dia inteiro na quinta. Tomo remédios, faço todo tipo de exame para saber se é um rotavirus, uma simples virose, uma empadinha estragada ou o quê. É simples assim. Muito menos glamouroso, mas foi o que aconteceu. Obrigada de coração pelo carinho de vocês. Vocês são dez! O resto é a patrulha da lama em ação."

Leiam a desculpa esfarrapada da jornalista aqui.

Até.

10 comentários:

leo boechat disse...

Tá legal. O whisky ataca o estômago mesmo. Ainda bota a culpa na azeitona da empada!

Antonio Fernando disse...

Caro Eduardo,

Mesmo tendo opiniões políticas bastante divergentes das suas, mesmo sem ligar para futebol e NÃO sendo morador da Tijuca (rsrs...), sou leitor assíduo do seu blogue, e admirador do seu texto rodrigueano e da sua honestidade, filha da hombridade com a franqueza. E é em nome de tudo isso que faço questão de comentar: num dia imediatamente posterior ao citado pela Lúcia, portanto 11 / 12 de janeiro, uma amiga jornalista (que conhece a Lúcia de algum trabalho em comum) tinha comentado sobre o estado de saúde dela.
E, neste domingo (anteontem), minha mulher baixou hospital com um quadro semelhante: além das idas ao banheiro, da febre e do enjoo, falava como a jornalista, com voz pastosa e com raciocínio lento -- sendo, como professora de letras, uma pessoa normalmente muito bem articulada.
Difícil, nestes tempos incerto, colocar a mão no fogo pelos outros, sobretudo por quem não conheço pessoalmente, como é o caso em relação a Lúcia Hipólito -- mas me senti no dever de lhe passar estas informações, em nome do mesmo amor à verdade, que temos em comum. E, veja só, isso não é pouco!
Obrigado pela atenção e parabéns pelo blogue!

Eduardo Goldenberg disse...

Antonio Fernando: está aí, publicado seu comentário. Eu, talvez por fazer parte da lama que a jornalista em tela tanto odeia, prefiro a versão do Leo Boechat. Jamais saberemos a real razão para tão patética atuação - mas eu não confio na Lucia Hippolito. Abraço.

Mariane disse...

Ah! Eu também não confio!

Renata Werneck disse...

Ah, não! Pára! Alguém acreditou nisso? Acho que se ela estivesse mesmo com a tal "pedestre gastroenterite", talvez demonstrasse dor, desconforto ou mal estar. O que ouvimos foi gagueira, leseira e gracejos com o interlocutor (Lolito???), sem dizer coisa com coisa. Como disse um amigo habituê do esporte etílico, só faltou: "Lolito, veja bem..." e "Lolito, te considero pra caramba...". Fala sério, cachaça!

ricardo disse...

imagine se fosse o lula...

Szegeri disse...

Alguém poderia me explicar, afinal, quem é a Lúcia Hipólito?

Eduardo Carvalho disse...

Edu,
só falou com o Lolito o corpo da moça, porque aquela alma, companheiro, já era há muitos goles... Ahahahahaha.
Rio mesmo, zombo, ainda mais em se tratando de uma reacionária dona da verdade. Comigo, não!
Abs.

Reynaldo Carvalho disse...

Para brindar o que disseram o Leo Boechat e o Eduardo Carvalho, uma singela música, cantada pela Inezita Barroso:
Pinga Marvada
Autoria: Ochelsis Laureano e Raul Tonnes

Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dou meu taio
Pego no copo e dali não saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
Só pra carregar é que eu dô trabaio
Oi lá
Venho da cidade e ja venho cantando
Trago um garrafão que venho chupando
Venho pros caminho, venho tropicando, xifrando os barranco, venho cambetiando
E no lugar que eu caio já fico roncando
Oi lá
O marido me disse, ele me falou: "largue de beber, peço por favor"
Prosa de homem nunca dei valor
Bebo com o sol quente pra esfriar o calor
E bebo de noite é pra fazer suador
Cada vez que eu caio, caio diferente
Ameaço pra trás e caio pra frente, caio devagar, caio de repente, vo de corrupio, vo diretamente
Mas sendo de pinga, eu caio contente
Oi lá
Pego o garrafão e já balanceio que é pra mode vê se tá mesmo cheio
Não bebo de vez porque acho feio
No primeiro golpe chego até o meio
No segundo trago é que eu desvazeio
Oi lá
Eu bebo da pinga porque gosto dela
Eu bebo da branca, bebo da amarela
Bebo nos copo, bebo na tijela
Bebo temperada com cravo e canela
Seja qualquer tempo, vai pinga na guela
Ê marvada pinga!
Eu fui numa festa no Rio Tietê
Eu lá fui chegando no amanhecer
Já me deram pinga pra mim beber
Já me deram pinga pra mim beber e tava sem ferver
Eu bebi demais e fiquei mamada
Eu cai no chão e fiquei deitada
Ai eu fui pra casa de braço dado
Ai de braço dado, ai com dois soldados
Ai muito obrigado!

Reynaldo Carvalho disse...

Esqueci de dizer que devemos parabenizá-la. Ela estava com uma pedestre gastroenterite. Seguiu as leis direitinho: "Se beber não dirija".