23.2.10

MAIS SOBRE ROBERTO CHALITA, O PLAGIADOR

Escrevo hoje, terça-feira, depois de já ter demonstrado, em quatro outros textos (aqui, aqui, aqui e aqui), o mais escandaloso caso de plágio da internet brasileira, o último - até segunda ordem - da série ROBERTO CHALITA, O PLAGIADOR, na qual ficou evidenciado, de forma aguda e inatacável, que Roberto Chalita, morador de Vinhedo, cidade no interior de São Paulo, durante quase um ano nada mais fez, em seus dois blogs e no jornal local que lhe deu espaço (eletrônico e impresso), além de copiar, desavergonhadamente, textos meus na íntegra como se fossem de sua autoria, de usar fotografias de meu acervo pessoal como se fossem suas, de repetir, como um autômotato, expressões que criei e que viraram marca do BUTECO, tendo feito o mesmo com pelo menos outras sete pessoas, todas de meu círculo pessoal e já identificadas nos textos anteriores.

Digo que este é o último da série - até segunda ordem, ou seja, até que sejam descobertas novas provas do nojo empreitado por Roberto Chalita - porque quero crer que cumpri meu objetivo: expus a vergonha para milhares de leitores (nos últimos cinco dias foram quase 7.000 exposições das páginas ligadas ao imbróglio) como forma de alertar a todos os que mantêm seus blogs para o risco que corremos e como forma de expôr Roberto Chalita diante de todos, ele que covardemente retirou os blogs do ar (não fez mais do que sua obrigação) para então passar a fazer pedidos patéticos por e-mail que não mereceram uma mísera resposta minha. A resposta - repito - será dada através das ações judiciais que moveremos os oito plagiados, na esfera cível e criminal, em busca de uma resposta exemplar do Judiciário, revestida do caráter preventivo, punitivo e pedagógico que o caso pede. Ações que moveremos contra ele, diga-se, e contra o JORNAL DE VINHEDO, que permitiu a divulgação de obras de nossa autoria como sendo de autoria do plagiador Roberto Chalita.

Fecho, portanto, a série, com frases de Roberto Chalita (quero acreditar que essas, ao menos, não foram plagiadas). Vamos a elas (retiradas daqui):

"Escrever aqui foi para mim a descoberta do ano. Não o faço por dinheiro, mesmo porque preciso correr atrás daquele que minha profissão verdadeira me permite ganhar. Sou contador, trabalho com auditoria e blogueiro não é uma profissão, pelo menos para mim. É apenas um passatempo e uma forma de chacoalhar e tocar aos poucos a sociedade, falando dos valores que considero, das essências mais simples da vida e das pessoas. Me refiro àquelas cristalinas de tão puras e verdadeiras, àquelas que não foram nem nunca serão corrompidas pela luxúria, pelo preconceito, pela futilidade, pela inveja, pelo pré-julgamento, pela arrogância ou pelo materialismo. Esse são alguns dos malefícios que procuro combater aqui. Simples assim."

Que tal, meus poucos mas fiéis leitores? Continuemos:

"Mas mesmo sendo prazeroso pra mim escrever, confesso que não é fácil encontrar tempo e idéias diárias para abastecer meus leitores e amigos, a respeito dos mais variados temas e acontecimentos."

Vão tomando nota da desfaçatez do mentiroso!

"Tenho família e compromissos profissionais que prioritariamente preenchem 90% do meu tempo. No tempo restante desenvolvo minhas idéias, as coloco numa pauta semanal e escrevo, geralmente no final de tarde, ao chegar do serviço."

Vocês estão conseguindo segurar o riso?

"Isso mesmo, uma pauta. Tenho uma agenda com idéias para escrever, por pelo menos, para as duas próximas semanas. Se não me organizasse assim, não daria conta, ou escreveria textos sem sentido, sem emoção, sem significado, sem alma."

Como diria Leo Boechat, o ateu mais temente que conheço:

- Meu Deus!

Vamos continuar com Roberto Chalita:

"O que tem me ajudado e muito é a preciosa colaboração de fiéis leitores, que acabam por virar colaboradores. Um e-mail com uma foto, um filme ou uma piada e pronto, já brotam idéias em minha cabeça. Anoto uns rabiscos na agenda e tenho então matéria para mais alguns dias."

Seus "fiéis leitores", dentro do tortuoso modus operandi engendrado pelo plagiador, éramos nós oito, os acintosamente plagiados!

E como última exibição evidente do plágio, uma cópia de um dos textos do EGO DO BUTECO, sucesso retumbante deste humílimo blog.

Em 02 de fevereiro de 2010 publiquei mais um EGO DO BUTECO, aqui. A imagem está abaixo:

Um dia depois, Roberto Chalita publica isso aqui. A imagem está abaixo:

O mesmo texto, a mesma fotografia, a mesma idéia, e o mesmo autor: o maior plagiador da história da internet brasileira, Roberto Chalita.

A todos os que manifestaram solidariedade, meu mais profundo agradecimento. Aos que ajudaram mandando provas efetivas dos plágios, meu mais profundo agradecimento. Aos que ajudaram na divulgação dessa vergonha, meu mais profundo agradecimento. Agora é tocar o barco do BUTECO, da forma como sempre tocamos. E mantenho o prometido: manterei a todos vocês que me lêem informados sobre cada passo das providências legais que tomaremos em pouco tempo.

Até.

7 comentários:

Tande Biar disse...

Fala Edu! Eu que me considero um dos seus fiéis leitores (e daqueles que entra no buteco de manhã e de tarde) não me manifestei antes de tão estupefacto que estava.
A cara de pau do salafrário é imensa!!! Fotos, textos, ideias, tudo ele copiou.
Confesso que me preocupei com os destinos do seu buteco após esta denúncia. Temi que você viesse a fechá-lo.
Minha total solidariedade a você e aos outros 7 plagiados.
PS: A única coisa boa desse pilantra é que ele tinha bom gosto. O G-8 plagiado só tem fera!!

Eduardo Goldenberg disse...

Tande: fechar o BUTECO? Olha... franca e sinceramente, você me lê muito mas me conhece pouco. JAMAIS - com a ênfase szegeriana, ou chalitiana, sob a ótica do mentiroso - faria isso. Ao contrário, o troço me deu foi mais gás. Abraço.

Luh disse...

Oi! Sou uma fiel leitora tímida e sempre me senti meio psicopata por gostar do buteco e de toda a tropa sem me manifestar. Mas me assustei com esse moço, coisa estranha.
Pois bem, comento aqui pra registrar o meu apoio e os meus parabéns pelo blog e pelas idéias tão originais.

Mariane disse...

É surreal, Edu, surreal! Essa história de pauta hoje tem nome, ou seja, nomes.
Beijo.

Xandão disse...

Ô Edu, qual é o teor dos e-mails que o moço te manda? Divulga aí para rirmos um pouco. Mas olha só: plágio é uma forma de homenagem, você não acha? Se bem que, copiando ipsis literis (é assim?) o cara tá mais pra psicopata... Abraços,

Eduardo Goldenberg disse...

Não, Xandão, sinceramente não acho. E quanto aos e-mails, me perdoe, mas a divulgação deles seria uma espécie de troféu pro plagiador. Um abraço.

Bárbara Souza disse...

Acabei de ler no Comunique-se até então não conhecia seu blog. Fiquei INDIGNADA.
Tenho um blog também e imagino o que você sentiu quando viu seus textos sendo plagiados.

O cumulo do absurdo,
Um abraço