22.1.10

GRAVAÇÕES RARAS

Eis aí, pra abrir o dia - ao ingresso da madrugada... -, uma gravação retirada de programa de rádio em que Francisco Alves canta AZULÃO, não apenas com o acompanhamento do piano, como na obra original, mas com uma grande orquestra, à qual se somou um grupo vocal. Depois do tema ter sido inteiramente exposto por Francisco Alves, a orquestra modula, um tom acima, para as vozes do grupo coral. E ele então repete o AZULÃO, agora na nova tonalidade, provando a excelência de sua extensão vocal. De lambuja, mais duas versões que pesquei no blog do Luiz Nassif. A primeira tem um arranjo bem bacana, com acompanhamento de regional de choro, gravação de Consuelo de Paula. A outra, em um arranjo pra coral, interpretada pelo Madrigal Renascentista, traz as duas músicas mais conhecidas de Jayme Ovalle com Manuel Bandeira: MODINHA e AZULÃO.

Até.

4 comentários:

Felipinho disse...

Essas gravações antigas e raras são demais. É muito bom quando encontro uma dessas. Vou te gravar um cd só com gravações antigas de choro que a banda do corpo de bombeiros fez pra Casa Edison. Isso, bem no começo sdo século passado. Beijo.

Marcelo Moutinho disse...

Dia desses ouvi uma gravação do Frascisco Alves, com arranjo de Radamés Gnattali, de "Aquarela do Brasil". Sublime!

Szegeri disse...

Tem uma gravação bonita de Azulão pela Jane Duboc, acompanhada pelo incomensurável Sebastião Tapajós, ambos conterrâneos do nosso bom Ovalle. Mas essa do Rei da Voz foi bastante feliz.

Bruno Ribeiro disse...

Ovalle tinha uma teoria interessantíssima, de botequim, registrada em crônica por Manuel Bandeira. Segundo ele, os seres humanos poderiam ser divididos em cinco categorias:

Exército do Pará: Formado por esses homenzinhos terríveis que vêm do Norte para vencer na capital da República. Hábeis, buscam o sucesso material, ou a glória literária, ou o domínio político".

Dantas: São homens de ânimo puro, nobres e desprendidos, indiferentes ao sucesso da vida. Toda gente quer ser Dantas.

Kernianos: Impulsivos por excelência. Apesar de terem bom coração, se deixam arrastar à prática dos atos mais condenáveis.

Mozarlescos: Tipo de gente que dá aos observadores uma impressão de coisas consideráveis, o que, no entanto, não corresponde o conteúdo de suas palavras ou ações.

Onésimos: Quando um deles aparece, duvida, sorri, desaponta. Sofrem de um drama íntimo: não encontrar nunca uma finalidade na vida.