2.2.10

O ANTI-RIO DE JANEIRO

Quem me lê, sabe: quando quero falar daquele bairro estranho na zona oeste da cidade eu digo Barra Cada Vez Menos da Tijuca. Pois vejam se não é o anti-Rio de Janeiro. No próximo sábado, no primeiro grito de carnaval (carnaval?!) do pedaço, a partir do sunset (lá eles não falam pôr-do-sol), vai ter show (show?!), na praia, com a bateria da VIRADOURO (que fica a mais de 50km de lá) e com a apresentação de um sujeito-quem chamado Roger Lyra, que assim se apresenta:

"Ao longo de 20 anos de carreira, o nome de Roger Lyra tornou-se um sinônimo de qualidade e competência. Atualmente, é o nome de maior expressão na cena eletrônica do Rio de Janeiro e sem dúvida, é um dos profissionais mais requisitados do Brasil, acumulando fãs em todo o país com apresentações marcantes ao lado de nomes como Armin Van Buuren, Paul Van Dyk e Fatboy Slim. Sua participação em mega-eventos como o Superstar DJ´s ao lado de Tiesto em Ipanema para um público superior a 200.000 pessoas ou no Réveillon 2007 com Above & Beyond na praia da Barra para mais de 700.000 pessoas, são a prova da experiência de um verdadeiro especialista na arte da mixagem, com vocação natural para manter a pista cheia onde quer que esteja, seja nos grandes festivais como o Skol Beats, Creamfields ou Helvetia, ou nos principais club´s do país como Anzu, Privilege, Nox, Pacha e principalmente no club 69 em Ipanema, club de destaque na cena carioca onde mantém uma residência quinzenal."

Carioquíssimo e ultracarnavalesco o programa, não?

Vejam o estilão do cara:

Tsc.

Até.

13 comentários:

Vania disse...

O jeito de ser da Barra, pra mim, é o maior exemplo a dar para um filho do que é não saber viver... Triste! Equivocado!
Jamais moraria lá...

Eduardo Goldenberg disse...

É isso aí, Vaninha! Saudade sua. E salve o Grajaú (com a exceção de seus síndicos militares da reserva!). Beijo.

Claudio Renato disse...

Morava em São Paulo quando, certa vez, na ponte aérea, recebi uma revista de bordo com um glossário ilustrado sobre o Rio de Janeiro. Era muito bem diagramada, com matérias interessantes sobre Copacabana, Ipanema, Leblon, Cosme Velho, Tijuca, Vila Isabel e até Penha e Madureira (para minha surpresa: as reportagens abordavam, respectivamente, a importância histórica da festa da Penha para a música popular brasileira e do mercado de umbanda em Madureira para a economia carioca). No verbete Barra da Tijuca, os repórteres diziam se tratar de um lugar de belas praias, construções modernas e um povo extremamente cafona. Lembro-me da frase final. "Se quiserem viver o espírito carioca, fujam da Barra da Tijuca. O bairro não é Rio.É Miami."

Casé disse...

Edu,

Por favor nem acesse esse link: http://www.riomusicconference.com.br/

Abraços,

Eduardo Goldenberg disse...

Claudio Renato: mas não é a mais pura expressão da verdade?! Abração.

Casé: que merda, hein?! Durante o Carnaval... 4 dias de drogas sintéticas na Marina da Glória. Que merda. Um abraço.

Eduardo Carvalho disse...

Odeio a Barra, com todas as minhas forças.
Abs.

João Carlos disse...

Caríssimos, concordo com o que foi dito sobre o aspecto cultural da Barra da Tijuca. Mas esse evento não é um evento de carnaval. É um evento que acontece aos sábados de verão, nos fins de tarde e tem o objetivo de trazer alegria e entreterimento para os frequentadores da praia. A cada sábado convidamos uma bateria de escola de samba as últimas foram Vila e Imperatriz e a próxima será Viradouro.
Quanto ao carnaval estamos oferecendo aulas de percussão para formar uma bateria para o bloco que teve inicio ano passado, mas este ainda contaremos com a bateria da Estacio de Sá para o desfile que será dia 21 de fevereiro.

Abraço

D. Gloria disse...

Gente, vocês são muito xiitas! Sou uma pessoa legal, morei quase 20 anos na Barra da Tijuca, e fui bem feliz lá (aliás, você também foi, Dudu...).Isso que vocês estão fazendo é a mesma coisa que falar mal de tijucano ou de suburbano...

Israel disse...

Isso ai parece cartaz de filme do Stevie Segal.

Eduardo Goldenberg disse...

João Carlos: alegria e entretenimento com música eletrônica... sei. Aquele abraço.

Dona Gloria: em 1987, a Barra era da Tijuca. É simples! Beijo, uma honra tê-la aqui.

CRAQUE DA GEMA!!! disse...

Adorei a Dona Glória!!!

R.Pian

Eduardo Goldenberg disse...

Pian: a dona Gloria é a maior, e modestíssima quando diz que é "uma pessoa legal". Mãe de minha namorada entre 1987 e 1989 (e tínhamos, por isso, condições de nunca mais mantermos contato mais estreito), jamais deixou de ser uma de minhas mais-queridas. Falamo-nos com intensa freqüência, ela morando em Natal, no RN (onde me recebeu, e à minha menina, como rei), e eu NUNCA - com a ênfase szegeriana - perco uma oportunidade de vê-la. CRAQUE DA GEMA é só seu apelido, certo? Craque, mesmo, cracaça, é ela, a quem amo - e digo isso de público, eis que a ela digo vez por outra - imensa e intensamente.

CRAQUE DA GEMA!!! disse...

Craque da Gema seria o nome de um blog sobre futebol carioca que, assim com tantos outros projetos meus, acabaram ficando pelo caminho.

Um forte abraço a você e a Dona Glória!

R.Pian